segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ONU CONCEDE LIMINAR PARA PERMITIR A LULA O EXERCÍCIO DE SEUS DIREITOS POLÍTICOS - MEUS CRÉDITOS À COMUNIDADE BARRO BRANCO, CORONÉIS PM FLAVIANO E DONIZETI - O TEXTO É DE ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO

Pinheiro Pedro
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19 de ago (22 horas atrás)
Flaviano

Olha só que excelente artigo foi escrito por seu amigo e advogado Pinheiro Pedro.

E o sarcasmo em algumas passagens enfatiza o viés dessa ação claramente inócua mas muito arrogante e pretensiosa.

Vale enfatizar que, para tal mister, precisam mudar a LEP, Lei de Execuções Penais que é o que rege a vida do presidiário luiz inácio da silva que tem até matrícula no sistema penitenciário.

Peço que esta minha mensagem chegue a ele e demais amigos.

-- 
BENEDITO DONIZETI MARQUES
Turma Tiradentes
bdmarques@gmail.com

Por Antonio Fernando Pinheiro Pedro


A notícia surge com estardalhaço midiático no início da campanha presidencial no Brasil: a ONU concede liminar para permitir a Lula o exercício de seus direitos políticos.

Assim está redigida a nota oficial distribuída pelos advogados de Lula, Valeska Teixeira Zanin Martins e Cristiano Zanin Martins: 

"Na data de hoje (17/08/2016) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final” (tradução livre).

A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha."

A nota revela uma vitoriosa articulação fomentada pela defesa de Lula, sem dúvida. No entanto seus efeitos permanecem mais circunscritos ao campo da política, e da guerra de factoides na mídia internacional. Juridicamente, na esfera de competência da justiça brasileira, o efeito é um traque - barulhento mas... de resultado pífio. 


Uma armação construída há décadas

A decisão da ONU, na verdade, é corolário de uma enorme armação jurídica, que se inicia na década passada, quando os petistas viram-se premidos judicialmente a prestar contas à Nação, dos desmandos que já se revelavam à opinião pública e impulsionavam medidas judiciais em plena gestão presidencial de Lula. 

Atemorizados pelos resultados no mensalão, os petistas puseram o Brasil de joelhos ao articularem a adesão sem ressalvas do Protocolo Facultativo que reconhecia a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU,  o que foi feito com a edição do Decreto 6.949 de 2009. 

Até então, os petistas e seus satélites, preocupavam-se com a manutenção da liberdade dos seus "guerreiros do povo brasileiro" - José Dirceu e José Genoíno, então envolvidos na ação 470, em curso no STF - o "Mensalão". Mas as nuvens negras do "Petrolão", objeto da  Operação Lava-Jato, já se acumulavam no horizonte. 

O objetivo estratégico era "construir" uma "instância de fuga", que pudesse ser sensibilizada pela comunicação proselitista em prol de Lula (que hipnotizava dirigentes socialistas europeus e americanos).  Desta forma, ainda que não desse resultado o processo de progressivo aparelhamento das cortes superiores e ministério público federal, então em curso - visando construir o chamado "governo não consensual" (nos moldes bolivarianos),  restaria aos petistas a ação articulada no exterior, diligentemente implementada pelo chanceler petista Celso Amorim e seu séquito de intelectuais proselitistas - todos elevados a postos importantes nos organismos internacionais de direitos humanos e resolução de conflitos.

Aliás, particularmente nos organismos de Direitos Humanos, a infiltração esquerdista foi internacionalmente arquitetada, de tal ordem que o próprio governo dos Estados Unidos, e também da Inglaterra, Israel e Colômbia,  recentemente, trataram de denunciá-la. 

O efeito jurisdicional dos tratados e protocolos firmados pelo Brasil, e sancionados pelas casas legislativas, surtem efeitos internos, por força dos parágrafos 2º e 3º do art. 5º da Constituição Federal.

Em 2011, a armação seguiu em curso, com as alterações efetuadas no Código de Processo Penal, pela lei 12.403, alterando os critérios para prisão processual, liberdade provisória e medidas cautelares, condicionando a prisão ao trânsito em julgado. 

Os conflitos atinentes às alterações efetuadas pela gestão Dilma no processo penal, demandaram debates acalorados no Supremo Tribunal Federal, exatamente quando passaram a ser utilizados em benefício dos dirigentes petistas. Esses conflitos ainda não pacificados. Esse imbróglio era justamente o que se pretendia, desde sempre, com a estratégia estrutural - que, no entanto, ainda não alcançou Lula.

Fato é que o resultado internacional desse metódico procedimento, se observa agora:  apresentado ainda em abril de 2018, a petição de Lula  ao Comitê de Direitos Humanos da ONU obteve em seu favor a decisão preliminar do órgão,  de recomendar ao Estado Brasileiro que nenhum órgão deverá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018, até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha.


Silogismo com premissas falsas

É conhecido no direito a lição de Chiovenda: "não se silogiza para julgar, mas, sim, para demonstrar como se julgou". 

Nesse sentido, a recomendação do comitê da ONU descumpre os ditames do grande jurista, pois parte de premissas hipotéticas que não se confirmam, e que sustentam um silogismo desenvolvido à guiza de decisão,  contido na intenção dispositiva. 

Um erro grave, que denota pressa...

O juízo é sempre um prius, com base nos fatos e no direito, e o silogismo um posterius, com função demonstrativa. Nesse sentido, a decisão é um esdrúxulo factoide silogístico, que não resiste a uma segunda leitura, senão vejamos: 
a) o processo contra Lula segue o rito estabelecido em lei, garantido o contraditório e ampla defesa, sem quebra de instâncias de conhecimento, e em um regime de estado de direito soberano e reconhecido como tal. Assim, há processo justo e decisão judicial confirmada em instância recursal, com confirmação de regularidade do procedimento obtida em instância superior;
b) O trânsito em julgado seria um óbice, ainda que decidido que sua exigência não exime a possibilidade de cumprimento da pena após decisão em grau recursal, SE o impedimento imposto a Lula, não adviesse de outro estatuto legal de status constitucional - a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135), que não admite candidatura de indivíduo condenado por órgão judicial colegiado;
c) O mecanismo adotado pelo protocolo da ONU admite denúncias como a interposta por Lula perante o Comitê. No entanto, as recomendações do organismo, não se prestam (e nem poderiam) a interferir no mérito do julgamento - não têm o condão de sugerir absolvição ou condenação de alguém, mas, sim, solicitar que um processo ou um julgamento seja realizado respeitando os prazos e as normas legais do próprio país... e isso, expressamente, foi cumprido pelo judiciário no Brasil. 

Assim, é notório que a recomendação do Comitê de Direitos Humanos morre nos seus próprios pressupostos , pois ignora a incidência de legislação complementar impeditiva do exercício da campanha política por Lula - não cabendo qualquer desimpedimento ao exercício político de uma candidatura ilegal, posto que  juridicamente impedida. 


Recomendação não é Mandamental

O ato do Comitê de Direitos Humanos, portanto, não tem outro efeito que não o de tumultuar o ambiente político de um estado soberano, servir de mote para a geração de factoides e produzir "fake news" sobre a viabilidade política da candidatura de Lula. 

A resolução não é jurídica - é puramente política e sequer deveria preocupar o judiciário brasileiro. No entanto, pode servir de repasto para o ativismo de plantão no Supremo Tribunal Federal. 

Outra questão relevante. O Comitê da ONU não é tribunal internacional.  Ademais, é um conselho de profissionais indicados politicamente, sujeito ao efeito de gangorras decisórias, tanto quanto a péssima judicatura  hoje aboletada no STF... 

O Comite de DDHH da ONU, repita-se, não emite decisões, mas pareceres. Nesse sentido, a chicana prova-se mais patética ainda, pois, do ponto de vista técnico, a tal "decisão liminar" do órgão foi de tal modo mal estruturada, que transmitiu um ideia de ser mandatória, quando em hipótese alguma o é. 

Não por outro motivo, o governo brasileiro emitiu nota bastante equilibrada, que serve de balde agua fria na fervura tentada internacionalmente pela defesa do ex-presidente petista. 

Diz a nota: 

"A Delegação Permanente do Brasil em Genebra tomou conhecimento, sem qualquer aviso ou pedido de informação prévios, de deliberação do Comitê de Direitos Humanos relativa a candidatura nas próximas eleições.
O comitê, órgão de supervisão do Pacto de Direitos Civis e Políticos, é integrado não por países, mas por peritos que exercem a função em sua capacidade pessoal.
As conclusões do comitê têm caráter de recomendação e não possuem efeito juridicamente vinculante.
O teor da deliberação do comitê será encaminhado ao Poder Judiciário.
O Brasil é fiel cumpridor do Pacto de Direitos Civis e Políticos. Os princípios nele inscritos de igualdade diante da lei, de respeito ao devido processo legal e de direito à ampla defesa e ao contraditório são também princípios constitucionais brasileiros, implementados com zelo e absoluta independência pelo Poder Judiciário.”


Ativismo Quer Relativizar a Soberania

A nota do governo brasileiro, não difere muito da postura já adotada pela chancelaria, em 2011, quando esse mesmo organismo da ONU somou esforços com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, para "recomendar" a paralisação das obras da Usina de Belo Monte.

O processo, à época, havia sido disparado pelos seguidores de Marina Silva, uma militante mundialista, partidária da relativização da soberania nacional, em conluio com organizações ambientalistas internacionais.

A resposta do governo petista de Dilma Rousseff foi muito mais dura que o de agora. Decidiu suspender relações com a  Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), e simplesmente ignorou a recomendação da CDH da ONU.

Não é possível hipocritamente abstrair o conflito, segregando o fator pessoal que influencia a questão.  Na verdade, os "militantes" inoculados no CDH da ONU, todos indicados politicamente por governos "progressistas" nestas últimas décadas,  são reincidentes específicos. Tentaram interferir pelo menos outras duas vezes nos marcos legais e na gestão soberana do Brasil, quando recomendaram a extinção das Polícias Militares (??) brasileiras, em 2013 e, também, quando recomendaram que os negócios do BNDES açambarcassem "direitos humanos" (???), em 2016.

Em relação às questões indígenas, a turma de ativistas engravatados tudo faz para relativizar a soberania do Brasil. Opinam a torto e à esquerdo (à direita, nunca...), gerando factoides contra a imagem internacional do Brasil, no que parece ser uma obsessão. 

Portanto, até por conta deste precedente (por sinal, petista), a chicana agora preparada em favor de Lula, não deverá mesmo merecer atenção do soberano Estado Brasileiro.

Posto o fato, resta às instituições nacionais barrar mais esse factoide urdido pela banda esquerdista internacional, que desembarca no território brasileiro travestida de "decisão" - uma chicana com ares diplomáticos.

Valerá a pena, no entanto, assistir à esgrima de leguleios, professores, jurisconsultos e magistrados, a respeito do tema -  doutrinariamente ainda inédito. Materialmente, porém, o efeito será pífio no destino funesto da candidatura lulista ao planalto nestas eleições de 2018.

A nota de instabilidade, como sempre, ficará à cargo do idiossincrático Supremo Tribunal Federal. 

  


Antonio Fernando Pinheiro Pedro é advogado (USP), jornalista   e  consultor  ambiental.  Sócio  diretor  do escritório Pinheiro Pedro Advogados.    Integrante do Green Economy Task Force da Câmara de Comércio Internacional,  membro  do  Instituto  dos Advogados Brasileiros  –  IAB.  Vice-Presidente  da  Associação Paulista  de   Imprensa  -  API,  é  Editor - Chefe do Portal     Ambiente    Legal,    do    Mural    Eletrônico DAZIBAO e  responsável pelo blog The  Eagle  View.

HÁ CINQUENTA ANOS ATRÁS 19 DE AGOSTO DE 1968 - ATAQUES TERRORISTAS EM SÃO PAULO.


  50 a. dos ataques terroristas defronte do DOPS, na 5ª Vara Distrital de SANTANA e na 5ª Vara Distrital da LAPA e uma agência do BANCO COMERCIAL DE SÃO PAULO (19 DE AGOSTO DE 1968). Exatamente às 3:04 horas, explodiu o primeiro petardo, que os terroristas colocaram defronte do DOPS, dentro de um automóvel roubado. Os prejuízos foram consideráveis e houve um ferido. A Polícia interditou o largo GENERAL OSÓRIO onde três carros ficaram destroçados. Iniciou investigações e, logo depois, tinha prendido mais de dez suspeitos. Alguns minutos depois, outra bomba explodiu, destruindo parcialmente o prédio onde estavam localizadas a 5 ª Vara Distrital da LAPA e uma agência do BANCO COMERCIAL DE SÃO PAULO. Desta vez, a Polícia conseguiu arrolar duas testemunhas importantes: um jornaleiro e um empregado de bar, que viram os prováveis terroristas no local. O terceiro ato terrorista foi praticado em SANTANA, na Rua ALFREDO PUJOL, quase simultaneamente com os outros, visando o Fórum Distrital. Os danos foram de menor importância.  Por causa da chapa 9-23-19, colocada no AERO WILLYS que explodiu defronte ao DOPS, a Polícia estabeleceu ligação entre os roubos e o terrorismo. Acontece que essa chapa pertencia a outro veículo, o qual foi utilizado no assalto contra uma agência bancária de PERUS, praticado pela QUADRILHA DA METRALHA. Para o GENERAL SÍLVIO CORREIA DE ANDRADE, delegado-regional da Polícia Federal em SÃO PAULO, os atentados são a continuação de uma série planejada por uma vasta rede de terroristas. 

20 DE AGOSTO DE 1822 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.


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EM 20 DE agosto de 1822, no decorrer da 14ª Sessão da Assembléia Geral do Povo Maçônico, dirigida por GONÇALVES LEDO no impedimento do GRÃO-MESTRE JOSÉ BONIFÁCIO, foi proclamada a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, exatamente há 196 anos; uma centena de pessoas se reunia na LOJA COMÉRCIO E ARTES no RIO DE JANEIRO para decidir sobre o futuro de nosso País. Comandados por JOSÉ BONIFÁCIO (que nesse dia foi substituído nos trabalhos da Loja por GONÇALVES LEDO), os que lá compareceram decidiram de forma a mais consciente possível qual seria o futuro de nossa Nação. Nessa data, a MAÇONARIA se envolveu não com os maçons funcionando e trabalhando isoladamente, mas como uma INSTITUIÇÃO. Em 1789, dois grandes acontecimentos também fizeram com que os ideais de liberdade aflorassem. Primeiro, a prisão de TIRADENTES, da CONJURAÇÃO MINEIRA, quando muitos maçons estavam trabalhando e também foram presos naquela época. Na segunda, no dia 14 de julho de 1789, tivemos a REVOLUÇÃO FRANCESA, com a queda da BASTILHA, em que maçons também, como DIDEROT, MARAT, ROUSSEAU e VOLTAIRE, todos homens que lutaram para a grandeza daquela grande revolução que durou cinco anos e na qual muitas cabeças foram decapitadas. Em 1796 tivemos a primeira chispa da MAÇONARIA no BRASIL. No sertão pernambucano foi fundada uma loja chamada AREÓPAGO DE ITAMBÉ, por ARRUDA CÂMARA e dezenas de padres jesuítas preocupados com os ideais libertários. Um ano depois, em 1797, aporta na BAHIA, no FORTE DO FAROL, uma fragata com o nome de “LA PRENEUSE”. Ali os oficiais da MARINHA FRANCESA fundaram a primeira Loja nos moldes que hoje vivemos, e que recebeu o nome de “CAVALEIROS DA LUZ”. Para aí acorreram as grandes lideranças da época. Em 1802 vem à ACADEMIA SUASSUNA, aclamando por todos os quadrantes os ideais libertários de que tanto necessitavam os brasileiros. Em 1808 chega no BRASIL a FAMÍLIA REAL, quando as tropas napoleônicas, comandadas pelo GENERAL JUNOT, invadem PORTUGAL. Aqui chega a Família Real, com mais de dez mil membros em sua comitiva, e trazendo dom PEDRO, uma criança de dez anos de idade. Em 1817, vivenciamos a REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA que, abafada, 43 ativistas foram sumariamente executados. Quase todos eles eram maçons. Em 13 de maio de 1822, os maçons JOSÉ BONIFÁCIO e GONÇALVES LEDO conseguem fazer com que dom PEDRO receba o título de “DEFENSOR PERPÉTUO DO BRASIL CONSTITUCIONAL”. Em junho houve dois acontecimentos importantes: no dia dois, pela manhã, é convocada a CONSTITUINTE BRASILEIRA, e à noite a fundação da ORDEM NOBRE DOS CAVALEIROS DE SANTA CRUZ, uma ordem que se posicionava como a MAÇONARIA FLORESTAL. Três homens importantes fazem parte dessa ordem: JOSÉ BONIFÁCIO, GONÇALVES LEDO e o próprio dom PEDRO. O lema desse apostolado: “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”. No dia 16 de junho temos a fundação do GRANDE ORIENTE DO BRASIL, com as LOJAS UNIÃO E TRANQUILIDADE, LOJAS COMÉRCIO E ARTES e LOJA ESPERANÇA DA VIDA. No dia 2 de agosto temos a iniciação de dom PEDRO na LOJA COMÉRCIO E ARTES. Chegamos então ao dia 20 de agosto. Mais de uma centena de brasileiros decidem, por intermédio de JOSÉ BONIFÁCIO e de GONÇALVES LEDO sobre o futuro de nossa Nação.  20 de

domingo, 19 de agosto de 2018

234 ANOS DO NASCIMENTO DO PADRE E POLÍTICO BRASILEIRO DIOGO ANTÔNIO FEIJÓ (17 DE AGOSTO DE 1784)

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234 a. nasce DIOGO ANTÔNIO FEIJÓ, padre e político brasileiro, em 17 de agosto de 1784, em Cotia. Teria nascido ou sido deixado na casa do padre Fernando Lopes de Camargo. Foi batizado como filho de pais desconhecidos e tido como filho do padre Felix Antonio Feijó e Maria Joaquina de Carvalho que também viviam em Cotia. Foi um padre maçom que teve grande importância na política imperial, tanto por seus atos, como por sua influência, ocupando lugar de destaque na história do Brasil. Viveu pelo objetivo de estabelecer um país justo. Considera-se que tenha sido o criador do Partido Liberal. Foi ordenado padre em janeiro de 1804, vivia de esmolar na região de Campinas. Feijó era um padre secular e não um membro do clero regular. Suas relações com a Igreja foram tensas, especialmente porque ele moveu uma campanha contra o celibato dos padres. Em 1809, passou a exercer o sacerdócio em Parnaíba, Guaratinguetá e Campinas. Foi professor de História, Geografia e Francês. Em 1821, partiu para Lisboa, já como deputado por São Paulo. Seu mandato se pautou pela independência do Brasil e em conseqüência do movimento contra os separatistas, foi obrigado a fugir para a Inglaterra e perseguido por José Bonifácio.Com a instituição a Maçonaria, em junho de 1822, Feijó e Bonifácio integram correntes diversas. Feijó defendia a liberdade política. Bonifácio, a Coroa Bragantina. E os dois se tornaram inimigos. Em 1831 Feijó tornou-se Ministro da Justiça e se destaca pela proteção que dispensava a colonização que deveria substituir o trabalho escravo, pela regulamentação do ensino primário e a regionalização do serviço alfandegário. Em 1833 articulou para que seu inimigo Bonifácio fosse destituído da tutoria dos príncipes e abandonou o Ministério. Em 1835, assumiu a regência do Império. É a primeira vez na história brasileira que um chefe do executivo é escolhido por eleição nacional. Foi eleito membro da Comissão de Instrução Pública e Negócios Eclesiásticos, bem como para uma comissão criada para exames das leis feitas pelas assembléias provinciais. Ao ser eleito presidente do Senado, tinha 55 anos e não podia mais confiar em sua saúde. Já sofrera um acidente vascular. Comprou um sítio em São Carlos, onde decidiu passar a viver e ali, no fim do ano, uma paralisia do lado esquerdo do corpo obrigou-o a permanecer em São Paulo. Era o começo de uma decadência rápida que lhe viria em três anos. Voltou ao Rio de Janeiro para assistir à coroação de D. Pedro II em 1841 e pouquíssimas outras vezes. Na Corte, raras vezes ia ao Senado, onde permanecia silencioso. Foi agraciado com a grã-cruz da Ordem do Cruzeiro por decreto de 18 de julho de 1841. Feijó morreu em 1843 e foi sepultado na Igreja do Carmo, em São Paulo. Sua morte acarretada por uma série de fatores, passava por uma crise nervosa, durante uma recaída, decidiu sair para caminhar. Durante a caminhada, escorregou e caiu com a cabeça na pedra. Foi para o hospital com sérios problemas, e morreu de parada cardiorespiratória.

Sir Nicholas Winton - ele salvou 669 crianças na Segunda guerra

A MISSÃO - CONTO DO CORONEL FLÁVIO M PINTO - MEUS CRÉDITOS AO CLÁUDIO LUIZ SENISE, LUIZ GIORGIS E CAMINHA.


A MISSÃO
FLÁVIO M PINTO

Este é um texto ficcional ambientado no Brasil, sendo os fatos e casos parecidos ou semelhantes  a realidade, mera coincidência.



CARTA DE MONIZ BARRETO AO REI DE PORTUGAL EM 1893
Nunca é demais recordar.
Senhor, umas casas existem, no vosso reino, onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã , a um toque de corneta , se levantam para obedecer. De noite, outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.
Seu nome é sacrifício. Por oficio desprezam a morte e o sacrifício físico.
Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não cansam de a celebrar.  Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares….
Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o mão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade  e a vida. Publicistas de vista curta acham-os caros demais, como se alguma coisa mais cara que a servidão.
Eles m porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição , eles compram a liberdade para todos  e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede de fazer com rigor tudo isso, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E desde hoje, é como se hoje o fizessem.
Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, á sua esquerda vai a coragem, e á direita a disciplina.



AMBIENTAÇÃO

O Brasil apresentava um cenário de pré-guerra civil ou, mais propriamente, a deflagração de um insurgência civil com todas as instituições imersas na corrupção e incompetência administrativa, que levou o país a um caos administrativo em todas as áreas, refletindo-se, inexoravelmente na vida cotidiana do povo.
A situação se apresentava como organizada de forma sistemática para plena destruição das estruturas sociais-político-administrativas inviabilizando qualquer tarefa de recolocação nos trilhos. O processo vinha de longa data.
Dominava o politicamente correto, conceitos importados,  inibindo quaisquer manifestações de cidadãos e entidades que propusessem o que está escrito no centro da bandeira do País: Ordem e Progresso.
Andar no lado do bem, parecia ir contra a corrente liderada pelas esquerdas, que continuavam rancorosas e incompetentes no trato da coisa pública e geradoras do caos interno com enormes prejuízos á Nação, que aparelhavam com apaniguados, a maioria dos cargos de mando e de todos escalões.
O Judiciário, neste caldo, parecia atuar apagando fogo com gasolina, cercando-se de privilégios e sua entidade máxima legislando contra os desígnios da população e interesses do país, desrespeitando a Constituição inúmeras e decisivas vezes. Era parcela importante no desmonte da Nação. Raro era o juiz que não afrontava a Constituição para resguardar ações de cunho desestabilizado, embora uns poucos lutassem contra esse status quo.
No ensino, pilar formador de uma Nação, vigorava o patrocínio de teses norteadoras , desde a mais tenra formação, de um notório marxista, que acabou desmontando todo sistema de valores , particularmente os familiares, os patrióticos, os cristãos e os democráticos, inseridos na mente dos estudantes. O caso é que os jovens brasileiros já chegam ao ensino superior desconhecendo as vertentes democráticas e cristãs e sim as marxistas.
O nível do ensino brasileiros caiu vertiginosamente nas avaliações por órgãos internacionais, gerando, internamente, um número excepcional de analfabetos funcionais, uma população considerável de desempregados sem qualificações e sem condições de absorver conhecimentos. A começar pela destruição do passado histórico da Nação denegrindo a maioria de seus heróis e seus feitos relegados a segundo ou terceiro plano. Ou até suprimindo-os da escalada dos fatos nacionais. Segue-se pela redução de matérias importantes na formação do caráter juvenil e exigências para aprovação. Destacava-se a atuação dos sindicatos de professores que, nas salas de aula, faziam a cabeça dos estudantes desde os mais singelos bancos escolares com teses marxistas.
deres momentâneos fomentados pela imprensa engajada surgiram em fatos manipulados, muitos jogando a população contra o sistema policial que sacrifica suas vidas pela segurança da sociedade.
A imprensa tinha papel importante nesse caldo pré-falimentar ao dar vazão aos interesses marxistas, como não saber que a primeira vítima, caso instalado esse governo, seria ela. Satanizar as forças policiais era seu esporte preferido e silenciar ante os desmandos marxistas, notadamente na Justiça de mais alto nível, mas ampliava as ações dos órgãos policiais os reinterpretando e dando uma versão deturpada do acontecimento, jogando o povo contra esses órgãos. Difusão nacional e repercussão internacional era o desejado e feito sistematicamente.
Outros que se destacavam, na desorganização organizada e sistemática do país, eram os sindicatos, entidades de classe infiltradas por agitadores profissionais e lideradas por sindicalistas das mais de 15000 organizações, que se diziam representativas dos trabalhadores e outros setores da sociedade produtiva e cultural. Estes, juntamente com as Organizações não governamentais estrangeiras, decidiam a política efetiva na Amazônia com graves prejuízos para a Soberania e economia nacional ocupando todos os espaços possíveis, neutralizando a ação de organismos legais, e muitos governamentais, implementando políticas internacionalistas dilapidando as reservas minerais estratégicas a céu aberto.
As ações pareciam ser sistematicamente organizadas entre sindicalistas, organizações de direitos humanos, imprensa, tudo capitaneado por partidos marxistas e amplamente apoiados pela imprensa, que amplificava qualquer ato alvo de censura ás forças contrárias, como operações policiais bem sucedidas contra agressores da lei e da ordem.
Agravava-se a ordem pública com a infiltração marxista na máquina pública impedindo o bom desempenho da administração em todos os níveis. Tanto no nível federal como no estadual e municipal. O loteamento de cargos públicos pelos marxistas era notório, mesmo tendo sido afastados nas últimas eleições, mas os que permaneceram, deram vazão a seus anseios de dominação e mantiveram o cerceamento das ações saneadoras com atitudes nos mais importantes órgãos da Justiça.
A economia apresentava ciclos arritmados e não  os números positivos de crescimento e redução do desemprego e inflação necessários ao desenvolvimento do país. A confiança interna e externa subia e descia não se firmando.
Dentro de tudo isso, o tecido social se deteriorava com desgastes visíveis em toda camada social, refletindo-se nos mais comezinhos costumes familiares e de convivência. O moral nacional parecia refletir, organizadamente, o desgaste de todos os campos do Poder e a economia pagava todas as contas pelo descaso e má intenção dos governos esquerdistas marxistas. .
A exceção parecia ser o Campo Militar, onde os militares ainda se mantinham hermeticamente alheios á infiltração marxista e cortando da própria carne quando surgiam problemas lesivos á sua administração e da Pátria. As tentativas de infiltração por meio dos oficiais e sargentos temporários, que entram na Força Terrestre sem concurso e por exame de títulos, eram paulatinamente neutralizadas devido a atenção dos serviços de Informações e de Recrutamento para o serviço temporário.
Mesmo não se poderia dizer da família militar, pois os filhos em idade escolar, com destaque a universitária, estavam á mercê dos doutrinadores profissionais e muitos militavam contra as ações e propostas de reorganização do país, integrando pequenos grupos ordenados pelas esquerdas manipuladoras, que os influenciavam, diuturnamente, longe dos pais. Muitos não escaparam desse proselitismo político.
O Brasil parecia querer desintegrar-se ante tamanho trabalho por seus filhos que desejavam destruí-lo. Era inconteste a ação da esquerda nesse sentido. O que aconteceu em Cuba na década de 60 passada, na Coréia do Norte, Albânia e agora recentemente na Venezuela, ainda não serviu para que refizessem seus métodos de implantação do comunismo. Teria de ser mantida a fórmula de destruição completa da sociedade para implantação do modo de vida total marxista, sepultando qualquer resquício de sucesso do capitalismo. E seus fomentadores viviam á solta no país pregando abertamente a desagregação.
O Brasil era a bola da vez com intensa atuação de órgãos marxistas internacionais coordenados pela ação deletéria dos comunistas nacionais, amparados pela inteira liberdade democrática que usavam para destruir a democracia brasileira e suas instituições.
Seus líderes passeavam livres e impunes por todo país difundindo a desordem, fomentando a discórdia e a desídia e o descrédito nas instituições.
Essa situação não podia mais avançar na destruição do país.


A REUNIÃO

O amanhecer surgia prometedor para Agildo: logo, no meio da manhã, participaria na casa de Petrus Silva, um dos maiores comerciantes, produtor  , exportador e importador de tecidos do Brasil, incentivador e patrocinador de inúmeros projetos sociais, de uma reunião com outros importantes empresários, capitães de indústrias de todo o Brasil, que tocavam com espírito patriótico, com seu empenho e inteligência, grande parte do PIB brasileiro. Acordara cedo, como de costume, e muito bem humorado. Abrira a porta da sacada do quarto do hotel, no 20º andar e não sentira o ar meio acre eivado de poluição da capital paulista e ficara feliz. Algo de bom estava a caminho. O céu estava incrivelmente limpo para a vida paulistana. Parecia sondar a bela reunião que se avizinhava. Bons ares se prenunciavam. Pudera, iria se reunir com uma plêiade de amigos que tinham reais interesses em comum, pátrios e de amizade de longa data. 
A agitada capital paulista, centro dos mais importantes fatores decisivos da Pátria, com exceção do Congresso, seria o palco de um belo encontro, mas nada indicava, na mansão,  que haveria uma reunião importante. Os participantes chegavam em carros de aplicativos, táxis, carona, não havendo acúmulo de carros no estacionamento. Um cuidado extremo da organização em dividir as conduções por diversos aplicativos. Nada indicava uma reunião. Nem haviam muitos serviçais para atender o grupo, apenas os normais da casa. Todos de confiança.
Na sala de reuniões, em torno da mesa , mais de 20 importantes brasileiros relembravam momentos de suas vidas em comum. Até piadas rolaram.
Após quebrado o clima do encontro, e reencontro de muitos amigos, Junio Bastos assumiu a cabeceira e perguntou se o ar condicionado estava perturbando alguém e não recebeu respostas, então começou a falar.
Amigos, acredito que todos sabem porque estamos aqui. Sem rodeios, não dá mais para aguentar a situação porque passa o Brasil. Muitos de nós, que apoiaram financeiramente esse projeto esquerdista, já saíram desiludidos do território nacional não só com o governo que acreditaram, mas , e principalmente com a classe política que apoiaram e esses os traíram desavergonhadamente sem o menor escrúpulo. A lição foi bem aprendida por muitos de nós e não vamos entrar nesse barco novamente.
A esquerda se portou aqui como se porta no mundo afora, mas não acreditávamos que iria acontecer na nossa cara. A Venezuela, com múltiplos investimentos nossos, seja bem dito sem retorno algum, apenas nos mostrou a face perversa da doutrina que muitos de nós apoiaram. E se arrependeram amargamente. E tiveram enormes prejuízos, sendo os maiores os de queda de confiança.
Não nego, com isso, a culpa que temos nesse caos que está o Brasil e não quero, como presidente da associação, obrigar todos a não doarem nada para as campanhas políticas. Somos todos adultos, gerenciamos nossas indústrias com milhões de empregos nas nossas responsabilidades, famílias dependendo das nossas decisões, até cidades pequenas dependem dos nossos impostos, mas tudo tem um limite.
E esse limite é atingido quando, para nós,  a carga de impostos chega a um patamar extorsivo, dificuldades em gerar empregos pela burocracia voraz, fiscalização insana em muitos setores como na área ambiental e trabalhista,  dificultando a atividade criadora de oportunidades recheados por atitudes de políticos corruptos e incompetentes impedem que o empreendedorismo se difunda e gere renda e empregos.
As consequências para o povo são mensuráveis na falta de recursos para a infraestrutura, dificuldades em gerenciar a segurança e destinar recursos para a educação. Tudo estimulando a sonegação e diminuindo a arrecadação oficial em todos os níveis. Não é segredo que todos os Estados e municípios estão em dificuldades sérias.
É hora de estancar essa sangria. E já.
Parece que a coisa está absolutamente coordenada para tomarmos o caminho da destruição e comunização do país. A começar pelas últimas decisões da Justiça. Ou agimos ou sobreviveremos como a Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte. Alguém tem de fazer alguma coisa para o bem de todos nós. A hora é agora! É preciso varrer do país esse tipo de brasileiros com atitudes sem um mínimo de brasilidade. Não são brasileiros, seja bem dito, por isso cometem esses crimes, cada vez mais lesivos ao país.
Temos de agir em todas as áreas, neutralizando os cabeças, um por um, os líderes, em cada setor.
Que vocês acham?
Era isso que tinha a dizer. Agora vamos discutir fazer ou não, influenciar ou não. Não podemos ficar de braços cruzados ante a destruição planejada do nosso país por uma esquerda correta, covarde, e antidemocrática.  E esta é a minha posição. Chegamos a uma situação inaceitável. Não vou aceitar pacificamente a destruição de tudo que minha família e o meu país fizeram  até agora durante mais de quinhentos  anos. Nem podemos mais esperar que a educação dê um destino mais decente ao Brasil. Enquanto esperarmos para que esse objetivo seja atingido, as esquerdas ampliarão seu domínio. Vocês sabem que comunista só sai do poder á bala. Mas o que mais me espanta é o silêncio da imprensa sobre esses desmandos e ofensas jurídicas do STF. Silêncio pois estão mancomunados com o projeto de poder esquerdista internacionalista. Então não temos tempo a perder. Obrigado, meus amigos”.

A discussão começou com todos falando ao mesmo tempo. Tinham necessidades urgentes, mas logo se acalmaram e passaram a falar mais tranquilamente e um de cada vez.
Julio Monterosa, um grande produtor de cacau na Bahia, falou da imperiosa necessidade de contratarem um jornalista influente para servir de porta voz. Eu conheço um que pode ser, mas custaria muito caro, afirmou”.
Breno Tavares retrucou afirmando que determinadas coisas não tem preço e reafirmou a necessidade de se atacarem os principais focos de onde saem as diretrizes para destruição sistemática do Brasil.
Walter Magnussen, dono de uma das maiores siderúrgicas do país e grande exportador de produtos acabados em aço, indagou  porque não fazemos como os militares que possuem um pequeno grupo num quartel, e também nos quartéis generais, que chamam de Estado Maior e que decide e pensa tudo?
“Ótima ideia,  disse Lindolfo, um dos maiores produtores de cana-de-açucar  e álcool do país, que tinha sido oficial R/2 e conhecia bem o estamento militar.
 Discutiram durante todo o resto da manhã e formataram a ideia de Magnussen, constituindo um grupo pensante e diretor.
E, na parte da tarde, esse grupo se reuniu separadamente dos outros e tomou as primeiras decisões de realizar ações para neutralizar os líderes e mentores  da baderna que estava o país e contratar o porta-voz.  Uma das primeiras tarefas, também,  seria contratar uma empresa estrangeira especializada em head hunters, para localizar e contactar um líder para essas operações, enquanto isso formatariam o plano de execução. Foram unânimes na  contratação de Valério Boasorte, um dos mais importantes jornalistas televisivos do país e recém demitido da Rede Globo.
Pagaremos o que for preciso, disse Telmo Godolfin. Tenho a certeza que aceitará, pois é dos nossos. É coerente, competente, honesto e decente. Pelo menos acho.
E decidiram, de forma unânime, que fariam um levantamento desses líderes esquerdistas , por setor, levantamento este, também solicitado a empresa estrangeira que buscaria os líderes para a empreitada.
Eram 3 horas da tarde quando voltaram a se reunir com todos o grupo e comunicar a decisão, articular um fundo para sustento financeiro e apontar os alvos.
Mansueto Pontatierra, militar reformado da Marinha, que foi Comandos Anfíbio dos Fuzileiros Navais, era um que tinha fácil trânsito com a classe militar e encarregou-se de dar formato de execução ao plano, sem antes exigir o mais profundo sigilo de todos. Eram homens responsáveis e nem era preciso exigir isso, comentou um integrante do grupo.

Três meses depois, chega a Adolfo o resultado da prospecção e do levantamento estratégico feita pela empresa e também uma solicitação de consulta por parte de Pontatierra. Adolfo já sabia o que era e pediu o comparecimento, no seu endereço, de mais dois integrantes do grupo. O plano era detalhado e , de cara, solicita a constituição de 4 grupos para execução das tarefas. O Estado Maiorprecisava ser reunido. Era chegada a hora da execução e limpeza do Brasil.
Rapidamente os empresários se reuniram e decidiram, a partir do relatório e propostas de Pontatierra, seguir as determinações propostas pela empresa de prospecção e contactar líderes também no exterior.



O ENCONTRO
O coronel Eduardo K. decidira ir á praia para esmaecer após uma semana trabalhosa no Curso de Comandos e de Forças Especiais do Exército. Era um solteiro convicto e tinha sua vida plenamente resolvida.
Copacabana estava em festa com Sol alto, muito quente e céu sem vento e limpo, indicando “céu de brigadeiro”,  ótimo para aproveitar bem o dia, sem preocupações, apesar do risco diário e domingueiro de enfrentar arrastões e trombadinhas na praia , no calçadão da mais famosa praia do mundo.  Mas o visual, o ar marinho que vinha para a areia e calçada, dava alentos para resistir. Embora ele se garantisse.
Sempre que o cansaço fisico e mental desejava bater á porta desse brioso cidadão, ele embarcava num avião de carreira em Goiânia e se dirigia para o Rio de Janeiro, onde ainda tinha bases familiares e de amizade. Era seu refúgio. O descanso do guerreiro.
Sempre dizia que nada melhor do que uma boa e irresponsável praia, mesmo só, para recuperar seu prumo. Um fim de semana de tempo bom e de bom visual, sempre dizia, era suficiente. Ficar horas e horas sentindo calor bater no corpo e admirando o visual e  o bater das ondas na areia era um relax sem preço, recuperaria os tempos de frio intenso , que passaram diversas oportunidades nos cursos que frequentara.
Mas aquela semana seria diferente, pois lhe concederam uma semana de folga! Não sabia porquê.
Integrava e chefiava a equipe de instrutores do Destacamento 1 dos Comandos do Exército. Sua vida inteira fora dedicada aos Comandos e aos Forças Especiais. Pedira aposentadoria do Exército a poucos anos, mas continuava vinculado áqueles cursos que lhe deram formação especializada, grandes amizades e experiência, ministrando aulas de técnicas especiais de tiro e planejamento de ações rápidas.  Sempre estivera na linha de frente da instrução militar especial e a burocracia não lhe aprazia. Tinha um contrato de prestação de serviços como instrutor com o Exército para repassar seus conhecimentos aos futuros Comandos e Forças Especiais. Também fazia parte do grupo de instrutores de um clube de tiro da cidade com ligações em todo o país. Era reconhecido por sua competência. Sempre dizia que era um Comandos inativo, como um vulcão havaiano!
Sabia que não tinha vida própria e a qualquer momento poderia ser chamado para atuar em qualquer lugar do Brasil. Sempre estivera pronto desde que abraçara esse ramo da sua profissão militar para cumprir missões sem questionamentos e hesitação.
Era discreto, quieto, e poucos sabiam que era militar e muito menos integrante de um destacamento da elite de combate. Apenas na praia, sua formação musculosa denunciava sua forma física. E sua saúde era ponto de honra, pois tinha de estar bem, e pronto,  a qualquer hora e dia.
Na vida de instrutor de um curso militar, sua atividade era intensa. Chamavam-no de coronel, pois fora o posto que deixara ao aposentar-se no Exército.
Vivia entremeado com treinamentos físicos e técnicos de lutas, armamentos, planejamentos e reconhecimentos  de áreas para ações rápidas e decisivas. Passava sua experiência.
No meio da manhã, na praia, chega ao seu encontro , um amigo de longa data, que fora seu colega desde os bancos escolares do Colégio Militar de Brasilia até a Academia Militar. Jofre, não seguira o amigo no curso de Comandos nem no de Forças Especiais. Preferira a linha de Informações e estava na ativa lotado no gabinete do Comandante do Exército.
Sempre conversando amenidades e relembrando tempos escolares, Jofre relata ao amigo que viera ao Rio de Janeiro especialmente para falar com ele. Disse que estava , a aproximadamente duas semanas, sendo acompanhado pela Segurança de uma empresa internacional. Era uma missão que lhe fora dada diretamente por um grupo de civis patriotas, amigos do Exército e do país, interessados em colocar o Brasil nos trilhos e estava de posse de uma mensagem endereçada a ele.
Gente séria, capitães de indústrias, patriotas, responsáveis, grandes formadores de opinião e movimentadores de fortunas diariamenteafirmou Jofre.
Com a finalidade precípua de desviar atenção, foram para um motel na zona norte do Rio de Janeiro num carro alugado por Jofre.
Este levou um aparelho para testar se havia qualquer ligações de aparelhos de escuta, observação e gravação no interior da habitação que ocupariam. Era seu metier.
E de luzes meio apagadas, Eduardo é informado que fora escolhido para ser o comandante de uma operação na qual receberia recursos, para a operação e para si,  através de uma conta secreta no exterior e seu contato seria apenas o seu amigo Jofre. Seria muito bem recompensado. Receberia as tarefas paulatinamente no quartel do Destacamento de Comandos em Goiânia, mas por fora do caminho normal das correspondências. Não precisaria procurar seus interlocutores: seria encontrado, onde quer que fosse, para que fossem repassadas as mensagens.
O grupo não possuía militares, apenas Jofre e ele,  que foram recrutados por uma equipe internacional de busca de head hunters. Jofre informa ao amigo que não sabe como o nome  do amigo estava nesse esquema, e  por seu turno nada sabia. Só sabia que era um grupo importante e influente na indústria brasileira e teria a retaguarda jurídica que precisasse, caso ocorressem problemas. Já tivera exemplo disso com um membro, que se viu envolvido com uma turma dos  Direitos Humanos e a bandidagem carioca.
Afiançou também que não teria problemas no Exército. Teria ainda apoio operacional cerrado de ex-integrantes de um grupo Kidon do Mossad, israelense.
Ao ser mencionado o Kidon, Eduardo sentiu um calafrio e entendeu o tipo de missões que lhe seriam confiadas.

O PRIMEIRO ALVO
O tempo passou e nenhum contato foi feito com Eduardo.
Um dia muito quente e seco, a procura de um sapato e passeando no Shopping de Goiânia, foi abordado por uma mulher, que dizia conhecê-lo da sua cidade natal. Era uma mulher linda, vistosa, muito bem vestida, e de gestos e atitudes bem discretas, que ele já havia visto recentemente em diversas oportunidades.
Você não é o João Dias das Marcas Registradas?perguntou
“Não, pareço ser ele?respondeu
Sim, e muitoe engataram uma conversa que se estendeu pela tarde, regada a café e água mineral.
Estavam num pequeno bistrot e foi fácil o encontro. O local era pequeno e os clientes ficavam bem próximos. Após o rápido diálogo, sentaram numa mesa fora do recinto, e bem mais distante das outras pessoas. Desfeito o equívoco, conversaram.
Ela dizia chamar-se Laura e professora de línguas. Conversaram muito e no meio dessa conversa, Laura chamou-lhe de coronel.
Eduardo , que já estava com segundas intenções e surpreendido com a desenvoltura da bela moça , mais ainda quando ela começou a falar coisas de sua vida militar passada e recente. Sabia onde ele andou e andava recentemente. Sentiu que não adiantaria falsear para ela. E ela sabia que o militar era sincero e positivo. E não mentia.
O capitão começou a ficar desconfiado, porque  que já a havia visto diversas vezes bem próxima e fez menção de retirar-se, sem antes marcar novo encontro. Com sua formação militar sempre se precavia desses contatos fortuitos.
Quem era e o que queria essa mulher?se perguntava Eduardo.
Porque me segue a dias? pensava o capitão? que interesse será?
Até que ela disse que tinha uma mensagem para ele, mas o envelope não deveria ser aberto em público.
O coronel deu um largo suspiro como a entender toda jogada. A moça o seguia, segundo seu instinto,  para certificar-se de que era ele mesmo e ciente disso, entregaria a mensagem. E assim se deu o desenlace.
Foi até o banheiro do Shopping e quando voltou não encontrou mais sua parceira.
Puxa, não fiquei com nenhum dado dela, mas não tem problema, quando quiserem me acham, não vou me preocupar agora, pensou Eduardo e foi para casa. Quando lá chegou, encontrou na caixa do correio um telefone celular com acessórios , um número e uma recomendação para só usar em caso de contato. Não dizia para quem, mas o capitão entendeu.
O envelope, bem enrolado com papel bolha, tinha duas folhas e numa constava o número da conta senhas e para contato com datas de validade; na outra : ENTRAREMOS EM CONTATO. AGUARDE”.
A vida continuava e a expectativa de receber uma missão não assustava o capitão, pois sempre fora preparado para ações fora da rotina, que exigissem tudo de sua inteligência, técnicas e saúde.
Estava de bem com a vida, tinha bom relacionamento com seus amigos e não tinha desafetos, pelo menos acreditava. Não tinha namoradas nem companheiras muito menos se juntava a turmas para festas. Apenas se relacionava com amigos e amigas que compartilhavam seus gostos e anseios.
Com todo cuidado abre o envelope em casa. Dentro também constava duas folhas, sendo uma com cinco nomes, secos e sem referências nenhuma, telefones e códigos para contatos. Na outra, a observação que o mesmo contato o procuraria oportunamente.
Eduardo sentia que estava sendo preparado para agir, a expectativa era grande.
Os cuidados com a saúde, principalmente a mental, se avolumavam. E os cuidados na rua também. Seu tino de segurança individual estava sendo colocado á prova, assim como meus nervos e equilíbrio psíquico.
Quase ao entrar no seu prédio, uma loirinha linda tipo mignon e de cabelo tipo Joãozinho, de roupas de  ginástica, lhe chama atenção. Ela já estava, pelo menos parecia, meio assustada, pois Eduardo a seguia desde o Shopping. Iam na mesma direção e não sabiam. E entram no mesmo prédio: eram vizinhos de porta e não se conheciam, pois seus horários eram bem diferentes. Começaram a rir quando se identificaram como moradores no elevador e Rita, assim se chamava a moça, foi convidada a tomar um suco no apartamento de seu vizinho.
A moça pensou que seria assaltada, mas desfez-se em gentilezas ao descobrir seu engano. O coronel também desculpou-se pela coincidência.
Passaram o resto da tarde conversando e Rita impressionada pela sinceridade de Eduardo, disse-lhe que era viúva e dona da academia de ginástica do Shopping. Além de ser instrutora de artes marciais e faixa preta-5º Dan-de Karatê. Seu marido fora assassinado na frente do Shopping onde moravam, vitima de latrocínio.
Ah, foi aquele assalto a noitinha no carnaval ano passado?falou Eduardo
“Sim” respondeu Rita. “Até hoje pareço ouvir os tiros e depois meu marido caído. Os bandidos passaram correndo pela portaria do prédio, e foram logo apanhados pela polícia. Fiquei administrando a academia e sobrevivendo. É isso aí.”
Tornaram-se amigos e seguidamente tomavam café juntos no Shopping ou no apartamento de um dos dois. Tornaram-se bons amigos. 

A PRIMEIRA TAREFA
Certo dia, ao chegar no edifício, foi informado que tinha uma visita lhe esperando. Essa se identificou como parte de Jofre e lhe entregou um envelope com a recomendação de só poder ser aberto em local restrito e retirou-se com um até logo. 
No envelope, constavam novos contatos, três dossiês, entre eles uma ressalva de como deveriam ser utilizados e  os nomes dos três primeiros alvos para eliminação: três ministros do STF, que libertavam políticos e doleiros ligados aos partidos marxistas, especialmente o PT,  a toda hora, afrontando a ordem jurídica e ao povo ordeiro e trabalhador, revisando e dando novas resoluções a decisões já tomadas pela mesma Corte.  Parecem que desejavam um Brasil incendiando-se. Afrontando e desprestigiando, inclusive,  a maior operação desencadeada contra a corrupção no Brasil. A bagunça jurídica e desobediência civil, parece que era o que desejavam.
Eduardo fez um estudo detalhado e chegou a conclusão que teria que contar, já nessa primeira ação, com o apoio dos colaboradores do Kidon.
Foi atrás do envelope que recebera e fez os contatos necessários. Marcaram uma reunião, que na realidade, foi durante uma corrida de rua de Eduardo com um dos kidon. Definiram o plano de execução, materiais necessários, coordenaram suas atividades e 6 dias depois explodiam dois carros que levavam os ministros para casa no Eixo Monumental de Brasilia.  Terceiro ministro também teve seu carro explodido, no mesmo dia, mas próximo onde o ministro residia no Lago Sul. Os carros, que eram blindados, foram quase pulverizados pela força dos explosivos acionados á distância. Vários carros que passavam perto foram atingidos pela explosão, mas sem mortes, com exceção dos ministros, seus motoristas e seguranças.
Os restos dos ministros Frederico Dias e de Wladimir Lewis foram estraçalhados. A potência explosiva foi muito bem calculada para não afetar o entorno, lançando os carros a mais de 20 metros de altura.
A imprensa esquerdista caiu logo encima incriminando as Forças Armadas e foram rechaçados de forma violenta pelos Gabinetes dos Comandos militares, gerando enorme desconforto no governo ante a atitude agressiva e violenta, mas defensiva, dos militares, mais uma vez acusados do que não fizeram.
Pela primeira vez na história as Forças Armadas, os Comandos Militares, e não o Ministério da Defesa, entraram na Justiça contra essas agressões e acusações da imprensa e OAB. Jornalistas e veículos de informação foram nominalmente processados. De forma rápida e precisa.
A reação popular foi espantosa ante a eliminação daqueles que enxovalhavam a Justiça brasileira com suas decisões esquerdistas. Os comentários nos jornais foram na direção de uma avalanche de radicalismos de direita que invadia o país.
“É a volta da ditadurabradavam os mais influentes meios de comunicação, mas não encontravam eco na ação saneadora dos atentados.
No STF, essas ações tiveram um efeito devastador com a incrível volta da razão jurídica nos julgamentos e fim dos julgamentos políticos fora da Constituição. A ordem jurídica, pelo menos temporariamente, parecia ter voltado na mais alta Corte da justiça brasileira.
As polícias, em todos os níveis , noticiava-se, já estavam no encalço dos causadores dos assassinatos, mas não sabiam que eles já estavam longe do Brasil.
Ocorriam manifestações de apoio ao ato em todo o Brasil.

Enquanto isso, Eduardo já planejava uma nova operação contra um ex-guerrilheiro marxista, Jeff Durante, presente em quase todas as ações esquerdistas nos últimos anos. Era um alvo difícil, pois é um agente formado em Cuba no serviço secreto e tinha forte penetração em diversos setores da imprensa, política e movimentos sociais e era resguardado por forte esquema de segurança de mercenários cubanos. Sua defesa parecia intransponível.
Mas nada que os kidon não pudessem vencer.
E assim foi feito.
Passavam-se os dias e o grupo que colhia informações sobre o alvo não apresentava resultados.
Eduardo tomava suco com Rita no apartamento quando recebe uma ligação cifrada no telefone para contatos. Seria contactado na rua e lhe passariam uma mensagem. Não lhe disseram onde e a única recomendação era ir ao Shopping a pé a partir das 14 hs.
Recebe a encomenda e segue rápido para casa para decodificar a mensagem.
A informação tratava de um encontro de ex-guerrilheiros de 1964, a alta cúpula, na Rua das Hortências, 98. Uma casa de esquina de difícil abordagem por possuir ótima visualização externa com um galpão no pátio para festas e uma piscina. 
Os informes davam a direção que a reunião seria á noite. Jeff Durante, o maior estrategista esquerdista, que estava em liberdade condicional, liberado por juristas amigos do STF, estaria lá. Já se sabia que, desde a cadeia, ainda continuava a comandar a esquerda.
A equipe de informações deslocou, então, para as proximidades, uma Van disfarçada em food truck aparelhada com sensores de som e visão noturna e no ar, um pequeno drone, monitorava o local, também com sensores de visão noturna. Acompanhavam a operação, outros dois drones com potentes explosivos, que seriam ativados em hora oportuna e estavam a grande altura. Invisíveis ao olho humano.
Não dava  para perder tempo. No final da tarde, os componentes da Van já começaram a notar aumento de atividades em torno do galpão e ativaram os drones para identificar o grupo e o alvo principal já estava na área. Foi identificado um pequeno fogão a gás operado por uma mulher. Algumas pessoas sentavam em sofás ao redor de uma mesa bem no centro do galpão e pareciam ser as mais importantes da reunião.
O drone principal identifica Jeff Durante e marca e repassa, com seu GPS as coordenadas aos drones com explosivos, mas o foco, principal era o fogão a gás, explodindo-o, para tirar a conotação  dos mísseis.
Escurecia e , como para facilitar o trabalho de identificação dos drones mesmo tendo sensores infravermelhos, as luzes do local são acesas, facilitando o trabalho.
 A gravação pelos drones , e pela Van, informava que a reunião tratava de formalizar adesão a um candidato esquerdista , traçar estratégias contra o candidato de direita, comemorar aniversário de Bell Almeida, outro guerrilheiro de 64 e ativo membro da política esquerdista. Apurou-se que ás 20 hs ocorreria uma salva de fogos de artifício. Quem conduzia a reunião era Jeff.
Eduardo coordenava as ações e acompanhava tudo esperando momento para atacar. Todos foram informados dessa queima de fogos e determinou-se aquele horário para desencadeamento da operação.
Mapearam todos os locais de lançamento dos fogos registrando-os nos drones que continham os mísseis.
As imagens dos drones estavam bem nítidas e Eduardo já havia combinado sinal para desencadeamentos das explosões.
Na hora marcada, os fogos começam a pipocar iluminando os céus e imediatamente saem, do céu aberto, na direção do galpão duas trilhas de fumaça. Tudo foi precedido por uma pequena explosão do botijão de gás seguido pelas dos mísseis enviados pelos drones. Não ficou pedra sobre pedra na região do galpão e da piscina.
A essa altura a Van já estava longe monitorando as ações desencadeadas e todos os integrantes do grupo a salvo.
Mais uma missão cumprida a contento.

em casa, depois de destruir os envelopes que recebera, Eduardo revê, mentalmente, seus planejamentos como instrutor do Curso de Comandos e de Forças Especiais. Tinha reconhecimentos, viagens, para o Pantanal e selva amazônica. Teria de fazer os contatos para a fase final desses curso e necessitavam de sua presença.

OS ALVOS DO GRUPO 2
Kurt Waltzin e seu irmão Odin, colonos gaúchos descendentes de pais russos e ucranianos, ainda tinham parentes na Ucrânia. Estes eram sobreviventes da recente guerra contra a Russia e se tornaram guerrilheiros ativos. Tornaram-se soldados mercenários na causa contrária a dominação comunista e já haviam atuado em inúmeros países até na América Central.
Os dois irmãos vieram para o Brasil para fugir das guerras e escaramuças que passaram, mas não haviam perdido o faro para detectar ações dos seguidores de Karl Marx. Estavam no Brasil vivendo como pequenos agricultores, mas não esqueciam seu passado recente nem suas especialidades: a ação subterrânea. Sofriam com as ações do MST na sua região.
Seus dotes guerreiros chegam ao conhecimento de Christof, mercenário belga contratado pela empresa americana de caça hunters  para a operação, e são formalmente contactados. Esse mercenário fora do sistema de informações do seu país e possuía grande experiência em recrutamento. Tempos depois, Kurt  e seu núcleo recebem uma tarefa: eliminação de dois alvos no Rio Grande do Sul. Um rural e outro citadino. Dois líderes esquerdistas que literalmente tocavam o horrornos seus domínios com suas ações de fomento, apoio e execução ao movimento comunista internacional e suas garras no Estado e no País.
O primeiro alvo escolhido, pelo grupo foi o citadino: Antenor Mantas, militante dos direitos humanos que só atuava na defesa de guerrilheiros, tendo conseguido “diploma” de inocentes a muitos, assassinos, assaltantes de bancos, contumazes destruidores de bens públicos com explosões, e livrou-os da cadeia, ainda foram aquinhoados com polpudas indenizações por sua ação( de Marcos) deletéria.
Ele, com barriga acentuada pela falta de exercícios e sedentarismo, costumava passear com a sua mulher nos arredores de sua residência regularmente no centro da cidade.
Num passeio no centro da capital, Kurt senta-se para tomar um refrigerante num bar com a finalidade de minorar o efeito do calor escaldante do verão gaúcho, e nota que um cidadão ao seu lado começa a chorar. Era um homem humildemente vestido que estava muito entristecido. Parecia ter mais do representava, uns 50 anos, mas suas mãos calejadas denunciavam mais.
Ele olhou para Kurt e disse-Tu conheces aquele homem bem vestido que está tomando cerveja ali na frente?
Porque conheceria?respondeu Kurt.
Pois é, prosseguiu o homem, ele matou o meu pai e destruiu minha família em 1965. Meu pai era vigilante de um banco e foi assassinado a sangue frio de joelhos com um tiro na nuca por ele, na frente da agência onde trabalhava. A minha mãe ficou viuva para cuidar de três filhos pequenos, eu era um deles, o menor. Ele é Antenor Mantas. Ganhou polpuda indenização por esse ato, mais por ter sido ferido pela polícia quando era perseguido logo após o assalto e assassinato. Hoje é um dos mais ferrenhos defensores dos direitos humanos. A minha família nem condolências ganhou. Apenas um dinheiro do banco que pouco durou, segundo minha mãe.Falou o homem que disse chamar-se Valdeir Roth da Rosa.
Era esse o alvo citadino do grupo de Kurt, que agradeceu ao homem e pagou-lhe uma cerveja.
Sempre venho nesse bar e  encontro esse bêbado e me digo que tenho de fazer algo para reparar o dano que ele causou a minha família, mas não tenho coragem e hoje tenho pena dele, mais uma vez se pronunciou Valdeir.
Fique tranquilo que um dia ele vai encontrar quem o faça pagar issofalou Kurt e despediram-se.
Imediatamente Kurt ligou sua memória e gravou a imagem e o local. Se o alvo sempre vinha ali era questão de acompanhamento e partir para cumprimento da missão.
Muitos donos de bar e garçons já o conheciam pela frequência assídua. Principalmente pelos porresque tomava á noite. Sempre era carregado aos táxis que o levavam para o apartamento. 
O grupo de Kurt integrado por mercenários ucranianos e alguns da comunidade russa do Paraná e do norte do Rio Grande do Sul, passou a monitorar Antenor, que caiu de mão beijada no visual do grupo de Kurt. Ainda não tinham decidido como seria a ação final, mas todos já estavam cientes dos costumes quase diários do alvo.
Esse vai ser fácil”relatava Brno, um ucraniano descendente de kosovares, sempre ávido por uma vingança.
Antenor, ex-integrante do VAR-Palmares, grupo esquerdista adepto da violência revolucionária e que realizou inúmeros assaltos, sequestros e assassinatos na década de 70 passada, era a ponta do iceberg de infiltração marxista nas escolas, notadamente nas primárias, e vivia como um nababo com o volume de recursos que recebia dos  processos de indenizações, de todo tipo, que ganhava em favor de seus amigos da revolução marxista. Só o Estado e suas vítimas eram lesadas. Passava a imagem de um professor aposentado. Era o maior líder dos sindicatos na área do ensino. Fazia e acontecia. Era personagem importante no meio.
Vivia com Martina, uma búlgara marxista tão radical que só usava roupa de baixo e casacos vermelhos. Dizia que era para não esquecer o que a sustentava! Quase toda noite levava Antenor de arrasto, quando não carregado, dos bares até o apartamento onde moravam, no centro de Porto Alegre.
Numa dessas noites, é levado desfalecido para casa.
Daqui a pouco acorda da borracheira. Deixem-no assim mesmo. Paciência, diziam as pessoas que o levaram. É toda noite assim!comentavam os garçons.
Só que Antenor não acordou mais. Havia sofrido um brutal e violento ataque cardíaco e ficou deitado sobre a mesa na calçada.
Odin, que passava por perto, quando os paramédicos do SAMU o atenderam e comprovaram o óbito, fez um sinal de positivo para Kurt, que agradecia ao garçom.
“Já sei o que ele está agradecendo. Essa foi sem dor, deu tudo certopensou. Mais um lixo comunista se foi”.


A AÇÃO RURAL
Cumprida essa tarefa, Kurt e Odin retornaram ao interior para cumprir a segunda tarefa: a eliminação do mais importante líder sem terra e pivô de toda insegurança no campo e nas periferias das cidades brasileiras, com destaque para o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, berços do agronegócio brasileiro. Seguidamente debochava da classe do agronegócio e preparava e executava invasões destruindo propriedades e bens móveis e imóveis.
Tinham de cumprir uma quarentena voluntária para não se expor de graça nem chamar a atenção.  Como agricultores, pobres, sabiam das  dificuldades de trabalhar devido á ação do MST.
Imensos prejuízos eram causados ao agronegócio, carro chefe da economia brasileira, chegando-se ao ponto de destruição de propriedades-modelo e morte de centenas de animais, gados de corte e preservação genética, com raça genética de elite. A insegurança revolucionária era levada ao campo contra agricultores completamente indefesos.
Eles conheciam todas as propriedades em torno da vila que vivia Martino Suchads, o líder rural. Prática executada no movimento, sua segurança era provida por cercas elétricas fortificadas, fossos e um cordão de casebres de sem terras fanatizados e responsáveis pela segurança aproximada. Difícil chegar lá sem ser reconhecido. Tinha-se farto material levantado pelos drones, vistas aéreas, mas por terra ninguém conseguia se aproximar. Uma fortaleza no campo. Diziam, sem confirmação, que possuíam armas de grosso calibre.
Era preciso mais gente e Eduardo colocou o grupo kidon no apoio.
Não era possível infiltrar-se por causa do excessivo patrulhamento e controle exercido dentro e nas proximidades da fazenda. De veículos, então, era impossível pela quantidade de fossos que prepararam. A pé, nem pensar.
Então decidiram promover um incêndio generalizado no pasto e mata que cercava o local, gerando muita fumaça para permitir a entrada de uma equipe de eliminação.
E assim foi feito.
No final da tarde, dois  pequenos aviões  pulverizadores, borrifaram grande parte da vegetação, que cercava a área alvo com óleo queimado misturado com gasolina e depois atearam fogo. Antes, a ação dos pulverizadores não despertou suspeitas maiores, pois espalhava papéis de propaganda eleitoral de um candidato comunista. os pequenos aviões também faziam acrobacias e geravam fumaça.
A área ficou com visibilidade quase nula durante boa parte do final da tarde e depois anoiteceu dificultando mais ainda.
Drones monitoravam o movimento e redes de comunicação. A confusão era geral. O líder estava confinado na casa central. Era a hora dos grupos kidon entrarem em ação.
Quatro kidon entraram no acampamento arrombando a cerca com um carro preparado para tal e se dirigiram para o núcleo central, que parecia já estar esperando a invasão. Drones detectam a fuga de um pequeno grupo de pessoas da casa principal e os atacantes se dirigem ao seu encontro. No meio estava o líder, que foi sumariamente executado por um kidon, que rapidamente saiu da área. O grupo de eliminação não caiu na armadilha dos sem terra que era, supõe-se, fazer que aos atacantes fossem ao encontro do outro grupo, fortemente armado, que se evadia por uma rota aparentemente sem importância e totalmente encoberta por vegetação, mas detectada pelos drones,  enquanto um menor  saía por outra.
A importância dos drones nessas operações foi fundamental. Os kidon detectaram que a língua mais falada durante o pânico e fuga era o espanhol. O mesmo foi detectado pelo drone que monitorava com sensores em média altura, que confirmava o assessoramento dos cubanos.
Ressaltar que os sem terra tentavam abater os drones com armas de caça de dois canos e potentes. Não conseguiram, pois eles foram rapidamente colocados a uma altura maior e recolhidos á base.

A ARRASTÃO EM COPACABANA
Fora ativado mais um grupo de execuções com a finalidade de não concentrar as ações e disseminar por outros grupos, dificultando a ação da polícia.
Matt, um mercenário americano com grande experiência em guerras no Oriente Médio e África, especialmente em atividades antiterrorismo, reunia um grupo, todos ex-boinas verdes, também  mercenários com larga experiência em combate, para neutralizar um alvo: um ex-governador marxista e líder subterrâneo de toda atividade da esquerda no país.
Vivia no Rio de Janeiro, bem longe de sua terra e livre do assédio da imprensa. Surfava livre e solto em toda atmosfera política carioca, podendo articular suas ações sossegadamente. Era só praia, passeios no calçadão de Copacabana, contatos olho no olho no escritório, tudo bancado pelo polpudo salário de ex-governador. Era ele, a mulher e um cachorrinho poodle branco. Tinha dois seguranças cubanos a lhe vigiarem os passos.
Carlos Sobrinho não saia de casa em dias de futebol na TV. Naquele domingo, a TV aberta iria transmitir para todo o Brasil um jogo entre os maiores times do seu Estado. Não torcia para nenhum, o seu clube era um terceiro, mas teria de prestigiar seus conterrâneos. mais uma vez não saiu de casa. Empataram, e Carlos ficou contente.
O Rio de Janeiro também estava em festa com mais uma final de campeonato entre Flamengo e Fluminense. Copacabana e Laranjeiras pararam para assistir o clássico.
Terminados os jogos, o povo festejava e Carlos sai com seu poodle para passear no calçadão da mais famosa praia do mundo.
A praia estava cheia de gente co0mo sempre nos fins de semana ensolarados. Música, bicicletas, vendedores ambulantes, vendedores de bugigangas, bebidas, salgados, sucos, uma feira ambulante de quadros e antiguidades no calçadão e areia.
O Sol caía, a noite se avizinhava,  bares começavam a encher e as pessoas começavam a abandonar a praia.
Carlos encontra Cintra, o Bagre Véio, seu amigo e morador da cidade a mais de 30 anos. Já era um carioca. Isso podia se ver por sua indumentária: chinelo de dedos, camiseta regata, bermuda e só um documento de identidade. Claro, levava um dinheiro para a cervejinha.
Andava sempre preocupado com a segurança, mas nunca fora assaltado como a maioria da população carioca de Copacabana e a da zona Sul. Sempre desconfiado e alerta, dizia. Carlos, dizia que confiava no seu taco e não se preocupava. Estava bem. Bagre sempre retrucava e dizia que quem não estava bem era o Estado, que ele deixara falido e sem possibilidades de contrair qualquer empréstimo para minorar seu sofrimento financeiro, a começar pela impossibilidade absoluta de pagar os salários em dia, porque ele tinha limpado o cofre e comprometido o orçamento por muitos anos a seguir. Todos os investimentos em todas as áreas ficaram comprometidos e inviabilizados. Carlos não demonstrava um pingo de arrependimento do que fizera no governo do Estado, pois passeava livre e desimpedido da ação do Tribunal de Contas do seu Estado. Da Assembleia Legislativa, ele, quando se referiam, dava uma gargalhada e procurava mudar de assunto.
Bagre decide ir embora deixando Carlos falando sozinho no calçadão.
Na hora de se despedirem, uma horda de gente rapidamente, vinda da favela, que fica no bairro,  se aproximou e sentiram que era um arrastão. Passaram por ele levando tudo, de forma até violenta, o que podiam dos pedestres e banhistas que saiam da praia. Gritaria, correria, pânico generalizado.
Cessado o arrastão, notou um pequeno aglomerado na beira da calçada e perto da areia. Havia um corpo estendido no chão. O corpo ainda segurava um cachorrinho pela coleira. Era Carlos esfaqueado na altura do tórax. Um corte muito grande e muito sangue em volta. A Polícia chega logo, mas Carlos já estava morto.

O CLIMA NACIONAL
O clima político nacional, após a série de assassinatos de líderes importantes da esquerda, ficou mais tranqüilo.
As polícias ainda continuavam perdidas em relação a busca de indícios dos assassinatos. Os mais contumazes dilapidadores do Erário e os doutrinadores marxistas parece que se esconderam.
O Congresso , com a esquerda amedrontada e sem a ação dos contumazes esquerdistas que tumultuavam as pautas,  votou importantes matérias, praticamente sem votos contrários e vetos, abordando temas sensíveis como a distribuição de recursos por parte do TSE para os partidos, cortando praticamente tudo, obrigando os partidos a buscar outras fontes, que não o dinheiro do contribuinte para sustentar campanhas eleitorais, tirando da educação, segurança ou saúde.
Os deputados e senadores passaram a ser mais comedidos nos seus gastos autorizados e muitos foram cancelados, como as verbas de gabinete, auxilio de saúde, alimentação e moradia, correspondência e paletó, verdadeiros acintes.
No Senado cogitava-se, fortemente, a cassação de três  ministros do STF, que, após as explosões dos carros, passaram a dar seus votos sem o tom político e bem afinados com a razão papular. Após forte pressão popular,  Paulo Freire foi retirado da figura de patrono do ensino brasileiro e sua doutrina educacional banida dos bancos escolares. Foi feita uma ampla reestruturação do ensino dando ênfase á meritocracia e colocando-se barreiras a serem ultrapassadas pelos abrigados nas cotas dos mais diversos tipos.
O Brasil passou a fazer acordos com países democráticos e desenvolvidos aumentando sua liderança na América do Sul e ainda reestruturou o Acordo do Mercosul, tornando-o de fato, mais democrático e abrangente, livrando-se do jugo socialista. 
Dentro desse clima , o Congresso alterou a forma de preenchimento dos cargos de ministros nos tribunais superiores e isso se refletiu na esfera estadual principalmente nos tribunais de contas.
A imprensa, que silenciara ante os desmandos do STF, cessa, como por encanto, a perseguição aos militares e passa a noticiar com mais destaque e policiar jornalisticamente os projetos das esquerdas de destroçar o Brasil, divulgando quem as propõe com acompanhamento cerrado aos congressos do Foro de São Paulo , divulgando abertamente suas decisões e os votos e posições dos participantes brasileiros, algo que era proibido aos não participantes do evento, pois era evento fechado ao público e a imprensa.
O Governo Federal entrou com reclamação nos foros e tribunais internacionais contra as dívidas dos países do Foro ao Brasil, gerando enorme descontentamento dos países devedores sulamericanos, do Caribe e da África, todos marxistas. Negócios e acordos com esses países foram sumariamente cancelados.
Uma nova política indigenista foi aprovada e cancelada a decisão nacional de apoiar a Declaração de autodeterminação dos povos indígenas na ONU.
Foi regulamentada uma nova política de ocupação de terras sendo que MST foi declarado fora da lei nas suas atitudes de invasão de terras ocupadas. O mesmo procedimento foi adotado em ocupações de espaços públicos nos centros urbanos. Estas, e muitas outras medidas saneadoras, foram aprovadas com forte aprovação popular.
Uma onda de moralização atingiu todos os brasileiros em todos os setores a começar pelo político, sendo que, muitos dos envolvidos em negociatas e malversões contra o Erário nacional, tiveram seus bens, propriedades, carros atacados pela população enfurecida.
A Nação parecia encontrar uma nova direção rumo ao seu futuro, por fim, apesar de alguns exageros, como a violência contra os políticos.
O Congresso passa a enquadrar o STF neutralizando a maioria de suas decisões, particularmente as monocráticas.
Um novo clima vigorava no país seguindo o lema do presidente americano Trump, mas Brasil primeiro!
Dentro desse clima, o candidato de direita que defendia todas essas manifestações e atitudes  era perseguido pela imprensa e por parte do STF, que ainda mantinha uma absurda condenação”por racismo e homofobia, jogando para o alto a independência das declarações parlamentares.
Mas ainda faltavam duas tarefas a serem cumpridas e Agildo, Junio Bastos e Petrus Silva sabiam.
Mesmo com o sucesso das operações até agora, Eduardo K. foi acionado para cumprir as duas últimas tarefas e limpar o Brasil.

AS DUAS ÚLTIMAS TAREFAS
A tarefa de Eduardo K. não estava completa.
Desta vez reuniu-se diretamente com o Estado Maiordo grupo, que repassou as duas últimas tarefas. Ainda contava com os grupos kidon e mercenários boinas verdes americanos, já muito bem familiarizados e aclimatados no país.
Como sempre, recebeu um envelope envolvido num papel bolha e com a recomendação de só abrir em recinto fechado.
Até presente momento nada havia vazado em relação aos executores dos assassinatos. Todas as polícias, estadual e federal com todos os seus departamentos investigativos se encontravam sem um sequer rastro para seguir, apenas as acusações da imprensa e de grupos esquerdistas tentando incriminar as Forças Armadas e grupos de direita. Não deixaram provas pelo profissionalismo da execução.
Desta vez, a última ação, Eduardo e Matt desejavam simultaneidade da ação. Mas como coordenar ações em cidades diferentes? Apenas o horário seria mesmo, ou próximos, mas as ações seriam distintas.
Em São Paulo, um ex-presidente da república responsável por criar e manter toda estrutura das esquerdas no Brasil e a expandir pela América Latina era o alvo principal e no Sul do país uma mulher deputada federal, ardorosa defensoras de bandidos e seus direitos. Criadora dos maiores problemas com os defensores de causas legais.
Para a primeira ação, foi alugado um apartamento próximo do seu endereço para comandar as ações. Observação judiciosa. Não poderia ter erro. Discrição seria fundamental na execução. Foi mais de um ano de preparativos e aproximação do alvo, que possuía seguranças pessoais da Presidência da República, mas não eram profissionais. Eram sargentos da forças armadas deslocados para a função.
Os mercenários americanos acompanhavam todo movimento do alvo e já conheciam a sua rotina detalhadamente, pois eram experientes nessa área.
Saídas para passeios, ao supermercado, visitas a parentes e conhecidos, idas ao médico, tudo monitorado. Participações em palestras, dentro e fora do país, eram acompanhadas com mais cuidados, pois eram nelas que o alvo fazia seus principais contatos.  O problema era decidir como seria o final da tarefa.
Dois kidon( um homem e uma mulher)  conseguiram  empregos na empresa de limpeza e manutenção responsável pelo apartamento do ex-presidente. Ficaram mais perto ganhando confiança.
A ação se passaria no apartamento pelo sigilo necessário e os kidon, cientes, focaram nessa ação. Seria sua última missão e depois escafeder-se-iam  pelo mundo.
O grupo de boinas verdes faria o resgate e os deixaria no aeroporto, num hangar de um jatinho particular que os deixaria fora do país em poucas horas.
O trabalho dos profissionais foi extremamente rápido por seu profissionalismo, sem antes , por garroteamento, também matarem os dois seguranças. A surpresa não permitiu sequer qualquer esboço de resistência por parte do alvo e dos seguranças.

O outro grupo de mercenários boinas verdes havia se deslocado para o Sul , Porto Alegre, para cumprir sua tarefa. O alvo morava com a família ( o marido um homem velho e inválido) num bairro chique e a filha, que nunca estava em casa e sempre retornava da rua drogada na madrugada, muitas vezes acompanhada de viciados em drogas, totalmente fora de si.
Analisando todas as alternativas, Matt decidiu simular um assalto cinematográfico na mansão.
Primeiro cortaram a luz com um curto circuito forjado, que explodiu o reator estabilizador de corrente existente na quadra. Deixaram a equipe de consertos da empresa consertar o estrago e retomar a energia elétrica. O conserto serviu para a equipe de boinas verdes, que simulava apoio, infiltrar-se e todos, com uniformes e viaturas da companhia de eletricidade,  acompanhar e conhecer a moradia. Duas horas depois de estabilizar novamente a energia elétrica e reconhecimento in loco feito, no início da madrugada, nova explosão e invasão da casa com a eliminação de todos os ocupantes. A ação foi exclusivamente rápida e terrestre sem apoio algum de drones.
Plano executado com perfeição por profissionais.
A imprensa não atentou para o fato da simultaneidade das ações e, novamente, focou em acusações sem provas contra os mesmos acusados nos outros incidentes. 
Estava cumprida a missão de Eduardo K.
Agora poderia ir, novamente, descansar na praia carioca.

Ao chegar em casa, três semanas depois dos acontecimentos, Eduardo encontra no elevador, uma Rita aflita com seu desaparecimento. Ela nem poderia saber de suas atividades nem sabia que uma equipe de apoio tratava de todas as coisasadministrativas dos envolvidos na operação , chegando ao ponto de recolher correspondências e pagar contas. Nada indicava seu afastamento, pois não possuía amigos que o visitavam ou saíam frequentemente. Nem possuía carro ou moto. Nem falava de sua vida a ninguém. Nem aos amigos mais próximos.
  
    - “Onde andavas, Eduardo?
    - “Fui visitar uns parentes no interior de Minas. Porquê?”
    - “Nunca me contaste isso!
     - “Porque te contaria? te interessa tanto a minha vida assim, Ritinha?
     - “Ora, és um dos poucos amigos que tenho, meu querido, não te deste conta?
      - “Não é por isso que vou abrir a minha vida para ti, Ritinha.
Numa relance, olhando seus olhos, sentiu o quanto era importante para a sua vizinha. Convidou-a a ir até seu apartamento.
chegando, colocou um CD do Simply Red e um ar romântico aproximou os dois.  Abraçaram-se e se beijaram com sofreguidão.
Eduardo sorriu para Ritinha que se aconchegava nos seus braços. Nunca tinham se aproximado dessa forma, apenas eram amigos, que no máximo se davam um leve beijinho no rosto de saudação ou despedida, mas observavam detalhes no outro , e não comentavam. Satisfaziam-se com suas presenças em inúmeros e agradáveis encontros. 
Como é que eu nunca tinha notado esses olhos verdes?pensava Eduardo.
Ritinha era sedutora. Loirinha mignon, cabelo tipo Joãozinho , pernas grossas e bem torneadas pela musculação, e era louquinha por ele! Ele sentia isso quando ela olhava e falava com ele.
O que fazer agora? será que ainda tenho aquele queijo Brie para oferecer a ela com uma geléia gostosa? ou só uma guaraná para oferecer?pensava o coronel.
Ritinha foi ao aparelho de som e ficou dedilhando os CDs.
Tens bom gosto, coronel!
“É, minhas amizades também seguem esse padrão. Mas porque só agora me chamas de coronel?
“Eu não sabia. Descobri olhando detalhadamente as fotos da sala. Fui tenente durante 6 anos no QG do Comando Militar do Sudeste, onde conheci meu marido, procurador da Justiça Federal, casamos e alugamos essa academia no shopping, quando viemos morar em Goiânia e depois que ele morreu, eu adquiri. É issocontou meio triste Ritinha.
“Não fique triste, a vida é assim mesmo, a morte, de qualquer forma, é a única coisa certa na nossa vidaa consola o coronel.
Eduardo puxa Ritinha para mais junto e ficam enlaçados por largo tempo, um sentindo o calor do outro.
A amiga era uma mulher forte, decidida e sozinha. E muito linda.
Estavam sentados no sofá de mãos dadas ouvindo músicas românticas.
Quando se deram conta estavam na cama se amando e rolando pelo quarto,  com as mãos um procurando outro, ora na cama ora no chão no tapete felpudo.
Parece que os dois necessitavam, a um bom tempo, de um romance desses.
Eduardo, agora, pode admirar o enxuto e fenomenal corpo de sua amiga com sua genética e forjado na sua academia. Notava braços fortes, mas não musculosos; pernas fortes e bem torneadas; um tronco erecto e bem definido; mãos e pés bem delicados; barriguinhabem conformada com os músculos á mostra; tudo amparado por um belo sorriso e um cabelinho tipo Joãozinho, que Eduardo adorava. A muito tempo queria dizer isso para ela, mas imaginava reação contrária e não queria ofendê-la e perder a amiga.
Que fazias antes de casar, Ritinha?pergunta.
Eu trabalhava numa academia de ginástica como relações públicas e modelo. Quando me propuseram tirar a roupa em fotos artísticas, caí fora. Ganharia um bom dinheiro, mas dinheiro não é tudo”.
Acostumado com detalhes, Eduardo entendeu que era essa a mulher que sempre procurara. E começou a relembrar todos os fatos e momentos desde que se conheceram.
           Vou fazer um capuccino para nós” fala Eduardo ao se levantar e colocar um roupão.
           Está bem. Aguardo, meu queridoresponde a amiga. E continuou na cama deitada e apenas coberta com o lençol.



O tempo passa e enquanto a Nação tomava novo rumo, um ex-presidente, de dentro da cadeia, juntamente com seus seguidores, comandava a massa carcerária do local, dando ênfase e força as mais variadas lideranças e suas ligações dentro e fora dos presídios.  Não foi difícil para ele liderar todos grupos criminosos encarcerados.
Não se conformava com o andar da situação e continuava a gerar problemas com a Justiça e inflamava a população através de liminares( já beirando a 100) em todos os ramos da Justiça brasileira para soltá-lo. Seguidamente ofendia a Justiça paranaense e seus juízes, principalmente em audiências fora da cadeia. Queria tornar-se preso político, mas os juízes não caem na armadilha dele. O trabalho de seus advogados, muito bem pagos,  também continuava febril, sendo cada novo dia um motivo para entrar-se com  mais uma liminar para libertá-lo ou julgar-se o juiz do processo incompetente para continuar á frente das acusações.
A situação se agravava. Parecia fora de controle, mas era muito bem calculado o horror na sociedade que causava. Ataques a policiais e instalações públicas com extremamente violência e crueldade desnorteava as polícias de todos os Estados devido ao patrulhamento da imprensa esquerdista.  Assim como incêndios de ônibus, ataques a instalações militares das Forças Armadas e prédios públicos. As ordens, de acordo com a Inteligência das polícias, partia da prisão onde estava o ex-presidente que  tinha direitos incríveis dentro da cadeia e gerava problemas com os outros presos e a legislação prisional com diversos motins abortados.
A cada dia, os tribunais de Justiça do Paraná e do Rio Grande do Sul, descobriam novos bens escondidos e em nomes de laranjas com valores  altíssimos nos mais variados países, e quando são solicitadas reduções de penas ou relaxamento pelos advogados do ex-presidente, elas são  aumentadas para o desespero do condenado e de seus seguidores. ro
A Justiça é afrontada diuturnamente por causídicos pagos a peso de ouro, com acusações e motivações que beiram o ridículo.
Descobrem-se planos de fuga do ex-presidente e reveladas ações para , mesmo depois de condenado em diversas instâncias pelos mais diversos crimes contra a Nação, inocentá-lo nos mais diversos tribunais afrontando a Justiça.
As polícias também descobrem planos para fraudar-se as urnas eletrônicas indefinidamente e se perpetuarem no poder.
A Policia Federal despendia recursos imensos na manutenção do preso nas dependências prisionais com desvio de pessoal para sua segurança e a inconcebível comunicação com seus correligionários e saídas autorizadas pela Justiça para depoimentos.
A situação se agravava ante a ação de grupos internacionais que frequentemente o visitavam.
O grupo de Adolfo, ante o agravamento da situação e desfecho imprevisível,  decide novamente acionar Eduardo K..
Este, que achava que sua missão já estava de bom tamanho e havia se mudado para o Rio de Janeiro, mas mantendo contatos de toda espécie para futuras ações. Sua inteligência privilegiada e conhecimento na área eram admiradas por quem o conhecia.
Foi difícil encontrá-lo, pois passava maior parte do seu tempo em atividades de pesca submarina na região dos Lagos no litoral fluminense. Levava uma vida tranquila, mas muito viva, pois suas atividades não lhe deixavam muito tempo. Sossegava quando ia para o mar.
No Rio passou a integrar grupos de estudos da Guerra híbrida e auxiliava as ações dos Forças Especiais do Exército na intervenção na cidade. O seu conhecimento era muito reconhecido, já tendo sido aventada sua designação para a pasta da Segurança Pública do Estado. Não aceitara o convite, pois desejava participar apenas de atividades mais pontuais e seletivas, sua especialidade.
se passara pouco mais de um ano, da sua última tarefa para o grupo de Adolfo, quando recebe novo contato anunciando, pelo mesmo método de sempre, que receberia um mensageiro em pessoa do grupo.
Desta vez era Junio Bastos e iria a seu apartamento. Os mesmos cuidados de segurança foram tomados e Eduardo temia que Ritinha, que tinha a chave do apartamento surgisse e decidiram sair dali.
Foram para um hotel na periferia da cidade para conversar. O motorista de Junio, que também era seu segurança, ficou na porta do quarto.
Conversaram á vontade e Eduardo recebeu, com confiabilidade , um relatório da firma estrangeira, que haviam contratado para “caçar os líderespara as operações, abordando a situação atual do Brasil envolvendo o grupo do presidente preso.
Junio falou que era para Eduardo tomar conhecimento e, ele, o incineraria ali mesmo.
No documento constava, deduzindo-se dos escritos, que:
           o grupo era uma verdadeira facção criminosa com ramificações internacionais;
           queriam manter a pobreza no Brasil para se manterem no poder;
           queriam, com a evolução de sua influência governamental, cassar as liberdades individuais;
           destruir, sistematicamente, todos os ganhos do capitalismo;
           o objetivo maior era impor a moral socialista, escravizando povo, tirando a vontade de protestar contra a situação vigente;
           acabar com a liberdade religiosa com os sacerdotes trabalhando para o progresso do socialismo;
           fraudar as eleições sistematicamente para se manterem no poder;
           continuar o desarmamento da população ordeira e armar grupos de defesa do socialismo;
           utilizar criminosos como massa de manobra para utilizá-los oportunamente;
           inverter, sistematicamente, todos os valores morais e cristãos da sociedade.
E as ordens todas vinham da prisão afinadas com procedimentos criminosos dos maiores líderes encarcerados dos grupos de malfeitores e dos fora da prisão. Suas ações extrapolavam os muros. Era necessária a eliminação desse problema.
Uma equação difícil de ser equacionada devido, o alvo, não se afastar da cela e das imediações do pátio. Sua proteção era dada pelos mais ferozes bandidos presos. As audiências de depoimentos fora da cadeia haviam sido suspensas e substituídas por video conferências, evitando-se deslocamentos. Os únicos deslocamentos eram feitos pela equipe técnica de montagem da parafernália eletrônica para transmissão das imagens e só sob rigorosa segurança.
Seria uma operação trabalhosa que requereria muita engenhosidade e disciplina.
Decidiu-se organizar a ação em fases: colocariam drogas na água e na comida de forma parcimoniosa e iriam aumentando a dose. Em determinada fase , essas drogas gerariam uma diarréia geral. Aí, entrariam para trabalhar lá, todo pessoal que estava sendo treinado para realizar o motim dentro da prisão, incendiá-lo e explodir a ala que estava o ex-presidente.
As condições não se ajustavam devido a extensa corrupção existente no sistema carcerário,  além da sua absoluta falta de compromisso com sua tarefa precípua e com consequente despreparo técnico e psicológico.
O tempo passava e o país mudava exigindo soluções ante o poder manipulador do grupo do ex-presidente condenado. Foram feitos investimentos gigantescos para instalação de bloqueadores de sinal, mas esses eram facilmente burlados por telefones registrados fora do país e de posse do grupo do ex-presidente, e que entravam no presídio-alvo devido a extensa corrupção entre os seguranças e funcionários corruptos. Muitos sofriam ameaças ás suas famílias fora da prisão e traziam para dentro do complexo prisional armas, drogas e celulares.
 A prisão de Mangarataia era uma fortaleza-escritório de onde a  esquerda comandava toda ação subversiva no país. O governo atual parecia repetir o erro do governo militar misturando presos políticos com criminosos comuns. Tentaram afastá-los, mas os advogados esquerdistas impediram, para reviver as prisões do pós 64 e criar uma massa bandida politizada nas suas mãos e ganhar motivação para atacar as forças legais. .
O constante sucesso de pequenos motins levou o governo a decretar intervenção militar nas cadeias, passando a administração aos militares. De cara, um violento motim estourou na cadeia de Mangarataia, mas foi logo sufocado, com dezenas de mortes de apenados jogados ás feras por seus chefes, como buchas de canhão.
A essa altura, a Operação Cereja do Bolo  estava sendo executada com a introdução parcimoniosa de drogas na água e comida. Para a execução do plano, os apenados foram consultados numa pesquisa e cada ala de presidiários passou a receber cardápio diferenciado, feito por cozinhas distintas, facilitando controle da aplicação das drogas. Esse despiste surtiu efeito psicológico enorme ensejando comando da situação por parte dos apenados.
 A última fase da aplicação das drogas se aproximava e toda parte médica da operação já estava sendo preparada e treinada. Mas surgiu um contratempo: a organização da operação foi informada que o ex-presidente recebia comida de fora do presídio e não seria afetado, mas o caos seria total ante os desarranjos estomacais. Esse aspecto não seria óbice.
Desencadeada a operação, de fato o caos se instalou, possibilitando a atuação total dos guerreiros mercenários infiltrados e separação dos apenados por estado de saúde, sendo requisitados diversos hospitais para tal.
Os boinas verdes presos por crimes forjados, e que foram colocados lá para realizar um levante em duas alas, começam a atuar, após iniciar-se um incêndio em outras alas vizinhas.  Nesta hora, entraram no presídio, como funcionários dos bombeiros,  os kidon e executaram o ex-presidente dentro de sua cela, que foi totalmente carbonizada e apenas sendo possível identificar os cadáveres por material genético. Os incidentes foram identificados pela direção do presídio como fruto de uma guerra entre quadrilhas.
Estava finda a operação Cereja do Bolo.


Agora, de fato, vou descansar, pensava o coronel Eduardo K. O sucesso da operação feita com profissionalismo exemplar dos mercenários e dos kidon garantia a missão cumprida.
Continuaria com apenas sua Walter PPK como companheira.
No meio da manhã, tocam a campainha do apartamento. Era Ritinha.
-“Coronel, me ajude. Estou com muitas dores nas costas e mal consegui levantar hoje. Ontem discuti feio com uma funcionária da academia e tive de mandá-la embora. Senti um mal estar horrível”
“Venha aqui, querida. Deite-se nesse sofá, de bruços e fique tranquila.”disse Eduardo informando que faria uma massagem, pois provavelmente seus Triggers points estavam inflamados.
“Triggers points? o que é isso, coronel?”
“São quatro pontos que temos nas costas e que podem ser responsabilizados por inúmeros problemas, desde distensões musculares e dores fortes nas costas” fala Eduardo.”Eles tem de ser pressionados até desmanchar os nódulos. Tire a blusa.”

Ritinha estava reticente em retirar a blusa.
Eduardo foi até o banheiro e trouxe um extrato de mentol e arnica para massagear a amiga.
“Confias em mim?Fique de bruços , vou te fazer uma massagem terapêutica que aprendi com meu pai e começou a massagear as costas da amiga. Toda vez que passava pelos Triger points ela dava um gemido.
“Viste como dói? mas vai passar logo, fique tranquila” falava Eduardo enquanto alisava cuidadosamente as costas de sua querida amiga.
“Dói aqui?”seguidamente perguntava e passava o polegar em círculos pelo local.
Quase meia hora depois notou que a amiga dormia, bem relaxada. Deixou-a no sofá e a cobriu com uma colcha. Foi para a sala ouvir suas músicas favoritas.
Enquanto ela adormecia, ele admirava naquele corpo mignon bem cuidado e melhor ainda distribuído.
Bem perto do meio dia, ela acorda e , ainda com a colcha, se enrola nos braços do amigo. Beija-o delicadamente, com suas mãos procurando seu corpo.
“Eu confio muito em ti. Acredite. Confio mesmo” disse se desvencilhando da colcha e abraçando ternamente seu querido amigo.
“Eu também tenho grande afeição por ti, Ritinha, e deixarei sempre a minha porta aberta para ti. Quando e a hora que quiseres. Somos os dois sós…que tal?”
“Sim, que tal marcarmos essa amizade com um jantarzinho hoje á noite? Deixe que faço, apenas escolha o vinho” falou uma Ritinha entusiasmada e o convidando a ir no supermercado no shopping comprar os ingredientes.
Saíram de braços parecendo uma casal.