quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO DO CONSELHO CÍVICO E CULTURAL DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL EM 02 DE DEZEMBRO DE 2010

ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO DO CONSELHO CÍVICO E CULTURAL DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL


2 DE DEZEMBRO DE 2010

Excelentíssimo Senhor ALENCAR BURTI, Digníssimo Presidente da Associação Comercial de São Paulo. Reeleito para o biênio março de 2009, março de 2011, tem demonstrado qualidades administrativas excepcionais, conseguindo levar avante os propósitos anunciados no dia da sua posse, em 30 de março de 2009. Nosso Conselho Cívico e Cultural encontra na pessoa do presidente o amparo legal e sadio para o incentivo natural aos nossos trabalhos.

Prezadíssimo Coordenador do Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial, FRANCISCO GIANNOCCARO: liderança consiste na habilidade em exercer influência impessoal na consecução dos objetivos próprios de um grupo. Isso GIANNOCCARO tem demonstrado ter em todos esses anos que dirige o nosso Conselho. E é uma liderança carismática, até no sentido de transmitir suas ordens. Demonstra isso nos seus elogios, nas suas críticas, mantendo um comportamento pessoal impecável. Consegue manter a coesão serena do Conselho Suscita a autodisciplina e evita os boatos e mexericos.
GIANNOCCARO, você seria um ótimo CORONEL se pertencesse à nossa Polícia Militar. É como diz o RAUL GIL “TIRO O CHAPÉU PARA O GIANNOCCARO”. Precisamos muito de você em 2011.

“SOMOS A MEMÓRIA QUE TEMOS E A RESPONSABILIDADE QUE ASSUMIMOS. SEM MEMÓRIA NÃO EXISTIMOS, SEM RESPONSABILIDADE TALVEZ NÃO MEREÇAMOS EXISTIR”

Meus irmãos de trabalhos neste nobre e dignificante Conselho. Falar em nome de vocês é até uma ousadia. Há entre vocês pessoas com melhores conhecimentos e gabarito elevado que desempenharia a contento essa missão. Mas, ordem dada é ordem para ser cumprida e ela veio do nosso coordenador, talvez mais pela amizade que nos une nesse tempo todo que trabalhamos nesse grupo coeso, maravilhoso. Tenho em vocês verdadeiros amigos e peço perdão por não ter as qualidades natas de um orador.

Com o objetivo de organizar uma Comissão para as comemorações dos 70 anos do Movimento Constitucionalista de 1932, o grupo se reuniu pela primeira vez em 15 de maio de 2002, com o nome de Conselho Cívico e Cultural. No ano seguinte esse nome foi alterado para Comissão Cívica e Cultural. Fazem parte dessa organização vários conselheiros e diretores da Associação Comercial de São Paulo, representantes das Distritais, diretores da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, representantes do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, da Associação Paulista de Imprensa, do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, do ROTARY CLUBE e LIONS, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, além de autoridades civis e militares.

Permita-me neste instante fazer um parênteses nesse meu pronunciamento. É meu dever lembrar de uma pessoa leal, de trato afável e humano, o desembargador LUIZ EDUARDO CORRÊA DIAS, falecido em 2006. Foi ele quem me trouxe para a Associação Comercial na primeira reunião do grupo que se tornaria o Conselho Cívico e Cultural, no distante ano de 2002. A ele o meu eterno e sentido preito de gratidão. Lembremos também de ALFREDO BRUNO, um dos nossos irmãos que fez a grande viagem, mas deixou saudades.   

Novamente com o nome de Conselho Cívico e Cultural desenvolvemos uma intensa programação de atividades relacionadas principalmente com as datas de 25 de Janeiro (fundação da cidade de São Paulo) - 23 de maio (relembrando a morte de MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO e considerado por LEI o DIA DA JUVENTUDE CONSTITUCIONALISTA) – 9 de Julho (data da deflagração do Movimento Constitucionalista e, também por LEI, o DIA DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA)- - 7 de Setembro (Independência do Brasil) – 2 de outubro (data da Cessação das Hostilidades da Revolução de 1932) – 19 de Novembro (DIA DA BANDEIRA).    

Em 2004, considerando a personalidade ímpar de CARLOS DE SOUZA NAZARETH, um dos maiores líderes do Movimento Constitucionalista de 1932, foi instituído por decreto o COLAR que leva o seu nome, destinado a homenagear autoridades que realmente contribuem para a prática de ações relevantes em prol do bem comum. CARLOS DE SOUZA NAZARETH era um jovem empresário que tomou posse na presidência da Associação Comercial de São Paulo em fevereiro de 1932, aos 33 anos de idade, ano em que eclodiu o Movimento Constitucionalista de 1932. Foi quando engajou a entidade na luta pelo Ideal de Direito do País, arrecadando recursos, chamando voluntários e organizando a logística do movimento. Após a derrota militar paulista foi preso e deportado para PORTUGAL, retornando ao BRASIL somente dois anos depois, com a consolidação da legalidade em nosso país, quando foi eleito deputado estadual. No entanto, deixou definitivamente a vida política com o golpe de GETÚLIO VARGAS em novembro de 1937. CARLOS DE SOUZA NAZARETH morreu em 28 de março de 1951, aos 52 anos de idade. 
As datas destinadas à entrega do Colar CARLOS DE SOUZA NAZARETH revestem-se de brilhantismo ímpar, proporcionando parcerias importantíssimas junto aos governos estadual e municipal, Tribunal de Justiça de São Paulo, Assembléia Legislativa de São Paulo, Câmara Municipal da Cidade de São Paulo, OAB-SP, Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Sociedade Veteranos de 32-MMDC, bem como outros segmentos da Comunidade.   

O Conselho Cívico e Cultural sempre esteve ao lado da sociedade brasileira nos momentos em que fomos exigidos a nos pronunciar nas aspirações legalistas, na liberdade e pelos direitos civis. O lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade guia os passos deste Conselho.
No dizer de GAUDÊNCIO TORQUATO o Brasil é um exemplo de país que disseminou a semente dos direitos. O inciso XIV do artigo 5º da Constituição assegura o acesso à informação e resguarda o sigilo da fonte; o inciso XXX assegura o acesso às informações de órgãos públicos; o inciso IV, a manifestação do pensamento; o inciso IX, a liberdade de expressão; o inciso X, a inviolabilidade da vida privada; enquanto o artigo 220 proíbe a censura. Baseado nesses artigos da Carta Magna nosso Conselho pautou seus trabalhos durante esses oito anos e se manifestou em inúmeras vezes quando, por algum motivo, essas cláusulas estiveram a ponto de serem violadas. A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, ao lado do livre exercício da religião, do direito de as pessoas se reunirem e poderem reivindicar reparações às ofensas recebidas, constituem o lume da democracia moderna.
Dizia JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA “Sem liberdade individual não pode haver civilização nem sólida riqueza, não pode haver moralidade e justiça”. Reconhecemos os limites da inteligência e da capacidade dos homens para administrar toda a Sociedade e temos a firme convicção de que os seres humanos são diferentes em talentos e aspirações, mas iguais em liberdade. Não importa a cor de pele, a carga genética ou o cargo político, ninguém tem o direito de usar a coerção para determinar como outras pessoas devem viver. Liberdade individual significa sermos donos de nossa própria vida. Nossa tradição é a liberdade, e a liberdade é o bem comum de todos os homens.

Chegamos ao final de 2010 e podemos citar, com toda a certeza o bordão do Apóstolo PAULO em afirmar que combatemos o bom combate,cumprimos a missão e guardamos a fé. Ousamos dizer que nós nos conduzimos com verdadeiro amor devotado aos valores maiores que norteiam o povo brasileiro, desprovidos de quaisquer outros interesses. Permitimos a cada pessoa o direito de sua expressão pessoal. Plantamos amor em nossos corações e nossas reuniões foram sabiamente coordenadas por decisões conscientes.

Permita-me citar MAHATMA GANDHI quando disse: “Se eu pudesse deixar algum presente à você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

Meu abraço carinhoso e respeitoso a cada um de vocês. Feliz NATAL e BOAS ENTRADAS em 2011. Tomara que já em janeiro estejamos novamente reunidos, lembrando que SÃO PAULO completará 457 anos de sua Fundação. E sob a coordenação do nosso querido FRANCISCO GIANNOCCARO!!!!

MARIO FONSECA VENTURA
CORONEL PM CONSELHEIRO   




PRESENTE ESPECIAL
 
Eu encomendei ao Papai Noel
Uma cesta bem grande de Natal
Com um favor muito, muito especial
À este Conselho que tiro o chapéu!

E o pedido foi, sim, logo atendido,
Chegou numa noite clara e estrelada:
Cesta farta, super caprichada
Encimada por um laço florido!

Rapidamente desatei o laço
E fui separando cada presente,
Com carinho, num suave compasso
Tendo, sim, cada nome em minha mente!

E hoje, nesta festa de despedida,
Entrego a todos a sua lembrança,
Onde em cada uma a paz está contida
E com votos de bem-aventurança!
        

                        Frances de Azevedo
                        Conselho Cívico/Cultural da ACSP
                        Dez/2010


Boa Noite

Encaminho ao Sr., em arquivo anexo, a íntegra do poema "Obrigado Senhor" lido no almoço da ACSP, extraído do livro "Poemas para Rezar" de autoria de Michel Quoist.

Saudações,

Pedro Paulo.


Obrigado, Senhor, pelos meus braços perfeitos, quando há tantos mutilados...
Pelos meus olhos perfeitos, quando há tantos sem luz...
Pela minha voz que canta, quando tantas emudeceram...
Pelas minhas mãos que trabalham, quando tantas mendigam...
É maravilhoso, Senhor, ter um lar para voltar, quando há tanta gente que não tem para onde ir...
É maravilhoso, Senhor, amar, sorrir, sonhar, quando há tantos que choram, que se odeiam, que se revolvem em pesadelos, e que morrem antes de nascer...
E sobretudo, é maravilhoso, Senhor, ter tão pouco a pedir e tanto para agradecer...
                                         (Michel Quoist)