domingo, 31 de julho de 2011

SOLENIDADE DO 79º ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 NA BELA VISTA

SOCIEDADE VETERANOS DE 32 - M.M.D.C.


“São Paulo Forte, Para Um Brasil Unido”



Evento do Dia 31 de Julho de 2011 na RUA RUY BARBOSA, BELA VISTA – 09,00 horas – em comemoração aos 79 anos da Revolução Constitucionalista de 1932.

Roteiro do Mestre de Cerimônia

(Abertura:)

SODEPRO

Sociedade Veteranos de 32 – MMDC

Polícia Militar do Estado de São Paulo

Cerimônia alusiva de comemoração aos 79 anos de aniversário do Dia da Juventude Constitucionalista, com outorga da Medalha CONSTITUCIONALISTA.

Senhoras e Senhores, bom dia!

A SODEPRO, a Sociedade Veteranos de 32, criada em 07 de julho de 1954, e a Polícia Militar organizam esta solenidade para relembrarmos o evento mais importante para a história do Estado de São Paulo, e um dos mais significativos para a nossa Nação, onde um povo lutou pela defesa do Estado Democrático de Direito, exigindo do seu governante a elaboração da Constituição Federal. Este marco histórico que ficou conhecido como a Revolução Constitucionalista de 1932, e teve os seus mártires que foram os 04 (Quatro) estudantes, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, cuja iniciais formam a sigla MMDC e complementam a denominação da Sociedade Veteranos de 32. Quatro jovens que com o sacrifício da própria vida no dia 23 de maio de 1932 tombaram em defesa do ideal democrático e em cuja memória foi instituído o Dia da Juventude Constitucionalista.

Canto do Hino Nacional Brasileiro

Convidamos aos presentes cuja sua condição física permita que se postem de pé para que junto entoemos o Hino Nacional Brasileiro. Música de Francisco Manuel da Silva e letra de Joaquim Osório Duque Estrada

O Vice-Presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, PEDRO PAULO PENNA TRINDADE declamará a poesia “EU TE AMO SÁO PAULO”.

Palavras do Presidente da SODEPRO – Senhor WÁLTER TAVERNA

Palavras do Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC: neste instante, teremos a oportunidade ímpar de ouvir as palavras do Presidente da Sociedade Veteranos 32 – MMDC, Cel PM Mario Fonseca ventura.

Entrada do Pavilhão Nacional

Neste momento, solicitamos aos presentes cuja condição física o permita para que fiquem de pé em sinal de respeito para a entrada do Pavilhão Nacional conduzido pela TENENTE PM ___________-que ocupará posição de destaque.

Recebimento da Comenda - Convocação dos agraciados:

Cel PM PEDRO BORGES DE OLIVEIRA FILHO

Cel PM ALFREDO DEAK JUNIOR

Cel PM NEVORAL ALVES BUCHERONI

Ten Cel PM ULISSES PUOSSO

Cap PM ALEXANDRE HENRIQUES DA COSTA

O Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, CORONEL PM MÁRIO FONSECA VENTURA, acompanhados pelo Vice-Presidente CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, pelo Presidente da SODEPRO, WALTER TAVERNA e outras autoridades apostarão a comenda aos recipiendários.

O Oficial de maior patente comandará o “Apresentar Armas” em continência a Bandeira.

Solicito aos agraciados que retornem aos seus lugares.

Chamamos as seguintes autoridades para se posicionarem a fim de receber suas comendas:

Doutor JORGE SILVEIRA DUARTE

Doutor FABIO ARDUINO PORTALUPPI

Doutor ANTONIO BATISTA FILHO

Doutora CARMEN ANGELA DE AQUINO MASCARENHAS

Professora VERA LUCIA ANTUNES DALANESI

Senhor ALFREDO DUARTE DOS SANTOS

Senhor MIGUEL MARQUES DE ALCANTARA

Senhor CARLOS CAVALCANTE DE SOUZA

Senhor LUIZ MAGGIO

Senhor ÂNGELO MARIANO LUISI

Senhor FRANCISCO PINTO NETTO

Senhor FLÁVIO ALEXANDRE CARDOSO ÁLVARES

Senhor AFONSO LUIZ ROPERTO

Senhor HÉLIO VERNIER

Senhor MOACYR MARTINS RODRIGUES

Senhor JOSÉ MARIA DOMINGUES DOS SANTOS

Senhor DANIEL CHECCHIO

Senhor PAULO SANTIAGO

Senhora NORMA CLEMENTINA RÍPOLI GONÇALVES

Senhora SANDRA BERNARDO SILVA DE ALCANTARA

Senhora SANDRA SARGENTELLI AMBROSINO

Senhora GRAZIELA CARDINALI

Senhora MARIA PAULA PUGLISI YOSHIHARA

Senhora MÁRCIA MARIA REBOUÇAS

Senhora THAÍS TAVERNA CHAIM

Senhora JOSEFINA FELIPE DA SILVA

O Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, CORONEL PM MÁRIO FONSECA VENTURA, acompanhados pelo Vice-Presidente CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, pelo Presidente da SODEPRO, WALTER TAVERNA e outras autoridades apostarão a comenda aos recipiendários.

Solicitamos que os agraciados prestem saudação ao Pavilhão Nacional.

Solicitamos aos condecorados que retornem aos seus lugares.

Retirada do Pavilhão Nacional.

O Comandante da área Centro, Cel PM Pedro Borges de Oliveira Filho fará uso da palavra em nome dos agraciados.

DESFILE CÍVICO-MILITAR.

Inicio do desfile pelo Comandante do Exército Constitucionalista, SENHOR ALFREDO PIRES FILHO.

Desfile de carros antigos (com os familiares dos combatentes)

O orador deverá estar de posse das resenhas dos blocos participantes do Desfile.

ENCERRAMENTO DA SOLENIDADE.



Por volta das 7:30 horas a nossa secretária MARINEI CHALOUB vem me buscar com o seu carro. Ela está levando seus filhos LUCAS e GABRIEL para assistir a solenidade na BELA VISTA. Por ser domingo, não há dificuldades no trânsito para que cheguemos com bastante antecedência ao local. Encontramos nas imediações várias pessoas conhecidas do “BIXIGA”, de anos atrás, que vêm prestigiar o evento. O nosso secretário, CAPITÃO PM ANÍSIO está atuante e com muita vontade e despreendimento para que tudo dê certo. A ameaça de uma garoa causa-nos apreensão, mas não passa disso. Muitas são as pessoas presentes, mas quero frisar a do Comandante do Policiamento da Área Centro, CORONEL PM PEDRO BORGES DE OLIVEIRA FILHO, que possibilitou a realização da cerimônia, colocando os meios para que isso acontecesse. O CORONEL PM NEVORAL ALVES BUCHERONI ajudou-nos muito também e a ele estendo os cumprimentos que faço ao CORONEL PM PEDRO BORGES DE OLIVEIRA FILHO. Não se precisa falar do WÁLTER TAVERNA e de sua equipe da SODEPRO, onde ele é o presidente e, desde o começo da idéia manteve contatos freqüentes comigo no sentido de que a solenidade fosse coroada de pleno brilho.

No meu pronunciamento cito os laços de amizade que tenho para com a BELA VISTA, desde os tempos que comandei a ÁREA CENTRO, em 1988. Muitas vezes estive reunido com a comunidade dessa área da cidade de SÃO PAULO em eventos dignificantes e outros informais. Mais tarde, em 2002, o WÁLTER TAVERNA se uniu com a SODEPRO na luta “TÚNEL NOVE DE JULHO PARA SEMPRE”, uma luta que ainda não terminou. O juiz anulou o ato indecoroso da prefeita MARTA SUPLICY, mas o processo ainda está para decisão em segunda instância. Declaro que o último domingo de julho será realizada a solenidade do Aniversário do Movimento Constitucionalista na BELA VISTA, com ênfase para 2012, quando a Revolução de 32 completará seu JUBILEU DE CARVALHO – 80 ANOS.

Tudo transcorre de acordo com o roteiro preparado que o MARKUS RUNK, Diretor do Cerimonial, desenvolve com inteiro acerto. É ajudado pelo Mestre de Cerimônias da SODEPRO, CARLOS CAVALCANTE DE SOUZA. Acreditamos que a solenidade intensifica o trabalho da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, nesta data em parceria com a SODEPRO.

sábado, 30 de julho de 2011

30 DE JULHO DE 2011 79º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 EM GUARULHOS. PALAVRAS DO PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC - ENTREGA DE MEDALHAS

2 011 : - SÁBADO


O Comandante do Quadragésimo Quarto Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, TENENTE-CORONEL PM CESÁRIO LANGE DA SILVA PIRES JÚNIOR, tem a honra de convidar Vossa Senhoria para a Solenidade de Comemoração do 79º aniversário da Revolução Constitucionalista e entrega da Medalha Constitucionalista a autoridades civis e militares e incentivo a doação de sangue através da Campanha DOAR É LEGAL da Polícia Militar do Estado de São Paulo

30 de julho de 2011

10:00 horas

PARQUE MUNICIPAL RENATO DE ANDRADE MAIA

AVENIDA PAULO FACCINI, Nº 15 – GUARULHOS - SP



SOLENIDADE EM GUARULHOS PELO 79º ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.

DIA 30 DE JULHO DE 2011.



No dia 6 de abril de 1966 apresentava-me na 3ª Companhia do 10º BPM, em GUARULHOS. O batalhão ficava em SANTO ANDRÉ e, nossa missão era transformou essa Companhia na 2ª COMPANHIA INDEPENDENTE. Isso foi realizado naquele ano. Mais tarde a 2ª Companhia Independente tornou-se o 15º BPMM, um dos batalhões que hoje pertence ao CPA/M-7. Promovido a 1º Tenente deixei de trabalhar em GUARULHOS, sendo transferido para o 12º BPMM, sediado então na RUA VERGUEIRO.

Moro em GUARULHOS desde 1968 e passei a secretariar a Sociedade Veteranos de 32-MMDC em 17 de maio de 1996. Daquela data em diante o meu sonho era criar um núcleo nesta cidade.

No dia 12 de junho de 2006 realizou-se Assembléia Geral dos fundadores do Núcleo Guarulhos da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, com as presenças dos senhores: ODAIR CAMARGO FREIRE FILHO, HUDSON LOPES DE CARVALHO, Dr JOSÉ CARLOS DI SISTO ALMEIDA, Dr MARCOS LESSA, VERA LÚCIA MACHADO, JANAINA EXPÓSITO PINTO, Dr CARLOS ALBERTO MACIEL ROMAGNOLI, JOEL MARTINS D´OLIVEIRA, CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA, Dr FÁBIO MARCOS BERNARDES TROMBETTI, CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES. Dr AIRTON TREVISAN

Em Assembléia Geral realizada na Casa do Advogado, em GUARULHOS, no dia 30 de outubro de 2006, foi aprovado o estatuto do núcleo da Sociedade Veteranos de 32-MMDC naquele município. Foram eleitos: para a presidência do Conselho Deliberativo, doutor AYRTON TREVISAN; para a presidência da Diretoria Executiva, JANAINA EXPOSITO PINTO.

Minha gratidão aos fundadores do núcleo de GUARULHOS, pois realizava algo que tinha em mente a muito tempo. Graças a eles é que este núcleo continua em plena atividade neste município e que esta solenidade está se realizando.

A revolução de 1932 foi propriamente uma contra-revolução, pois visava o retorno da Constituição e o fim de um governo de exceção, o governo provisório de Getúlio Vargas.

Desde 1931 o RIO GRANDE DO SUL, MINAS GERAIS e SÃO PAULO articulavam as FRENTES ÚNICAS criadas nesses Estados. Aconteceu em 28 de abril de 1931 uma tentativa de revolução por parte dos oficiais da FORÇA PÚBLICA, mas rapidamente abortada. Seguiram-se grandes comícios em janeiro e fevereiro de 1932, até que vamos chegar à fatídica madrugada de 23 para 24 de maio.

Neste comício provocado pelos estudantes da Faculdade de Direito, altas horas da noite, o povo ruma contra a sede da LEGIÃO REVOLUCIONÁRIA, o PARTIDO POPULAR PAULISTA, o qual era chefiado por MIGUEL COSTA nos altos da Rua BARÃO DE ITAPETININGA, esquina da PRAÇA DA REPÚBLICA.

Por volta das 20:30 horas na PRAÇA DA REPÚBLICA o povo ataca a sede do PPP, instalado à Rua BARÃO DE ITAPETININGA, número 60 (hoje Prédio 298, esquina da Praça). A fuzilaria é intensa de lado a lado. Todos os lampiões de gás nas imediações e as poucas lâmpadas estão quebradas por tiros. Os atacantes, uns atrás das árvores, outros deitados, defendem-se, atacam e socorrem os feridos. As ambulâncias ficam postadas nas Ruas SÃO LUÍS, 7 DE ABRIL e 24 DE MAIO. Enquanto um mulato distribuía munições, o povo luta desesperadamente a fim de invadir o prédio.

Quando era meia-noite, os atacantes já apresentam duas baixas: EUCLYDES MIRAGAIA e ANTÔNIO AMÉRICO DE CAMARGO ANDRADE, morador de CAMPINAS. Alguns atacantes conseguem trazer um bonde e o colocam, como muralha, parado à porta do prédio.

Era uma hora e trinta minutos da madrugada quando DRÁUSIO MARCONDES DE SOUZA, ao forçar a porta do prédio, é alvejado mortalmente vindo a falecer no dia 26 devido aos ferimentos recebidos. DRÁUSIO tinha apenas 14 anos, morador na Rua OSCAR FREIRE, ferido na fossa ilíaca esquerda. O tiro saiu na fossa ilíaca direita.

A luta já dura horas, mas os atacantes não esmorecem. Há muita gente ferida e não se sabe ao certo o número de mortos.

Naquela madrugada sangrenta, naquele desespero, muitas pessoas deixam os abrigos e avançam para o prédio com o propósito de tomá-lo. Num destes ataques MARIO MARTINS DE ALMEIDA é atingido por uma rajada de balas no peito no meio da Rua BARÃO DE ITAPETININGA. Não é decorrido muito tempo quando soldados acercam-se do prédio, assestam uma metralhadora, fazem disparos e recebem um comunicado que transmitem aos populares dizendo que os sitiantes se renderam e vão desocupar o prédio, o que realmente aconteceu.

MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA morre ao ser removido para o pronto-socorro da polícia central. São feridos também: IGNÁCIO CRUZ, de 21 anos, solteiro, residente à avenida D.PEDRO I, número 7, no IPIRANGA, com dois ferimentos produzidos por balas, na perna direita; SEBASTIÃO BERNABÉ VERGUEIRO DOS SANTOS, de 33 anos, residente à Rua VITÓRIA, número 144, com um ferimento perfuro contuso na perna esquerda; PAULO RIBEIRO, advogado, residente à Rua OSCAR PORTO, número 43, com ferimento perfuro contuso no antebraço direito; MOACYR DE OLIVEIRA, de 21 anos, residente à Rua ANTÔNIO DE GODÓI, 91 com ferimento de bala penetrante da cavidade torácica; JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA FILHO, de 21 anos, solteiro, residente à Rua SOUZA LIMA, número 24, com ferimento perfuro contuso na fronte frontal esquerda; ORLANDO DE ALVARENGA, de 32 anos, casado, empregado de cartório, residente à Rua MARANHÃO, com ferimento perfuro contuso na região lombar, que viria a falecer em 12 de agosto; SEBASTIÃO ALVES DE OLIVEIRA, de 19 anos, copeiro, com ferimento de bala na região glútea direita; FRANCISCO ANTÔNIO VALENTE, de 19 anos, morador na rua 21 de Abril, número 313, com ferimento de bala no braço esquerdo e no peito; DOMINGOS NÓBREGA FILHO, de 21 anos, açougueiro, morador à Alameda Santos, número 362, com um ferimento perfuro contuso produzido por bala no pé direito e outro na coxa do mesmo lado.

Horas depois, as iniciais dos nomes dos mortos haverão de formar a sigla da sociedade, a princípio secreta, que viria a ser forja e martelo da revolução constitucionalista: MMDC.



A revolução é deflagrada no dia 9 de julho de 1932. O interventor PEDRO DE TOLEDO declara-se governador dos paulistas no dia seguinte. No dia 10 de agosto é oficializada por decreto governamental a SIGLA MMDC, que se torna o órgão mais importante da revolução.

Durante quase três meses São Paulo lutou isolado, pois as forças que deveriam vir de Minas e Rio Grande do Sul para ajudar os revolucionários paulista, acabaram lutando contra os constitucionalistas

Derrotado nas armas, São Paulo foi vitorioso em seu Ideal de Direito, pois em 1933 era formada a Constituinte e, no dia 16 de julho de 1934 o BRASIL tinha a sua nova Constituição.



RELAÇÃO DE INDICADOS PARA RECEBEREM A

“MEDALHA CONSTITUCIONALISTA”



NOME INSTITUIÇÃO

01 Ten Cel PM Cesário Lange da Silva Pires Júnior 44º BPM/M

02 Ney Fernandes Gelio (civil)

03 Cesário Lange da Silva Pires (civil)

04 Cristiano Carlos Amancio (civil)

05 Sd PM Cícero Paulino Gonçalves

06 Paulo Roberto de Sena (civil)

07 Sd PM Jovair de Alvarenga

08 Major PM Adriano Ribeiro de Magalhães Filho

09 Sd PM Marcos Antonio Santos Ferreira 26º BPM/M

10 Sd PM José Adeilson da Silva 44º BPM/M

11 Antonio Cauzzo Filho (civil)

12 Sd PM Silvio Leal Carvalho 1º BPCHq

13 Sd PM Marcelo de Melo Santos 44º BPM/M

14 Sd PM Ismael Alves dos Santos 44º BPM/M

15 Sd PM Leila Eunice Vieira da Costa 44º BPM/M

16 Sd PM Iata Anderson José da Silva 44º BPM/M

17 3º Sgt PM Marcos Augusto Berti 44º BPM/M

18 Cb PM Samuel Manoel dos Santos 44º BPM/M

19 3º Sgt PM Luiz Carlos Martins 44º BPM/M

20 2º Sgt PM Mirian Marli Malatesta 44º BPM/M

21 1º Sgt PM Walter Costa Rodrigues 44º BPM/M

22 Sub Ten PM Francisco de Assis Aquino 1º BPCHq

23 1º Ten PM Derio Nunes de Almeida 44º BPM/M

24 1º Ten PM Carlos Elias Alves Pires 44º BPM/M

25 1º Ten PM Julio César Soares Galvão 44º BPM/M

26 2º Ten PM Alan Hudson Almeida da Silva 44º BPM/M

27 2º Ten PM Eduardo Bernardini Gonçallo 44º BPM/M

28 Helio Buscarioli - Prefeito de St Isabel

29 Cap PM Dalva Aparecida Martins Claudio 44º BPM/M

30 Maj PM Marcos Cesar Carnevale

31 Maj PM Francisco Claudio Calgievicz Otto

32 Ten Cel PM Marcos Antonio de Almeida 15º BPM/M

sexta-feira, 29 de julho de 2011

SOLENIDADE EM OLÍMPIA PELOS 79 ANOS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

SOLENIDADE EM COMEMORAÇÃO AO 79º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 32




29 de Julho de 2011 às 19 horas na Câmara Municipal da cidade de Olímpia-SP
A SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC, POR AUTORIZAÇÃO DE SEU PRESIDENTE, CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA, POR MOTIVO DE SAÚDE,  SE FAZ REPRESENTAR NA ENTREGA DA CONDECORAÇÃO PELO PRESIDENTE DO NÚCLEO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, DOUTOR GIOVANNI SPIRANDELI DA COSA.


Lista de agraciados com a Medalha MMDC



1) Cel PM RENATO CABRAL CATITA

2) Ten Cel PM SILVIO CARLOS SILVA MENDONÇA

3) Major PM MARCOS ANTONIO MARCONDES DE CARVALHO

4) Cap PM VALDECI SILVA JUNIOR

5) Cap PM MAURO ALVES DOS SANTOS JUNIOR

6) Cap PM VINICIUS CLÁUDIO ZOPPELLARI

7) 1º Ten PM ALESSANDRO ROBERTO RIGHETTI

8) 1º Sgt PM BENEDITO CADURIM LIMA FILHO

9) 2º Sgt PM ANDRÉ FERNANDO PAIOLLI

10) 3º Sgt PM OTONIEL MARTINS DOS SANTOS

11) 3º Sgt PM HUMBERTO ALONSO ZANETTE

12) Sd PM DEIVITI ALEXSANDRO DE SOUZA PAULA

13) Sd PM MADALENA APARECIDA DOS SANTOS

14) Delegado de Polícia JOÃO BRONCANELLO NETO

15) Prefeito de Olímpia EUGÊNIO JOSÉ ZULIANI

16) Sr. JOÃO PAULO POLISELLO

17) Presidente da Câmara Municipal de Olímpia RODNEI FREU FEREZIN

18) Vereador LUIS SALATA NETO

20) 19 Vereador GUSTAVO ZANETTE

21) Vereador DIRCEU BERTOCO

22) Sr. ROBERTO SERRONI PEROSA

23) Sr. CARLOS ANTONIO DEFENDI

24) Sr. LEONARDO NICULA CINTRA

25) Sra MARIA AUREA TRINDADE LOPES POLLISELLI

26) Secretario Municipal de Governo PAULO MARCONDES

27) Sr. ALFREDO DUARTE DOS SANTOS

28) Professor ÉRICO STORTO PADILHA

29) Sr. FLÁVIO VEDOVATTO

30) Sra ANA PAULA RIBEIRO

31) Sr. JOÃO FRANCISCO JUNQUEIRA FRANCO

32) Sr. DIRCEU BARÃO

ESCLARECIMENTOS A RESPEITO DE UMA PUBLICAÇÃO ERRADA NUM JORNAL DA CIDADE DE GUARULHOS

CARÍSSIMA JANAINA


Mandei para você a posição da Sociedade quanto a besteira publicada na Folha Metropolitana, inclusive encaminhando ao órgão de imprensa a Lei nº 13840. As primeiras informações recebidas após o incidente foram de que a matéria para publicação não continha o A e isso foi arte de um redator que ainda teima que o A faz parte do MMDC.

Amanhã irei explicar à população guarulhense tudo isso que você está me enviando e, ainda mais, a minha fala já está pronta desde ontem nesse sentido.

Por último, mandei a você e ao ROMAGNOLI o e-mail onde vocês são meus convidados para a solenidade de amanhã, como fundadores do núcleo, independentemente de qualquer outro convite. Ao mandar a mensagem para vocês tinha plena certeza de que receberia uma resposta positiva, o que até agora não se realizou. O meu convite como presidente da SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC está acima de quaisquer convites. Os núcleos obedecem à central e acatam minhas decisões. Os erros cometidos são frontalmente resolvidos, como a dissolução do núcleo de SÃO MIGUEL e que somente foi revitalizado depois de concertados todos os erros do passado. Os núcleos não têm autoridade para agir fora dos mandamentos da sede. Os pressupostos de criação de núcleos rezam isso e não podem ser ofendidos de maneira alguma.

Estamos em outros tempos e erros do passado prejudicam muito

mais a nós que aos outros que imaginamos estar atingindo. Você deve ser a pessoa mais importante, se aceite, cresça e tenha sempre o amor próprio em mira. Não caia na armadilha do ressentimento. Todos os sentimentos negativos prejudicam muito mais quando repetidos.

O único tempo que devermos viver é o "AGORA", pois o presente

é a ponte entre o passado e o futuro, fortaleça sempre essa ponte

interior.

Reforço o convite de que amanhã quero vocês ao meu lado.

Somente assim é que poderemos nos entender. .



Em 29 de julho de 2011 18:28, Janaina Exposito

escreveu:

É com muito pesar que verifiquei na data de hoje, no jornal Folha Metropolitana, veiculado e distribuído na cidade de Guarulhos que o suposto Núcleo da Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C.A. não procedeu a errata de seu nome neste mesmo periódico, assim como determina a Lei 13.840. Digo isto, pois, o verdadeiro nome do Núcleo assim como consta de seu > registro é Núcleo Guarulhos da Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C. e não qualquer outro como queiram divulgar, coube a mim enquanto Presidente seu registro e por consequencia o cumprimento de todas as burocracias necessárias.

Friso que, como co-fundadora e 1ª Presidente do Núcleo da Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C vejo tal afronta como um desrespeito aos heróis da Revolução, não só desrespeitoso a eles como a todos os co-fundadores deste Núcleo, em especial aqueles que exerceram cargos de destaque e, sendo assim abdicaram de seu tempo em prol de uma idelogia menosprezada pela "atual" gestão.

Este meu desabafo vem pautado no fato de que após o término compulsório de minha gestão, a atual administração apoiada ou não por outras pessoas sequer lembra daquelas doze pessoas que harmoniosamente fundaram tão importante Núcleo que, diferente dos demais agiu com total lisura e respeito à Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C., aos heróis já falecidos bem como aos heróis ainda combatentes, como exemplo cito a mim, aos Drs. Carlos Romagnoli e Fábio Trombetti, os quais ainda participando da atual administração como Presidente e Vice-Presidente do Conselho Deliberativo sequer recebem um mísero convite para os eventos comemorativos bem como, não são colocados a par de muitas obrigações inerentes aos seus cargos, como participação em reuniões, verificação de orçamentos e organização do quadro de medalhas que, pelo estatuto vigente e registrado dependem para seu preenchimento da participação de ambos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Penso ser um despautério e uma desonra ser convidada para os eventos aqui em Guarulhos por terceiros. Tal atitude perpetrada pela atual administração e seus pares é desrespeitosa à história daqueles que ajudaram muito dignamente, diga-se de passagem, a perpetrar a verdadeira história desta tão importante passagem de nossa história.

Lamento profundamente!

Em 27 de julho de 2011 22:36, Mario Ventura celmario@gmail.com> escreveu:

Ainda há pessoas que teimam em colocar em evidência uma sigla que não existe. Não sei quem cometeu esse bárbaro erro, mas a Sociedade Veteranos de 32-MMDC tem a obrigação de corrigir tamanho disparate. O pior é que isso partiu de um núcleo nosso em GUARULHOS, algo que me irritou profundamente.

Peço aos senhores que procurem divulgar a Lei 13.840 que felizmente corrigiu um erro histórico que continua ainda a dar maus exemplos.

ESTIMADO RIOS

Infelizmente o jornal FOLHA METROPOLITANA noticia a solenidade de 31 de julho dizendo que o núcleo do MMDCA GUARULHOS convida para o evento. Não existe MMDCA. Esse erro histórico já foi >> corrigido pela LEI 13.840. A SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC não pode >> aceitar uma publicação que justamente vai dar ênfase ao que combatemos arduamente, ainda mais dizendo que o nosso núcleo de GUARULHOS tem essa esdrúxula sigla. Peço para que isso seja corrigido o mais rapidamente possível.

Ponha-me a par das medidas que vocês irão tomar, porque exijo a correção imediata do que foi publicado erroneamente no jornal FOLHA METROPOLITANA (edição de sexta-feira, dia 22 de julho de 2011) e que somente hoje tomei conhecimento. Veja também quem causou toda essa confusão para outras providências. .
Coronel, lamento o Sr. não ter entendido meu desabafo.


Garanto que não sou pessoa que guarde ressentimentos, sou jovem, tenho muito a crescer, é verdade, entretanto, reafirmo que não tenho disposição e nem tempo para guardar ressentimentos.

O que me entristece é saber que algo pelo qual lutamos, assim coloquei no e-mail anterior no plural, afinal o Sr. estava presente, inclusive como idealizador, tenha sido jogado ao léu como foi pela PMESP aqui em Guarulhos.

O convite do Sr. apesar de importante não supre o convite formal do Núcleo aqui em Guarulhos que, como sei por me falarem pessoalmente assim o recebem e eu, o Romagnoli e o Fábio Trombetti não o recebemos. O Sr. mesmo enviou somente ao e-mail do escritório (romagnoli.adv@uol.com.br), enquanto o Fábio Trombetti sequer tem conhecimento do evento de amanhã.

Enquanto nós mortais estávamos a frente de tão honroso Núcleo não esquecíamos e nem cometíamos tamanho desrespeito com autoridades e personalidades seja de nossa Guarulhos ou São Paulo, pois o Sr., o Cap. Gino e o Cel. Mendes sempre, repito sempre foram formalmente convidados, lembrados e exaltados em todos os eventos humildes, é verdade por nós realizados e concretizados.

Continuo lamentando a falta de respeito destes pretensos dirigentes do Núcleo. Digo pretensos pois, imagino que não se deram ao trabalho de atualizar o registro do Estatuto assim como, tenho certeza dinheiro em caixa de nossa administração continua em posse do Dr. Rogério Ardel Batista. Então se assim o for continuo sendo a Presidente.

Lhe garanto que, pela primeira hora na segunda-feira próxima prvidenciarei um breve relato sobre o posicionamento do registro de nosso Estatuto e assim, saberemos se os novos dirigentes do Núcleo se importam com a Memória de nossos heróis ou simplesmente com as Medalhas outorgadas.

Digo que providenciarei esta documentaç ão porque mesmo tendo escrito uma bela correspondência ao Rosas para que me confirmasse o envio de toda a documentação sobre o Núcleo, permaneço até a presente esperando, imagino que tenha decorrido desde lá mais de um ano, não? O Sr. é melhor em computar o tempo do que eu, que apesar de pouco tempo de vida, nunca abandonei meus ideiais ou meus amigos de trincheira. E mais, desde já aviso estar de prontidão a colaborar com a história de meu Estado que, para mim é o melhor lugar do mundo para se viver, ou morrer!




quinta-feira, 28 de julho de 2011

DISCURSO DO DOUTOR PEDRO PAULO PENNA TRINDADE

Pedro Paulo.






A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932





Nobre Deputado Major Olímpio Gomes, em nome de quem cumprimenta os demais integrantes da mesa, autoridades aqui presentes, minhas senhoras e meus senhores.



Relembrar os 79 anos da eclosão da Revolução Constitucionalista de 9 de Julho de 32 é, sem dúvida alguma, uma questão de orgulho para todos nós que amamos a liberdade.



Num momento em que a inobservância aos valores éticos e morais têm sido uma constante por parte de nossos governantes, aliado ainda a uma ameaça velada à liberdade de imprensa em nosso país, numa verdadeira afronta à ordem pública e ao respeito para com todos nós brasileiros, nada mais oportuno relembrarmos a data cívica de 9 de julho, que até hoje simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais no ano de 1932.



Sempre nós, paulistas, mantivemos arraigados os princípios de liberdade, amor à democracia e temos sido defensores intransigentes de uma pátria unida sob a égide da legalidade. Foi o que fizemos no passado, em 32 e em todos os momentos tumultuados da República.



Já em 1930, o ditador Getulio Vargas passou a exercer um poder ilimitado, destituindo governadores, chamados presidentes dos estados e substituindo-os pelos tenentes, que assumiam como interventores, sem qualquer ligação ou vinculo com os estados para os quais eram nomeados. A missão maior era fazer com que as decisões do ditador fossem obedecidas. A crescente substituição das autoridades das cidades paulistas revoltou os sete milhões de habitantes do Estado de São Paulo, que passou, assim, a ser uma terra conquistada pelos "tenentes", os chamados revolucionários de Getulio, membros da Legião Revolucionária e do Partido Popular Paulista.



Após quase dois anos de atos discricionários, impondo-se a ferro e fogo as ordens do ditador, São Paulo não mais agüentou o que vinha acontecendo. O desprezo às legítimas aspirações de seu povo e o espezinhamento a que era submetido tornava a situação insustentável.



Foi então que o povo paulista, no ano de 1932, se uniu em luta, desejando trazer de volta certos valores como liberdade e democracia por meio de eleições gerais e uma nova Constituição para o Brasil.



Deram-se início às manifestações de rua. Oradores inflamados discursavam em vários pontos da cidade clamando por liberdade, entre eles Ibrahim Nobre, que fazia de sua tribuna uma trincheira cívica. O povo andava tão agitado que o dia 23 de maio amanheceu em clima de guerra civil.



Um comício foi marcado para as 15 horas deste dia, na Praça do Patriarca. Parte da multidão se deslocou para o outro lado do Viaduto do Chá, sem qualquer voz de comando, com o intuito de rumar para os Campos Elíseos, meta final da jornada. Ao passarem pela sede da Legião Revolucionária, que ficava na esquina da Praça da República com a Rua Barão de Itapetininga, elementos exaltados se manifestaram e foram recebidos à bala. Alem dos muitos feridos, morreram neste local, os jovens Euclides Bueno Miragaia, Mario Martins de Almeida, Dráuzio Marcondes de Souza e Antonio Américo de Camargo Andrade, que se tornaram os mártires do Movimento.



Das iniciais de seus nomes, Miragaia, Martins, Dráuzio, e Camargo, nasceu a sigla MMDC.



Com a deflagração da revolução, imediatamente começaram se apresentar voluntários para lutar. Segundo o historiador Hernani Donato, autor do livro “A Revolução de 32”, entre 48 mil e 55 mil homens se inscreveram nos postos de alistamento para combater ao lado dos batalhões da Força Pública, deixando família, negócios, tudo para se oferecer à luta. A maioria nunca havia pegado em armas e mal sabia atirar!



Relata-nos ainda, este grande historiador, que “As centenas de milhares de brasileiros envolvidos na luta, confrontaram-se em 64 combates principais e em outros tantos de menor envergadura. O governo provisório, que tinha 24 aviões militares para enfrentar a aviação constitucionalista, chegou a mobilizar 350 mil homens e 250 canhões, enquanto nós possuíamos apenas sete aparelhos civis mal adaptados. Em 22 de agosto, no céu da cidade de Cruzeiro, foco do conflito no vale do Paraíba, ocorreu o primeiro combate aéreo do país, entre dois aviões paulistas e dois federais.



Eram soldados que formavam dois exércitos em guerra, mas em continência e respeito à mesma bandeira!



O Movimento Constitucionalista pôde contar em sua luta pela democracia, com a importante participação do General Julio Marcondes Salgado, vítima da explosão de uma nova arma que seria empregada no combate às forças da ditadura; também o jornalista Julio de Mesquita Filho muito colaborou por meio de seu jornal, O Estado de São Paulo, alem do Governador Pedro de Toledo, bravos heróis que souberam enfrentar com galhardia e heroísmo dias negros de nossa história pátria.



A Associação Comercial de São Paulo, presidida por Carlos de Souza Nazareth, muito contribuiu à luta dos paulistas em 1932, não só apoiando seus associados, como dando retaguarda àqueles que iam para as fileiras armadas. A entidade organizou a arrecadação de donativos, suprimentos e controlou a distribuição de material bélico, coordenando também a Campanha do “Ouro para o Bem de São Paulo”, que tinha por objetivo socorrer o Tesouro Paulista em sua função de manter a normalidade possível da vida civil - e dar sustentação ao exercito revolucionário.



Também o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, por meio de seus membros titulares tomou posição ativa e firme contra os desmandos do ditador Vargas, levantando a bandeira cívica da importância de se viver em um regime democrático. Entre eles podemos citar Roberto Cochrane Simonsen, Guilherme de Almeida e tantos outros nomes de envergadura que seguiram o famoso lema do Instituto na ocasião, “A história de São Paulo é a história do Brasil”



Outra força coadjuvante na luta dos paulistas em 32 foi a importância da veiculação de notícias: O rádio, invenção recente, desempenhou papel fundamental; descoberto seu potencial, instalaram-se alto-falantes por todo o centro da cidade, e o povo passou a escutar vozes vibrantes que se tornaram famosas, como a de Cesar Ladeira e Nicolau Tuma, os quais transmitiam notícias e conclamavam o povo paulista a se unir e a lutar. Marchas militares, músicas e hinos marciais compunham a programação. Procurava-se sempre criar um clima de otimismo. Cartazes espalhados por todo o Estado lembravam: “Você tem um dever a cumprir: consulte a sua consciência. Eles estão a sua espera para completar o batalhão - alistem-se paulistas - às armas!”



Não se pode deixar de destacar o importantíssimo papel da mulher paulista no cenário da militância civil em 32, pela sua pujança, coragem e abnegação ao trabalho despendido em prol desta causa. Foi heroína da guerra muda e do sofrimento atroz que lhe causava o perigo constante, que não só ameaçava os seus entes queridos como a si próprias, expondo-se ao fogo inimigo e ao bombardeio aéreo. Tratava-se de uma atitude cívica primordial. Sua atividade voluntária, exercida nos hospitais e nos postos de saúde foi marcante, inclusive nos de campanha e nas frentes de combate. Seu trabalho foi também muito importante nas numerosas Casas do Soldado, espalhadas pelo interior do Estado, onde costuravam fardamento e preparavam lanches e refeições para serem levados às tropas em seu deslocamento.



Entre estas valorosas mulheres, destacamos a professora Carolina Ribeiro, que durante a Revolução organizou e dirigiu o Serviço de Assistência à Família do Combatente e o Serviço de Orientação Técnica da Legião Brasileira de Assistência. Outra mulher que se destacou em 1932 foi Olívia Guedes Penteado que juntamente com Carlota Pereira de Queiroz e Carolina Ribeiro, tiveram atuação marcante junto ao Depto. de Assistência à População Civil. São delas as seguintes palavras divulgadas pela Rádio Record:



“Paulistas, Mães, Esposas e Irmãs, soou a hora sagrada da redenção do nosso Estado. A luta que travamos é contra a opressão, contra o erro, contra o crime. Quem se bate pelo regime da justiça, da liberdade e do direito, será sempre apontado na história da nossa terra, como o defensor da verdadeira, da suprema causa da nacionalidade. Esta causa – vós já sabeis – é a causa da Lei. Viva o Brasil!”



A médica Carlota Pereira de Queiroz, durante a Revolução, comandou junto a seção paulista da Cruz Vermelha um grupo constituído por 700 mulheres que prestavam assistência aos feridos. Além de prestígio, esse trabalho garantiu-lhe uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte. Em 1933, eleita e empossada, tornou-se a primeira deputada federal da América Latina.



Também o envolvimento das crianças na prestação de serviço às tropas foi um exemplo de amor à pátria, servindo como mensageiros e estafetas. Fotos existentes mostram crianças uniformizadas, tão pequenas, a ponto de serem fotografadas com dedo na boca, carregando o cartaz: “Se for preciso, nós também iremos.”



O historiador Hernâni Donato conta-nos que 398 meninos atuaram como mensageiros dentro da cidade durante o conflito, em áreas onde não havia perigo. Entretanto, na cidade de Campinas, alvo do primeiro ataque aéreo contra uma população civil, um dos episódios mais impressionantes aconteceu envolvendo uma criança. A Cidade teve a desventura de perder um heróico escoteiro, Aldo Chioratto, de nove anos de idade, que morreu em frente à sua casa, vítima do bombardeio de um “vermelhinho” – apelido dos aviões da ditadura. Outros meninos, Oscar Rodrigues, de onze anos e Dilermando dos Santos, de quinze anos, também perderam suas vidas por amor à pátria.



Enfim, toda uma mocidade estudantil e operária, generosa e idealista, acorreu aos centros de alistamento, oferecendo sua vida e seu sangue a São Paulo.



A Revolução de 32 tornou-se um símbolo na identidade do povo paulista.



São Paulo lutando com armas obsoletas, espingardas, revolveres, garruchas e fuzis descalibrados, conseguiu por três meses lutar contra as superiores forças inimigas, transformando diversas indústrias em fábricas de cartuchos e de balas. Fabricou nas oficinas de reparação das ferrovias o famoso “Trem Blindado”, inclusive tanques de guerra.



No front, para fazer crer ao inimigo que possuía armas automáticas como fuzis-metralhadores, utilizou-se a famosa matraca, que produzia o som de uma dessas armas, ou se faziam funcionar motocicletas para com o ronco amedrontar o inimigo.



Segundo a historiadora Vany Pacheco Borges, em seu livro “São Paulo, uma longa história”, - desde o dia 12 de agosto o General Klinger sondava o governo federal para um armistício, enquanto Líderes Civis e o General Euclides de Figueiredo insistiam na continuação do Movimento, ainda que condições objetivas apontassem para a derrota inevitável. Esse exacerbado radicalismo ficou patente num improviso proferido em praça pública por Ibraim Nobre, que no desespero da derrota, assim dispôs:



“A revolução não deveria terminar assim. Depois que fossem os filhos, iriam os pais. Depois que eles morressem, iriam as irmãs, as mães, as noivas. Todos morreriam. Mais tarde, quando alguém passasse por aqui, neste São Paulo deserto, sem pedra sobre pedra, levantando os olhos para o céu, haveria de ler, no epitáfio das estrelas, a história de um povo que não quis ser escravo”.



Afinal, a Revolução deveria ser feita pela Frente Única – larga corrente de liberais, principalmente do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, do Distrito Federal (hoje Rio de Janeiro), do Mato Grosso e outros Estados. No entanto, São Paulo foi traído por Minas Gerais e pelo Rio Grande do Sul, que aceitaram as vantagens pecuniárias do governo provisório, ou seja, o perdão das dívidas de seus Estados para com a República. Flores da Cunha foi atraído por Getúlio Vargas quando o convidou para ser o futuro Ministro da Justiça.



Os que deveriam marchar e combater ao lado de São Paulo - marcharam e combateram contra São Paulo.



Os combates mais importantes do Movimento Constitucionalista se deram na região do Túnel da Mantiqueira que divide São Paulo de Minas Gerais e que era considerado um ponto militar estratégico de grande importância.



O terreno acidentado do Vale do Paraíba paulista e a existência de diversas cidades levaram a um combate encarniçado entre as tropas, porém, a superioridade de tropas e armamentos das forças de Getúlio Vargas levou à ocupação de diversas cidades paulistas do Vale do Paraíba, como Lorena e Cruzeiro e o recuo das tropas paulistas em direção à capital no final do conflito.



Devido à forma com que os meios de comunicação apresentaram a luta, a derrota foi um choque para muitos. Em 02 de outubro de 1932 foi celebrado o armistício entre o Alto Comando da Revolução Constitucionalista e o governo ditatorial de Getúlio Vargas, objetivando a cessação das hostilidades e a definição das regras para o término do movimento que buscava uma constituição para o nosso país.

Meus Senhores, “CIVISMO” é a difícil tarefa de amar, em grandeza superior, os valores do País, do Estado e do Município. Uma pessoa acometida do vírus cívico é aquela que consegue romper os muros estreitos e menores de um cotidiano medíocre para se envolver em lutas e projetos que dignifiquem a vida.

Ademais, a grande tragédia contemporânea do Brasil tem sido a crescente alienação de sua população em relação aos valores cívicos que deveriam nortear uma nação civilizada.



Os jovens desapareceram das praças e das solenidades que relembram a nossa memória histórica. A vida política do país, ciência superior do poder, deixou de ser pensada e discutida nas esquinas, evidenciando uma decadência social e cultural de elevada periculosidade cívica. A história nos ensina que o afastamento da juventude é um sinal de alarme para as nações, exigindo dos patriotas uma providência qualquer diante da falência de nossas instituições.



Por muito menos do que acontece no Brasil de 2011, os paulistas pegaram em armas em 1932.



Data máxima do povo paulista, 9 de Julho é a referência de honra e glória que jamais deixaremos desaparecer de nossa história.



O Movimento Constitucionalista foi uma guerra que custou a vida de quase mil soldados. O Governo Federal jamais divulgou o número de suas perdas.

Homenagear o Movimento de 1932 nos dias de hoje é sinalizar que os ideais democráticos não morreram.



São Paulo combateu o bom combate, caindo de pé, moralmente vitorioso. Pode ter perdido a batalha, mas não a guerra! Se por um lado fomos derrotados nas armas, por outro saímos vencedores pela disseminação de um sentimento de democracia. Ademais, a demonstração de força e de brio do povo paulista não foi em vão, pois em 1933 uma assembléia constituinte se forma e já em 1934 é promulgada a almejada Constituição.



Portanto, nada mais cívico comemorarmos o valoroso Movimento Constitucionalista de 1932, não só para servir de exemplo às novas gerações, como também para ressaltar o patriotismo dos que lutaram em prol de uma constituinte. Muitos morreram em combate, no justo objetivo de restauração dos direitos constitucionais do país.



Por fim, a melhor definição sobre a Revolução Constitucionalista vem do poeta Paulo Bomfim:



“A trincheira de 32 foi a pia batismal da democracia em nossa terra”.



Meus senhores, em 1932 aconteceu a maior revolução que o Brasil teve em todos os tempos de sua história e até hoje simboliza a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que tem sede de liberdade e justiça!



Pedro Paulo Penna Trindade

Diretor da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

Membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

quarta-feira, 27 de julho de 2011

SOLENIDADE DO 79º ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 32 NA CORREGEDORIA PM

Solenidade Alusiva ao 79º Aniversario da Revolução Constitucionalista de 1932.

28 de julho de 2011 às 10 horas na Corregedoria da Policia Militar do Estado de São Paulo.


No dia 25 de agosto de 2000, neste pátio da Corregedoria PM, compareciam alguns veteranos de 32, para serem homenageados, entre eles o jornalista THEOBALDO DE FREITAS LEITÃO e GERALDO PIRES DE OLIVEIRA. E aí aprendemos o lema desta Casa “DATUM PERFICIEMUS MUNUS” – MISSÃO DADA, MISSÃO CUMPRIDA.

Mas esses veteranos já não estão mais conosco. No dia 25 de junho perdemos também OSVALDO DIANA, aos 102 anos. Recentemente, no dia 22 de julho faleceu o advogado NIASI SALYBE, pertencente ao Batalhão ANHANGUERA, de RIBEIRÃO PRETO. E, na segunda-feira, dia 25, foi também transferido para o REGIMENTO DO SENHOR o ANÉSIO MARCELINO BRAGA, de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO.

Dos 30 mil combatentes de 32 restam, em todo o Estado de São Paulo, apenas 45. Chegou a hora de novamente nos unirmos no culto sagrado à lembrança dos que foram.

Os combatentes de 32 tiveram a ventura de proporcionar as mais belas manifestações do espírito de um povo que sobrepujou todas as dificuldades, que desprezou todas as deficiências materiais, que se desfez, gloriosamente, de suas posses, que praticou os mais extremos sacrifícios, com despreendimento, com entusiasmo, com fé na conquista de seus ideais.

São heróis que estão se desvanecendo nas brumas do passado. Mas a COFAM pretende que eles continuem entre nós, radiosos, cheios de glória no coração de seus descendentes. Eles foram a semente fecundada com o próprio sangue e que fez nascer a flor puríssima do IDEAL DE DIREITO. Tornaram-se mortos gloriosos, a semente da Constituição, plantada no solo da Pátria.

Portanto, o amor às tradições, o culto da veneração aos seus entes queridos, o anseio da liberdade, constituem parte integrante da COFAM.

No livro CRUZES PAULISTAS vamos encontrar um trecho onde diz que os mortos de 32 são inspirações do ALTO; seus feitos são exemplos que ficarão como lições de civismo, como fanais rutilantes, capazes de guiar a nacionalidade para imortais destinos.



Há 79 anos, em 28 de julho de 1932, era assassinado o caboclo PAULO VIRGÍNIO, em CUNHA, por elementos da tropa ditatorial que invadiu aquela cidade. Paulo Gonçalves dos Santos ou Paulo Virgínio mal sabia ler. Em princípios de julho de 1932, CUNHA foi sacudida, na sua pacatez, por graves e inesperados acontecimentos. Tropas da ditadura irromperam pela cidade desguarnecida e atônita. Era uma coluna mista de fuzileiros navais e soldados do Exército.

Aprisionaram pacíficos moradores do bairro do TABOÃO. Entre os prisioneiros estava Paulo Virgínio.

O Tenente AYRTON TEIXEIRA RIBEIRO interrogou o caboclo PAULO no sentido de que ele dissesse onde era a posição das forças paulistas. Ele negou com voz firme e indignada.

Passou então a supliciar Paulo Virgínio, juntamente com seus comandados. Deu-lhe chibatadas. Depois jogaram-lhe baldes de água em ebulição, seguido de uma ducha fria.

Paulo Virgínio a tudo suportou sempre dizendo, quando interrogado: “SÃO PAULO VENCE”.

Foi junto à ponte da estrada do Divino Mestre que se consumou o cruel martírio.

Entregaram-lhe uma enxada para cavar a própria sepultura. Era no dia 28 de julho de 1932, pela manhã, entre seis a sete horas. Uma rajada de metralhadora. A queda de um corpo. E a tragédia estava consumada. O humilde caboclo do bairro do Taboão tombava com 18 tiros nas costas.

Além do Tenente Ayrton, foram seus assassinos: Sargento Juvenal Bezerra Monteiro, Roque Eugênio de Oliveira, Ascendino Paiva e o fuzileiro naval Raymundo Jeronymo. Deixaram o local, a passos largos, como se fugissem de um fantasma.




SERÃO CONDECORADOS COM A MEDALHA "CONSTITUCIONALISTA", DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC:
1) Ten Cel PM EDSON SILVESTRE

2) Major PM DANIEL AUGUSTO RAMOS IGNÁCIO

3) Major PM LEVI ANATÁCIO FÉLIX

4) Cap PM DAVID OU JUNIOR

5) Cap PM JOSÉ CARLOS JOLY

6) Cap PM HOMERO GIORGE CERQUEIRA

7) Cap PM YURIO EDSON CALDAS MARQUES DE ABREU

8) Cap PM MAURO DE JESUS ROCHA

9) Cap PM DEIVISON DANIEL GONÇALVES

10) Cap PM CESAR AUGUSTO FERREIRA ROSA

11) 1º Ten PM MARCOS DE GODOY

12) Subten PM JOSÉ MANUEL DE MORAIS

13) Subten PM CLAYTON VIANA

14) 2º Sgt PM MISÉ SILVA GONÇALVES

15) 2º Sgt PM JOSÉ MARCULINO DA SILVA

16) 3º Sgt PM DÉBORA DE LIMA RODRIGUES

17) Cb PM DOMINGOS FERNANDES SIMÕES

18) Cb PM LUIZ CARLOS SOARES SILVA

19) Cb PM JOSÉ MATEUS DE BRITO

20) Cb PM JOÃO LOPES

21) Cb PM WAGNER EMÍDIO PEDROSO

22) Sd PM JOSÉ ALVES CORDEIRO

23) Sd PM EVERALDO FRANCISCO XAVIER

24) Sd PM LUCIANO BAPTISTINI

25) Sd PM ALEXANDRE ALEIXO

sábado, 23 de julho de 2011

"OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO" - MEUS AGRADECIMENTOS AO CORONEL PM LUIZ NAKAHARADA, AO DONIZETI E AO GBB

Amigos


Recebi dum gde asp 70, o Nakaharada, irmão de um excepcional amigo, o Nakaharada, gde asp 76, e achei extremamente interessante as informações

trazidas.

Donizeti

Em 16 de julho de 2011 21:37, celnaka escreveu:

Caro Marques.

Se permitir passo a narrar o que ouvi da poesia e do imóvel na rua da Misericordia. Muito bem lembrado do prédio da rua da Misericórdia, (quase abandonado), construído com, dinheiro arrecadado na revolução, trocando o ouro pelo alumínio. Temos no anexo duas figuras dos anéis que recebiam em troca e quando os paulistas optaram pela cessação das hostilidades, o dinheiro já havia doado à Santa Casa, caso contrário Getulio estaria confiscando. A Santa Casa construiu o prédio que tem o formato da bandeira paulista e na cobertura um capacete. Quanto à poesia do poeta Guilherme de Almeida, conta-se que ele encontrava-se nas trincheiras da Mantiqueira, quando recebeu notícias que as senhoras paulistas estavam efetuando a troca da aliança de ouro pela de alumínio. Escreve a poesia em seis estrofes e 24 versos de forma muito emocionada. Envia ao seu amigo, que manda cunhar a moeda paulista contendo seis alianças e em cada aliança uma estrofe No anexo a moeda paulista para quem não conhecia. É acervo de uma família do interior que achou que não teria o direito de manter a moeda na gaveta e a exibe no museu do MMDC, núcleo Lapa, sediado na rua Duarte da Costa. A proprietária da moeda estava sentada no banco em frente à sua casa, quando passava uma tropa constitucionalista, e mais tarde percebeu a moeda caída na rua.

Os constitucionalistas deliberaram doar à Santa Casa, não só pelo engajamento na Revolução com tratamento médico, mas com armas em trincheiras.

Com certeza quem pode confirmar, completar, assinalar as erratas, ou até mesmo invalidar esta versão é o nosso historiador Cel Ventura.

grato

nakaharada

Em 16/07/2011 13:27, Bdmarques escreveu:

Pessoal

A Santa Casa está em campanha para arrecadar doações e fiquei impressionado com sua história.

Vale ler, conhecer e, se possível, ajudar.

Donizeti

O espírito de 1932

Solidariedade marca o encontro da história da Santa Casa com a Revolução Constitucionalista.

Hospital Central - Sede da Santa Casa de São Paulo

"A Santa Casa paulistana é o centro, a coluna vertebral de todo o evolver da civilização paulista de Piratininga.

Todos os homens de bem, de prol, de sapiência, de sensibilidade, claro, que tinham o poder – o poder econômico conquistado pelo esforço, pelo labor, pelo trabalho, pelo estudo -, fizeram da Santa Casa o seu epicentro. Ela condensa as nossas próprias raízes... a saga paulista é a saga do homem da Santa Casa, que somos todos nós, paulistas, filhos da Santa Casa..." Duílio Crispin Farina

Fundada há mais de quatro séculos, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é a mais antiga instituição assistencial e hospitalar em funcionamento na cidade. Não existem registros da data exata de sua fundação, mas indícios apontam para o ano de 1560.

São Paulo era, então, uma pequena vila isolada, distante de tudo e de todos, desenvolvendo-se em torno do colégio criado pelos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega.

Do alto de uma colina escarpada, do vale entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, São Paulo expandiu-se para tornar-se uma das mais exuberantes e significativas metrópoles do mundo, abrigando, no início do século XXI, mais de onze milhões de habitantes.

A Santa Casa acompanhou esse crescimento e vivenciou sua evolução.

Um dos episódios mais marcantes que entrelaçou a história da capital paulista com a da Santa Casa de Misericórdia ocorreu durante a Revolução Constitucionalista de 1932, que completa em 2011 seu 79º ano.

Um encontro de histórias

Quando os paulistas revoltaram-se contra o governo provisório de Getúlio Vargas e lutaram por uma nova Constituição Federal, enfrentaram dificuldades ao reunir os fundos necessários para manter-se em batalha. Para arrecadar dinheiro, realizaram a campanha "Ouro para o bem de São Paulo", que consistia em convocar as pessoas a doarem o metal precioso que possuíssem: moedas, medalhas, joias.

Solidária e engajada com a causa, a população aderiu à campanha. Mas, apesar dos esforços do Exército Constitucionalista, os 87 dias de combate terminaram com a rendição paulista ao governo Vargas. Perdida a revolução, optou-se por doar os recursos que sobraram da campanha "Ouro para o bem de São Paulo" para a Santa Casa de Misericórdia. Com o dinheiro, a Irmandade construiu um edifício, nomeado "Ouro para o bem de São Paulo".

Assim, criou-se uma fonte perene de renda para a instituição, com o aluguel comercial das salas do edifício. O dinheiro procedente do ouro doado para a defesa dos ideais paulistas, hoje cura, opera, tira a dor, acalenta, dá luz e esperança...

Cabe valorizar a lembrança da gente que se uniu e doou o que tinha – há quem tenha entregado joias valiosas, cravejadas de pedras preciosas – e o que não tinha – registra-se que muitos doaram as alianças de casamento, por não possuir nada mais de valor – por uma São Paulo melhor.

Moeda Paulista - Guilherme de Almeida

Moeda Paulista, feita só de alianças,

feita do anel com que Nosso Senhor

uniu na terra duas esperanças:

feita dos elos imortais do amor!

Quanto vale essa moeda? —

Vale tudo!

Seu ouro eternizava um grande ideal:

e ela traduz o sacrifício mudo

daquela eternidade de metal.

Ela, que vem na mão dos que se amaram,

Vale esse instante, que não teve fim,

em que dois sonhos juntos se ajoelharam,

quando a felicidade disse :"SIM".

Vale o que vale a união de duas vidas,

que riram e choraram a uma só voz

e, simbolicamente desunidas,

vão rolar desgraçadamente sós.

Vale a grande renúncia derradeira

das mãos que acariciaram maternais,

o menino que vai para a trincheira,

e que talvez.. talvez não volte mais...

Vale mais do que o ouro maciço:

vale a glória de amar, sorrir, chorar,

lutar, morrer e vencer... Vale tudo isso

que moeda alguma poderá comprar!



Ouro para o bem da saúde de São Paulo

A solidariedade dos constitucionalistas ainda pulsa no coração da Santa Casa. Os tempos são outros para São Paulo, mas o sentimento de compaixão e desprendimento tem sempre os mesmos propósitos. Por que não fazer renascer a intenção e união constitucionalista na campanha: "Ouro para o bem da saúde de São Paulo"?

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é uma instituição

privada e filantrópica. Ainda que não seja estatal, atua como se fosse, pois atende à população de forma indiscriminada e boa parte de seu orçamento é de origem governamental. No entanto, como todos os locais que trabalham com assistência médica pública, a instituição necessita de parcerias e doações da iniciativa privada para sua manutenção e aperfeiçoamento.

Referência em saúde

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo possui sete hospitais na cidade, que prestam serviços de assistência e saúde para a população da capital e interior do Estado. Pela reconhecida excelência no atendimento que oferece e por ser uma das instituições hospitalares que mais presta serviços ao SUS, a instituição constitui-se em um centro de referência médica nacional e internacional. Além de oferecer atendimento, também dispõe de recursos avançados em tecnologia, pesquisa e ensino na área da saúde e formação profissional especializada.

REVANCHISMO

Assunto: Revanchismo ...


Data: Quarta-feira, 20 de Julho de 2011, 21:59



Revanchismo ou Vendeta

Em recente texto, aventamos a hipótese de que inflama a mente da esquerda nacional um virulento revanchismo ou vendeta contra a Nação brasileira.

Esta acusação poderia ser rebatida não fossem as incontestáveis ações de desmantelamento da sociedade brasileira como um dos suportes da nacionalidade e da soberania desta terra.

Impossível, não visualizar uma motivação torpe que anima os algozes deste povo, o desvirtuamento dos costumes, a preocupação em dividir para desmoralizar e, provavelmente, depois incutir novos parâmetros morais.

E como observamos, cumprem à risca e com êxito os seus propósitos.

É flagrante que mergulham a sociedade brasileira num turbilhão de insensatez, incendiando ânimos, açulando espíritos, promovendo diferenças, incitando ao ódio e ao menosprezo.

As recentes reportagens da TV Band sobre a situação atual da Reserva Raposa Serra do Sol são um exemplo gritante. Lá, ficaram explícitos como prejudicar e desunir sem fazer força. No acirramento da pretensão de pequena parcela de indígenas conseguiram tumultuar, empobrecer e desmoralizar os agricultores e... os indígenas.

Chamou - nos atenção as palavras pretensiosas e até ameaçadoras do cacique macuxi Vice – Presidente do Conselho Indigenista de Roraima que foi entrevistado, e que não fosse pelo vistoso cocar, poderia ser qualquer um de nós.

Vimos como aquelas comunidades indígenas de há muito abandonaram a vida na selva e, certamente, nem pescar quanto mais caçar sabem. Seu esporte agora é chafurdar no lixo das cidades como Boa Vista.

No Mato Grosso do Sul, emerge um novo campo de atrito para alimentar a sanha da esquerda, como se abriu na área de Alcântara, antiga base de lançamento, posição privilegiada e estratégica, e que foi desmantelada para gáudio dos revanchistas da esquerda, falsamente condoídos com os quilombolas, apoiados em decisões que contrariam o próprio espírito da lei que destinava para aquelas comunidades algumas áreas do território nacional. Decisão por si, já eivada de incorreções.

Ao reescrever a nossa história, menosprezando lídimos exemplos de coragem, de cidadania, e ao disseminar falsos heróis, tripudiam na memória nacional, abrindo caminho para o turvamento das consciências, para o sepultamento do bom - senso e para a subversão da honra.

De há pouco, por coniventes leis com a bandidagem, praticamente ninguém poderá ser preso, mesmo em ato flagrante. No entanto, não se atreva a chamar de veado a um escandaloso homossexual. Se assim o fizer, o pesado braço da lei cairá sobre a sua cabeça.

Por um lado, tolerância zero, para o outro a tolerância infinita. Não custa perguntar, quantos arrolados no Mensalão foram presos? Alguém foi condenado por alguma CPI? As Comissões Éticas do Congresso condenaram alguém? O Batistti foi extraditado? O Pagot será penalizado? E o Ministro Nascimento?

Por tudo, salta aos olhos que existe um complô, que está em marcha uma determinação para prostrar de quatro esta Nação. Não duvidem, sofremos uma terrível vingança. Para muitos isto é um revanchismo.

Nós concordamos com a hipótese de revanchismo, pois a canalhice e os erros são tantos que devem ser propositais. Tanta incúria e tanta esbórnia só podem ser friamente planejadas.

A desconstrução da Nação é a desgraça que se abate sobre todos nós, e o pior, com o nosso beneplácito.

Que os céus tenham piedade de nós, pois eles não têm.

Brasília, DF, 20 de julho de 2011

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CORONEL PM ARRUDA RESPONDE AO PROFESSOR ALBERTO CARLOS ALMEIDA

O QUE CELEBRAM OS FERIADOS


em 15/07/2011

De: Jornal Valor Econômico



Há aproximadamente seis anos me mudei do Rio para São Paulo. Uma das coisas que chama atenção imediatamente são as diferenças e semelhanças nos nomes de ruas. Há tanto no Rio quanto em São Paulo uma rua chamada Mena Barreto.

No Rio ela é muito mais importante do que em São Paulo.

Isso revela alguma coisa quando se tem em mente que legisladores e outros servidores públicos tomaram a decisão de dar os nomes de tais ruas. O mesmo raciocínio se aplica à rua Marquês de São Vicente, que ambas as cidades possuem, mas que no Rio é um endereço nobre que abriga tanto um conhecido shopping de classe média alta como a famosa PUC do Rio de Janeiro.



Um dos nomes de rua que salta aos olhos em São Paulo é Nove de Julho.

Trata-se de uma avenida de grande importância na geografia da cidade. Liga o centro à região da avenida Faria Lima. Essa importância toda contrasta com sua inexistência no Rio.

Há avenidas Nove de Julho em centenas de municípios de São Paulo, todas elas avenidas importantes, mas não há sequer uma avenida Presidente Getulio Vargas, diga-se de passagem, uma das avenidas mais importantes do centro do Rio. Aliás, toda vez que eu estou em uma cidade desconhecida do Brasil e quero, por meio do GPS, ir para o centro da cidade, sempre coloco algum número de uma rua, avenida ou praça Sete de Setembro ou Quinze de Novembro. Nunca dá errado.

Há a alternativa, desde que fora do Estado de São Paulo, de utilizar também o endereço de avenida Presidente Vargas. Em geral também funciona.

Consta que o município de Osasco foi o primeiro de São Paulo a batizar uma rua com o nome do político gaúcho. Não por acaso Osasco é administrada pelo PT.



Está no nome de ruas e avenidas de grande importância não apenas da capital paulista, mas também de inúmeros municípios, o Nove de Julho que também é o feriado estadual de São Paulo. Trata-se de algo muito relevante que a elite política paulista, em 1995, tenha decidido estabelecer a data de 9 de julho como o feriado estadual.

O Nove de Julho é em primeiro lugar a comemoração de uma derrota. Curioso que o feriado estadual paulista comemore uma derrota, ao passo que praticamente todos os outros feriados estaduais no Brasil comemorem vitórias.



Alagoas comemora em 16 de setembro a emancipação em relação a Pernambuco, Sergipe comemora em 8 de julho a emancipação em relação à Bahia, Santa Catarina comemora em 11 de agosto a criação da capitania que separou a região de São Paulo e o Paraná comemora em 19 de dezembro a emancipação em relação ao Estado de São Paulo.



Há muitos Estados que em seus feriados regionais comemoram a criação do próprio Estado. São eles Acre, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia e Tocantins. São datas que comemoram triunfos políticos, que comemoram, do ponte de vista da elite política local, vitórias.

Somente em São Paulo a data comemorativa local diz respeito a uma derrota.



A data local de Minas Gerais se transformou em um feriado nacional, o 21 de Abril, que, pode-se argumentar, também comemoraria uma derrota. Afinal, os inconfidentes mineiros foram trucidados e o seu movimento não logrou obter a independência do Brasil. Mas a derrota mineira é comemorada como um ideário que depois acabou triunfando. Anos mais tarde o Brasil viria a se tornar independente de Portugal e a Inconfidência teria sido o movimento precursor, o movimento que plantara o ideário que um dia acabou triunfando. Isso fez, inclusive, que o feriado cívico de Minas Gerias coincidisse com o feriado nacional de Tiradentes.



No caso do feriado de 9 de julho, não creio que se trata da comemoração de um ideário que no futuro triunfará. Em primeiro lugar, cumpriria perguntar qual o ideário de Nove de Julho.

A Revolução Constitucionalista ocorreu em 1932 e isso deve servir de aviso àqueles que argumentam que São Paulo lutara contra um ditador gaúcho. Em 1932 era impossível dizer o que aconteceria com Vargas. Os derrotados daquele episódio queriam acima de tudo a volta do predomínio paulista no controle da política nacional. Nada do que aconteceu a Getulio Vargas depois de 1932, Estado Novo, apoio aos nazistas, eleição de Dutra, viabilização da aliança PSD-PTB alijando a UDN do poder, nada disso pode ser colocado na conta dos revolucionários de 1932, simplesmente porque eles não sabiam o que aconteceria no futuro. O que eles sabiam com muita clareza é que Vargas tinha feito uma aliança nacional que retirava poderes de São Paulo e deslocava o eixo da política nacional para outros centros de poder.



O predomínio paulista na política nacional não tinha a ver com a alternância no poder de presidentes de Minas e de São Paulo. Mais do que isso, durante a República Velha, praticamente todos os presidentes passaram pelos bancos da Faculdade de Direito de São Paulo. Nesse sentido, Vargas era realmente de uma elite inteiramente diferente.



A derrota dos constitucionalistas de 1932 foi consolidada pelas novas Constituições brasileiras de 1934 e 1946. Em ambas o Estado de São Paulo perdeu cadeiras na Câmara dos Deputados e se tornou bastante sub-representado (somente em 1890 São Paulo não foi sub-representado na Câmara).

A sub-representação de São Paulo foi exacerbada recentemente pela Carta de 1988. Nunca na história do Brasil São Paulo ficou tão sub-representado na Câmara do que após a Constituição democrática de 1988. O ciclo iniciado por Vargas nos anos 1930 foi fechado por Ulisses Guimarães nos anos 1980.

O Brasil escolheu a atual representação na Câmara dos Deputados como o ponto de equilíbrio federativo do governo nacional.



São Paulo tem hoje 70 deputados federais. Caso a representação na Câmara fosse proporcional ao tamanho do eleitorado do Estado, seriam 120 deputados. Essa é a conta que São Paulo paga para manter a unidade federal. Por outro lado, os dois mandatos de Fernando Henrique e de Lula deixaram claro que o poder nacional passa e sempre passará por São Paulo, não são necessários 120 deputados federais para que isso aconteça. Os dois partidos que disputaram a Presidência da República com chances de vitória, e que continuarão disputando no futuro, são também de São Paulo.



Aliás, foi em 2010 que vimos na TV um fato emblemático pela primeira vez. No dia da eleição, quando as redes de televisão mostram os candidatos indo votar, foi a primeira vez que um dos favoritos, desde 1994, não votava em São Paulo. Dilma votou em Porto Alegre. Tudo indica que na próxima eleição teremos a mesma Dilma votando em Porto Alegre e Aécio em Minas Gerais. Ainda assim, todas as estatísticas de ocupação de ministérios também mostram o predomínio de São Paulo. Trata-se do Estado que emplaca mais ministros e nos postos mais importantes. Até há bem pouco tempo, com Palocci na Casa Civil e Mantega na Fazenda, uma dupla paulista controlava as principais ações do governo.



Quando Vargas assumiu o poder, São Paulo detinha aproximadamente 50% do PIB nacional. Atualmente, essa proporção caiu para em torno de 33%. A centralidade do Estado, todavia, não está no tamanho do PIB, mas em seus aspectos qualitativos: o centro das decisões econômicas, o que inclui o mercado financeiro, a mídia e as principais associações empresariais nacionais, está em São Paulo.



Portanto, ainda que no futuro São Paulo venha a ter menos do que os atuais 33% do PIB nacional, tudo indica que isso ocorrerá caso o Brasil realmente venha a crescer de forma consistente. Os agentes econômicos dos demais Estados precisarão sempre ir a São Paulo para cuidar dos interesses de suas empresas.



A grande questão é que esse recente feriado de 9 de julho, o feriado que comemora a derrota, criado somente em 1995, teve agora uma primeira passeata comemorativa de alguns gatos pingados na avenida Paulista defendendo a separação de São Paulo do Brasil. Não coincidentemente, logo após a eleição de 2010 houve quem, em São Paulo, responsabilizasse o Nordeste pela eleição de Dilma.



Ressentimentos regionais são normais no Brasil e em outros países. Mas a eventual perda de poder relativo não pode servir de motivo para que simples ressentimentos se tornem mais um problema político para o Brasil. É preciso, hoje e sempre, comemorar as vitórias.



Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de "A Cabeça do Brasileiro" e "O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo".

alberto.almeida@institutoanalise.com

www.twitter.com/albertocalmeida



Coronel Arruda respondeu ao autor, em http://faganelo.blogspot.com/2011/07/o-que-celebram-os-feriados.html



Consta que...



O grande problema ao se escrever sobre história é o "consta que". Consta que o PT resgatou Getúlio, dando-lhe o nome de um logradouro (cidades do vale do Paraíba, Guarulhos e outras já possuem logradouros com esse nome há décadas).

Caro Professor Alberto, o volume de informações que o Sr possui sobre o movimento cívico-militar de 1932 não me permite discutir com o Sr.

Peço que leia algo do que foi publicado no período, não apenas pela propaganda varguista, que muito o influencia, mas também pela propaganda dita "paulista" (digo dita, pois houve polos de corajoso apoio à causa paulista no Rio Grande, no Amazonas, no Pará, no Mato Grosso, na Bahia e até em seu estado natal, caso o Sr não saiba). Para começar a conhecer um pouco mais, sugiro ler Hernâni Donato, que é um resumo bem simples e o Sr vai poder entender melhor outros pontos de vista sobre o assunto. Somente se analisarmos os mortos, por exemplo, muitos dos que morreram lutando pela causa dita "paulista" eram nordestinos, cariocas, democratas que fugiram do Rio de canoa, e a pé do Paraná e de Minas para lutar por São Paulo, que congregou a causa dos liberais brasileiros de então.

Houve também italianos, alemães, portugueses, árabes, etc, imigrantes que não faziam parte da elite mas se sentiam brasileiros.

1932 foi um grito contra o autoritarismo, contra a humilhação imposta a um povo orgulhoso - e que tem motivos para ser orgulhoso, pois tudo o que construiu foi pelo esforço de seus filhos, naturais ou adotivos, e que nunca viveu como parasita, sugando impostos gerados por outrem, como é o caso das Capitais da República. Foi também um grito pelo retorno do país à ordem constitucional que, pelo que se depreende de seu artigo, era inadequada e justificou o golpe militar de Vargas.

Há golpes militares, então, que podem ser justificados? Há, assim, golpes bons e golpes maus?

Claro que não! O apelo popular da causa mobilizou voluntariamente mais de 150.000 homens e mulheres que abandonaram seus lares, escolas e sonhos para lutar por um ideal.

Alguns deles ainda estão vivos e suas referências banalizam o ideal dessa geração, que merece, no mínimo, um pouco de respeito.

Caro Alberto, por favor, atualize seu GPS.



Um abraço



Luiz Eduardo Arruda

Qui Jul 21, 06:11:00 PM

APÓS SEIS MESES DA TRAGEDIA NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO

SEIS MESES DE ESPERANÇAS LEVADAS PELAS ÁGUAS DA CORRUPÇÃO




Por Lígia Bittencourt*



No último dia 12 de julho, completou-se seis meses do maior desastre natural ocorrido no país: as chuvas da região serrana, no estado do Rio de Janeiro.

Após seis meses, deparamo-nos com os sinais da tragédia por todos os lados. Bairros completamente destruídos, onde ainda repousam muitos corpos, continuam sem sinal algum de reconstrução. Pessoas solidárias, mas indignadas com as autoridades municipais, manifestam-se nas ruas exigindo que algo seja feito. Não se fala em outra coisa em ambas as cidades mais afetadas, Nova Friburgo e Teresópolis, e a pergunta que não quer calar ecoa pelos belos vales e montanhas: onde foi parar o dinheiro que deveria estar sendo utilizado na reconstrução de ambas?

Em seis meses, muito pouco foi realizado, e os recursos disponibilizados não foram utilizados corretamente. Políticos, sem cerimônia alguma, contrataram obras sem licitação, inclusive de empresas de fachada, aproveitando-se do estado de calamidade pública decretado na ocasião.

Quando da tragédia, a população se uniu e foi à luta, ajudando na limpeza, no amparo aos vizinhos que tiveram suas famílias destroçadas pelas águas, que perderam entes queridos, que perderam tudo, mas não a esperança por dias melhores. A esperança, essa os políticos estão tratando de enterrar.

Ao chegar a Nova Friburgo, já nos deparamos com as fendas de terra vermelha nos morros que circundam o centro da cidade, um dos lugares mais afetados. Na praça do Suspiro, a igreja de Santo Antônio está sendo lentamente restaurada. Localizada bem ao lado do que um dia foi um dos pontos turísticos mais procurados, o teleférico, a igreja ficou parcialmente destruída! Nada comparado ao estrago daquele ponto da cidade, onde a água chegou a cinco metros de altura, e a lama desceu, levando e destruindo o que havia pela frente. Meia dúzia de profissionais podem ser visto na encosta, cavando canaletas, e uma malha de aço será colocada para a contenção da mesma. Se chovesse forte hoje, toda a obra seria perdida, visto que, certamente, tudo viria abaixo.

Converso com um garçom de uma choperia, que não quis se identificar, localizada em frente ao que um dia foi o teleférico. Ele tem as imagens muito vivas em sua memória. A tragédia ocorreu às 1h. e 30 min. e ele estava lá. Seus colegas e ele tiveram que literalmente escalar o prédio localizado em cima do estabelecimento para escaparem da água vinda do rio que corta a cidade e da lama que desceu do morro. Perderam, todos, cinco veículos estacionados nas proximidades. Conta, com muita tristeza, a história de um médico da cidade, que perdeu a família toda na tragédia, e virou um mendigo que perambula pelas ruas. Sobre as autoridades, se revolta: "não estão fazendo nada. Tudo o que você vê são pequenas obras, mas no centro. E os bairros, e as pessoas que continuam em abrigos? O que esperar se o dinheiro sumiu?", pergunta, desolado.

No mesmo dia 12 de julho, o Ministério Público Federal, pediu o afastamento do prefeito Demerval Barbosa Moreira Neto (PMDB-RJ) e do procurador geral do município, Hamilton Sampaio da Silva, mas a justiça negou. O MPF com a ajuda da Polícia Federal, vasculhou as secretarias municipais, todas localizadas no prédio da prefeitura e retiraram pilhas de documentos e ao todo, foram expedidos 40 mandados de busca e apreensão. Onde estava o prefeito nesse dia? Viajando, diz uma nota da Secretaria de Comunicação do município e retornaria naquele mesmo dia. Se retornou, ninguém sabe, ninguém viu. Onde foram parar os R$10 milhões de reais doados para as vítimas? O prefeito, seus secretários e o procurador devem muitas explicações à população desrespeitada em hora de tanta dor. O prefeito Moreira Neto, é neto de um dos maiores médicos de Nova Friburgo, Demerva l Barbosa Moreira, cujo o nome está gravado na principal praça da cidade. Que bela retribuição está sendo dada a um dos mais conceituados cidadão da cidade. A população, cansada, está se manisfestando nas ruas, e promete exigir que recursos supostamente desviados sejam retornados aos cofres públicos e aplicados na reconstrução da cidade! Enquanto nada é feito, trabalham e a vida vai voltando à rotina, mas o trauma está ali, estampado em cada cantinho da cidade.

Quem chega à Teresópolis, vindo de Nova Friburgo, ao mesmo tempo que fica encantado com as belas paisagens, observa estupefato, a força das águas e a lama que invadiram o cinturão verde localizado naquela área, que hoje se encontra verde novamente, graças aos agricultores que o restauraram. Percebe-se que o curso de um rio foi desviado por pedras que rolaram do alto de morros, mas ao entrar na cidade, parece que nada aconteceu! Deparamo-nos com uma grande avenida, dividida por um canteiro, e que tem como cenário ao fundo o "Dedo de Deus", um dos picos mais alto da serra. A única obra em andamento que se nota é a reforma do canteiro central, na reta da avenida. Munícipes contam que o que fazem é desconstruir o que já estava construído, trocando tijolos da cor cinza e marrom, por outros de cor marrom e cinza, enquanto milhares de pessoas da própria cida de choram seus mortos, desgraças e a irresponsabilidades de suas autoridades. Nos bairros mais devastados, nada!

Converso com Leda, moradora de bairro próximo ao centro turístico da cidade. Ela me diz que só foi saber da tragédia por volta das 11 hs. da manhã: "aqui, no centro, não aconteceu nada. Só quando comecei a ouvir as sirenes e entrei na internet, soube. A cidade estava estranha, vazia. Eu jamais imaginei que isso pudesse acontecer".

Por sua vez, os munícipes não se esquecem da onda de solidariedade que se viu na cidade, quando empresários, e moradores se uniram e ainda puderam contar com entidades de classe e os motociclistas - trilheiros, que chegaram primeiro aos locais arrasados e distantes, onde as pessoas padeciam de todas as necessidades: água, por exemplo.

Converso com Rafael, morador do bairro do Feu, e uma vítima da tragédia: "cheguei do trabalho à meia noite e 50 min. Fui dormir. À 1:30, fui acordado com a voz de minha sogra, aos gritos, pedindo que saíssemos pois estava tudo cheio d'água. Minha esposa e eu corremos para cima, pois morávamos no andar de baixo da casa de meus sogros, e vi que meu sogro estava tentando tirar a água que vinha de todos os lados. De repente, as casas, ao lado da nossa, começaram a cair. Casas, lama, tudo misturado de um lado e do outro. Corremos para a rua, onde outros moradores se encontravam, com suas roupas de dormir, todos assustados e sem saber o que fazer. Nossa casa foi a única que não caiu. As promessas foram muitas, inclusive o auxílio aluguel, afinal, não podíamos continuar em área de risco. No dia marcado para o cadastramento, encontrei uma fila muito grande. Meu sogro estava nela já fazia tempo e olha que cheguei às 8 hs da manhã. Fizemos o cadastramento mas nunca recebemos nada. Meus sogros retornaram para a casa deles, e estão em área de risco e eu e minha esposa estamos pagando aluguel. O que fizeram pelo bairro? Simplesmente nada", conclui desanimado.

O bairro de Campos, um dos mais atingidos, é uma tumba a céu aberto. Pedras enormes soterram os moradores. Quantos? Ninguém sabe dizer ao certo. O cheiro da decomposição dos corpos pode ser sentido à quilômetros, e o "cemitério" natural lá está, intacto.

O prefeito Jorge Mário (PT-RJ), acusado de receber propina, nega as acusações. No dia 17 de julho, a CGU – Controladoria Geral da União – apontou desvios em obras de reconstrução da cidade. Os recursos destinados ao município pelo Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 7 milhões teriam sido usados por empresas de fachada ou fantasmas. Uma das empresas, a RW Construtora, que antes era uma vídeo-locadora, é uma delas. Ao tentarem entrevistar os responsáveis pela empresa, os repórteres encontram a porta fechada.

A partir dos indícios, as contas do município foram bloqueadas pelo Ministério Público. Praticamente todos os repasses federais não foram comprovados pela Prefeitura de Teresópolis.

A pergunta continua ecoando: onde foi parar o dinheiro?

Esperanças enterradas nas denúncias de corrupção. Presente nos olhares, o desalento, ao ver que seis meses depois, continuam sem nada, precisando de abrigos e da solidariedade da população. Que não são respeitados pelos representantes que eles mesmo elegeram: os larápios, que não respeitam a dor de centenas de pessoas e que se aproveitam da situação para enriquecer.

Mas o povo é guerreiro, e não vai desistir. A única coisa que precisam, e aliás, o Brasil precisa, é aprender a votar!



*Lígia Bittencourt é jornalista e tradutora técnica



SOLUÇÃO: TODA A POPULAÇÃO NÃO VOTAR EM NENHUM CANDIDATO INIDICADO PELOS POLÍTICOS LIGADOS À REGIÃO. COLOCAR PARA FORA PELO VOTO OS PREFEITOS, GOVERNADOR OU OUTRO POLÍTICO ENVOLVIDO. É UMA LUTA DO POVO CONTRA OS PÉSSIMOS BRASILEIROS.



JUNTAR FORÇAS.

PARABENS JORNALISTA LÍGIA. VAMOS REPASSAR PARA AMIGOS



GRUPO GUARARAPES

DOC. 150 - 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

2º ENCONTRO DO GBB - NA AOPM EM 16 DE JULHO DE 2011

2º ENCONTRO DO GRUPO BARRO BRANCO


CARÍSSIMOS AMIGOS DO GBB

Parabéns a todos que participaram do 2º Encontro do GBB.

Convalescendo de uma recente operação não pude estar na companhia de vocês.

Acredito piamente no sucesso do GBB porque a "UNIÃO FAZ A FORÇA".

Como estou com tempo suficiente para curtir o sucesso de vocês no 2º Encontro vou lançar em minhas memórias as palavras de alguns dos participantes que, em suma, refletem o brilho dessa realização. Embora não estivesse presente, cala fundo o carinho demonstrado pelo Presidente da AOPM em proporcionar essa aproximação do GBB, uma voz da própria Corporação.

Também copiei as fotos.



Amigos / Irmãos do GBB, da AOPM, da "Fortaleza", presentes e ausentes,

A repercussão do nosso segundo encontro não poderia ser mais interessante. Quero agradecer a todos os que estão fazendo justiça aos nossos lideres (Ciapina, Luiz Carlos, Fleury, Camilo) que nos permitiram um ambiente acolhedor, de astral elevado, no qual pudemos sentir a importância de estarmos unidos ao redor de idéias essenciais à cidadania e à nossa comunidade.

De modo muito especial, quero agradecer ao Josias, ao Almeida e ao Claret, pelas referências tão carinhosas aos colegas de "Fortaleza" (mais antiga presente com uma representação que chamou a atenção pela consistência de mais de trinta por cento do seu diminuto efetivo de origem!).

Agora, o ponto alto destas três notas é a última frase do Claret, que faço questão de colocar num quadro, pois há seis anos venho testemunhando presencialmente a luta da atual administração, liderada por esta "máquina de trabalhar" que é o Luiz Carlos, e quando um oficial faz uma tal declaração equivale a uma verdadeira consagração dessa luta:

"estarei participando e qdo for possivel levar a esposa ela estará lá comigo..ficou feliz e surpresa pelas instalações do clube..brevemente volto a engrossar o quadro de associados".

Formamos um grande time!

Corrêa de Carvalho

Interior AOPM



Grande abrc a tds os participantes..pude reencontrar antigos oficiais, meus instrutores de cpzinho (barros) e rever amigos do gbb, alguns q eu n conhecia pessoalmente.ciapina, parabens pela organização do encontro 2 e agradecimento especial ao cacau pela elegancia e consideração demonstrada com suas atitudes de liberar nossa presença no clube e participar com alegria do evento..desnecessario dizer da ética do nosso coronel camilo, sempre solícito..poderoso e humilde...correa, vc esteve ótimo como mestre de cerimonias intervindo sempre na hora certa a exemplo do momento de oração..parabens..vamos tentar outros encontros..estarei participando e qdo for possivel levar a esposa ela estará lá comigo..ficou feliz e surpresa pelas instalações do clube..brevemente volto a engrossar o quadro de associados..é isso..

Em 17 de julho de 2011 22:03, escreveu:

Faço também minhas as palavras do Almeida, não tenho adjetivos para destacar o evento pelo lado do nosso Moderador Ciapina e bem como da Presidência da AOPM, Cel Antonio Chiari, etc.

Vale também destacar o brilho da participação do Cel Correa de Carvalho e da sua Turma Fortaleza que se fez representar em 100% dos seus componentes, para mim acredito ter sido um grande aprendizado.

Um abraço e parabens a todos !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Atenciosamente,

JOSIAS SAMPAIO LOPES

cel.josias@hotmail.com



Caro Moderador do GBB - Cel Ciapina

através do presente quero cumprimentá-lo pelo sucesso do 2° Encontro GBB- realizado nesta data na sede da AOPM. A beleza do local, a receptividade do seu Presidente e auxiliares, a estrutura encontrada, a participação dos presentes (oficiais e familiares) e o calor humano ali emanado, fizeram com que, mais uma vez nos orgulhÁssemos de pertencer à essa querida Instituição. Aproveito para encaminhar as fotos que registram o nível e a importância do evento. Um grande abraço e mais uma vez parabéns. Almeida

domingo, 17 de julho de 2011

PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA POR OCASIÃO DO 79º ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

O SR. MARIO FONSECA VENTURA -Boa tarde a todos, meu querido meritíssimo Desembargador Walter de Almeida Guilherme, Digníssimo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, saiba o senhor que o Tribunal Regional Eleitoral tem muito a ver com o Movimento Revolucionário de 32. Nosso querido Deputado Estadual Olímpio, que é nosso associado também. O Coronel Cerqueira ontem atravessou a rua e se associou a nossa Sociedade de Veteranos de 32, meus parabéns Cerqueira pela sua decisão. Sem a minha equipe, ser presidente seria muito difícil, mas com a equipe que eu tenho torna-se bem mais fácil. A meu colega de 52 anos que me atura, desde os bancos escolares, meu vice-presidente Coronel Antonio Carlos Mendes. (Palmas.) Obrigado pelo seu auxílio, pela sua colaboração, tanto lá na escola como em toda a minha vida, são 52 anos que estamos juntos. Meus parabéns, Mendes.


O caro Wilson, nosso Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, quase duas décadas de luta pela Polícia Militar, um grande abraço Wilson. Eu não posso falar, o meu amigo da Amico, que tem nos prestigiado tanto e tantas coisas boas tem feito pela sociedade, o meu carinho por você, você realmente nos auxiliou muito. O Pedro Paulo Pena Trindade, o vice-Presidente do Conselho Deliberativo, que falou sobre 32. Pedro, eu te estimo muito. (Palmas.) Ele me auxiliou muito hoje, porque ele falou tudo sobre o Movimento Revolucionário e eu já não preciso falar tanto; a Camila, a nossa diretora de Comunicação Social, você está conosco há um ano e a sociedade progrediu muito, principalmente no campo virtual. Hoje o Estadão publica uma reportagem sobre 32 e Movimento, 32 porque é a Revolução e Movimento porque nós estamos em movimento. Então, Camila, nós vamos transformar todos aqueles jornais eletrônicos num livro para os 80 anos da Revolução.

Meu caro Major Olímpio, você corrigiu um erro histórico, quando estivemos em Sorocaba, que se criou a Lei em que Alvarenga tem o seu dia, 12 de agosto, e os heróis anônimos, porque naquela madrugada fatal de 23 para 24 de maio, onze tombaram feridos, dois morreram na hora, um terceiro morreu cinco horas depois e o outro morreu dois dias depois. Diz o livro do Paulo Nogueira, que tem o Amadeu, que morreu alguns dias depois, instala um livro do Paulo Nogueira, eu rendi minhas homenagens, porque são cinco volumosos livros que contam toda a história de 32. E eu acredito que tem havido um Amadeu, mas é anônimo. E o Alvarenga, que morreu depois do dia 10 da lei que criou o MMDC, nunca poderia estar na sigla MMDC e o nosso querido Deputado, nosso associado corrigiu esse erro histórico, tirou lá do MMDC, que não podia estar com o MMDC. Alguns livros ainda falam em MMDCA. Não existe MMDCA, existe MMDC - Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e existe o dia do Alvarenga, da Lei 13.840, que o Deputado Olímpio naturalmente corrigiu o erro histórico que vinha já há cinco anos. Era alguma coisa na nossa garganta, coisas erradas não podem progredir, de 1932 até a estapafúrdia lei que criou a MMDCA, transcorreram-se setenta e tantos anos e nós naturalmente nessa época toda tivemos pessoas muito mais inteligentes, que poderiam tentar pôr lá. Mas depois de setenta e poucos anos, não vai mudar a história. Então o MMDC é MMDC, MMDC, o A ficou fora porque o Alvarenga morreu depois.

Aos 48 mil heróis de 32, que o Pedro Paulo Pena Trindade falou, existe um lavrador, um pobre lavrador que queria casar com uma moça, dez anos mais nova que ele. E um velho rabugento, pai dessa moça, andava com a garrucha atrás dele. E ele então tinha deflagrado a Revolução de 32, ele achou melhor morrer na Revolução e se engajou na guerra cívica. Mas isso aconteceu em agosto, em 32, quando foi no dia 28 de setembro ele voltou para coar essa terra onde ele vivia e o que ele fez, pegou a moça, praticamente raptou, e trouxe para São Paulo e se casaram e desse casamento nasceu a minha pessoa. Então, quero homenagear o meu pai, um herói de 32 também, do Batalhão José Bonifácio. (Palmas.)

Há momentos de tristeza e o nosso grande Osvaldo Diana, que o ano passado esteve conosco, completou 102 anos, uma vida longa que Deus deu a ele, mas no dia 25 de junho ele entrou em óbito e naturalmente eu fui ao velório, senti muito, chorei, como chorei com os outros 75 que passaram pelas minhas mãos na Sociedade, onde estou há 15 anos. Então, quero um pleito a ele e na minha fala eu vou conservar um minuto de silêncio. Gostaria que todos me acompanhassem nessa lembrança a Osvaldo Viana Diana. Obrigado.

É muito triste perdermos os nossos heróis de 32. Só temos 47 vivos em todo o Estado, ontem nós fomos a Itapetininga. O Coronel Mendes me acompanhou até Itapetininga, e fomos levar condecoração para um senhor, o Sr. Inhová, que o ano que vem completará cem anos de idade. Mas o comandante lá de cima, quando pede a transferência do nosso herói, lá para o regimento dele, não há volta, ele tem que partir e hoje com muita tristeza, mas tristeza mesmo, eu senti um peso no meu coração quando viram o Strufaldi, que o ano passado esteve conosco, ele começou a sentir-se mal no palanque e queira a Deus que seja apenas um susto, mas ao transportá-lo para a ambulância, nós que vivemos na sociedade, não é Coronel Mendes, balançou o nosso coração, a nossa tristeza, eu até pensei "será que ele será levado para o regimento lá de cima numa hora dessas?" É lógico morrer no Nove de Julho seria até para mim um grande momento, mas nós não queremos isso para ninguém, mas um dia acontecerá. Então que Deus conserve o Gino Strufaldi conosco, porque ele ainda tem muito a oferecer para a sociedade. No dia 7, quando assumi a presidência, declarei o presidente de honra da Sociedade, para ficar ao lado de Guilherme de Almeida, Ibrahim Nobre, Hernâni Donato, que ainda está conosco, o Paulo Bonfim, nosso poeta. Acredito que foi algo que nos inspirou para que conservasse Gino Strufaldi como presidente de honra da sociedade. É muito difícil ser presidente da sociedade, principalmente eu que tenho todo esse sentimento dos meus 15 anos que estou lá vivendo, eu às vezes tenho momentos de euforia, de alegria, mas também tenho momentos de muita tristeza, mas a vida é essa, nós estamos aqui e amanhã talvez estejamos com os nossos amigos que já partiram. Eram 48 mil, não é Pedro, agora são só 47 em todo o Estado. Então, por isso que nesta Assembleia, 9 de julho do ano passado, uma inspiração divina criamos a Cofam, Comissão dos Familiares dos Heróis de 32. Essa Cofam comemora um ano hoje. Eu já a vi desfilando no 9 de julho e quero que a Cofam cresça. Então, os descendentes dos heróis de 32 se aliem a nós na Cofam, porque é o futuro da sociedade. A Comissão dos Familiares dos Heróis de 32 responderá pelos heróis de 32 daqui para frente. É um momento de transição. Essa Presidência minha, os dois anos que lá estarei, quero trazer para a sociedade todos os descendentes dos heróis. Por favor me ajudem nessa campanha. É uma visão que eu tenho para o futuro e, naturalmente, estou com 74 anos e todos os homens na minha família morreram nessa idade; o meu pai morreu com 70, os seus filhos morreram com um pouco mais, um pouco menos e o único que durou mais durou 77. Como estou com 74, estou cumprindo naturalmente os meus últimos anos de vida e eu gostaria de dar todo o meu empenho para a sociedade em companhia de vocês todos, da minha equipe. Auxiliem-me, por favor, eu preciso disso, a sociedade precisa disso, São Paulo precisa disso e mais do que São Paulo, o Brasil precisa disso, eu preciso da união de vocês todos. Meu caro Presidente, eu gostaria ainda o ano que vem que estejamos aqui para comemorar os 80 anos da Revolução. O meu muito obrigado. (Palmas.)

MANIFESTO À COFAM (COMISSÃO DOS FAMILIARES DOS HERÓIS DE 32)

MANIFESTO À COFAM




Anunciada a criação em 9 de julho de 2010, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, tornou-se realidade em 28 de julho daquele ano com a realização da primeira reunião. A Sociedade Veteranos de 32-MMDC vê-se numa época de intensa renovação. Os nossos heróis estão partindo e a Comissão dos Familiares ocupa o lugar dos combatentes de 32. Chegou a hora de novamente nos unirmos no culto sagrado à lembrança dos que partiram.

Os combatentes de 32 tiveram a ventura de proporcionar as mais belas manifestações do espírito de um povo que sobrepujou todas as dificuldades, que desprezou todas as deficiências materiais, que se desfez, gloriosamente, de suas posses, que praticou os mais extremos sacrifícios, com despreendimento, com entusiasmo, com fé na conquista de seus ideais.

São heróis que estão se desvanecendo nas brumas do passado. Mas a COFAM pretende que eles continuem entre nós, radiosos, cheios de glória no coração de seus descendentes. Eles foram a semente fecundada com o próprio sangue e que fez nascer a flor puríssima do IDEAL DE DIREITO. Tornaram-se mortos gloriosos, a semente da Constituição, plantada no solo da Pátria.

Portanto, o amor às tradições, o culto da veneração aos seus entes queridos, o anseio da liberdade, constituem parte integrante da COFAM.

No livro CRUZES PAULISTAS vamos encontrar um trecho onde diz que os mortos de 32 são inspirações do ALTO; seus feitos são exemplos que ficarão como lições de civismo, como fanais rutilantes, capazes de guiar a nacionalidade para imortais destinos.

Como Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC convoco, portanto, todos os descendentes dos HERÓIS DE 32 para se unir à COFAM, substituindo-os com o espírito de veneração principalmente. Dia 27 de julho de 2011 nos uniremos novamente, com o mesmo espírito de despreendimento dos jovens de 32, para a continuidade da SAGA HERÓICA e VITORIOSA dos nossos entes queridos.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CRÔNICA DE MARIANO TAGLIANETTI

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PRO BRASILIA FIANT EXIMIA !





Nove de julho de 32 evoca a consciência democrática nacional, nele refulgindo o esplendor da vocação democrática brasileira. A revolução constitucionalista paulista está inscrita nos anais da nacionalidade, forjada no pioneirismo bandeirante. Sem ele nossas fronteiras obedeceriam o Tratado de Tordesilhas, acordo entre Portugal e Espanha, que restringia o Brasil à quarta parte de seu território atual, estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e outros estariam integrados à América Hispana.



A natureza rendeu-lhe tributo, neste septuagésimo nono aniversário: - manhã fria de primavera, em pleno inverno... Ali no Ibirapuera, diante do monumento Mausoléu dos Heróis, em sua honra, desfilaram as três armas Exército, Marinha, Aeronáutica e Força Pública, proporcionando apoteose, despertando e revelando civismo de mais de duzentas mil pessoas.



Sua dimensão histórica reside no fato de haver sido sustentáculo democrático por promover a reconstitucionalização pátria ao dar origem à Constituição de 34, fonte da memorável constituinte de 46, e por esse motivo vitoriosa...



O movimento dos brasileiros paulistas de 32 foi deflagrado pela traição do poder revolucionário de 30 aos ideais da Aliança Liberal de mediata convocação constituínte e é historicamente rememorado pelo jornal “O ESTADO DE S. PAULO”, em resenha que veio a lume em caderno especial “CONSTITUIÇÕES DO BRASIL”, às vésperas da eleição de 15 de novembro de 1.986: - “Como primeira medida, Vargas baixou um decreto assumindo poderes para exercer “discricionariamente, em toda a sua plenitude, as funções e atribuições, não só do Poder Executivo, como também do Poder Legislativo, até que, eleita a Assembléia Constituínte, estabeleça a reorganização constitucional”. Nomeia a seguir interventores nos Estados, encarregados de designar os prefeitos. O Congresso Nacional e as Assembléias Legislativas são dissolvidos, assim como as Câmaras Municipais. Descontentes com o interventor imposto por Getúlio a São Paulo – João Alberto – grupos econômicos paulistas constituem em 9 de julho de 1.932 a Junta Revolucionária Paulista. Vargas derrota os revolucionários, mas a reconstitucionalização acaba acontecendo. No dia 15 de novembro de 1.933, 250 deputados eleitos pelo povo e outros 50 escolhidos por representação de classe elaboram a segunda Constituição da República. A nova Constituição, promulgada a 16 de julho de 1.934, reconheceu os sindicatos e associações profissionais, introduzindo modificações importantes para os trabalhadores: ESTABELECIA-SE O SALÁRIO MÍNIMO, JORNADA DE OITO HORAS, DESCANSO SEMANAL, FÉRIAS REMUNERADAS E INDENIZAÇÃO POR DISPENSA DO TRABALHO SEM JUSTA CAUSA. A Carta de 1.934 instituiu o direito de voto às mulheres e maiores de 18 anos, CRIOU O MANDADO DE SEGURANÇA e instrumentos jurídicos como A AÇÃO POPULAR E O DIREITO DE TODO CIDADÃO RECEBER INFORMAÇÕES SOBRE O ANDAMENTO DOS NEGÓCIOS PÚBLICOS. Foi proibida a prisão por multas ou dívidas e instituída a JUSTIÇA GRATUITA, para os necessitados. Regulamentou o exercício de todas as profissões e criou as Justiças federal e eleitoral. A NOVA CONSTITUIÇÃO ESTABELECIA AINDA A PROTEÇÃO DO ESTADO À FAMÍLIA e o ensino primário gratuito OBRIGATÓRIO”.



O Brasil hodierno necessita conhecer seu passado histórico. As gerações formam-se alheias aos fundamentos da nacionalidade. Assistem o desvirtuamento da Constituição de 88. Aqueles a quem se delegou sua defesa não a preservam. Não mensuram seus valores. Na ânsia de pseudo-intelectualidade mutilam seus fundamentos. Vivenciamos caótica situação, em que a prática democrática nos leva à necessidade imperiosa de apregoar luta democrática, por seus princípios.



O lema “PRO BRASÍLIA FIANT EXIMIA”, não é apanágio dos brasileiros paulistas, mas da nacionalidade...



Mariano Taglianetti – adv. criminalista

e-mail : - mtaglianetti@uol.com.br



Semanário Impacto Paraná - 15/07/2.011