domingo, 30 de outubro de 2011

sábado, 29 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

POR QUEM OS SINOS DOBRAM? - FRANCES DE AZEVEDO

POR QUEM OS SINOS DOBRAM?!








Dobram pelos bravos combatentes de 32!

Dobram pelo povo paulista de 32!

Dobram pelos Estados que lutaram em 32!

Dobram pela luta contra a ditadura de 32!

Dobram pela luta democrática de 32!

Dobram pelas mulheres/enfermeiras de 32!

Dobram pelos Clubes: do Cachecol, das Formigas... de 32!

Dobram pelos fuzis sem munição de 32!

Dobram pelo frio de julho nas trincheiras de 32!

Dobram pelos que não voltaram em 32!

Dobram pelos que “Deixaram a folha dobrada”

e “Sentiram No Peito Heróica Pancada” de 32!

Dobram pelos que jazem no Mausoléu

do Soldado Constitucionalista de 32!

Dobram os sinos pelos heróis democráticos de 32!



Frances de Azevedo

MMDC

10/2011

POR QUEM OS SINOS DOBRAM?!







Dobram pelos bravos combatentes de 32!

Dobram pelo povo paulista de 32!

Dobram pelos Estados que lutaram em 32!

Dobram pela luta contra a ditadura de 32!

Dobram pela luta democrática de 32!

Dobram pelas mulheres/enfermeiras de 32!

Dobram pelos Clubes: do Cachecol, das Formigas... de 32!

Dobram pelos fuzis sem munição de 32!

Dobram pelo frio de julho nas trincheiras de 32!

Dobram pelos que não voltaram em 32!

Dobram pelos que “Deixaram a folha dobrada”

e “Sentiram No Peito Heróica Pancada” de 32!

Dobram pelos que jazem no Mausoléu

do Soldado Constitucionalista de 32!

Dobram os sinos pelos heróis democráticos de 32!



Frances de Azevedo

MMDC

10/2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 26 DE OUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 26 DE OUTUBRO DE 2011: DIA VINTE E SEIS DE OUTUBRO DE 2 011 - QUARTA-FEIRA. 74 anos, 9 meses e 29 dias de idade. Início de minhas memórias – 9 de julho de 1950...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 25 DEOUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 25 DEOUTUBRO DE 2011: DIA VINTE E CINCO DE OUTUBRO DE 2011 - TERÇA-FEIRA. 74 anos, 9 meses e 28 dias de idade. Início de minhas memórias – 9 de julho de 1950....

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UMA CARREIRA BRILHANTE????????????????

UMA CARREIRA BRILHANTE ??


"Brasília - Folha de São Paulo - 17/09/2011

João Carlos Magalhães

Família de Lamarca tenta provar que ele não foi um 'desertor' Juíza suspendeu indenização à família sob a alegação de que ele abandonou o Exército

Exatos 40 anos após a morte de Carlos Lamarca, sua família ainda luta na Justiça para provar que um dos mais importantes militares a aderir à luta armada contra a ditadura não foi um desertor.

Em junho de 2007, a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça deu a Lamarca a patente de coronel e à sua viúva, Maria Pavan, o direito de ganhar R$ 12,1 mil mensais e R$ 902,7 mil de indenização.

Mas, em outubro daquele ano, a Justiça Federal no Rio, em ação movida por clubes militares das três Forças, ordenou a suspensão da promoção e dos pagamentos.

A decisão foi uma liminar, ou seja, teve caráter provisório. Passados quase quatro anos, o processo não ganhou uma sentença - o que deve ocorrer ainda neste ano.

A argumentação gira em torno do fato de Lamarca, ao se insurgir contra o governo, ter ou não abandonado irregularmente a sua função.

A juíza entendeu que "sua exclusão das Forças Armadas decorreu de abandono [em janeiro de 1969] do 4º Regimento de Infantaria de Quintaúna", o que caracteriza "crime de deserção".

Para a magistrada, a indenização foi uma "decisão política" altamente "questionável", um "pagamento de valores incompatíveis com a realidade nacional".

Para a família, a insurgência de Lamarca foi legítima e respeitou os princípios do Exército, no qual cumpriu carreira "brilhante", adjetivo usado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.

"Quem desertou foram aqueles que, como militares e funcionários públicos federais, tomaram o poder pelas armas e imprimiram ao povo brasileiro a lei do silêncio e terror psicológico e físico", disse o filho Cesar Lamarca.

Na tarde de ontem, a reportagem não localizou representantes dos clubes militares autores da ação. O Exército não se pronunciou."

17/09 - Estarrecedor: Lamarca, "carreira brilhante"



Lamarca traiu a Pátria,

o Exércio e seus companheiros.

Comentário da editoria do site: www.averdadesufocada.com :

A família de Lamarca, na tentativa de conseguir derrubar a liminar que cassou, segundo a matéria acima, o posto de coronel, a pensão da viúva e uma indenização milionária, tenta provar que ele não desertou e que "cumpriu carreira "brilhante", adjetivo usado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência".

É estarrecedor - um capitão mantém uma célula comunista dentro de um quartel, onde alicia militantes para uma das organizações terroristas mais perigosas, rouba 64 fuzis, enorme quantidade de munição e granadas, assalta bancos, sequestra e mata na tentativa de implantar um regime comunista no Brasil e, é reconhecido por uma comissão, da Secretaria de Direitos Humanos, como oficial de carreira brilhante!...

Será carreira brilhante, aceitar como refém um prisioneiro, Tenente Alberto Mendes Júnior, PMSP, que se oferecera como refém, em troca de seus subordinados feridos em uma emboscada e, depois, matá-lo fria e covardemente, à coronhadas, com um fuzil?

Que o filho, diga o que disse , vá lá. Filho é filho, ainda mais com a mesma ideologia e criado em Cuba, mas um órgão como a Secretaria dos Direitos Humanos, mantido pelo governo, devia pelo menos disfarçar a sua ideologia!

Imaginem o que será essa Comissão da "Verdade" !...(...)

MEMÓRIAS DO VENTURA: 24 DE OUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 24 DE OUTUBRO DE 2011: DIA VINTE E QUATRO DE OUTUBRO DE 2011 - SEGUNDA-FEIRA. 74 anos, 9 meses e 27 dias de idade. Início de minhas memórias – 9 de julho de...

domingo, 23 de outubro de 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 23 DE OUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 23 DE OUTUBRO DE 2011: DIA VINTE E TRÊS DE OUTUBRO DE 2 011 - D O M I N G 0. 74 anos, 9 meses e 26 dias de idade. Início de minhas memórias – 9 de julho de 195...
"SOMOS O QUE FAZEMOS REPETIDAMENTE. POR ISSO O MÉRITO NÃO ESTÁ NA AÇÃO E SIM NO HÁBITO"         (ARISTÓTELES)

"POSSUÍMOS EM NÓS MESMOS PELO PENSAMENTO E A VONTADE, UM PODER DE AÇÃO QUE SE ESTENDE MUITO ALÉM DOS LIMITES DE NOSSA ESFERA CORPÓREA".
                                                                                                     (ALLAN KARDEC)

CORPORATIVISMO

domingo, 23 de outubro de 2011

Juízes só podem ser presos em flagrante por outro juiz. Agora, além desse tratamento especial, a magistratura estadual quer o direito a "delegado exclusivo".

A sessão do TJSP foi um festival de corporativismo. Os desembargadores elogiaram Souza, que terá de ser ouvido pela Corregedoria-Geral da Justiça, e, além de desprezar o boletim de ocorrência, levantaram suspeitas sobre a conduta do delegado e dos investigadores que o prenderam por desacato. Finalmente, por unanimidade, promoveram o colega à última instância da Justiça estadual, pelo critério de antiguidade.Em São Paulo, os juízes e desembargadores já gozam de um direito que é negado aos cidadãos comuns. Quando se envolvem em algum incidente banal, os magistrados não podem ser conduzidos a delegacias de polícia e a ocorrência tem de ser comunicada imediatamente ao Tribunal de Justiça. Juízes só podem ser presos em flagrante por outro juiz. Agora, além desse tratamento especial, a magistratura estadual quer o direito a "delegado exclusivo". Segundo o desembargador Bedran, o tratamento diferenciado dado por um delegado exclusivo evitaria que as ocorrências policiais chegassem ao conhecimento dos meios de comunicação, evitando assim que eles publicassem reportagens "sensacionalistas" e "fatos distorcidos" que maculem a imagem de seus colegas de ofício.
Não queremos evitar a divulgação de fatos, mas que eles sejam desvirtuados. Esse entendimento entre o Tribunal de Justiça de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública vai levar a que se evitem esses incidentes (como a detenção de um juiz acusado de dirigir alcoolizado e sem carteira) e que cheguem ao conhecimento dos jornais e possam até ser explorados", disse o presidente do TJSP. Em nota polida, porém firme, a Secretaria da Segurança Pública anunciou que informará mais rapidamente o tribunal das ocorrências policiais envolvendo magistrados, mas que não criará a figura do "delegado especial" nem restringirá o trabalho da imprensa. "Não há que se confundir a observância da lei com a redução das atribuições funcionais dos delegados e tampouco cerceamento do trabalho da imprensa", diz a nota.

É um fato insólito. Se não estivessem divorciados da realidade, preocupados em primeiro lugar com interesses corporativos, os dirigentes da Justiça não estariam na constrangedora posição de terem de ouvir lições elementares de direito ministradas por delegados.
Apontado pela corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, como uma das cortes mais fechadas e resistentes às fiscalizações do País, o Tribunal de Justiçade São Paulo (TJSP) acaba de dar mais uma demonstração do que poderá ocorrer caso o STF acolha o recurso impetrado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, retirando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a prerrogativa de julgar administrativamente magistrados acusados de desvio de conduta. As Justiças estaduais alegam que dispõem de corregedorias para fazer esse trabalho. Mas, como mostra Eliana Calmon, elas são lentas, ineptas e primam pelo corporativismo. Atualmente, 32 desembargadores respondem a sindicâncias e processos disciplinares no CNJ. Entre os desembargadores já condenados, um chefiava uma corregedoria. Ele foi acusado de desleixo, omissão e favorecimento.

Municiando a corregedora nacional de Justiça com nova prova de corporativismo, o presidente do TJSP, desembargador José Roberto Bedran, acaba de propor oficialmente à Secretaria da Segurança Pública a assinatura de um "protocolo, convênio ou entendimento" para a criação da figura de um "delegado especial" encarregado de cuidar de ocorrências policiais que envolvam magistrados da Justiça paulista. A iniciativa foi anunciada esta semana, durante a sessão em que o tribunal discutiu a promoção ao cargo de desembargador do juiz Francisco Orlando de Souza, que há duas semanas foi detido pela polícia sem carteira de habilitação e sob suspeita de dirigir embriagado. Depois de se envolver numa briga de trânsito, em São Bernardo, na frente do 1.º Distrito Policial da cidade, o magistrado foi detido, recusou-se a fazer o teste do bafômetro, discutiu com o delegado, que o acusou de ter dado "carteirada", e acabou sendo escoltado por policiais civis até sua casa.
O Estado de S.Paulo
Postado por Cel Ciapina no GBB em 10/23/2011 05:07:00 PM

Este vídeo é tão porreiro!

Este vídeo é tão porreiro!

MEMÓRIAS DO VENTURA: 22 DE OUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 22 DE OUTUBRO DE 2011: D I A V I N T E E D O I S DE O UT U B R O DE 2 011 - SABADO. 74 anos, 9 meses e 25 dias de idade. Início de minhas memórias – 9 de julh...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 21 DE OUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 21 DE OUTUBRO DE 2011: DIA V I N T E E UM DE O U T U B R O DE 2011 – SEXTA-FEIRA. 74 anos, 9 meses e 24 dias de idade. Início de minhas memórias - 9 de julho...

LEI COMPLEMENTAR Nº 1150, DE 20 DE OUTUBRO DE 2011

LEI COMPLEMENTAR Nº 1.150, DE 20 DE OUTUBRO DE 2011




Dispõe sobre regras de inatividade e promoção aplicáveis aos policias militares, nas condições que especifica



O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar:



Artigo 1º - Será transferido “ex officio” para a reserva remunerada da Polícia Militar, com vencimento e vantagens integrais na forma da lei, o Oficial com 30 (trinta), ou mais, anos de serviço e que conte 5 (cinco) anos no mesmo posto, desde que se encontre em uma das seguintes situações:

I - estar no último posto do seu Quadro;

II - não atender aos requisitos legais exigidos para promoção ao posto imediatamente superior; ou

III - atendendo aos requisitos legais exigidos para promoção ao posto imediatamente superior, ter sido preterido nas 3 três) últimas datas de promoção, sendo ultrapassado por Oficial de menor antiguidade.

§ 1º - Observados os requisitos a que se refere este

artigo, a inatividade do Oficial será efetivada em até 30 (trinta) dias.

§ 2º - O disposto neste artigo não se aplica ao Oficial que estiver frequentando o curso legalmente exigido para promoção ao posto imediatamente superior.

Artigo 2º - O integrante do serviço ativo da Polícia Militar fará jus à promoção ao posto ou graduação imediatamente superior, desde que conte, pelo menos, 30 (trinta) anos de serviço.

§ 1º - A promoção a que se refere este artigo farse-á independentemente de vaga, interstício ou habilitação em cursos, ainda que inexista, no Quadro ou Qualificação à qual pertença o policial militar, posto ou graduação imediatamente superior.

§ 2º - Para os fins do disposto neste artigo, por posto imediatamente superior ao posto de Subtenente PM entende-se o de 2º Tenente PM.

§ 3º - A promoção a que se refere este artigo só poderá ser requerida por Oficial que ocupe o posto por, no mínimo, 2 (dois) anos.

§ 4º - O disposto neste artigo não se aplica aos promovidos nos termos do artigo 29 do Ato das Disposições

Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado.

Artigo 3º - O Coronel PM fará jus ao acréscimo de valor correspondente a 20% (vinte por cento) do padrão de vencimento, desde que conte, pelo menos, 30 (trinta) anos de serviço e 2 (dois) anos no posto.

§ 1º - Incidirão sobre o acréscimo de que trata o “caput” deste artigo as vantagens pecuniárias previstas na legislação aplicável aos integrantes da Polícia Militar.

§ 2º - O disposto neste artigo aplicar-se-á, também, ao Coronel PM que vier a ser alcançado pelo disposto no inciso IX do artigo 18 do Decreto-lei nº 260, de 29 de maio de 1970, acrescentado pelo artigo 2º da Lei nº 3.404, de 16 de junho de 1982.

Artigo 4º - Para aplicação do disposto nos artigos 2º e 3º desta lei complementar, o Policial Militar deverá requerer, concomitantemente, sua passagem para a inatividade, exceto nas hipóteses do § 2º do artigo 3º e do parágrafo único deste artigo, cujo benefício será concedido de ofício.

Parágrafo único - Aplica-se o disposto no “caput” deste artigo ao Coronel PM ou ao Subtenente PM nos casos de sindicância que conclua pela promoção por bravura, “post mortem” ou por incapacidade, lesão ou enfermidade adquirida em consequência do exercício de função policial.

Artigo 5º - As despesas decorrentes desta lei complementar correrão à conta de dotações próprias consignadas

no orçamento da Secretaria da Segurança Pública, suplementadas, se necessário, com recursos nos termos do § 1º do artigo 43 da Lei federal nº 4.320, de 17 de março de 1964.

Artigo 6º - Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogados:

I - a Lei Complementar nº 418, de 24 de outubro de 1985;

II - os artigos 2º e 3º da Lei Complementar nº 673, de 30 de dezembro de 1991.

Palácio dos Bandeirantes, 20 de outubro de 2011.



GERALDO ALCKMIN

Antonio Ferreira Pinto

Secretário da Segurança Pública

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ENTREGA DE CONDECORAÇÕES NO DIA 19 DE OUTUBRO DE 2011 NO COMANDO DE POLICIAMENTO DO INTERIOR 2 - CAMPINAS

 
TENENTE-CORONEL PM LUÍS MARCOS THEODORO, PROFESSOR BIAJONE, CAPITÃO PM ANDRÉ LUIZ, CORONEL PM VENTURA E MAJOR PM LUÍS ALBERTO SYMA
 
Sociedade Veteranos de 32 MMDC
Núcleo “ Aldo Chiorato” Campinas-SP
LISTA DOS INDICADOS PARA OUTORGA DA MEDALHA GOVERNADOR PEDRO DE TOLEDO 2011
01
Cel PM Walter Gomes Mota
Cmt CPI-2
02
Cel PM Lincoln de Oliveira Lima
Sub Cmt CPI 2
03
Ten Cel PM Benedito Pereira Costa Júnior
Cmt 47º BPM/I
04
Maj PM Nelson Vicente Coelho
Sub Cmt 35º BPM/I
05
Maj PM Wilson Lago Filho
Sub Cmt 7º GB
06
Cap PM Fernando Sérgio Andrade
Ch UGE CPI-2
07
Cap PM Marlon Robert Níglia
Ch Seç Com Soc CPI-2
08
Cap PM Adriano Augusto Leão
Cmt da 3º Cia 8º BPM/I
09
Cap PM Rita de Cássia Pereira
Cmt 5ª Cia do 8º BPM/I
10
1º Ten PM Rafael Cambui Mesquita Santos
Ch SJD CPI-2
11
General de Brigada Carlos Maurício Barroso Sarmento
Cmt 11ª Brigada de Infantaria Leve
12
Cb PM Ronaldo Aparecido Cabrini
PM da 2ª Cia - 8º BPMI
13
1º Sgt PM Sônia Ap. de Carvalho Theodoro
PM da 3ª Cia - 35º BPMI
14
Cb PM Fabio Rodrigo Mazarão
PM da 4ª  Cia  - 47º BPMI
15
Cb PM Anísio Raimundo Lourenço
Protocolo CPI-2
16
Cb PM Antonio José Soares dos Santos
Seç Com Soc CPI-2
17
Cb PM César Soares de Souza
PM do 8 BPMI
18
1º Sgt Paulo Roberto Ramos Fonseca
Gabinete Treinamento
19
 Claudemir Roque Gomes
Dir Reg APMDFESP
20
Francisco Martins de Souza
Dir Reg APAS
21
 Renato Avelino da Silva
Presidente Oficiais da Reserva
22
Dalva Cambui Mesquita Santos
Diretora Oficiais da reserva
23
 Élcio Inocente
Presidente da APMDFESP
24
Drª Catarina Von Zubem
Procuradora Federal TRT
25
Drº Licurgo Nunes Costa
Diretor DEINTER 2
26
Paulo Barros Camargo Filho
Filho Drº Paulo Barros
27
Roberto Frati
Professor (ex-Vereador)
28
Pedro Serafim Junior
Câmara Municipal Campinas
29
Drº Nivaldo D’oro
Presidente da CEASA
30
José Sérgio Bordin
Diretor Banco Bradesco
31
Roberto Mario Polga
Coord. Reg Meio Amb FIESP
32
Desembargador Manoel Carlos de Toledo
Desembargador do TRT

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MEMÓRIAS DO VENTURA: 20 DE OUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 20 DE OUTUBRO DE 2011: DIA V I N T E DE O U T U B R O DE 2 011 - Q U I N T A - F E I R A. 743 anos, 9 meses e 23 dias de idade. Início de minhas memórias – 9 d...

MEMÓRIAS DO VENTURA: 19 DE OUTUBRO DE 2011

MEMÓRIAS DO VENTURA: 19 DE OUTUBRO DE 2011: DIA D E Z E N O V E DE O U T U B R O D E 2011 - QUARTA-FEIRA. 74 anos, 9 meses e 22 dias de idade. Início de minhas memórias – 9 de Julh...

JOSÉ GERALDO PIMENTEL FALA SOBRE O CABO ANSELMO

De: José Geraldo Pimentel


Data: 19 de outubro de 2011 13:47

Assunto: O ‘cabo’ Anselmo e o meu ponto de vista!

Programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo

Vendo o ‘cabo’ Anselmo, José Anselmo dos Santos, na entrevista dada ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, lembrei-me do professor e escritor Yves Hublet, que bravamente surrou com a sua bengala o ‘mensaleiro’ José Dirceu. Cena acontecida na Câmara dos Deputados, assistida ao vivo e a cores por todo o Brasil. A similaridade entre os dois se prende apenas ao aspecto físico. São dois homens diferentes no comportamento e no respeito público. O professor agiu tomado por um impulso de raiva, praticando um ato que calou fundo nos corações de milhões de brasileiros. Naquele momento de fúria, ele representou a maioria da população. E o fez bem!

O ‘cabo’ Anselmo, ao contrário, não tem nada que possa dignificar a história de um homem. Na entrevista se comportou obsequioso, um comportamento típico de um indivíduo submisso, subserviente, recebendo em troca um tratamento, cujo adjetivo menos ofensivo foi ser chamado de ‘cachorro’!

Meu cão que assistia o programa, deitado aos meus pés, protestou:

- Vô, chamaram este cara ‘branquicela de olhos azuis’ de cachorro!

Um cão é um cão. Não escolhe a companhia, e se dá por inteiro, retribuindo os cuidados com muito amor e fidelidade. Não trai o amigo!

Fiquei também decepcionado com a maneira nada educada dos entrevistadores que não souberam respeitar uma pessoa que foi convidada para prestar esclarecimentos, e não para ser ofendida. Salvou-se o jornalista Jorge Serrão, do Alerta Total. O mediador do programa teve uma atuação medíocre, sempre interrompendo o entrevistado quando ele se expandia na fala, apontando para as mazelas dos terroristas que conhecia muito bem, por ter feito parte de seu grupo. Também contribuiu muito para o esclarecimento das verdadeiras intenções da cantada em versos e prosa Comissão Nacional da Verdade, quando apareceu no vídeo o advogado de porta de xadrez Luiz Eduardo Greenhalgh, que quis saber do ‘cabo’ Anselmo se ele iria citar os nomes dos torturadores que sumiram com os corpos dos terroristas e guerrilheiros.

Não vejo sentido comparecer a esta ‘comissão da calúnia’, como bem explicitou o general Maynard Marques de Santa Rosa, sabendo-se de antemão que o objetivo dos detratores e revanchistas é humilhar quantos os combateram. Tão logo estejam municiados de informações, irão querer repetir o que se faz na Argentina e Chile, levando às barras dos tribunais os seus opositores, condenando-os e extorquindo dinheiro, à guisa de pagamento das indenizações e pensões que o estado dá para esses traidores. O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra já foi condenado por essa ação, tendo o Supremo Tribunal Federal lhe negado a liminar que anulava a sentença.

Não gostaria de analisar a vida pregressa do ‘cabo’ Anselmo. Gostaria apenas de sugerir à Marinha do Brasil que lhe facilitasse o direito a reaver a sua identidade; afinal, até um cachorro tem nome. Este cidadão precisa adquirir uma identidade no instituto de identificação. Mas fica longe a minha intenção de vê-lo ser indenizado ou readquirir o posto de marinheiro na instituição militar. Essa do indivíduo ter lutado contra as instituições, não para combater o que chama de ‘Ditadura Militar’, mas para implantar um regime de esquerda no país, como o existente na então ex-URSS, como era a proposta dos terroristas e guerrilheiros, não faz o menor sentido. No meu ponto de vista acho uma aberração se premiar criminosos, pagando-lhes indenizações e pensões milionárias. E ainda lhes dando o direito a não descontar Imposto de Renda. Todos nós brasileiros contribuímos para a manutenção dessa aberração. Até o miserável que vive de Bolsa Família, ao comprar um pão paga imposto! Vejo nessa sangria dos cofres públicos uma verdadeira indignidade. Um indivíduo, por exemplo, trabalha 30 anos para ter o direito a uma aposentadoria irrisória. Aí vem um marginal, arruaceiro de porta de fábrica, como o ex presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva e passa uns dias numa cela especial, e ganha o direito a receber mais de dez salários mínimos de pensão vitalícia. É um escárnio que tem que ser acabado. Quem entrou na luta armada consciente do que fazia, seqüestrou, roubou bancos e quartéis, matou, justiçou e praticou atos terroristas em aeroporto e guarita de quartel, não deveria receber indenização nenhuma. Mas recebem e são tratados como heróis nacionais. Assassinaram brutalmente um tenente da Força Pública de São Paulo, explodiram um carro bomba e mataram um soldado do Exército, mataram diversas pessoas no aeroporto de Recife. Contabilizam-se 119 vítimas militares e civis que caíram nessa luta desigual. Os privilegiados recebem indenizações e pensões milionárias, transformando-se em novos ricos.

Agora eu pergunto: para que estudar anos, seguir uma carreira militar sacrificada, para ganhar salários aviltantes, enquanto uns bandidos se locupletam do erário, ganhando o nosso dinheiro que contribuímos para o estado com muito trabalho e sacrifício? Está errado! Está na hora de se fazer uma nova revolução. Uma revolução pelos costumes, pela moral e pela ética no trato da coisa pública!

José Geraldo Pimentel

Cap Ref EB

Rio de Janeiro, 19 de outubro de 2011.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

RESPOSTA A LEANDRO FORTES

RESPOSTA à Carta Capital 668


Enviada: 17/10/2011 00:58



Senhor LEANDRO FORTES, repórter da revista Carta Capital. Sobre reportagem de sua autoria na edição n° 668, de 19 de outubro de 2011, gostaria de levar ao seu conhecimento que se segue:



Uma vez que o senhor leu, mesmo que por alto, esse Manual de Campanha que tanto detrata em sua reportagem, deve então saber que seu trabalho enquadra-se na técnica de propaganda conhecida como “propaganda divisionista”.



Isto é, um textozinho que se mostra indisfarçável na sua intenção de atingir os militares, com o intuito de afastá-los ou indispô-los contra a sociedade. Por isso, divisionista. Usando uma técnica de contrapropaganda que senhor conhece, vou tentar rebater ponto a ponto, parágrafo por parágrafo, as insanidades por você escritas, mas sei que, como nas tantas outras reportagens do estilo dessa sua, que nem novidade é, será gastar muita pólvora com tico-tico.



Começo pelo fim. Quando o senhor desconsidera o Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) que teria terminado uma nota à sua revista com o que o senhor considera como uma ameaça, saiba (sim, porque o senhor provou que não sabe) que o que ali está dito nada mais é do que um parágrafo do Decreto nº 4.553, de 27 de dezembro de 2002 (Dispõe sobre a salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado...) assinado pelo então presidente Lula. Diz o Decreto: Art° 37 – Parágrafo 1°... “Todo aquele que tiver conhecimento, nos termos deste Decreto, de assuntos sigilosos, fica sujeito às sanções administrativas, civis e penais, decorrentes da eventual divulgação dos mesmos.” e Art° 65 “Toda e qualquer pessoa que tome conhecimento de documento sigiloso, nos termos deste Decreto fica, automaticamente, responsável pela preservação do seu sigilo.



” Portanto senhor jornalista, não se trata de ameaça, senão do cumprimento do que a lei preconiza. Caso o senhor não goste da lei, vá queixar-se a quem a fez e a sancionou, e não venha com insinuações de baixo nível para cima de quem a cumpre.



Quanto ao título de sua reportagem – caso o senhor tenha realmente estudado o manual, como os militares que, por dever de ofício o fazem, trata-se de uma “generalização brilhante”, pois emprega a palavra “nós” para iludir seus leitores. O senhor não tem procuração minha para falar em meu nome e, certamente, no nome de tantos outros brasileiros. Ao dizer “Nós, os inimigos”, o senhor peca novamente, por generalizar indevidamente. Eu, assim como tantos outros brasileiros, não me considero um inimigo do Exército.



Quando o senhor emprega erroneamente o conceito de “Forças Adversas”, deveria ter procurado saber que esse conceito veio justamente para acabar com a antiga expressão “inimigo interno”, antigamente usada para referência às forças citadas no manual e que tem potencial para perturbar a lei e a ordem. Como devia ser de seu conhecimento, a Constituição de 1988 atribuiu como uma das missões das Forças Armadas “a garantia da Lei e da Ordem.”



Então, cabe aos militares estudar o adversário, sob pena de prevaricar de seu dever de estarem sempre preparados para cumprir com seus deveres constitucionais. O senhor como cidadão, o que diria se as Forças Armadas, particularmente o Exército, fossem chamadas a cumprir seu dever e fossem “apanhadas com as calças na mão”?



O manual ao que o senhor se refere não foi classificado internamente como “Reservado”. Ele foi classificado como manda a lei, ou seja, como manda o Decreto a que já me referi. No meu entender, acho até baixa a classificação sigilosa que lhe foi atribuída de “Reservado”. Caberia muito bem a classificação “Confidencial”, o que lhe restringiria mais um pouco a circulação. Talvez assim, jornalistas tendenciosos e mal informados como o senhor não tivessem acesso ao documento. Saiba que a classificação “Reservado” foi atribuída para facilitar a circulação “interna corporis”. Porém, como em outras profissões, como a sua por exemplo, existem os maus militares e – com toda a certeza – foi um desses que lhe facilitou o acesso ao manual.



Saiba que se for para defender a Pátria não incomoda aos militares serem chamados de paranoicos. Não mesmo. O que interessa aos militares é cumprir a missão. Quanto a existirem movimentos sociais, ONG e órgãos governamentais com inspiração adversa ao País como pátria e nação, somente um ignorante pode admitir que não existam. Pelo fato dessa minha carta ser destinado ao senhor, deixo de citar algumas dessas organizações, mas o senhor, que se considera esperto, deve admitir que elas existem. Certos países, bem mais desenvolvidos que o nosso, continuam adotando a expressão “inimigos internos” (“...foreign and domestic enemies...”). O Exército, para ser coerente com a evolução social do País, adotou a expressão “Força adversa”, deixando a “Força oponente” apenas para os “foreign”, ou seja, para os inimigos estrangeiros.



Quanto ao manual ter sido aprovado por um oficial-general chefe do estado-maior do Exército, espanta-me partir de um jornalista esta alusão. Talvez quisesse o senhor que um manual desse nível fosse aprovado pelo “cabo das baias”? Mas no Exército não é assim. No Exército é: “A cada um segundo seus méritos. A cada um segundo suas responsabilidades.” E não passou desapercebida a exploração totalmente desnecessária que a revista fez da imagem de um familiar do General. Qualquer “zé mané” em edição gráfica saberia recortar a foto e publicar apenas a imagem do oficial-general, que, aliás, desfruta de elevado respeito na Força e das pessoas que com ele trabalharam.



O senhor goza de igual respeito senhor jornalista?



Quando o senhor fala de “expediente vetado a arapongas militares desde a Constituição de 1988”, vê-se que nem a Constituição o senhor conhece, pois não há nada nela que trate do assunto. Quando seu textinho fala de “política de infiltração de agentes de inteligência militar em organizações civis, notadamente movimentos sociais e sindicatos...”, saiba que não existe política nenhuma a esse respeito. A conclusão esdrúxula é de sua total responsabilidade, tentando enganar seus leitores. O senhor mesmo ao reproduzir parte do manual com alusão a essas palavras e ações, diz que se trata do “4-6 Medidas de Contra Espionagem”, quais sejam, medidas que podem ser adotadas para evitar a espionagem adversa ou oponente. Seria o senhor jornalista tão ingênuo que achasse que o Brasil ou uma instituição nacional como o Exército estariam infensos à espionagem? Deixo de falar pelo Brasil, por não me sentir seguro para tal, mas saiba o senhor que o Exército já foi alvo de tentativas de infiltração por integrantes de “forças adversas”, como o crime organizado, por exemplo, ou, no seu entender, o crime organizado não pode ser chamado de “força adversa”?



Sobre o uso do que preconiza o manual para orientar ações disciplinares contra oficiais da Força, queria que o senhor soubesse que as Forças Armadas dispõem de outro manual muito eficaz para essa finalidade que é o Regulamento Disciplinar. O manual que o senhor tropegamente explora apenas diz os cuidados que se deve ter para com o chamado “inimigo na trincheira”, alusão àqueles militares que, desajustados na profissão, passam da posição de lealdade para a de verdadeiros agentes de forças adversas: tornam-se informantes de alguns órgãos, tentam inverter a cadeia de comando, tentam criar hierarquias paralelas, ou envolvem-se com corrupção. Ou, no seu entender, pessoas que agem assim não podem ser chamadas de “elementos adversos”?



Quando o senhor faz referência à Escola Superior de Guerra, dá outra prova de total ignorância sobre o que está tratando, uma vez que a ESG nada tem a ver com o manual. Desafio-o a encontrar uma só referência à ESG no corpo do manual. A ESG trabalha numa outra esfera de atribuições, tão importantes que não lhe deixa tempo para tratar de um manual de campanha do Exército. Como se diz “no popular”, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.



Em seguida, esse jornalista, consoante o tom divisionista que adota em todo o seu textinho, procura mostrar que foi a Carta Capital que levou ao conhecimento do Ministro da Defesa e existência do manual de Contra Inteligência e que o ministro – nada além de sua obrigação – consultou os comandantes militares a respeito. Repito, se fez, fez apenas sua obrigação. Ou esse jornalista acha que a cada ministro da defesa que assume, tem-se que dar conhecimento a ele de todos os manuais que as Forças usam? No Exército existem manuais que ensinam como conduzir um cavalo à mão, como ajustar o tiro de Artilharia por combatente de qualquer arma, como calcular cargas de explosivos para trabalhos de engenharia, outro sobre toques de corneta e clarim. Será que o ministro terá interesse em saber o que mais consta deles? Deixar de regular a sua atividade profissional, para uma Força Armada é prevaricar. Quanto ao fato de o manual ter sido distribuído à Marinha e à Força Aérea, o jornalista, se tivesse estudado o assunto antes de escrever besteiras, saberia que é uma prática comum entre as Forças Armadas trocar entre si manuais doutrinários sobre assunto que seus respectivos órgão geradores de doutrina julguem serem de interesse mútuo.



Esse jornalista faz referência a Pandiá Calógeras como se ele representasse a submissão dos militares ao poder civil, quando, na verdade, pelo menos no âmbito do Exército, Pandiá é tido como um dos melhores ministros da guerra que a Força teve. Até hoje existem espalhados pelo Brasil quartéis construídos num formato padronizado no tempo de Pandiá Calógeras. Não importa se o ministro é da guerra ou da defesa. O que importa é que ele entenda para que existem as Forças e as respeitem quanto ao seu emprego. Já tivemos ministros que nem sabiam a diferença entre um blindado e um carro-forte.



Caso o senhor tivesse lido e entendido o texto do manual, sem a intenção de explorar trechos fora do contexto, teria observado que no capítulo sobre a Contraespionagem, no que se refere à Segurança Ativa, está-se tratando da espionagem numa das acepções da palavra, a que trata da espionagem estrangeira no Brasil, de modo a orientar os militares brasileiros sobre o modo como, via de regra, os serviços de Inteligência estrangeiros atuam... e o senhor, como jornalista, deveria saber que eles atuam exatamente como o ali descrito. Ou o senhor imagina que um adido militar em serviço no Brasil vem para cá somente para admirar nossas belas paisagens? Eles recrutam brasileiros e depois os infiltram onde querem. Sobre controle da Imprensa, saiba o senhor que, infelizmente, essa própria reportagem sua será lida pelos adidos militares em serviço no Brasil e será por eles repassada a seus países de origem, com comentários sobre a insistência da Imprensa brasileira em atacar suas Forças Armadas com a clara intenção de afastá-las da sociedade e aqueles adidos que não conheciam o manual certamente agora vão procurá-lo completo, para conhecer como funciona a contra inteligência do Exército. Quer dizer, o senhor como jornalista brasileiro acaba de prestar um duplo desserviço para com seu próprio País. Aproveitando, a respeito do acompanhamento de militares estrangeiros no Brasil, imagine que, certa vez, pousou, em uma cidade importante, à noite, um avião militar estrangeiro. Um militar desceu e imediatamente tomou um carro alugado que estava à sua espera. Foi direto para Anápolis/GO. Anápolis/GO abriga a base aérea responsável pela defesa aérea do Planalto Central do Brasil. Ainda, como há algum tempo atrás não se fizesse esse acompanhamento, quando ele foi reativado, descobriu-se, em outra cidade importante, um oficial de país estrangeiro que estava há seis anos no Brasil. Tinha até montado uma empresa em bairro nobre da cidade. Isto, da parte do Exército, não é espionagem. É acompanhamento.





Quando o manual fala em “público interno”, incluindo pessoal da ativa, da reserva, reformados e familiares de todo esse grupo, não se trata de incluir civis no sistema de Inteligência e sim delimitar o universo de pessoas que são influenciadas e influenciam de forma mais direta nas decisões da Força. Imagina o senhor que, por exemplo, uma restrição ou modificação inesperada no sistema de saúde do Exército não virá a influenciar a todos, inclusive os da ativa? Posso lhe dar outro exemplo: minha filha cursava o primário num colégio particular em São Paulo. Certo dia, a classe dela foi realizar um passeio de van. Sabe aonde o colégio a levou? Para a frente da 36ª Delegacia de Polícia. E sabe o que foi dito pela professora às crianças? Que ali funcionara um centro de repressão da ditadura e era onde muitas pessoas tinham sofrido torturas. O senhor veja só senhor jornalista. Crianças de curso primário. É lógico que minha filha ao chegar em casa questionou-me a respeito. Isso a torna uma “agente de Inteligência” sem missão definida, no dizer de suas palavras? A esposa de militar da Reserva, ambos com idade avançada, recebe um encaminhamento hospitalar para uma organização civil de saúde e lá ambos são destratados e mal atendidos. Ele vai ao hospital militar que o encaminhou e faz uma reclamação contra a clínica. Isso os torna “agentes de Inteligência” sem missão definida? O que ele está fazendo nada mais é do que defendendo o Sistema Exército, dando conta um contrato mal cumprido por uma das partes.



Reconhecendo que não devo ter o alcance intelectual desse jornalista, não consigo entender o enfoque que o senhor dá à expressão “público externo”. Se o outro universo foi definido como público interno, o há de errado em considerar as pessoas que estão fora desse grupo de público externo?



Até onde eu sei, o que não é interno é externo. Entenda que – historicamente – o Exército sempre esteve ao lado do povo que, por sua vez, sempre pode contar com ele quando precisou. Isso é História senhor jornalista. O senhor precisa ler melhores livros. Por mais que os livros de história modernos tentem deturpar a História, os livros clássicos sempre ficam, a menos que alguém já os esteja queimando, como fizeram os nazistas, e eu não saiba.



Novamente, o senhor se esmera em parecer pouco informado ao tentar desclassificar a preocupação que a Força tem com a espionagem em suas próprias fileiras. O senhor deveria saber que a espionagem é um fato, um ato deliberado de quem quer alguma coisa. Até ladrões não partem para um assalto sem colher o máximo de informações sobre seu alvo e, se possível, procuram contar com as chamadas “informações internas”. O senhor saberia dizer-me por que o Exército estaria livre desse tipo de ação? Hilário não é o manual. Hilário é quem menospreza as medidas tomadas pela Instituição em defesa de si própria. Agir diferentemente disso não seria, no seu entender, prevaricar no exercício do dever?



Um agente infiltrado por uma ação de espionagem não tem nada a ver com “inocente útil”, como o senhor afirma. Um “inocente útil” pode ser um jornalista que, por meio de suas reportagens, esteja a serviço de uma ideologia ou de grupos que o influenciam em suas reportagens em benefício próprio. Este é o “inocente útil”.



Quanto ao Exército acompanhar seu público interno, não consigo ver onde estaria o erro. Conto uma história: certa vez observou-se um militar que, do dia para a noite, trocou seu “corsinha” 1.0 para um Toyota Camry. Primeiro, procurou-se ver se ele tinha ganhado algum prêmio ou concurso. Depois, verificou-se que ele financiara a compra do novo carro em prestações, que, com seu soldo, ele não poderia pagar. A fonte do dinheiro era sua esposa, que praticava fraudes na área do turismo. Então, senhor jornalista, onde está o mal da instituição em proteger-se ao procurar saber da cumplicidade de um seu integrante numa fraude rendosa?



Sobre a Contra Inteligência Interna, quando o senhor escreve que a norma tem servido para enquadrar militares que caíram em desgraça dentro do Exército, eu preferiria dizer “militares que se mostraram desadaptados à profissão que escolheram” e o lembraria que a expulsão não é um risco. A expulsão é um ato disciplinar previsto e quem quer agir de modo contrário às normas vigentes assume o ônus por seu comportamento. Sobre o capitão ao qual o senhor se refere não vou fazer outros comentários. Apenas, acho que por ainda estar no serviço ativo do Exército, ele somente deveria se deixar fotografar com a barba feita e não se deixar fotografar tendo como fundo uma estátua de um militar. Quer dizer: provocação pura! E nem esse jornalista deveria insinuar algo de anormal no atropelamento do militar, dizendo que o carro que o atropelou jamais foi identificado. O Exército ainda não tem a função de controlar as ruas da cidade. É possível que ainda venha a ter. Afinal... é tanta missão fora da sua destinação constitucional. Sobre as estórias do capitão, sugiro que esse jornalista consulte os inquéritos a respeito. Caso algum deles tenha alguma classificação sigilosa, não se intimide em descumprir a lei, publique-os. A lei que protege documentos aos quais foi atribuído algum grau de sigilo não tem importância para o senhor, no melhor estilo: “ A lei? Ora, a lei!”



Em seguida o senhor volta à questão das “forças e/ou elementos adversos”. Senão vejamos. Para uma Força que tem a destinação constitucional de garantir a lei e a ordem, não é lícito conhecer quem:



- pratica ocupação e invasão de áreas públicas e/ou privadas: o senhor desconhece que isso aconteça em nosso País quase que semanalmente?



- bloqueio de vias de circulação: são índios cobrando pedágios ou queimando pneus em vias federais. São movimentos sociais ocupando praças de pedágio, causando atritos com as autoridades, sendo necessário o uso de armas de fogo.



- promoção de greves em setores essenciais: o senhor mesmo cita a recente greve dos correios. O senhor como um cidadão brasileiro, não julga que, num exercício de pensamento, caso a greve dos correios persistisse, não faltaria um gaiato para pedir que o Exército Brasileiro, por sua capilaridade em todo o território nacional, assumisse a entrega da gigantesca demanda acumulada? É possível, pois veja: já somos chamados a distribuir água no Nordeste, patrulhar o Morro do Alemão, a ser guardas de parque na Marambaia, a vacinar cachorros, combater focos do mosquito da dengue, a combater incêndios em Roraima...por que não entregar cartas? Por fim, nesse parágrafo, por sua própria conclusão, cita um movimento social como “inimigo”. Outra vez lanço o desafio para que esse jornalista mostre no manual onde está escrito que o Exército tem esse movimento social como “inimigo”. A inferência e o uso dessa palavra é totalmente sua, provando sua má-fé no trato do assunto.



Quando esse jornalista trata do Terrorismo, aí então, outra vez, demonstra seu total desinteresse em informar seus leitores, senão o de atingir a credibilidade de uma publicação de responsabilidade do Exército. Caso, mais uma vez, o senhor tivesse lido com atenção o manual, na parte que se refere ao Terrorismo, teria observado que certas organizações seriam sim consideradas terroristas se, e tão somente se, recorressem a atos terroristas para provar suas ideias. Como fizeram os palestinos durante muito tempo, como fizeram os militantes contra o aborto nos Estados Unidos, como o fez por muito tempo o Sendero Luminoso no Peru, como fazem as FARC na Colômbia. Todos são movimentos sociais, mas recorreram a atos terroristas. E mais, o senhor como jornalista interessado nesses assuntos deve saber o motivo de – até a data de hoje – o Brasil não dispor de uma lei antiterrorista. Sabe por quê? Por que as autoridades não se entendem sobre a definição de “organização terrorista” pois, a serem considerados os conceitos universais de organização terrorista, certo “movimento social” como o senhor escreve teria de ser enquadrado naquela definição. E aí como é que fica? Como em tantos outros assuntos, as autoridades preferem fechar os olhos. Não há lobby do Exército para a aprovação uma lei antiterrorismo. O que o Exército quer é conhecer o oponente, senão, como combatê-lo? A exemplo de outros países, pode sim ser necessária uma legislação especial para poder-se dar combate aos terroristas. Haja vista os Estados Unidos que, imediatamente após os ataques terroristas de “11 de Setembro”, instituiram o chamado Ato Patriótico, uma lei de exceção no melhor estilo.



Mais uma vez o senhor se esmera em descontextualizar o texto do manual ao escrever que ali está dito que, se necessário, controlar os meios de comunicação, já que a decisão de difundir deve estar centralizada no mais alto nível da Força. Aqui admito que o texto do manual quis dizer uma coisa mas transmitiu outra ideia. Está-se falando de atividades terroristas. O assunto assumiu tamanha importância depois do “11 de Setembro” que a consequência foi uma severa preocupação com esse tipo de atividade. Daí a necessidade de não se reportar alarmes que, depois, podem mostrar-se de menor significação, alertando ou até causando pânico na população desnecessariamente. Quanto ao verbo “difundir”, quero crer que as pessoas que escreveram o texto usaram-no na acepção que ele tem na Inteligência, ou seja, dar conhecimento a agências externas ao Sistema Exército. Não fosse assim, as agências de Inteligência mais periféricas do Sistema de Inteligência do Exército poderiam sentir-se livres para difundir – regionalmente – possíveis dados sobre ações terroristas, com consequências que poderiam não ser as desejáveis.



No que diz respeito ao Estudo de Situação de Contra Inteligência, no que diz respeito ao campo político, volto a dizer, se esse jornalista tivesse tido o cuidado em contextualizar as coisas talvez pudesse ter transmitido aos leitores o espírito do que ali está escrito. Imagine o senhor se um oficial ou sargento vai comandar uma organização militar em alguma cidade de médio ou pequeno porte sem inteirar-se das características políticas do local. Ele poderá ser instrumentalizado pelas forças no poder, poderá ser envolvido em rixas entre grupos, é possível que venha a sofrer coações ou se tente influenciá-los, para o bem ou para o mal. Existem cidades que amam seus quartéis, já em outras, conforme a localização do quartel em área de elevado valor imobiliário ele pode ser alvo de campanhas para a sua transferência para área menos valorizada. Sobre o conhecimento que se deve ter sobre as organizações de trabalhadores na área de interesse da organização militar, como os sindicatos, pelo senhor citados, imagine o Comandante de um quartel localizado no ABC Paulista, ao avaliar sua área de atuação, deixar de considerar a força representada por aquelas entidades. Alguém que vá comandar um quartel incrustrado numa área indígena tem, por obrigação, saber como a FUNAI, por exemplo, atua na área e quais as ONG ali atuantes e que desrespeitam as leis brasileiras. O que de errado há nisso? No meu modo de ver, isso é “agir profissionalmente”.



Encerrando, apliquei nessas minhas considerações algumas das técnicas que o senhor mesmo alude no seu textinho. Procurei desacreditá-lo, procurei colocá-lo em posição de inferioridade e, acima de tudo procurei, usando a técnica de rebater ponto por ponto, ridicularizar essa sua peça de propaganda ideológica. Uma técnica que eu não usaria nesse caso seria a do “silêncio”, mesmo sabendo que a reportagem de hoje embrulha o peixe de amanhã.



Eu, como militar da Reserva tenho a prerrogativa de manifestar a minha opinião, o que é vedado ao pessoal da ativa. Mas isto não quer dizer que falo por eles. Falo por mim e sou o único responsável por tudo o que escrevi.



Muitas instituições nacionais e estaduais, com certeza, mais de quinze, procuram absorver os conceitos do Manual de Contra Inteligência do Exército, por julgarem-no muito bem elaborado, e copiam dele procedimentos que lhes podem ser úteis.



Qualquer país estaria orgulhoso se seu exército dispusesse de semelhante manual. Mas, aqui no Brasil, o que se quer é atacar o Exército nas coisas que ele tem de melhor. Uma delas, o seu Serviço de Inteligência.



Sr. LEANDRO FORTES. Não sei se o senhor é mais novo ou mais velho do que eu. Caso seja mais novo, aceite um conselho: não ponha a sua pena a serviço da ideologia. Se for mais velho, ainda dá tempo de estudar a História do Brasil nos livros antigos que o senhor ainda deve ter.



Escrevi essa carta aberta em respeito à minha condição de militar da Reserva e em homenagem aos oficiais mais novos, da ativa, para que não esmoreçam diante da propaganda divisionista de que somos alvo, quase que diariamente. Saibam que esse tipo de reportagem nos acompanha há cerca de 30 (trinta) anos e, ao contrário de nos dividir, só tem fortalecido o sistema de Inteligência do Exército. Ou melhor, do Exército não. Do Brasil, pois o Exército pertence ao Brasil.



Jorge Alberto Forrer Garcia

Coronel Reformado Curitiba/PR

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