sexta-feira, 25 de março de 2011

CARTA A UM DESEMPREGADO


CARTA A UM DESEMPREGADO
Em 25 de março de 2011 | 0h 00
*João Mellão Neto - O Estado de S.Paulo
Caro cidadão Luiz da Silva, como você está se sentindo agora que retornou à planície? Na verdade, apenas trocou de Planalto - para o Paulista. É duro ficar ocioso. Permanecer em casa o dia inteiro é uma coisa enfadonha. Ainda mais quando não se tem o hábito da leitura.
A sua mulher não deve estar gostando nem um pouco dessa situação. A presença constante dos maridos no lar, como se sabe, perturba o andamento das lides domésticas.
Problemas financeiros, ao que parece, você não tem. Como é sabido, os seus antigos amigos - com grande desprendimento - cuidam de lhe prover de tudo. Mas haja tédio. Além da insegurança quanto ao futuro, essa condição abala a autoestima das pessoas.
Quase todos os governantes, enquanto estão no comando, acreditam que vão tirar de letra. E quando seus mandatos terminam caem em depressão.
São poucos os que o visitam na sua casa e são raros os que ainda lhe telefonam.
E se, de repente, você ouvir ruídos na porta?
Não se preocupe. São apenas folhas secas levadas pelo vento.
Por que você não telefona para a nova intendente? Ela, por enquanto, ainda vai atendê-lo. Anotará, atenciosamente, as suas recomendações e depois fará tudo diferente. Não fique aborrecido. Já está muito bom. Pior vai ser quando ela trocar os telefones e não lhe comunicar os novos números.
"A companheira tem muito que fazer", deduzirá você. Procurará, então, deixar um recado com a secretária dela. Impossível. Virá à linha uma assessora, com voz impessoal para lhe dizer que, no momento, a secretária da chefa não pode atender.
"Por quê?"
"Ela está "em reunião". Daria para o senhor adiantar o assunto?"
"O que é isso, companheira?! Aqui quem está falando é o ex-presidente!"
"Qual deles? Tem tantos..."
"Eu, é claro!"
"Ah! Eu acho que estou reconhecendo a sua voz. "Você" não é aquele senhor sexagenário que desceu a rampa no dia do réveillon?"
"Sou! Veja aí, no caderno de "autoridades" que deve estar em sua mesa!"
"Não vai dar, não. A agenda que tem aqui é antiga, do ano passado."
"Então eu vou pessoalmente até aí, amanhã!"
"Pode vir. O problema é que a porta que dá para a rampa fica trancada durante a semana. Venha no domingo, que fica aberto para visitação."
Você, enraivecido, desliga o telefone. Vai abordar a "companheira-em-chefe" em alguma cerimônia pública. Isso se os seguranças dela permitirem.
Por falar nisso, cidadão, por que você faltou ao almoço em homenagem àqueles americanos que estavam aqui, em férias? Sua ausência não pegou bem. Deu a impressão de que não gosta dos gringos. Ou, então, que não vai a festas em que os holofotes não estejam sobre você.
Todos os seus antigos colegas foram. E olhe que muitos deles, apesar de aposentados, ainda estão na ativa. Ficou feio para você.
Mudando de assunto, você pretende voltar ao serviço? Eu estou lhe perguntando isso porque, se você tem essa intenção, o grande problema é que a senhora sua sucessora vai querer renovar o contrato. E nesse cargo só cabe um.
Em outras palavras, o que acontece é o seguinte: para você se dar bem ela tem de se dar mal. E vice-versa. Entendeu agora por que ela não segue os seus conselhos?
A gente não tem ainda uma imagem clara de como será a sua gestão. Ela tem aparecido pouco, mas dizem que é competente. Ou seja, o contrário de você.
Ao menos para o paladar da "zelite", ela é muito melhor do que você e a sua "companheirada". A "zelite" somos todos nós que lemos jornais. Eu daria a isso outro nome: opinião pública bem informada.
Bem, para que a gente não brigue, vamos falar de outras coisas. O que é que você pretende fazer da vida, por enquanto?
Pelo que corre por aí, ora você pretende montar um instituto, ora você se oferece para atuar em algum órgão internacional. Você mesmo já declarou que pretende passar o ano inteiro percorrendo o Brasil para provar que nunca houve corrupção na sua gestão.
Já ouvi também que o seu "sonho de consumo" é ser eleito secretário-geral da Organização das Nações Unidas. O pessoal de lá, diplomaticamente, já mandou avisar a você que não vai dar. O titular desse cargo - alegam eles - é eleito pelo critério de rodízio entre os continentes. A nossa vez já passou.
Como isso não será possível, fala-se por aí que você aceitaria um posto menor: iria morar em Roma e trabalhar na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
A ideia, nesse caso, seria a de levar aos desvalidos do mundo - principalmente da África - a sua tecnologia de "combate à fome". Por acaso você pretende ressuscitar o finado Fome Zero? Ou vai propor a eles algum tipo de Bolsa-Família? Cuidado para não ser acusado de plágio. Ao que eu saiba, não foi você que criou. Você apenas pegou alguns programas que já existiam e tratou de juntá-los em um só.
Aliás, por falar nisso, onde é que anda o Amorim? Alguém falou que ele iria trabalhar com você no "instituto". E também ouvi que ele está ainda indeciso entre outras três propostas internacionais de emprego: da Bolívia, da Venezuela e do Irã.
Outro dia pude ler aqui, no jornal, uma justificativa sua por não ter comparecido ao banquete de Brasília: você não queria ofuscar a sua sucessora.
Você ainda não entendeu que fora do poder - e não sendo mais novidade - aquilo que faz não é mais notícia.
Como dizem os árabes, "uma mosca escura, numa mesa escura, numa noite escura: somente Deus a vê".
Cidadão Luiz Inácio, é melhor você aprender a rezar.
*JORNALISTA, FOI DEPUTADO ESTADUAL, DEPUTADO FEDERAL, SECRETÁRIO E MINISTRO DE ESTADO

CLUBE MILITAR CELEBRA GOLPE COM CRITICA À COMISSÃO DA VERDADE


25/03/2011 - 18h45
Clube Militar celebra golpe com críticas à Comissão da Verdade
RODRIGO RÖTZSCH
DO RIO
O Clube Militar realizou na tarde desta sexta-feira o painel "A Revolução de 31 de Março de 1964 - Com os Olhos no Futuro", com a participação do general da reserva Sergio de Avellar Coutinho, do advogado Ives Gandra Martins e da ex-deputada Sandra Cavalcanti, com a mediação do economista Rodrigo Constantino.
No debate, acompanhado por cerca de 200 pessoas, na sede do Clube Militar, do Centro do Rio, os participantes defenderam a necessidade do golpe em 1964 para frear o comunismo e criticaram a intenção de setores ligados ao governo federal de criar uma comissão da verdade sobre a ditadura militar.
Constantino começou o debate dizendo que ele é oportuno por acontecer num momento em que "coisas como a comissão da verdade e outras iniciativas, que querem tudo menos a verdade, pretendem reescrever a história sob um prisma falso e eivado de uma ideologia perversa".
"Eles não querem resgatar a verdade, porque a verdade deles não existe, é uma mentira. Memória histórica tem que ser resgatada por historiadores, com imparcialidade. Essa comissão da verdade é uma comissão da vingança", disse Martins.
Ele afirmou que a verdadeira intenção por trás da comissão é revogar a Lei de Anistia, mas duvidou que a tentativa tenha chances de prosperar.
Já Cavalcanti e Coutinho disseram considerar que a democracia está atualmente ameaçada no país. "O Brasil vem mantendo a sua versão de democracia, não uma democracia de fato. Sub-repticiamente, nós vivemos hoje sob uma tirania. Está em pleno andamento hoje uma república sindicalista", disse a ex-deputada.
Já para o general, "a revolução se encerrou em 1985, mas a perseverança dos comunistas, é preciso reconhecer, não acabou e continua até hoje".
Ele denunciou uma tentativa deliberada de solapar as Forças Armadas --com restrições orçamentárias, transferência de unidades e iniciativas revanchistas-- para eliminar barreiras a uma futura tentativa de instalar um regime totalitário de viés comunista. "A democracia é usada para a destruição da própria democracia", lamentou.
Nenhum dos debatedores chegou a propor uma nova revolução, mas Coutinho lamentou que não exista hoje uma figura e um partido para mobilizar os conservadores como o jornalista e governador da Guanabara Carlos Lacerda (1914-1977) e a UDN.
Menos radical que os demais debatedores, Martins disse que a presidente Dilma Rousseff --qualificada por Cavalcanti como "farinha do mesmo saco" de João Goulart, o presidente derrubado pelo golpe-- dá mostras de que não pretende ceder ao "núcleo pequeno, mas ainda forte, de radicais do governo" no revisionismo do passado. "Apesar de ter sido guerrilheira, ela está muito mais preocupada em governar eliminando arestas do que criando novas arestas", afirmou.
Sent: Friday, March 25, 2011 8:05 PM
Subject: [grupobarrobranco] Fwd: [GBB] O 47° ANIVERSÁRIO DA CONTRARREVOLUÇÃO
Amigos, participe deste debate:
Parabéns ao Gen. Heleno
De: Cel Ciapina <ciapina.gbb@gmail.com>
Data: 25 de março de 2011 13:10 Assunto: [GBB] C 47° ANIVERSÁRIO DA CONTRARREVOLUÇÃO
Para: ciapina.gbb@gmail.com
Com os meus cumprimentos, prazerosamente estou repassando.
José Américo
Eu também participei integrando o GRUPO TÁTICO/4 do qual fazia parte a minha Unidade: 2º G Can 40 de Barueri e ficamos dois meses acampados em Curitiba até que João Goulart, Brizola e sua trupe fugiram do Brasil.
Cel Ciapina
Editorial Reservaer
47° ANIVERSÁRIO  DA CONTRARREVOLUÇÃO
1964 / 2011 
A Espada de Dâmocles, fábula do século IV AC, aplica-se com precisão ao desconforto dos vencidos de 1964, muitos deles ora encastelados em nichos do governo, na mídia subvencionada, em ONG's espúrias e movimentos tutelados de ideologias anacrônicas importadas.
Agraciados pela Lei da Anistia, beneficiados com indenizações milionárias e pensões vitalícias isentas de tributos, além de sinecuras no aparelhamento da Administração Pública, chegaram ao Poder conservando suas ideologias e propósitos inconfessáveis de aniquilar a democracia, da qual se valeram aplicando os ensinamentos de Gramsci, visando a implantação do socialismo moderno e perpetuação no Poder.
Recalcados com a derrota inesquecível e inconformados por não disporem ainda das condições desejadas de avançar com sua agenda oculta, criam atalhos na decisão do Supremo Tribunal Federal com distorções políticas camufladas nos direitos humanos, com nomeação de comissões oficiais (unilaterais), propaganda enganosa e outras atividades afins igualmente deletérias. Como exemplo, essa requentada campanha publicitária visando deturpar a verdade histórica, voltada para fatos ocorridos durante os governos militares, financiando produção de filmes, publicação de artigos tendenciosos, inúmeros recursos de propaganda e agora com lançamento de novelas em canais de TV, onde não escondem a intenção de desmoralizar os militares federais.
Faz sentido. Atingir e solapar o alto conceito das Forças Armadas consolidado na população brasileira, conforme pesquisas de opinião pública (Ibope, FGV e AMB), é o objetivo determinante dessa campanha promovida pelos subversivos remanescentes na tentativa de persuadir os incautos (mais uma vez) e remover o maior obstáculo que enfrentam desde sempre. 
Tentam intrigar os militares no serviço ativo com os inativos, que à época combateram e venceram aquele extremismo que aterrorizava a Nação. Criam novas denominações como "Exército de ontem e de hoje" ou "militares profissionalizados". Já lhes foi esclarecido que o Exército é um só, o de Caxias, e os militares sempre foram profissionais de ideais patrióticos.
Na comemoração deste 47° aniversário da Contrarrevolução Democrática de 31 de março de 1964 que salvou o Brasil, vamos brindar a vitória alcançada e lembrar aos vencidos a fábula da Espada de Dâmocles, que atravessou seis milênios, porque mantém sua moral válida até os nossos dias. Como gatos escaldados, eles temem o fervor latente do principal reduto de resistência aos seus expedientes insidiosos - as Forças Armadas e seus componentes.


Postado por Cel Ciapina no GBB em 3/25/2011 01:10:00 PM