domingo, 17 de julho de 2011

PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA POR OCASIÃO DO 79º ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

O SR. MARIO FONSECA VENTURA -Boa tarde a todos, meu querido meritíssimo Desembargador Walter de Almeida Guilherme, Digníssimo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, saiba o senhor que o Tribunal Regional Eleitoral tem muito a ver com o Movimento Revolucionário de 32. Nosso querido Deputado Estadual Olímpio, que é nosso associado também. O Coronel Cerqueira ontem atravessou a rua e se associou a nossa Sociedade de Veteranos de 32, meus parabéns Cerqueira pela sua decisão. Sem a minha equipe, ser presidente seria muito difícil, mas com a equipe que eu tenho torna-se bem mais fácil. A meu colega de 52 anos que me atura, desde os bancos escolares, meu vice-presidente Coronel Antonio Carlos Mendes. (Palmas.) Obrigado pelo seu auxílio, pela sua colaboração, tanto lá na escola como em toda a minha vida, são 52 anos que estamos juntos. Meus parabéns, Mendes.


O caro Wilson, nosso Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, quase duas décadas de luta pela Polícia Militar, um grande abraço Wilson. Eu não posso falar, o meu amigo da Amico, que tem nos prestigiado tanto e tantas coisas boas tem feito pela sociedade, o meu carinho por você, você realmente nos auxiliou muito. O Pedro Paulo Pena Trindade, o vice-Presidente do Conselho Deliberativo, que falou sobre 32. Pedro, eu te estimo muito. (Palmas.) Ele me auxiliou muito hoje, porque ele falou tudo sobre o Movimento Revolucionário e eu já não preciso falar tanto; a Camila, a nossa diretora de Comunicação Social, você está conosco há um ano e a sociedade progrediu muito, principalmente no campo virtual. Hoje o Estadão publica uma reportagem sobre 32 e Movimento, 32 porque é a Revolução e Movimento porque nós estamos em movimento. Então, Camila, nós vamos transformar todos aqueles jornais eletrônicos num livro para os 80 anos da Revolução.

Meu caro Major Olímpio, você corrigiu um erro histórico, quando estivemos em Sorocaba, que se criou a Lei em que Alvarenga tem o seu dia, 12 de agosto, e os heróis anônimos, porque naquela madrugada fatal de 23 para 24 de maio, onze tombaram feridos, dois morreram na hora, um terceiro morreu cinco horas depois e o outro morreu dois dias depois. Diz o livro do Paulo Nogueira, que tem o Amadeu, que morreu alguns dias depois, instala um livro do Paulo Nogueira, eu rendi minhas homenagens, porque são cinco volumosos livros que contam toda a história de 32. E eu acredito que tem havido um Amadeu, mas é anônimo. E o Alvarenga, que morreu depois do dia 10 da lei que criou o MMDC, nunca poderia estar na sigla MMDC e o nosso querido Deputado, nosso associado corrigiu esse erro histórico, tirou lá do MMDC, que não podia estar com o MMDC. Alguns livros ainda falam em MMDCA. Não existe MMDCA, existe MMDC - Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e existe o dia do Alvarenga, da Lei 13.840, que o Deputado Olímpio naturalmente corrigiu o erro histórico que vinha já há cinco anos. Era alguma coisa na nossa garganta, coisas erradas não podem progredir, de 1932 até a estapafúrdia lei que criou a MMDCA, transcorreram-se setenta e tantos anos e nós naturalmente nessa época toda tivemos pessoas muito mais inteligentes, que poderiam tentar pôr lá. Mas depois de setenta e poucos anos, não vai mudar a história. Então o MMDC é MMDC, MMDC, o A ficou fora porque o Alvarenga morreu depois.

Aos 48 mil heróis de 32, que o Pedro Paulo Pena Trindade falou, existe um lavrador, um pobre lavrador que queria casar com uma moça, dez anos mais nova que ele. E um velho rabugento, pai dessa moça, andava com a garrucha atrás dele. E ele então tinha deflagrado a Revolução de 32, ele achou melhor morrer na Revolução e se engajou na guerra cívica. Mas isso aconteceu em agosto, em 32, quando foi no dia 28 de setembro ele voltou para coar essa terra onde ele vivia e o que ele fez, pegou a moça, praticamente raptou, e trouxe para São Paulo e se casaram e desse casamento nasceu a minha pessoa. Então, quero homenagear o meu pai, um herói de 32 também, do Batalhão José Bonifácio. (Palmas.)

Há momentos de tristeza e o nosso grande Osvaldo Diana, que o ano passado esteve conosco, completou 102 anos, uma vida longa que Deus deu a ele, mas no dia 25 de junho ele entrou em óbito e naturalmente eu fui ao velório, senti muito, chorei, como chorei com os outros 75 que passaram pelas minhas mãos na Sociedade, onde estou há 15 anos. Então, quero um pleito a ele e na minha fala eu vou conservar um minuto de silêncio. Gostaria que todos me acompanhassem nessa lembrança a Osvaldo Viana Diana. Obrigado.

É muito triste perdermos os nossos heróis de 32. Só temos 47 vivos em todo o Estado, ontem nós fomos a Itapetininga. O Coronel Mendes me acompanhou até Itapetininga, e fomos levar condecoração para um senhor, o Sr. Inhová, que o ano que vem completará cem anos de idade. Mas o comandante lá de cima, quando pede a transferência do nosso herói, lá para o regimento dele, não há volta, ele tem que partir e hoje com muita tristeza, mas tristeza mesmo, eu senti um peso no meu coração quando viram o Strufaldi, que o ano passado esteve conosco, ele começou a sentir-se mal no palanque e queira a Deus que seja apenas um susto, mas ao transportá-lo para a ambulância, nós que vivemos na sociedade, não é Coronel Mendes, balançou o nosso coração, a nossa tristeza, eu até pensei "será que ele será levado para o regimento lá de cima numa hora dessas?" É lógico morrer no Nove de Julho seria até para mim um grande momento, mas nós não queremos isso para ninguém, mas um dia acontecerá. Então que Deus conserve o Gino Strufaldi conosco, porque ele ainda tem muito a oferecer para a sociedade. No dia 7, quando assumi a presidência, declarei o presidente de honra da Sociedade, para ficar ao lado de Guilherme de Almeida, Ibrahim Nobre, Hernâni Donato, que ainda está conosco, o Paulo Bonfim, nosso poeta. Acredito que foi algo que nos inspirou para que conservasse Gino Strufaldi como presidente de honra da sociedade. É muito difícil ser presidente da sociedade, principalmente eu que tenho todo esse sentimento dos meus 15 anos que estou lá vivendo, eu às vezes tenho momentos de euforia, de alegria, mas também tenho momentos de muita tristeza, mas a vida é essa, nós estamos aqui e amanhã talvez estejamos com os nossos amigos que já partiram. Eram 48 mil, não é Pedro, agora são só 47 em todo o Estado. Então, por isso que nesta Assembleia, 9 de julho do ano passado, uma inspiração divina criamos a Cofam, Comissão dos Familiares dos Heróis de 32. Essa Cofam comemora um ano hoje. Eu já a vi desfilando no 9 de julho e quero que a Cofam cresça. Então, os descendentes dos heróis de 32 se aliem a nós na Cofam, porque é o futuro da sociedade. A Comissão dos Familiares dos Heróis de 32 responderá pelos heróis de 32 daqui para frente. É um momento de transição. Essa Presidência minha, os dois anos que lá estarei, quero trazer para a sociedade todos os descendentes dos heróis. Por favor me ajudem nessa campanha. É uma visão que eu tenho para o futuro e, naturalmente, estou com 74 anos e todos os homens na minha família morreram nessa idade; o meu pai morreu com 70, os seus filhos morreram com um pouco mais, um pouco menos e o único que durou mais durou 77. Como estou com 74, estou cumprindo naturalmente os meus últimos anos de vida e eu gostaria de dar todo o meu empenho para a sociedade em companhia de vocês todos, da minha equipe. Auxiliem-me, por favor, eu preciso disso, a sociedade precisa disso, São Paulo precisa disso e mais do que São Paulo, o Brasil precisa disso, eu preciso da união de vocês todos. Meu caro Presidente, eu gostaria ainda o ano que vem que estejamos aqui para comemorar os 80 anos da Revolução. O meu muito obrigado. (Palmas.)

MANIFESTO À COFAM (COMISSÃO DOS FAMILIARES DOS HERÓIS DE 32)

MANIFESTO À COFAM




Anunciada a criação em 9 de julho de 2010, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, tornou-se realidade em 28 de julho daquele ano com a realização da primeira reunião. A Sociedade Veteranos de 32-MMDC vê-se numa época de intensa renovação. Os nossos heróis estão partindo e a Comissão dos Familiares ocupa o lugar dos combatentes de 32. Chegou a hora de novamente nos unirmos no culto sagrado à lembrança dos que partiram.

Os combatentes de 32 tiveram a ventura de proporcionar as mais belas manifestações do espírito de um povo que sobrepujou todas as dificuldades, que desprezou todas as deficiências materiais, que se desfez, gloriosamente, de suas posses, que praticou os mais extremos sacrifícios, com despreendimento, com entusiasmo, com fé na conquista de seus ideais.

São heróis que estão se desvanecendo nas brumas do passado. Mas a COFAM pretende que eles continuem entre nós, radiosos, cheios de glória no coração de seus descendentes. Eles foram a semente fecundada com o próprio sangue e que fez nascer a flor puríssima do IDEAL DE DIREITO. Tornaram-se mortos gloriosos, a semente da Constituição, plantada no solo da Pátria.

Portanto, o amor às tradições, o culto da veneração aos seus entes queridos, o anseio da liberdade, constituem parte integrante da COFAM.

No livro CRUZES PAULISTAS vamos encontrar um trecho onde diz que os mortos de 32 são inspirações do ALTO; seus feitos são exemplos que ficarão como lições de civismo, como fanais rutilantes, capazes de guiar a nacionalidade para imortais destinos.

Como Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC convoco, portanto, todos os descendentes dos HERÓIS DE 32 para se unir à COFAM, substituindo-os com o espírito de veneração principalmente. Dia 27 de julho de 2011 nos uniremos novamente, com o mesmo espírito de despreendimento dos jovens de 32, para a continuidade da SAGA HERÓICA e VITORIOSA dos nossos entes queridos.