quinta-feira, 21 de julho de 2011

CORONEL PM ARRUDA RESPONDE AO PROFESSOR ALBERTO CARLOS ALMEIDA

O QUE CELEBRAM OS FERIADOS


em 15/07/2011

De: Jornal Valor Econômico



Há aproximadamente seis anos me mudei do Rio para São Paulo. Uma das coisas que chama atenção imediatamente são as diferenças e semelhanças nos nomes de ruas. Há tanto no Rio quanto em São Paulo uma rua chamada Mena Barreto.

No Rio ela é muito mais importante do que em São Paulo.

Isso revela alguma coisa quando se tem em mente que legisladores e outros servidores públicos tomaram a decisão de dar os nomes de tais ruas. O mesmo raciocínio se aplica à rua Marquês de São Vicente, que ambas as cidades possuem, mas que no Rio é um endereço nobre que abriga tanto um conhecido shopping de classe média alta como a famosa PUC do Rio de Janeiro.



Um dos nomes de rua que salta aos olhos em São Paulo é Nove de Julho.

Trata-se de uma avenida de grande importância na geografia da cidade. Liga o centro à região da avenida Faria Lima. Essa importância toda contrasta com sua inexistência no Rio.

Há avenidas Nove de Julho em centenas de municípios de São Paulo, todas elas avenidas importantes, mas não há sequer uma avenida Presidente Getulio Vargas, diga-se de passagem, uma das avenidas mais importantes do centro do Rio. Aliás, toda vez que eu estou em uma cidade desconhecida do Brasil e quero, por meio do GPS, ir para o centro da cidade, sempre coloco algum número de uma rua, avenida ou praça Sete de Setembro ou Quinze de Novembro. Nunca dá errado.

Há a alternativa, desde que fora do Estado de São Paulo, de utilizar também o endereço de avenida Presidente Vargas. Em geral também funciona.

Consta que o município de Osasco foi o primeiro de São Paulo a batizar uma rua com o nome do político gaúcho. Não por acaso Osasco é administrada pelo PT.



Está no nome de ruas e avenidas de grande importância não apenas da capital paulista, mas também de inúmeros municípios, o Nove de Julho que também é o feriado estadual de São Paulo. Trata-se de algo muito relevante que a elite política paulista, em 1995, tenha decidido estabelecer a data de 9 de julho como o feriado estadual.

O Nove de Julho é em primeiro lugar a comemoração de uma derrota. Curioso que o feriado estadual paulista comemore uma derrota, ao passo que praticamente todos os outros feriados estaduais no Brasil comemorem vitórias.



Alagoas comemora em 16 de setembro a emancipação em relação a Pernambuco, Sergipe comemora em 8 de julho a emancipação em relação à Bahia, Santa Catarina comemora em 11 de agosto a criação da capitania que separou a região de São Paulo e o Paraná comemora em 19 de dezembro a emancipação em relação ao Estado de São Paulo.



Há muitos Estados que em seus feriados regionais comemoram a criação do próprio Estado. São eles Acre, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia e Tocantins. São datas que comemoram triunfos políticos, que comemoram, do ponte de vista da elite política local, vitórias.

Somente em São Paulo a data comemorativa local diz respeito a uma derrota.



A data local de Minas Gerais se transformou em um feriado nacional, o 21 de Abril, que, pode-se argumentar, também comemoraria uma derrota. Afinal, os inconfidentes mineiros foram trucidados e o seu movimento não logrou obter a independência do Brasil. Mas a derrota mineira é comemorada como um ideário que depois acabou triunfando. Anos mais tarde o Brasil viria a se tornar independente de Portugal e a Inconfidência teria sido o movimento precursor, o movimento que plantara o ideário que um dia acabou triunfando. Isso fez, inclusive, que o feriado cívico de Minas Gerias coincidisse com o feriado nacional de Tiradentes.



No caso do feriado de 9 de julho, não creio que se trata da comemoração de um ideário que no futuro triunfará. Em primeiro lugar, cumpriria perguntar qual o ideário de Nove de Julho.

A Revolução Constitucionalista ocorreu em 1932 e isso deve servir de aviso àqueles que argumentam que São Paulo lutara contra um ditador gaúcho. Em 1932 era impossível dizer o que aconteceria com Vargas. Os derrotados daquele episódio queriam acima de tudo a volta do predomínio paulista no controle da política nacional. Nada do que aconteceu a Getulio Vargas depois de 1932, Estado Novo, apoio aos nazistas, eleição de Dutra, viabilização da aliança PSD-PTB alijando a UDN do poder, nada disso pode ser colocado na conta dos revolucionários de 1932, simplesmente porque eles não sabiam o que aconteceria no futuro. O que eles sabiam com muita clareza é que Vargas tinha feito uma aliança nacional que retirava poderes de São Paulo e deslocava o eixo da política nacional para outros centros de poder.



O predomínio paulista na política nacional não tinha a ver com a alternância no poder de presidentes de Minas e de São Paulo. Mais do que isso, durante a República Velha, praticamente todos os presidentes passaram pelos bancos da Faculdade de Direito de São Paulo. Nesse sentido, Vargas era realmente de uma elite inteiramente diferente.



A derrota dos constitucionalistas de 1932 foi consolidada pelas novas Constituições brasileiras de 1934 e 1946. Em ambas o Estado de São Paulo perdeu cadeiras na Câmara dos Deputados e se tornou bastante sub-representado (somente em 1890 São Paulo não foi sub-representado na Câmara).

A sub-representação de São Paulo foi exacerbada recentemente pela Carta de 1988. Nunca na história do Brasil São Paulo ficou tão sub-representado na Câmara do que após a Constituição democrática de 1988. O ciclo iniciado por Vargas nos anos 1930 foi fechado por Ulisses Guimarães nos anos 1980.

O Brasil escolheu a atual representação na Câmara dos Deputados como o ponto de equilíbrio federativo do governo nacional.



São Paulo tem hoje 70 deputados federais. Caso a representação na Câmara fosse proporcional ao tamanho do eleitorado do Estado, seriam 120 deputados. Essa é a conta que São Paulo paga para manter a unidade federal. Por outro lado, os dois mandatos de Fernando Henrique e de Lula deixaram claro que o poder nacional passa e sempre passará por São Paulo, não são necessários 120 deputados federais para que isso aconteça. Os dois partidos que disputaram a Presidência da República com chances de vitória, e que continuarão disputando no futuro, são também de São Paulo.



Aliás, foi em 2010 que vimos na TV um fato emblemático pela primeira vez. No dia da eleição, quando as redes de televisão mostram os candidatos indo votar, foi a primeira vez que um dos favoritos, desde 1994, não votava em São Paulo. Dilma votou em Porto Alegre. Tudo indica que na próxima eleição teremos a mesma Dilma votando em Porto Alegre e Aécio em Minas Gerais. Ainda assim, todas as estatísticas de ocupação de ministérios também mostram o predomínio de São Paulo. Trata-se do Estado que emplaca mais ministros e nos postos mais importantes. Até há bem pouco tempo, com Palocci na Casa Civil e Mantega na Fazenda, uma dupla paulista controlava as principais ações do governo.



Quando Vargas assumiu o poder, São Paulo detinha aproximadamente 50% do PIB nacional. Atualmente, essa proporção caiu para em torno de 33%. A centralidade do Estado, todavia, não está no tamanho do PIB, mas em seus aspectos qualitativos: o centro das decisões econômicas, o que inclui o mercado financeiro, a mídia e as principais associações empresariais nacionais, está em São Paulo.



Portanto, ainda que no futuro São Paulo venha a ter menos do que os atuais 33% do PIB nacional, tudo indica que isso ocorrerá caso o Brasil realmente venha a crescer de forma consistente. Os agentes econômicos dos demais Estados precisarão sempre ir a São Paulo para cuidar dos interesses de suas empresas.



A grande questão é que esse recente feriado de 9 de julho, o feriado que comemora a derrota, criado somente em 1995, teve agora uma primeira passeata comemorativa de alguns gatos pingados na avenida Paulista defendendo a separação de São Paulo do Brasil. Não coincidentemente, logo após a eleição de 2010 houve quem, em São Paulo, responsabilizasse o Nordeste pela eleição de Dilma.



Ressentimentos regionais são normais no Brasil e em outros países. Mas a eventual perda de poder relativo não pode servir de motivo para que simples ressentimentos se tornem mais um problema político para o Brasil. É preciso, hoje e sempre, comemorar as vitórias.



Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de "A Cabeça do Brasileiro" e "O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo".

alberto.almeida@institutoanalise.com

www.twitter.com/albertocalmeida



Coronel Arruda respondeu ao autor, em http://faganelo.blogspot.com/2011/07/o-que-celebram-os-feriados.html



Consta que...



O grande problema ao se escrever sobre história é o "consta que". Consta que o PT resgatou Getúlio, dando-lhe o nome de um logradouro (cidades do vale do Paraíba, Guarulhos e outras já possuem logradouros com esse nome há décadas).

Caro Professor Alberto, o volume de informações que o Sr possui sobre o movimento cívico-militar de 1932 não me permite discutir com o Sr.

Peço que leia algo do que foi publicado no período, não apenas pela propaganda varguista, que muito o influencia, mas também pela propaganda dita "paulista" (digo dita, pois houve polos de corajoso apoio à causa paulista no Rio Grande, no Amazonas, no Pará, no Mato Grosso, na Bahia e até em seu estado natal, caso o Sr não saiba). Para começar a conhecer um pouco mais, sugiro ler Hernâni Donato, que é um resumo bem simples e o Sr vai poder entender melhor outros pontos de vista sobre o assunto. Somente se analisarmos os mortos, por exemplo, muitos dos que morreram lutando pela causa dita "paulista" eram nordestinos, cariocas, democratas que fugiram do Rio de canoa, e a pé do Paraná e de Minas para lutar por São Paulo, que congregou a causa dos liberais brasileiros de então.

Houve também italianos, alemães, portugueses, árabes, etc, imigrantes que não faziam parte da elite mas se sentiam brasileiros.

1932 foi um grito contra o autoritarismo, contra a humilhação imposta a um povo orgulhoso - e que tem motivos para ser orgulhoso, pois tudo o que construiu foi pelo esforço de seus filhos, naturais ou adotivos, e que nunca viveu como parasita, sugando impostos gerados por outrem, como é o caso das Capitais da República. Foi também um grito pelo retorno do país à ordem constitucional que, pelo que se depreende de seu artigo, era inadequada e justificou o golpe militar de Vargas.

Há golpes militares, então, que podem ser justificados? Há, assim, golpes bons e golpes maus?

Claro que não! O apelo popular da causa mobilizou voluntariamente mais de 150.000 homens e mulheres que abandonaram seus lares, escolas e sonhos para lutar por um ideal.

Alguns deles ainda estão vivos e suas referências banalizam o ideal dessa geração, que merece, no mínimo, um pouco de respeito.

Caro Alberto, por favor, atualize seu GPS.



Um abraço



Luiz Eduardo Arruda

Qui Jul 21, 06:11:00 PM

APÓS SEIS MESES DA TRAGEDIA NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO

SEIS MESES DE ESPERANÇAS LEVADAS PELAS ÁGUAS DA CORRUPÇÃO




Por Lígia Bittencourt*



No último dia 12 de julho, completou-se seis meses do maior desastre natural ocorrido no país: as chuvas da região serrana, no estado do Rio de Janeiro.

Após seis meses, deparamo-nos com os sinais da tragédia por todos os lados. Bairros completamente destruídos, onde ainda repousam muitos corpos, continuam sem sinal algum de reconstrução. Pessoas solidárias, mas indignadas com as autoridades municipais, manifestam-se nas ruas exigindo que algo seja feito. Não se fala em outra coisa em ambas as cidades mais afetadas, Nova Friburgo e Teresópolis, e a pergunta que não quer calar ecoa pelos belos vales e montanhas: onde foi parar o dinheiro que deveria estar sendo utilizado na reconstrução de ambas?

Em seis meses, muito pouco foi realizado, e os recursos disponibilizados não foram utilizados corretamente. Políticos, sem cerimônia alguma, contrataram obras sem licitação, inclusive de empresas de fachada, aproveitando-se do estado de calamidade pública decretado na ocasião.

Quando da tragédia, a população se uniu e foi à luta, ajudando na limpeza, no amparo aos vizinhos que tiveram suas famílias destroçadas pelas águas, que perderam entes queridos, que perderam tudo, mas não a esperança por dias melhores. A esperança, essa os políticos estão tratando de enterrar.

Ao chegar a Nova Friburgo, já nos deparamos com as fendas de terra vermelha nos morros que circundam o centro da cidade, um dos lugares mais afetados. Na praça do Suspiro, a igreja de Santo Antônio está sendo lentamente restaurada. Localizada bem ao lado do que um dia foi um dos pontos turísticos mais procurados, o teleférico, a igreja ficou parcialmente destruída! Nada comparado ao estrago daquele ponto da cidade, onde a água chegou a cinco metros de altura, e a lama desceu, levando e destruindo o que havia pela frente. Meia dúzia de profissionais podem ser visto na encosta, cavando canaletas, e uma malha de aço será colocada para a contenção da mesma. Se chovesse forte hoje, toda a obra seria perdida, visto que, certamente, tudo viria abaixo.

Converso com um garçom de uma choperia, que não quis se identificar, localizada em frente ao que um dia foi o teleférico. Ele tem as imagens muito vivas em sua memória. A tragédia ocorreu às 1h. e 30 min. e ele estava lá. Seus colegas e ele tiveram que literalmente escalar o prédio localizado em cima do estabelecimento para escaparem da água vinda do rio que corta a cidade e da lama que desceu do morro. Perderam, todos, cinco veículos estacionados nas proximidades. Conta, com muita tristeza, a história de um médico da cidade, que perdeu a família toda na tragédia, e virou um mendigo que perambula pelas ruas. Sobre as autoridades, se revolta: "não estão fazendo nada. Tudo o que você vê são pequenas obras, mas no centro. E os bairros, e as pessoas que continuam em abrigos? O que esperar se o dinheiro sumiu?", pergunta, desolado.

No mesmo dia 12 de julho, o Ministério Público Federal, pediu o afastamento do prefeito Demerval Barbosa Moreira Neto (PMDB-RJ) e do procurador geral do município, Hamilton Sampaio da Silva, mas a justiça negou. O MPF com a ajuda da Polícia Federal, vasculhou as secretarias municipais, todas localizadas no prédio da prefeitura e retiraram pilhas de documentos e ao todo, foram expedidos 40 mandados de busca e apreensão. Onde estava o prefeito nesse dia? Viajando, diz uma nota da Secretaria de Comunicação do município e retornaria naquele mesmo dia. Se retornou, ninguém sabe, ninguém viu. Onde foram parar os R$10 milhões de reais doados para as vítimas? O prefeito, seus secretários e o procurador devem muitas explicações à população desrespeitada em hora de tanta dor. O prefeito Moreira Neto, é neto de um dos maiores médicos de Nova Friburgo, Demerva l Barbosa Moreira, cujo o nome está gravado na principal praça da cidade. Que bela retribuição está sendo dada a um dos mais conceituados cidadão da cidade. A população, cansada, está se manisfestando nas ruas, e promete exigir que recursos supostamente desviados sejam retornados aos cofres públicos e aplicados na reconstrução da cidade! Enquanto nada é feito, trabalham e a vida vai voltando à rotina, mas o trauma está ali, estampado em cada cantinho da cidade.

Quem chega à Teresópolis, vindo de Nova Friburgo, ao mesmo tempo que fica encantado com as belas paisagens, observa estupefato, a força das águas e a lama que invadiram o cinturão verde localizado naquela área, que hoje se encontra verde novamente, graças aos agricultores que o restauraram. Percebe-se que o curso de um rio foi desviado por pedras que rolaram do alto de morros, mas ao entrar na cidade, parece que nada aconteceu! Deparamo-nos com uma grande avenida, dividida por um canteiro, e que tem como cenário ao fundo o "Dedo de Deus", um dos picos mais alto da serra. A única obra em andamento que se nota é a reforma do canteiro central, na reta da avenida. Munícipes contam que o que fazem é desconstruir o que já estava construído, trocando tijolos da cor cinza e marrom, por outros de cor marrom e cinza, enquanto milhares de pessoas da própria cida de choram seus mortos, desgraças e a irresponsabilidades de suas autoridades. Nos bairros mais devastados, nada!

Converso com Leda, moradora de bairro próximo ao centro turístico da cidade. Ela me diz que só foi saber da tragédia por volta das 11 hs. da manhã: "aqui, no centro, não aconteceu nada. Só quando comecei a ouvir as sirenes e entrei na internet, soube. A cidade estava estranha, vazia. Eu jamais imaginei que isso pudesse acontecer".

Por sua vez, os munícipes não se esquecem da onda de solidariedade que se viu na cidade, quando empresários, e moradores se uniram e ainda puderam contar com entidades de classe e os motociclistas - trilheiros, que chegaram primeiro aos locais arrasados e distantes, onde as pessoas padeciam de todas as necessidades: água, por exemplo.

Converso com Rafael, morador do bairro do Feu, e uma vítima da tragédia: "cheguei do trabalho à meia noite e 50 min. Fui dormir. À 1:30, fui acordado com a voz de minha sogra, aos gritos, pedindo que saíssemos pois estava tudo cheio d'água. Minha esposa e eu corremos para cima, pois morávamos no andar de baixo da casa de meus sogros, e vi que meu sogro estava tentando tirar a água que vinha de todos os lados. De repente, as casas, ao lado da nossa, começaram a cair. Casas, lama, tudo misturado de um lado e do outro. Corremos para a rua, onde outros moradores se encontravam, com suas roupas de dormir, todos assustados e sem saber o que fazer. Nossa casa foi a única que não caiu. As promessas foram muitas, inclusive o auxílio aluguel, afinal, não podíamos continuar em área de risco. No dia marcado para o cadastramento, encontrei uma fila muito grande. Meu sogro estava nela já fazia tempo e olha que cheguei às 8 hs da manhã. Fizemos o cadastramento mas nunca recebemos nada. Meus sogros retornaram para a casa deles, e estão em área de risco e eu e minha esposa estamos pagando aluguel. O que fizeram pelo bairro? Simplesmente nada", conclui desanimado.

O bairro de Campos, um dos mais atingidos, é uma tumba a céu aberto. Pedras enormes soterram os moradores. Quantos? Ninguém sabe dizer ao certo. O cheiro da decomposição dos corpos pode ser sentido à quilômetros, e o "cemitério" natural lá está, intacto.

O prefeito Jorge Mário (PT-RJ), acusado de receber propina, nega as acusações. No dia 17 de julho, a CGU – Controladoria Geral da União – apontou desvios em obras de reconstrução da cidade. Os recursos destinados ao município pelo Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 7 milhões teriam sido usados por empresas de fachada ou fantasmas. Uma das empresas, a RW Construtora, que antes era uma vídeo-locadora, é uma delas. Ao tentarem entrevistar os responsáveis pela empresa, os repórteres encontram a porta fechada.

A partir dos indícios, as contas do município foram bloqueadas pelo Ministério Público. Praticamente todos os repasses federais não foram comprovados pela Prefeitura de Teresópolis.

A pergunta continua ecoando: onde foi parar o dinheiro?

Esperanças enterradas nas denúncias de corrupção. Presente nos olhares, o desalento, ao ver que seis meses depois, continuam sem nada, precisando de abrigos e da solidariedade da população. Que não são respeitados pelos representantes que eles mesmo elegeram: os larápios, que não respeitam a dor de centenas de pessoas e que se aproveitam da situação para enriquecer.

Mas o povo é guerreiro, e não vai desistir. A única coisa que precisam, e aliás, o Brasil precisa, é aprender a votar!



*Lígia Bittencourt é jornalista e tradutora técnica



SOLUÇÃO: TODA A POPULAÇÃO NÃO VOTAR EM NENHUM CANDIDATO INIDICADO PELOS POLÍTICOS LIGADOS À REGIÃO. COLOCAR PARA FORA PELO VOTO OS PREFEITOS, GOVERNADOR OU OUTRO POLÍTICO ENVOLVIDO. É UMA LUTA DO POVO CONTRA OS PÉSSIMOS BRASILEIROS.



JUNTAR FORÇAS.

PARABENS JORNALISTA LÍGIA. VAMOS REPASSAR PARA AMIGOS



GRUPO GUARARAPES

DOC. 150 - 2011