quarta-feira, 14 de setembro de 2011

RUMOS DA POLÍTICA INTERNACIONAL EM NOSSO PAÍS - CRÔNICA DE JORGE SERRÃO

Comentário nº. 109–12 de setembro de 2011




Assuntos: Rumos da Política Internacional; Em nosso País



Rumos da Política Internacional

Provavelmente na Líbia após a guerra haverá um longo período de caos, com um governo tribal, instável e autoritário, mas dócil á tutela militar da Otan. Assim, estará criado o primeiro “protetorado colonial” da organização militar, na África. O apoio aos rebeldes líbios significa que os Estados Unidos, juntamente com a Grã-Bretanha e França, não respeitarão as normas do Direito Internacional, e intervirão em qualquer país, a pretexto de razões humanitárias ou de defesa da população civil, mas na verdade para defender seus interesses econômicos e estratégicos. Assim, se lhes for conveniente, alegarão defesa da população indígenas ou do meio ambiente.

O atual atrito turco-israelense pode desencadear a guerra (euroamérica X maometanos) antes do que se esperava. A Turquia está exigindo que Israel se desculpe e ameaça enviar navios de guerra para escoltar os navios de ajuda humanitária tentando quebrar o bloqueio naval israelense Um pedido de desculpas de Israel por ter atacado o navio turco certamente adiaria a guerra, Se a evitaria, há duvida.

Inútil pensar em um mundo sem guerras. Todos os países, sem exceção, devem sua existência e o território que ocupam a guerras bem sucedidas. Quanto mais recursos naturais tiver uma terra, mais disputada será. Barbas de molho!

Na internet são levantadas dúvidas sobre o atentado do 11 de setembro. Já se considera como certo que um boeing não poderia ter se chocado no Pentágono sem deixar marcas das asas e das turbinas nas paredes.



Campanha mundial para nos deixar sem energia

No País, as ONGs reúnem e financiam o MAB, MST e índios em protesto contra hidrelétricas, estradas e põem fogo à canteiros de obras. No exterior, protestam contra Belo Monte em Berlin, Würzburg, Paris, Haia, Washington, Nova York, Los Angeles, São Francisco, Miami, Canberra, Taipeh, Jacarta, Viena, Oslo, Ancara, Guadalajara, Moscou, Lisboa, Porto, Toronto, Moscou, Malmö, Copenhague e Istambul .

Iludidos ou remunerados, a maioria dos manifestantes nem sabe onde fica Belo Monte



Democracia cara demais

Difusamente se desenvolve a consciência que nossa democracia está cara demais. A passeata contra a corrupção no dia 7 pode ter sido apenas o início. Além da corrupção, é perceptível o repúdio ao número de parlamentares e a suas mordomias. Um documento do PT chegou a propor extinção do Senado. De forma mais coerente, corre na internet a idéia de redução do número de senadores, deputados e vereadores. Consideram que essas funções políticas custam “uma Vale do Rio Doce” a cada quatro anos, e que poderiam ser reduzidas de dois terços.

Realmente, se os senadores representam seus estados, deveria ser um só por estado e não três, e esse poderia ser designado pelo governador.

Mais cedo ou mais tarde, por pressão da opinião pública, alguma redução acontecerá



O nosso Nióbio já pertence a estrangeiros

Um consórcio chinês de cinco estatais pagou US$ 1,95 bilhão por participação de 15% na produtora de nióbio Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, a fim de assegurar o acesso a esse importante mineral. A compra coloca o grupo chinês de frente com um grupo de empresas do Japão e Coreia do Sul, que em março havia comprado outros 15% da empresa, de propriedade da família Moreira Sales. Entretanto a CBMM já era controlada por estrangeiros. O Grupo Moreira Sales detinha oficialmente 51% das ações com direito a voto, sendo o restante de empresa norte-americana subsidiária da "Union Oil", e o d iretor financeiro e outros membros da alta direção eram pessoas da empresa estrangeira.

Segundo o Almirante Gama e Silva, é antiga a posição de testa-de-ferro do Sr. Moreira Sales, que teria prosperado acobertando, durante a "nacionalização” da Crescinco aos verdadeiros donos da financeira, os Rockfellers, nos anos 1950



A História e os costumes

A História nos mostra que a dissolução dos costumes precede a destruição da sociedade. Apesar, ou por causa dos exemplos históricos, um grupo insiste em incentivar o hedonismo visando a destruição das forças morais da nação, quando não da civilização ocidental. Entretanto o nosso povo ainda possui no profundo de sua alma reservas de bom senso e de moralidade que o fazem reagir contra os fatores de dissolução social, decorrente, entre outros motivos, de uma influência religiosa ainda marcante como também pela difusa consciência do que todos queremos para nossos filhos. Falta apenas prelados e eclesiásticos corajosos e dispostos a conduzir a grei pelos caminhos da Civilização Cristã, e não pelos des caminhos que conduzem ao abismo. Mas isto não acontecerá enquanto os heréticos adoradores da mãe terra continuarem dominando o CIMI



Ambientalismo e obscurantismo

Estamos importando etanol dos EUA Como foi possível? – Fácil: proibindo de plantar. Só a proibição de plantar cana na Amazônia já deixa metade do País sem produzir etanol. Principal responsável pela proibição: Marina Silva.

No início do ano, vândalos paralisaram as atividades da UHE do Jirau, às margens do Rio Madeira por mais de um mês, com depredação de alojamentos, veículos e equipamentos. Não foi um protesto contra as condições de trabalho como a mídia anunciou; foi uma ação do ambientalismo político mundial. Eu sei, estive lá. Agora o movimento será contra Belo Monte e contra o novo Código Florestal. Representante máximo desse movimento no Brasil: Marina Silva.

O feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa, é uma maravilha da tecnologia nacional. Resistente ao vírus do mosaico dourado, uma terrível doença que aniquila as plantações, reduzirá perdas e uso de agrotóxicos. O desenvolvendo do transgênico verde amarelo é nossa melhor resposta às ameaças das grandes multinacionais, que pretendem, é claro, dominar a tecnologia. . Mesmo com tais vantagens, ambientalistas retrógrados se opõem à liberação comercial do feijão transgênico, impedindo por 2 vezes sua votação da CTNBio. – Estrela do ambientalismo: Marina Silva

Ambientalismo é uma coisa, obscurantismo é outra.

Que Deus guarde a todos nós

Gelio Fregapani



ADENDO

Artigo no Alerta Total



Artigo no Alerta Total

Apesar do recorrente discurso militar de que “está protegida por nós”, o Brasil tem tudo para perder a soberania sobre ricas áreas na Amazônia. No dia 29 de agosto, a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) do Governo do Amazonas assinou um “Memorando de Entendimento” com representantes indígenas do Alto Rio Negro e a mineradora canadense Cosigo Resources Ltda, para a aprovação do “Projeto de Extrativismo Mineral no Estado do Amazonas”. A mídia amestrada tupiniquim praticamente se cala sobre este importante assunto.



O documento prevê que as partes se comp rometem em constituir, junto às comunidades indígenas, organizações e lideranças, a “Anuência Prévia e Consentimento Esclarecido” para realização de inventário das potencialidades por perfuração e viabilidades econômicas das terras indígenas dos rios Içana e Tiquié, no Alto Rio Negro, e Apaporis, no rio Japurá. O assunto amazônico foi discutido, mundialmente, entre os dias 26 e 29 de junho deste ano, em Niagara Falls, na Província de Ontario, no Canadá, durante a Reunião Internacional de Cúpula Indígena sobre Energia e Mineração.



Agora, a próxima tática da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas do Amazonas e de seus parceiros transnacionais é fazer “um seminário regional, em São Gabriel, para sensibilizar o poder público e o Exército”. O resultado das discussões e os projetos pilotos elaborados serão apresentados no dia 27 de outubro, na Feira Internacional da Amazônia (Fiam), em Manaus. O evento terá a participação da presidenta Dilma Roussef. Está tudo claramente divulgado no Portal Oficial do Governo do Amazonas. Tudo escancarado.



Assinaram o recente acordo, Paulo Cristiano Dessano, da Vila José Mormes, na comunidade indígena de Japurá; Irineu Lauriano Baniwa, liderança de Jandu Cachoeira; Pedro Machado Tukano, de Pari-Cachoeira (todos em São Gabriel da Cachoeira), além do secretário da Seind, Bonifácio José Baniwa, e o vice-presidente Cosigo, Andy Rendle. A Cosigo é uma empresa de mineração canadense que já possui nove propriedades requeridas no município de Japurá (a 1.498 km de Manaus) para trabalhar na exploração de ouro e alumínio. Andy Rendle revela que a meta é promover grandes projetos de mineração em terras indígenas que beneficiem diretamente a essas populações no Amazonas e não causem impacto ao meio ambiente.



Pelo menos quatro projetos já estão em andamento: o projeto Lapidart, em São Gabriel, com apoio no arranjo produtivo; a cerâmica artesanal, que envolve todas as comunidades indígenas; o geoturismo, que transforma São Gabriel em um grande geoparque, que une a compra das jóias a um roteiro turístico até o Pico da Neblina; e a geração de energia. O esquema tem o apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).



O entreguismo anazônico se torna fatal porque a região é mal ocupada e ignorada pela grande maioria dos brasileiros. Nela, ONGs com bandeiras dos EUA, Inglaterra, Canadá, Bélgica, Holanda, Alemanha, França, Itália, Suíça, Japão e Indonésia fornecem recursos humanos e financeiros para elaboração e execução de programas e projetos focados no suposto “desenvolvimento integrado sustentável” em ec oturismo, extrativismo e “educação”.



Na prática, as ONGs que “adotam os povos da floresta abandonados pelo Poder Público brasileiro” são pontas de lança da Oligarquia Financeira Transnacional para preparar a região, na prática, para ter micro-nações independentes do Brasil, operando conforme o esquema globalitário. Na verdade, as ONGs funcionam como verdadeiras centrais de inteligência para agências de estudos geopolíticos transnacionais. Geralmente administradas por antigos ou recém saídos diretores de estatais, organismos ministeriais e instituições públicas dos estados e municípios da Amazônia, as ONGs contam com financiamentos de bancos e agências do capital financeiro mundial.



O nome das principais? Anotem: Amigos da Terra (Friends of the Earth); Fundação Mundial para a Natureza (Word Wide Fund for Nature—WWF); Canadense par a o Desenvolvimento Internacional (CI DA); Fundação Ford; Club 1001; Both Ends; Survival International; Conservation International; Fundação Interamericana (IAF); Fundação MacArthur; Fundação Rockefeller; Fundação W. Alton Jones; Instituto Summer de Lingüística (SIL); National Wildlife Federation — NWF The Nature Conservation —TNC; Grupo de Trabalho Europeu para a Amazônia; União Internacional para a Conservação da Natureza (UNIC) e o World Resource Institute — WRI.



Quase todas as ONGs agem com o maior profissionalismo possível. Seus projetos e planos de trabalho dão resultados. As populações locais atendidas por eles se beneficiam. Logicamente, percebem que o governo brasileiro não liga para elas. Pragmaticamente, as ONGs se legitimam. E, assim que houver condições geopolíticas, daqui a uns 20 ou 30 anos (dependendo, até menos), as reservas extrativistas, indígenas ou ecoturísticas pod erão se transformar em territórios globais, com autonomia e independência, fora do controle do governo brasileiro que, na prática, intencionalmente ou por incompetência, não lhes dá a devida importância.



Se a coisa continuar assim, a Amazônia pertencerá, de fato e de direito, aos laranjas da Oligarquia Financeira Transnacional. Como bem chama atenção economista Adriano Benayon, autor do livro “Globalização Versus Desenvolvimento”, devemos ficar atentos. Segundo Banayon, “qualquer causa, mesmo que justa (como direitos humanos, direitos dos indígenas, conservação do meio-ambiente) costuma ser desvirtuada pelos dirigentes da tirania mundial, disfarçados de humanitários.



Em seu livro, Benayon comprova como os globalitários agem, através de ONGs, para manipular, no interesse deles, os enganados das periferias, como o Brasil, o país mais sug ado do planeta e mantido no subdesenvolvimento sob a direção dos imperiais. Bemayon demonstra que os controladores apenas desejam conservar o Brasil (principalmente a Amazônia) como fonte inesgotável de recursos naturais, daqui retirados, muitas vezes por preços que nem de longe custeiam o valor real dos bens, sem falar nos desgastes ambientais.



Por tudo isto, os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira precisam acordar e agir contra nossa perda de soberania. Precisamos, urgentemente, propor um Projeto de Nação para o Brasil, com base em uma leitura atualizada e sem frescuras ideocráticas da Doutrina de Segurança Nacional – alvo dos ignorantes ou criminosos ataques ideológicos. E tal missão não é (apenas) para os militares – a quem muitos acomodados preferem delegar poderes divinos. É tra balho para cada um de nós, patriotas, que têm consciência de amor ao Brasil, para desenvolvê-lo de verdade, e não apenas fazê-lo crescer.



A base para o Projeto de Nação para o Brasil está escrita nos velhos manuais da Escola Superior de Guerra – a ESG, que o Governo do Crime Organizado quer transformar em uma faculdadezinha de quinta categoria. Temos de realizar os Objetivos Nacionais Permanentes a serem alcançados e mantidos: Democracia, Paz Social, Soberania, Integridade do Território Nacional, Integração Nacional e Progresso. Isto só vai ser possível através do fortalecimento das Expressões do Poder Nacional: Política, Econômica, Ambiental, Psicossocial, Militar e Científico-Tecnológica.



Vamos formular e colocar em prática o Projeto de Nação para o Brasil? Temos de agir, depressa, como militares em guerra. Do contrário, os militantes-meliantes farão triunfar a vontade deles e seus parceiros transnacionais. Nada de: “Bunda Aos Transnacionais”. O lema é: Brasil Acima de Tudo!



Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.





© Jorge Serrão 2006-2011. Edição do Blog Alerta Total de 11 de Setembro de 2011. A transcrição ou copia deste texto é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.