quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

EGYDIO TISIANI FALA DE DONA JUDITE, UM SÍMBOLO DE PIRACICABA

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http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com/

CARÍSSIMO EGYDIO


Fiquei simplesmente comovido com os dados que você está me encaminhando acerca de dona JUDITE.

Leve a ela o meu abraço carinhoso e diga que as portas da Sociedade estão abertas para ela.

Gostaria que você entrasse em contato com os familiares de dona JUDITE e a convidasse para ser homenageada na Sociedade, numa das reuniões da COFAM.

Essas reuniões sempre acontecem no terceiro sábado de cada mês (em fevereiro, excepcionalmente, por causa do carnaval, será no dia 11).

Mas PIRACICABA poderia muito bem homenagear essa pessoa extraordinária, talvez na Câmara Municipal, em data que também comemorasse os 80 anos da Revolução Constitucionalista de 32.

Você tem condições de mandar-me o currículo dela?.

Precisamos estudar a melhor maneira de homenageá-la.

Ocorre-me a idéia de se criar uma Medalha Municipalista para perpetuar o espírito de 32 nessa cidade.

Poderia partir do próprio Núcleo de Correspondência.



Em 26 de janeiro de 2012 23:46, EGYDIO JOAO TISIANI escreveu:



Prezado Cel VENTURA

Permita-me narrar-lhe um fato interessante e simplesmente emocionante que me aconteceu hoje a tarde:

Fui em companhia do amigo e notável jornalista Edson Rontani Jr. até a casa da sua tia-avó para elaborar um trabalho sobre o combatente Natal Meira de Barros, seu irmão, morto em combate aos 17 anos de idade em Cruzeiro e lá chegando conheci a Sra. Judite Meira Barros Sampaio de 91 anos, a quem fui apresentado.

E, conversando, soube que a dona Judite é esposa do Sr. Manoel Sampaio Mattos que foi presidente do MMDC aqui em Piracicaba por 32 anos de 1969 até 24/01/2001 quando do seu falecimento. O casal era sempre visitado pelo Cel PM Fernandez desde o ano de 1979.

Dona Judite é uma senhora forte, lúcida, disposta, jovial e disse-me que era a anfitriã quando da visita do pessoal da Sociedade à Piracicaba bem como tomava todas as iniciativas para a organização dos eventos cívicos relativos à Revolução de 32.

Ela é uma pessoa esclarecida, uma verdadeira enciclopédia sobre aquela epopeia cívica, sabe tantos detalhes com uma memória prodigiosa, tem o livro "Cruzes Paulistas", várias edições dos jornais de 1932 narrando sobre os acontecimentos, cartas enviadas do seu irmão Natal do front de batalha dirigidas à sua mãe, tudo original e bem conservado envolvidos por plásticos, material este que guarda com muito carinho.

Ela tem o convite do Gal Euclydes Figueiredo para almoço com a família em São Paulo, uma placa original que recebeu do governo da Itália com a inscrição "Desta Casa partiu o Soldado da Lei", a relação com o nome de todos os combatentes do Batalhão piracicabano, esfinges da revolução, enfim, um farto material que vi guardado em seu quarto.

Disse-me que só deixou de estar na dianteira do MMDC local desde 2001, pois, com a morte do marido, não tinha mais ninguém para conduzi-la de automóvel visto que já tinha certa idade para se locomover a pé.

Perguntei-lhe em tom de brincadeira se ela quer estar a frente novamente do MMDC, agora, na condição de presidente(a) do Núcleo de Correspondência de Piracicaba, levou a sério e respondeu-me que sim, com prazer e continuou pedindo-me para que eu lhe criasse um blog, pois, ela mesma quer postar todas as matérias que tem em mãos para publicá-las.

Disse-me, ainda, se eu conduzi-la de carro aos eventos da Sociedade ela faz questão de participar de todos, inclusive em São Paulo.

Foi uma visita edificante, simplesmente emocionante e inacreditável - só vendo para crer!

Convido-lhe, ilustre Cel VENTURA, para que façamos uma visita a esta notável senhora, o senhor irá se surpreender com tanta cultura, sabedoria, dinamismo e ao mesmo tempo uma pessoa tão singela vivendo numa casa bem simples. Apesar de não ter participado ativamente da Revolução de 32 é o que podemos chamar de uma verdadeira heroína constitucionalista pelos seus testemunhos, participações e feitos dedicados àquela causa através dos tempos. Nos meus 57 anos de vida nunca conheci alguém tão exemplar.

Em anexo, a biografia que consegui junto à dona Judite sobre o seu irmão Natal bem como fotos da visita.

Grato por permitir-me expor-lhe o conteúdo acima e receba o meu efusivo abraço.

EGYDIO

PS. Endereço de dona Judite: Rua do Vergueiro nº 1153 - Centro - Piracicaba/SP

e-mail de dona Judite: judimattos@gmail.com

fone: (19) 3422-4009; cel. do Edson: 9148-3702


Recebi, hoje, um e-mail do EGYDIO TISIANI, Presidente do Núcleo de Correspondência de PIRACICABA essa carta referente ao combatente NATAL MEIRA BARROS, que me comoveu e julgo ser de interesse de meus amigos.




Na manhã de 27 de agosto de 1932, Natal Meira Barros, voluntário do 2º Batalhão dos Funcionários Públicos, estava ocupando, com outros elementos do mesmo batalhão, uma trincheira na Frente Norte, setor de Pinheiros, quando recebeu ordem de buscar numa trincheira próxima um pau para barraca.

Cumprindo ordem, com mais três rapazes, tomou ele um caminho que passava atrás de um bambual, de maneira a ficar oculto às vistas do adversário. Não lhe valeu a prudência. Uma bala partida de uma posição ocupada pela polícia pernambucana, alcançou-o mesmo através do bambual, ferindo-o gravemente no pescoço.

Recolhido ao Hospital de Sangue de Cruzeiro, não resistiu à grave hemorragia produzida pelo ferimento.

Seu corpo está sepultado em sua terra natal.

Dados Biográficos: Nascido em Piracicaba a 25 de Dezembro de 1914, filho do Sr. Josué Meira Barros e de d. Bianca Bulchini de Barros, Natal era uma moço forte, esportista dedicado e exercia sua atividade no comércio.

Era solteiro e foi por algum tempo instrutor do Tiro de Guerra de Piracicaba, onde residia.



Assisti em Piracicaba uma cena que me comoveu.

Numa de suas ruas vi um oficial que ia ao meu lado chamar, em dado momento um soldado de cor, muito modesto, que caminhava a sua frente. Como este não tivesse ouvido, o oficial adiantou-se e o abraçou fortemente. A cena era edificante. Perguntei a um outro oficial, com quem ia, quem era o combatente que merecera tão grande simpatia do oficial.

Esse pequeno soldado respondeu-me é um exemplo de bravura. A ele se deve, num dos combates travados neste setor a salvação de uma companhia.

Antonio de Souza Cunha

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