quarta-feira, 3 de outubro de 2012

SOLENIDADE NA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO - NÚCLEO "CADETE RUYTEMBERG ROCHA" - 80º ANIVERSÁRIO DA CESSAÇÃO DAS HOSTILIDADES DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA - PALAVRAS DO PRESIDENTE DO NÚCLEO.






CORONEL PM VENTURA, PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC
AMADO RÚBIO - COMANDANTE DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA
ALFREDO PIRES - EX-COMANDANTE DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA (COM AS MÃOS CRUZADAS).
No fundo: JOSÉ ROQUE (PRESIDENTE DO NÚCLEO DE BURI)
JEFFERSON BIAJONE (PRESIDENTE DO NÚCLO DE ITAPETININGA)
CORONEL PM EDILBERTO DE OLIVEIRA MELLO (HISTORIADOR)
TENENTE-CORONEL PM SUZUKI




CORONEL PM IRAHY VIEIRA CATALANO RECEBE O COLAR "CADETE RUYTEMBERG ROCHA"

NÚCLEO CADETE PM RUYTEMBERG ROCHA

SOCIEDADE VETERANOS DE 32 - MMDC

(Fundado em 03-04-09)





RELAÇÃO DE NOMES DE PERSONALIDADES QUE RECEBERAM AS HONRARIAS DO NCRR



GESTÃO 2012



03 de Outubro de 2012



3º Grau: Colar “Cadete PM Ruytemberg Rocha – O Cadete Herói de 1932”



1- Cel PM Irahy Vieira Catalano

2- Cel PM José Francisco Giannoni

3- Cel PM Celso Feliciano de Oliveira





2º Grau: Colar “Cadete PM Ruytemberg Rocha – O Cadete Constitucionalista”



1- Ten Cel PM Ari Bezerra dos Santos

2- Ten Cel PM Rosa de Cassia Suzuki

3- Alfredo Pires Filho

4- Amado Rubio

5- Abílio José Mendes Gomes





1º Grau: Medalha “Cadete Constitucionalista”



1- Maj PM Miguel Angelo Minozzi

2- Maj PM Márcio Navarro de Camargo

3- Maj PM Carlos Ricardo Gomes

4- Maj PM Walter Castro Garcia

5- Cap PM Luis Humberto Caparroz

6- Cap PM Shirlei Maronez de Souza

7- Cap PM Déu Freitas de Andrade

8- 1º Ten PM Eliéverson de Lima

9- 1º Ten PM Leandro Carlos Segre

10- 1º Ten PM Anderson da Silva Dias Brasil

11- Al Of PM José Ricardo Nahrlich Junior

12- Al Of PM Eduardo Garcia da Costa Marques

13- Al Of PM Vagner Aparecido Regazzoni

14- Al Of PM Gustavo Henrique dos Santos Postigo

15- Al Of PM Renato dos Reis da Freiria

16- Al Of PM Luan Rossi Klink

17- Al Of PM Mariana Terra Jensen

18- Al Of PM Eduardo Alves Matta

19- Al Of PM Filipi da Silva Cassavara

20- Al Of PM Ricardo de Goes Correia

21- Sgt PM Sérgio Moralez

22- Marinei Angelo Chalub de Oliveira

23- Ricardo Della Rosa

24- Alfredo Duarte dos Santos

25- Prof.º Jeferson Biajone

26- José Roque Dias



SOLENIDADE DE COMEMORAÇÃO DA CESSAÇÃO DAS HOSTILIDADES DE 1932


Nesta solene oportunidade expressamos nossa justa homenagem ao povo paulista que fez frente na batalha por um país mais justo, na batalha por um ideal.

Mas que ideal foi este?

Um ideal que, como disse o Coronel de Polícia Militar, Marco Antonio Alves Miguel,ex-comandante desta Casa de Ensino, trata-se da “restauração da lei, da democracia. O pálio que abriga a nação inteira – a constituição, freio do arbítrio, tutelar de direitos e garantias”, onde o que impera não é o poder de alguns, mas sim o poder do povo, um poder democrático.

Nós, paulistas, e, brasileiros, fizemos frente a um movimento constitucionalista. Um movimento que não teve o escopo de ser separatista, não foi nem regionalista e nem militarista, como apregoam os arautos da ditadura, mas sim um movimento cívico-militar que visava a busca pelo poder de decisão quanto aos nossos próprios destinos.

“São Paulo forte num Brasil unido!” – O apelo lançado pelo General Salgado ao povo paulista a 09 de julho de 1932, continua legítimo e atual.

A ampla mobilização dos paulistas às armas reuniu valorosos homens e mulheres, jovens e adultos, civis e militares, pobres e ricos. Uma legião de idealistas que lutou bravamente por um país mais justo. Foram 3 meses de batalha. São Paulo, já sozinho, resistiu fortemente às ações das tropas getulistas, combatendo em inúmeras frentes pelo estado.

Dia 02 de outubro de 1932. É o fim! Está consumado! Cessam-se as hostilidades vindas das tropas federais contra o povo paulista.

A luta épica pela constitucionalização, pela democratização, para que não vivamos sob a égide de uma ditadura estava acabada.

Segundo palavras do Excelentíssimo Senhor Coronel de Polícia Militar Jairo Paes de Lira (ex-deputado federal e também ex-comandante da Academia do Barro Branco) em discurso na Câmara dos Deputados: “foi o dia em que as armas silenciaram. Foi o dia em que terminou a oposição armada entre irmãos brasileiros relacionada a uma grande causa, a causa da reconstitucionalização do país, que, na época, viveria sob um tacão de ditadura. O sangue generoso de brasileiros que tiveram a iniciativa de se erguer em armas contra a ditadura acabou por promover em 2 anos uma pressão política tão importante que apesar de todo o poderio da ditadura foi obrigada a aceitar a Constituinte de 1933 que acabou levando a Carta de 1934”.

Enganam-se aqueles que tratam o 2 de outubro como a “data da rendição” ou aqueles que acham que a nossa vitória é de Pirro, a saber: uma vitória conquistada a alto preço que acarretou grandes prejuízos. Pois, segundo nosso comandante desta Academia, Coronel de Polícia Militar José Maurício Weisshaupt Perez, não foi uma decisão fácil para o então Comandante-Geral da Força Pública, Coronel Herculano de Carvalho, assinar o armistício de nossas tropas, pois diante do cenário totalmente desfavorável que São Paulo se encontrava, o esfacelamento de várias linhas de defesa, e do sacrifício de milhares de combatentes em ambos os lados, poupou assim a vida de muitas pessoas.

Embora tenha sofrido muitas críticas naquele momento, até mesmo de alguns líderes constitucionalistas, o Coronel Herculano manteve-se firme na sua decisão, pois a ideia de preservar vidas já era a razão de ser da Instituição que hoje leva o nome de Polícia Militar do Estado de São Paulo. Essas críticas são justificadas pelo calor das batalhas e também, pelo desconhecimento da situação real dos combates, uma vez que quem “sentia na carne” as dificuldades eram os combatentes paulistas. Dessa forma, após o Comando Constitucionalista negociar o cessar fogo com o Governo Provisório, coube à Força Pública o desarmamento dos voluntários e o restabelecimento da ordem no Estado.

O eco da caminhada heroica de 1932 está em cada um de nós. Este barulho na história brasileira ecoa na invernada do Barro Branco, onde alunos oficiais desta centenária Casa de Ensino fazem questão de preservar a memória desta epopeia, através do Núcleo Cadete Ruytemberg Rocha, pois o sangue de Antonio Ribeiro Junior, Manoel dos Santos Sobrinho e Ruytemberg Rocha não foi derramado em vão.

O que ficou foi o efeito moral da reação à ditadura.

Ficou a lição de que nenhuma ditadura é absoluta.

Ficou a lição do bem-fazer por São Paulo e pelo Brasil, pois, como inscrito no Brasão de Armas do Estado de São Paulo, instituído por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, "Pelo Brasil façam-se grandes coisas".

JOSÉ RICARDO NAHRLICH JUNIOR



ÀQUELES QUE NÃO VOLTARAM - FRANCES DE AZEVEDO


ÀQUELES QUE NÃO VOLTARAM


A ordem, então foi dada:
Voltai jovens combatentes
É o fim desta jornada
De ideais tão envolventes!

Voltai, jovens triunfantes:
A luta não foi em vão;
Seus esforços relevantes
Promoveram a união!

Àqueles que sepultados,
Que tombaram na trincheira,
São baluartes sagrados,
Honrando a nossa bandeira!

Descansai em paz, guerreiros.
Onde cada cruz cravada
Representa os veleiros
Da Carta tão almejada!

Àqueles que não voltaram,
Hoje envoltos na saudade,
Com fé cívica acenderam
A chama da liberdade!


            Frances de Azevedo
            MMDC/SP
            10/2012