quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CONSIDERAÇÃO EXEMPLAR PARA OS COITADOS DOS INATIVOS DA PMESP




 SPPREV – IN MEMORIAN
Num primeiro momento, parece ser difícil entender a razão pela qual os policiais militares e seus pensionistas vêm encontrando obstinada resistência da São Paulo Previdência – SPPREV em reconhecer os direitos que lhes são assegurados a partir da vigente Constituição Federal. Contudo, se recuarmos no tempo, iremos constatar que o falecido governador Mario Covas, que inaugurou a dinastia do PSDB em São Paulo, antes de assumir o seu mandato, houvera apresentado projeto de extinção total e sumária da Polícia Militar, ressalvando aos seus ex-componentes a possibilidade de serem aproveitados nos quadros da Polícia Civil, desde que comprovassem idoneidade moral. Assim, pode-se observar claramente que cada ato do atual governador Geraldo Alckmin, discípulo e sucessor de Covas, seja praticado por si ou por integrantes da sua administração, quando envolve integrantes ativos ou inativos da Polícia Militar do Estado de São Paulo ou seus pensionistas, vem impregnado de intenções deletérias, discriminatórias, injuriosas, nascidas de um projeto rejeitado que, nada obstante, permanece acalentado pelos atuais governantes. Certo é que o atual governador não declarou intenção de extermínio da Milícia, como o fez o seu antecessor e padrinho político. Entretanto, o tratamento dispensado à Polícia Militar demonstra claramente que o aniquilamento da Corporação ou, na pior da hipóteses, a sua humilhação, o seu desprestígio, o seu apequenamento certamente serão havidos como façanha praticada “in memorian” do desaparecido mentor do projeto de extinção da sesquicentenária Milícia Bandeirante. Para confirmação do aqui mencionado, basta que o policial militar inativo leia em seu primeiro hollerith expedido pela SPPREV as respeitosas palavras ali inseridas, a título de alerta, de advertência, a respeito de como será
recebido e tratado pela Autarquia: Cargo Ex-Servidor. Com isso, nivela-se aquele que ingressou na inatividade após a prestação, por trinta ou mais anos, de honrado e dedicado serviço à Corporação e à sociedade, àquele que foi expulso, a bem do serviço público, por prática de ato incompatível com a função. Isso é simplesmente afrontoso. A propósito, oportuno seria mudar o nome da atual Diretoria de Benefícios Militares – DBM, para Diretoria de Resíduos Sólidos – DRS. Ou, simplesmente, LIXÃO, que é o destino dos objetos inservíveis, imprestáveis, descartáveis. Assinale-se que, para garantir a apresentação de tão prestimoso atendimento, a SPPREV contratou os serviços do Instituto de Organização Racional do Trabalho – IDORT pela módica quantia de cinquenta milhões de reais, para fazer o que a Caixa Beneficente da Polícia Militar fazia com seus próprios e exíguos recursos humanos. Enfim, a SPPREV não titubeia em afrontar a lei, negar direitos, para satisfação dos seus mais espúrios objetivos, através da prática de atos de improbidade administrativa que resultam na malversação de dinheiro público.
SP, 06.12.2013