sexta-feira, 31 de outubro de 2014

EM DEFESA DO NORTE E NORDESTE - ROBERTO GONÇALVES


                   EM DEFESA DO NORTE E NORDESTE


O Brasil é um país dividido. Lula conseguiu essa satânica façanha.

Jogou o norte e nordeste, regiões que fazem parte do problema,

 contra o sul, sudeste e centro-oeste, o Brasil da solução.

Através do marketing famélico, Lula descobriu o caminho das pedras

para criação de um projeto político hegemônico, aparelhando o Estado,

trabalhando na divisão de classes, apregoando que o PT é o partido

dos pobres e o PSDB, partido dos ricos. a velha campanha do tostão

contra o milhão, idéia  de rápida e perigosa combustão

Lula se intitula o pai dos pobres, embora seja a mãe dos ricos.

Lula elaborou a surrada estratégia do assistencialismo, dando o peixe,

ao invés de ensinar pescar. E os pobres  pegam correndo o peixe e
devem ser respeitados, sem raiva e preconceito.

A questão central da miséria norte e nordeste foi a ausência de

imigração europeia e asiática, como aconteceu no sul e sudeste.

 Quando D, Pedro II abriu as portas do Brasil para a imigração em

 massa de europeus, houve preferencia pelo sul, região temperada,

clima semelhante ao europeu.Já na Republica, prosseguiu o ciclo

imigratório, com a entrada de grandes contingentes de japoneses,

responsáveis pela revolução na lavoura brasileira, principalmente nos

Estados de SãoPaulo e Paraná. Os italianos e alemães foram

 predominantes em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, levantando

no extremo sul do Brasil uma comunidade de trabalho e prosperidade.

A ocupação do centro-oeste, iniciada pelos Bandeirantes paulistas,

se consolidou no século XX com a migração de mineiros na primeira

metade do século e depois com os gaúchos, catarinenses e

paranaenses na segunda metade do século XX.

Foi o espírito de amor ao trabalho do sofrido imigrante que fez do sul,

sudeste e centro-oeste, uma grande região de prosperidade, trazendo,

de seus países de origem  tecnologia e  vontade de vencer.

Por falta de decisão governamental de povoar as regiões norte e

nordeste de imigrantes, alegando problema do calor e falta de chuva,

essas regiões ficaram à margem do desenvolvimento nacional,

embora suas oligarquias sempre tivessem poder político, sempre

 lesando o processo eleitoral, distribuindo botinas, merendas, etc.

As oligarquias continuam firmes e sólidas como uma rocha nas regiões

norte e nordeste. Elas, sim, que precisam ser combatidas. É preciso

 abominar a pobreza e não os pobres !

Tenho amigos que não entendem a história do Brasil e debitam aos

pobres nordestinos a culpa da existência de um populista oportunista

como Lula e seu partido de cleptomaníacos.

São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sem disparar

um só tiro, diferente do que acontece nas revoluções,poderiam

promover um gigantesco projeto de desenvolvimento do nordeste.

O agronegócio vencedor, turismo de primeiro mundo nas ensolaradas

praias nordestinas, implantação de canais de irrigação tipo Israel,

transformação do povo em pequenos empreendedores, criando

milhões de micro empresas para exportação e fortalecimento do

mercado interno.

A invasão desenvolvimentista, diferente do preconceito, seria a

solução para arrebentar as oligarquias, mandando os irmãos

gomes, família Sarney, Collor e Renan das Alagoas e outras

famigeradas oligarquias para o ostracismo político.

O Brasil da prosperidade tem que salvar o Brasil da miséria,

antes que as oligarquias nordestinas acabem com o Brasil.

Roberto  Gonçalves é cientista político

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