sexta-feira, 25 de julho de 2014

MARÉ VERMELHA AMEAÇA O BRASIL - VICE-ALMIRANTE SÉRGIO TASSO VÁSQUEZ DE AQUINO.

Meus caros segue mais um relato de como fomos conduzidos a atual situação. Passo a passo, percebe-se que crescemos como rabo de cavalo, ou seja para baixo. Para quem está chegando agora, é só ler o texto abaixo de um Almirante.
Um texto muito bom e objetivo, do Exmo Sr Vice-Almirante Sergio Tasso
ALMIRANTE DA MARINHA..... Maré Vermelha Ameaça Brasil
*Pronunciamento à nação. Longo, mas necessário. A conjuntura nacional é grave e só não vê quem não quer e quem é cúmplice.
Alerta em especial aos Chefes Militares. Do jeito que está não pode ficar*

*PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÌSSIMO SENHOR VICE ALMIRANTE DA
 MARINHA BRASILEIRA*
*SERGIO TASSO VÁSQUEZ DE AQUINO*
*A CRESCENTE MARÉ VERMELHA QUE AMEAÇA COBRIR O BRASIL *
* Diante da anestesia quase bovina das massas, de propósito
 mantidas ignorantes, desinformadas e com baixos índices de
educação e saúde pelos desígnios dos péssimos governos federais que se vêm
sucedendo desde 1990, e deslumbradas pelo “pão e circo” alienante por eles
servido; da pervertida e diuturna desinformação despejada pela maioria da mídia e
da cátedra, orientada por malévolos propósitos ideológicos de "revolução”ou por ignóbeis interesses subalternos por pecúnia; da miopia oportunista e suicida de amplos setores da elite civil, mormente os empresariais, que fecham os olhos aos avisos da tempestade que se aproxima e se curvam às facilidades e vantagens fornecidas pela irrestrita adesão
aos desgovernos  de turno; da inexistente oposição, basicamente do PSDB,que, à testa seu
Kerensky (FHC), repete a atuação dos menchevistas que propiciaram o acesso dos bolchevistas ao poder, na transição da Rússia tsarista para a União Soviética; dos inéditos conformismo e passividade, em face da nossa altiva História, dos comandos militares que se sucedem, vai o querido, portentoso e maravilhoso Brasil, objeto da nossa paixão e da nossa
devoção mais profundas, sendo inapelavelmente empurrado para o trágico, cruel, inaceitável destino de transformar-se em gigantesca Cuba.
Que o Senhor Deus da Misericórdia nos salve da concretização de tal demoníaco projeto, tão diligentemente operacionalizado pelos servos do mal que, no governo, tomaram conta da direção dos destinos da Pátria e manipulam o Poder Nacional a seu favor. Para combater eficazmente os comunistas, é preciso conhecer sua maneira destorcida de pensar. O PT é  um partido revolucionário marxista-leninista-maoista-castrista-trotzkysta-anarquista,
de acordo com as diversas facções que o constituem. O fracasso que tem demonstrado no governo, no sentido de desenvolver e fortalecer o Brasil, nos períodos Lula e Dilma, é justamente seu sucesso, pois a ideologia vermelha orienta-se pelo princípio de “quanto pior,
melhor”. A miséria, a ignorância, a injustiça generalizadas, os conflitos de classe e por motivo”
racial” e todos os tipos de divisão e fragmentação da sociedade, a descrença e a desesperança a dominar a população são o caldo de cultura da destruição em marcha, as sempre buscadas “condições objetivas” favoráveis à mplantação do jugo comunista. O sucateamento das escolas de todos > os níveis, dos hospitais, centros e unidades de saúde, da infraestrutura de transporte marítimo, fluvial, lacustre, aéreo, ferroviário e rodoviário, de  energia e de comunicações; o pouco caso devotado a ciência, tecnologia, cultura e saber; a insegurança pública fomentada e estimulada nas cidades e no campo; o incentivo às divisões e aos conflitos de classe, étnicos, regionais, de toda forma, enfim; a destruição da base ética e moral da população, pelo uso intensivo dos meios de comunicação
social para difusão ampla de perversões, taras, conflitos de gerações, liberação sexual e do uso de drogas e demais substâncias prejudiciais à saúde; a dilapidação e o desvio dos recursos públicos em ambiente de inaceitáveis corrupção e
impunidade são notáveis e comemorados e cultuados
> “avanços” no caminho da
>
>
> destruição de tudo de bom que logramos construir e da
> submissão e da
>
>
> escravização do País à não tão “nova ordem ”
> vermelha, de dolorosa e triste
>
>
> memória para os sofridos povos que dela conseguiram, a
> duras penas e com
>
>
> muito sangue derramado, finalmente libertar-se. As
> sucessivas e
>
>
> continuadas manifestações públicas de servis afagos a
> Fidel Castro por Lula
>
>
> da Silva e Dilma Rousseff, enquanto presidentes do Brasil;
> as repetidas
>
>
> visitas de beija-mão e de busca de orientação de
> conspícuos petistas e
>
>
> assemelhados de credo aos tiranos do Caribe, Raul e Fidel; a
> entrega sem
>
>
> qualquer reação, de Lula a Evo Morales, da bilionária
> refinaria da
>
>
> Petrobrás construída com dinheiro do Brasil em solo
> boliviano, depois de
>
>
> invadida por tropas armadas daquele país; os sucessivos
> perdões de dívidas
>
>
> milionárias, contraídas por tiranetes africanos com nosso
> país, por
>
>
> usurpada, indevida e surpreendentemente não contestada
> “magnanimidade”
>
>
> lulodílmica; os bilionários empréstimos de
> pai-para-filho, com recursos do
>
>
> BNDES, brasileiro, para construção do porto de Mariel e do
> aeroporto de
>
>
> Havana, Cuba e do metrô de Caracas, Venezuela, países
> governados por
>
>
> “companheiros e camaradas” de inclinação e projetos
> políticos afins, quando
>
>
> portos, aeroportos e sistemas de transporte de massa estão
> em frangalhos e
>
>
> impondo grandes sofrimentos ao povo, por sua desfunção,
> má conservação e
>
>
> obsolescência, em nossa terra; a importação de milhares
> de médicos cubanos,
>
>
> tratados pelo próprio governo como escravos modernos, em
> operação
>
>
> triplicemente favorável aos desígnios vermelhos (financiar
> com bilhões de
>
>
> dólares o combalido sistema cubano, dar uma resposta
> demagógica aos
>
>
> clamores do nosso povo por melhor assistência médica e,
> eventualmente,
>
>
> infiltrar agentes subversivos no País, para ajudar a
> fomentar a
>
>
> “revolução”, já que distribuídos por todos os
> quadrantes e,
>
>
> majoritariamente, no interior do Brasil); a amistosa
> recepção no Palácio do
>
>
> Planalto, pela presidente, aos baderneiros desocupados do
> MST, que querem
>
>
> incendiar os campos e, pouco antes, haviam tentado invadir a
> sede do
>
>
> governo, com violência que provocou ferimentos nos
> policiais que o
>
>
> guardavam, bem mostram onde estão os corações e o afeto
> mais íntimo dessa
>
>
> gente que, infelizmente, tomou conta das rédeas no Brasil e
> cujo projeto
>
>
> dourado é realizar o seu sonho – para os bons
> brasileiros, pesadelo - de
>
>
> fazer de nosso bendito País mais um morto-vivo “paraíso
>
>
> socialista”! Quando se pensava que todas as consciências
> estavam
>
>
> adormecidas e dominadas, eis que surgiu um fato novo,
> impactante, na
>
>
> realidade brasileira: a parcela boa e esclarecida do povo
> despertou do
>
>
> letargo e, de forma espontânea, invadiu e tomou as ruas e
> praças das
>
>
> cidades, cansada de ser explorada, desconsiderada em seus
> anseios mais
>
>
> elementares de cidadania, envolvida pela propaganda
> governamental mentirosa
>
>
> que diuturnamente alardeava, e alardeia, pelos custosos e
> amplíssimos meios
>
>
> de comunicação ao seu dispor, uma realidade nacional
> virtual completamente
>
>
> oposta à tristemente real, e de ver bilhões e bilhões de
> reais irem para a
>
>
> sarjeta, em suntuosas e faraônicas construções de
> estádios e obras
>
>
> complementares, sob as exigências impertinentes da FIFA,
> uma máfia
>
>
> internacional que domina o mais popular e difundido esporte
> do mundo.
>
>
> Enquanto isso, não havia e não há recursos para
> reconstruir dos escombros
>
>
> escolas, hospitais, estradas, ferrovias, portos,
> aeroportos... Em marchas
>
>
> pacíficas, das quais participavam famílias completas,
> idosos, adultos,
>
>
> jovens, crianças, homens e mulheres, exigiam-se mudanças
> drásticas na
>
>
> administração do Brasil, com menos demagogia, mentiras,
> desperdícios e
>
>
> corrupção e o enfrentamento firme das degradantes e
> degradadas situações
>
>
> vividas pelos cidadãos, na busca diária de atendimento aos
> anseios mais
>
>
> comezinhos de viver com dignidade. Tornaram-se palavras de
> ordem das
>
>
> multidões e motivos dos cartazes que portavam: “Queremos
> escolas
>
>
> (hospitais, trens ônibus, metrô, estradas...) padrão
> FIFA”, “Fora com os
>
>
> corruptos”,”Mensaleiros na cadeia”,etc. Eis que, nada
> mais que de
>
>
> repente, surgem em cena os arremedos brasileiros de
> “black- blocs”,
>
>
> vândalos arruaceiros treinados em técnicas e táticas de
> guerrilha urbana,
>
>
> de ampla expressão geográfica, nunca antes vista no
> Brasil, já que passaram
>
>
> a agir em todas as cidades em que ocorriam manifestações,
> de forma
>
>
> idêntica, uníssona, certamente porque obedientes a comando
> comum, único.
>
>
> Normalmente fantasiados de preto e mascarados, para
> dificultar a
>
>
> identificação, infiltraram-se nas passeatas até então
> ordeiras, e passaram
>
>
> a destruir com fúria selvagem o patrimônio público e
> privado, utilizando-se
>
>
> de tudo o que houvesse à mão e servisse para romper,
> quebrar, e mais os
>
>
> temidos, perigosos e eficazes coquetéis “molotov”,
> provocadores de
>
>
> incêndios em edifícios e veículos, entre eles, os tão
> necessários ônibus,
>
>
> como se tornou macabra rotina em nossa terra... Os alvos
> principais de sua
>
>
> ação foram as forças policiais, os prédios públicos e
> agências bancárias,
>
>
> lojas variadas do comércio e revendedoras de automóveis,
> símbolos
>
>
> capitalistas, por isso escolhidos para a torpe sanha
> destruidora daqueles
>
>
> que, também assim, revelavam claramente sua orientação e
> seu fanatismo
>
>
> vermelho. No primeiro momento, as forças policiais, como
> era de
>
>
> sua função e do seu dever, tentaram duramente reprimir a
> baderna. Logo em
>
>
> seguida, provavelmente por ordem dos governos
> “populares”, temerosos dos
>
>
> ataques em defesa dos marginais, que pululavam na mídia
> engajada e,
>
>
> possivelmente, em obediência a maquinações urdidas nas
> sombras, recuaram e
>
>
> se deixaram ficar, inativas e inertes, assistindo à livre
> ação predatória
>
>
> dos bandidos fantasiados. As cenas dantescas repetiam-se
> diante da Nação,
>
>
> que se perguntava, atônita, por que permitir tanta
> barbaridade, com milhões
>
>
> e milhões de reais em patrimônio sendo reduzidos a
> cinzas/escombros,
>
>
> vivendo na pele o aumento vertiginoso das sensações de
> insegurança e da
>
>
> inexorabilidade do primado da impunidade.As consequências
> imediatas da
>
>
> brutalidade desenfreada dos tresloucados vilões urbanos
> foram o
>
>
> esvaziamento das passeatas, porque as famílias passaram a
> temer os
>
>
> resultados de tal participação na integridade dos seus
> membros, a paulatina
>
>
> queda do apoio popular a qualquer manifestação de massa,
> pela certeza de
>
>
> que seriam desvirtuadas pela violência, a volta
> generalizada à apatia
>
>
> popular anterior ao levante de consciência de junho/julho
> de 2013. Quem foi
>
>
> o grande beneficiado? O governo federal e seus aliados, que
> já se sentiam
>
>
> acuados e obrigados a mudar de rumos: o gigante adormecido
> parecia ter
>
>
> despertado do sono profundo...mas, depois de um urro
> assustador, voltou ao
>
>
> berço esplêndido! As averiguações e investigações
> policiais e do
>
>
> Ministério Público prosseguem. Já se tem a convicção de
> que os chamados
>
>
> “black-blocs” foram recrutados e receberam pagamento
> para agir. Há indícios
>
>
> fortes de participação externa no treinamento e no comando
> da mazorca:
>
>
> FARC-Fuerzas Armadas Revolucionárias de Colombia? DGI –
> Dirección General
>
>
> de Inteligencia, de Cuba? Gilberto Carvalho, membro
> destacado do
>
>
> PT e funcionário de primeiro escalão do Palácio do
> Planalto desde o
>
>
> primeiro período Lula, havia claramente declarado: “Em
> 2013, o bicho vai
>
>
> pegar!” A maré vermelha está subindo firme e
> continuamente, e ameaça cobrir
>
>
> o Brasil e afogar nossas esperanças mais caras! O bicho
> pegou, e
>
>
> continua pegando. É assustador ver o quão naturalmente o
> governo federal
>
>
> assume e realiza seu projeto político de radical guinada do
> Brasil à
>
>
> esquerda, auxiliado por uma estrutura de Estado e empresas
> públicas tomada
>
>
> por dezenas de milhares de petistas, um congresso aliado a qualquer preço e a qualquer custo e corrupto em sua maioria e por um judiciário cada vez mais aparelhado por membros, correligionários e amigos do PT... Despertai, filhos diletos do Brasil, tementes a Deus e amantes da Pátria livre, de livres irmãos! O momento que vivemos é  sumamente grave e exige a dedicação, a bravura, a coragem  e o decidido  empenho de todos os corações que refletem e guardam com> amor nossa bela  Bandeira verde-amarela-azul-e-branca! Somos a guarda  altaneira do Brasil Soberano, Democrático, Senhor dos Seus Destinos e com  Justiça para Todos,  dentro do Primado do Direito. Não podemos fraquejar! TUDO  PELA  PÁTRIA!*



 *Rio de Janeiro,20 de junho de 2014.*
>
*" Diante do perigo, as pessoas imploram por Deus e  pelo Soldado. Passado o
 perigo,*  *as pessoas esquecem a Deus e desprezam o Soldado."
 (Ditado popular)*

Repassando a opinião de O ESTADÃO sobre o problema da saúde pública em nosso Estado

Uma vergonha - Opinião - Estadão





Gilberto Taccolini

)



Clique para ver.

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,uma-vergonha-imp-,1533262

Caros,
Vale a pena ler a opinião do jornal Estadão sobre o problema da saúde
pública em nosso Estado.
Gostou? Repasse!!!

MMDC CAMPINAS - GUILHERME DE ALMEIDA - MEUS PARABÉNS AO ANTONIO CARLOS SOARESS

Postagem no blog - Guilherme de Almeida



ANTONIO CARLOS SOARES




Boa tarde Cel PM Mario Fonseca Ventura
Nova postagem no 18º Nc - sobre o Poeta Guilherme de Almeida.
http://www.mmdccampinas.blogspot.com.br/
Abraços.

O SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 - VISITA À CIDADE DE CRUZEIRO EM 26 DE JULHO DE 2014.

O SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
26 DE JULHO DE 2014
VISITA À CIDADE DE CRUZEIRO, CAPITAL DA REVOLUÇÃO DE 32


A Sociedade Veteranos de 32-MMDC completou sessenta anos de sua fundação em 7 de julho de 2014 e comemora em 2014 os oitenta e dois anos do Movimento Constitucionalista de 1932 e os oitenta anos da Constituição promulgada em 16 de julho de 1932, uma constituição verdadeiramente democrática. Realizamos mais de oitenta eventos neste ano, todos voltados para essas datas significativas na história de SÃO PAULO. Mas em 2013 foram 217 comemorações em todo o Estado, contra 140 do ano retrasado. 
Hoje, 26 de julho, em CRUZEIRO, cidade escolhida como SÍMBOLO da EPOPÉIA de 32, vamos rememorar episódios importantíssimos daqueles anos de decisão para os destinos de uma Nação, bem como condecorar um dos veteraníssimos combatentes, um dos 25 que estão entre nós – TENENTE NELSON DE PAULA MENDES, que completará 102 anos em agosto. Na sua pessoa, lembraremos de todos os que participaram do Movimento. Eram 130 mil os inscritos para os combates de 32, mas apenas 46 mil participaram do conflito, em lutas sangrentas nas divisas de São Paulo com Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. 
No dia 30 de agosto o CAPITÃO PM BENEDITO MONTEIRO, residente em TREBEMBÉ, completará 100 anos e retornaremos ao Vale para mais essa comemoração.

Nas três primeiras décadas do século 20 (1900-1930), diversos foram os acontecimentos políticos e sociais relevantes. No campo internacional podemos citar: a maciça imigração de europeus para o Brasil; a eclosão da Primeira Guerra Mundial e a “grande crise” econômica de 1929. Internamente, o Brasil enfrentou: movimentos sociais dos trabalhadores com várias greves; o conflito de CANUDOS; os 18 de Forte em 1922; a Revolução de 5 de Julho de 1924; surgimento dos primeiros partidos operários; o anarco-sindicalismo em São Paulo; a “Revolta da Vacina” no Rio de Janeiro (1904); o comunismo (criação do PCB em março de 1922); a “Reação Republicana” ao eixo SP-MG nas eleições de 1922; a insatisfação dos militares e o surgimento do “tenentismo” na década de 1930. Outrossim, vale registrar que, por vários motivos (manutenção do Estado, custeio de infra-estruturas portuária e ferroviária, valorização do café), muitos eram os empréstimos tomados pelo Brasil junto ao estrangeiro – notadamente a Grã-Bretanha – de forma que, nesse período, a dívida externa do país cresceu significativamente, assumindo patamares comprometedores da higidez econômico-financeira do País, o que, por óbvio, repercutiu no cenário político interno.

SÃO PAULO e MINAS GERAIS alternavam-se na Presidência da Nação, mas com o mandato do presidente WASHINGTON LUÍS (eleito por SÃO PAULO) chegando ao fim, surpreendentemente houve de sua parte insistência para que um outro paulista o sucedesse na presidência, quebrando assim a famosa política do “café com leite”. JÚLIO PRESTES e GETÚLIO VARGAS concorreram às eleições, vencendo o candidato de WASHINGTON LUÍS. A oposição alegou fraude nessas eleições e GETÚLIO dá o golpe em 1930. A morte de JOÃO PESSOA em 26 de julho desse ano colaborou para o acirramento dos ânimos. Essa conspiração revolucionária ganha corpo e em 3 de outubro, sob o comando militar do GENERAL GÓES MONTEIRO, antigo conhecido de GETÚLIO, é vitoriosa. Em 24 de outubro de 1930, a ALIANÇA LIBERAL e integrantes da cúpula militar, em nome do Exército e da Marinha, depuseram o presidente da República no RIO DE JANEIRO e constituíram uma Junta Provisória. Diante da manifestação popular e da forte pressão dos revolucionários vindos do sul, essa Junta acabou entregando o poder a GETÚLIO em 31 de outubro de 1930.

Os vitoriosos de 30 compunham um quadro bastante heterogêneo, política e socialmente, mas, com um adversário comum: as velhas oligarquias cafeeiras. Tira-se a elite do poder, caindo os quadros oligárquicos tradicionais e ascendendo à cúpula os militares, os jovens políticos da oposição, os técnicos diplomados e, mais tarde, os industriais.  
Buscava-se terminar com os chamados “currais eleitorais”, quando os votos eram dados obrigatoriamente para os indicados pelo governo, também chamado “voto de cabresto”. Naquela época quem dirigia o sistema eleitoral era o legislativo e se baseava em uma lista. O voto não era livre e secreto como hoje.
A Constituição, então vigente, era a de 1891, reformada em 1926. Foi revogada e o governo passou e exercer um poder ilimitado, destituindo os então presidentes dos Estados, substituindo-os por tenentes, como interventores, alguns sem qualquer ligação ou vínculo com os Estados para os quais eram nomeados. A missão deles era fazer com que as decisões do ditador fossem obedecidas.

Após quase dois anos de atos discricionários cometidos pelo ditador, o BRASIL se sentia na obrigação de mudar esse estado de coisas. As FRENTES ÚNICAS de MINAS GERAIS, RIO GRANDE DO SUL e SÃO PAULO preparavam uma revolução.  

No dia 22 de maio de 1932 foi elaborado o boletim da FRENTE ÚNICA de SÃO PAULO, asseverando que a presença do enviado especial do ditador (OSWALDO ARANHA foi mandado por GETÚLIO VARGAS a SÃO PAULO, a fim de acalmar o ânimo dos paulistas) tinha o “intuito de arrebatar do povo paulista o sagrado direito de escolher os seus governantes” e que esse mesmo povo não mais suportaria tamanha afronta e humilhação, repelindo “a indébita e injuriosa intromissão na sua vida política” por parte daqueles que estavam “conduzindo SÃO PAULO e o BRASIL a sua ruína total”. No mesmo dia do lançamento do citado Boletim houve um comício na PRAÇA DO PATRIARCA, às 15 horas. Pontificou a voz altissonante de IBRAHIM NOBRE, que se dirigiu ao PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS (com SÍLVIO DE CAMPOS, ANTÔNIO PEREIRA LIMA, AURELIANO LEITE, LUCIANO GUALBERTO e com o povo), afirmando ao Interventor PEDRO DE TOLEDO: “Já começa a correr o sangue paulista. Estamos algemados e algemados dentro de uma senzala. E V. Ex.a, Sr PEDRO DE TOLEDO, está preso conosco. V. Ex.a. deve sair dela e com estes homens vir às ruas reivindicar a nossa liberdade. V. Exª está no fim da vida e deve escolher: um simples epitáfio ou uma estátua”. A menção feita por IBRAHIM NOBRE, ao fato de já começar a correr o sangue paulista, era devida aos ferimentos sofridos pelo estudante LIMA NETO, naquele mesmo 22 de maio de 1932, vítima das agressoras forças da Ditadura. No dia seguinte, 23 de maio, mais sangue iria correr, purpureando vários jovens, que se transformaram nos exacerbados mártires da irrefreável luta contra o opróbrio.

Por volta das 16 horas de 23 de maio de 1932, realiza-se na Praça do Patriarca, o comício monstro em favor do restabelecimento da autonomia do Estado e do retorno da constituição do país. O povo em massa dirige-se aos CAMPOS ELÍSEOS e exige por meio de discursos inflamados a organização do secretariado do governo em consonância com a vontade do povo.
No cair da tarde e o surgir da noite a massa humana se agiganta pelo Pátio do Colégio, ruas e praças contíguas. Populares sacam de suas armas e fazem disparos para o ar a guisa de salvas no momento em que SILVA GORDO passa a Secretaria da Justiça a WALDEMAR FERREIRA. O povo, não satisfeito com as vitórias alcançadas dirige-se à sede dos jornais: “RAZÃO”, órgão de OSVALDO ARANHA, o “CORREIO DA TARDE”, de MIGUEL COSTA, incendiando-os.

Daí o povo ruma contra a sede da LEGIÃO REVOLUCIONÁRIA, o PARTIDO POPULAR PAULISTA, o qual era chefiado por MIGUEL COSTA nos altos da Rua BARÃO DE ITAPETININGA, esquina da PRAÇA DA REPÚBLICA.
Por volta das 20:30 horas na PRAÇA DA REPÚBLICA o povo ataca a sede do PPP, instalado à Rua BARÃO DE ITAPETININGA, número 60 (hoje Prédio 298, esquina da Praça). A fuzilaria é intensa de lado a lado. Todos os lampiões de gás nas imediações e as poucas lâmpadas estão quebradas por tiros. Os atacantes, uns atrás das árvores, outros deitados, defendem-se, atacam e socorrem os feridos. As ambulâncias ficam postadas nas Ruas SÃO LUÍS, 7 DE ABRIL e 24 DE MAIO. Enquanto um mulato distribuía munições, o povo luta desesperadamente a fim de invadir o prédio.

Quando era meia-noite, os atacantes já apresentam duas baixas: EUCLYDES MIRAGAIA e ANTÔNIO AMÉRICO DE CAMARGO ANDRADE, morador de CAMPINAS. Alguns atacantes conseguem trazer um bonde e o colocam, como muralha, parado à porta do prédio.
Era uma hora e trinta minutos da madrugada quando DRÁUSIO MARCONDES DE SOUZA, ao forçar a porta do prédio, é alvejado mortalmente vindo a falecer no dia 26 devido aos ferimentos recebidos. DRÁUSIO tinha apenas 14 anos, morador na Rua OSCAR FREIRE, ferido na fossa ilíaca esquerda. O tiro saiu na fossa ilíaca direita.
A luta já dura horas, mas os atacantes não esmorecem. Há muita gente ferida e não se sabe ao certo o número de mortos.
Naquela madrugada sangrenta, naquele desespero, muitas pessoas deixam os abrigos e avançam para o prédio com o propósito de tomá-lo. Num destes ataques MARIO MARTINS DE ALMEIDA é atingido por uma rajada de balas no peito no meio da Rua BARÃO DE ITAPETININGA. Não é decorrido muito tempo quando soldados acercam-se do prédio, assestam uma metralhadora, fazem disparos e recebem um comunicado que transmitem aos populares dizendo que os sitiantes se renderam e vão desocupar o prédio, o que realmente aconteceu.  
 MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA morre ao ser removido para o pronto-socorro da polícia central. São feridos também: IGNÁCIO CRUZ, de 21 anos, solteiro, residente à avenida D.PEDRO I, número 7, no IPIRANGA, com dois ferimentos produzidos por balas, na perna direita; SEBASTIÃO BERNABÉ VERGUEIRO DOS SANTOS, de 33 anos, residente à rua VITÓRIA, número 144, com um ferimento perfuro contuso na perna esquerda; PAULO RIBEIRO, advogado, residente à Rua OSCAR PORTO, número 43, com ferimento perfuro contuso no antebraço direito; MOACYR DE OLIVEIRA, de 21 anos, residente à Rua ANTÔNIO DE GODÓI, 91 com ferimento de bala penetrante da cavidade torácica; JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA FILHO, de 21 anos, solteiro, residente à Rua SOUZA LIMA, número 24, com ferimento perfuro contuso na fronte frontal esquerda; ORLANDO DE ALVARENGA, de 32 anos, casado, empregado de cartório, residente à Rua MARANHÃO, com ferimento perfuro contuso na região lombar, que viria a falecer em 12 de agosto; SEBASTIÃO ALVES DE OLIVEIRA, de 19 anos, copeiro, com ferimento de bala na região glútea direita; FRANCISCO ANTÔNIO VALENTE, de 19 anos, morador na rua 21 de Abril, número 313, com ferimento de bala no braço esquerdo e no peito; DOMINGOS NÓBREGA FILHO, de 21 anos, açougueiro, morador à Alameda Santos, número 362, com um ferimento perfuro contuso produzido por bala no pé direito e outro na coxa do mesmo lado.
Horas depois, as iniciais dos nomes dos mortos haverão de formar a sigla da sociedade, a princípio secreta, que viria a ser forja e martelo da revolução constitucionalista: MMDC.

Os restos mortais dos heróis repousam no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no IBIRAPUERA, Capital. Foram trasladados para o Monumento em 9 de Julho de 1954,  juntamente com os restos mortais de outro herói da Revolução, o caboclo PAULO VIRGÍNIO.
JOSÉ BENEDITO MACHADO FLORENCE numa inspiração divina assim se expressou:
“VIVERAM POUCO PARA MORRER BEM,
MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE!”

Nessa data era reformado o GENERAL DE BRIGADA MIGUEL COSTA – MIGUEL COSTA foi promovido a GENERAL DE BRIGADA pelo DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO de 11 de novembro de 1930. O BOLETIM DO EXÉRCITO publicou o ato da promoção em 15 de novembro daquele ano. Foi ele designado para assumir o Comando da 3ª Brigada de Infantaria da 2ª Região Militar. No dia 5 de dezembro de 1930 foi designado Secretário de Estado dos Negócios da Segurança Pública. No dia 29 de abril de 1931 foi designado COMANDANTE GERAL DA FORÇA PÚBLICA.

No dia 9 de Julho de 1932 SÃO PAULO se unia para um dos mais belos movimentos de nossa história. Homens e mulheres, velhos e crianças, cada qual com seu quinhão de esforço, empenharam-se numa luta heróica pela restauração da democracia em nossa pátria. Embora derrotados militarmente, os paulistas conseguiram ver o seu ideal concretizado: a ditadura foi banida, e o povo se reintegrou na posse de seus mais legítimos direitos. SÃO PAULO se engalana novamente, neste ano, para comemorar a DATA MAGNA do Estado, e cultuará mais uma vez aqueles que tombaram nos campos de batalha. Pela nossa memória passará mais uma vez as imagens da gloriosa epopéia cívica.  

“O mineiro JUSCELINO KUBITSCHEK, oficial da FORÇA PÚBLICA DE MINAS GERAIS, que atuou ao lado do Governo Provisório de GETÚLIO VARGAS, quando Presidente da República, referiu-se assim sobre 1932: “.... uma daquelas causas pelas quais os homens podem viver com dignidade e morrer com grandeza”. O carioca EUCLIDES FIGUEIREDO comandou no VALE DO PARAÍBA, a principal das Divisões do Exército Constitucionalista. Disse considerar a Revolução “o mais brilhante movimento cívico da história do BRASIL republicano”. O gaúcho BERTOLDO KLINGER generalíssimo revolucionário, escrevendo ao supremo comandante ditatorial, o GENERAL GÓIS MONTEIRO, descreveu o ânimo que descobrira entre o povo paulista: “....os ricos entregam o seu ouro com discrição britânica e bravura romana; as senhoras despojam-se de suas jóias; os bispos entregam o ouro das igrejas e as suas próprias cruzes pectoriais; os casais pobres levam à coleta suas alianças; os advogados, os médicos, os seus anéis....” Estas definições completam-se com a da respeitada “História do Exército Brasileiro”, editada pelo Estado Maior do Exército: “O nosso maior movimento armado. O valor e a capacidade do homem, do brasileiro em face da adversidade, superaram todas as expectativas, não só no campo material, das improvisações e imaginação, mas, também, no campo da elevação moral e espiritual, diante da causa e motivação para a defesa das suas convicções”. Estas definições, nenhuma assinada por paulista, mostram que a História, pelo juízo dos homens, fez e vai fazendo justiça à Revolução Constitucionalista: foi ela a explosão de um idealismo levado às últimas conseqüências.
A maioria dos oficiais e soldados da Força Pública era nordestina. O Comandante da FRENTE SUL, o CORONEL TABORDA era paranaense. A colônia mineira em SÃO PAULO era significativa, não só na capital como também no interior.
É verdade que há críticos. Alguns deles insistem em que entre os idealistas a reclamar eleição e Constituição, havia separatistas. Haveria uns cinqüenta, certamente menos de cem. Não formariam mais do que um magro batalhão. Nem conduziram o povo para a Revolução.
No entanto, os seis milhões de habitantes do Estado aplaudiram e aderiram. Uma adesão assim unânime jamais resulta de enganos, de desencontros. Quase cem mil homens pediram armas e lugar nas trincheiras: estudantes, funcionários, agricultores, comerciários, pretos, pardos, brancos; pobre, ricos; casados, solteiros. Sem prática das durezas da luta, marcharam e combateram – quinze a dezoito mil deles – enquadrados por mais ou menos dez mil praças da Força Pública (a Polícia Militar de hoje) e quase três mil recrutas do Exército Nacional.

Assim se formou o Exército Constitucionalista. Para ele, foi preciso fabricar dentro do Estado o que não havia: armas e munições. A criatividade e o esforço revolucionário montaram fábricas das quais saíram balas para fuzil (240 mil/dia no final da luta), granadas para canhões (200/dia no término da campanha), capacetes de aço (70 mil), máscaras contra gás, rações de campanha, trens blindados, carros de assalto, lanchas blindadas, minas marítimas e terrestres, carros lança-chamas, além de armas psicológicas de efeito extraordinário no substituir armas inexistentes. Entre essas “armas de mentirinha”, a matraca, que imitava o “matraquear” de metralhadora pesada e o canhão fantasma que não disparava, mas enganava a observação aérea.
A guerra toda decorreu entre julho e começos de outubro. Tempo frio, ríspido, nos campos do sul do Estado e na Serra do Mar, onde a campanha foi mais duramente combatida. Portanto, houve precisão de vestir, agasalhar e alimentar entre 25 a 30 mil. Não havendo indústria, nem dinheiro suficiente para atender a tais necessidades, 72 mil mulheres, trabalhando graciosamente, costuraram fardamentos, teceram agasalhos, prepararam material médico, cozinharam refeições, atenderam a hospitais, atenderam as famílias cujos arrimos haviam seguido para as trincheiras.
Uma guerra, travada em cinco frentes, sem comunicação com o exterior para vender produtos da terra (no caso, café), custa muito caro. Além da guerra, era preciso que a vida, no Estado, prosseguisse, normal o quanto possível: armazéns fornecendo, escolas ensinando, trens trafegando, farmácias atendendo, lâmpadas acendendo. E o tesouro do Estado, em tempo de crise mundial e principalmente nacional e paulista, estava a zero. Para socorrer o Tesouro e manter a vida civil regular e o Exército combatendo, fez-se a Campanha do Ouro Para o Bem de São Paulo, a que se referiu o GENERAL KLINGER na frase citada.
De certa feita, na longa fila de entrega dos pertences de ouro para a causa justa, destacou-se uma preta velha. Ombros arcadosl, mãos engelhadas, chale na cabeça, sobraçava um pequeno embrulho. Dela se aproximou um funcionário, solícito e acolhedor, a fim de auxiliá-la, pois não estava mais em condições de permanecer intermináveis minutos numa fila, dizendo-lhe que poderia entregar  sua oferenda pessoalmente. A velhinha esticou-se em passos lerdos, depositou o embrulho no balcão e ao abri-lo, ofereceu, aos heróis de 32, um quilo de café em grão. Ela explicou, com simplicidade: “É pros soldados. Pedi esmola um dia inteiro para poder comprar. Dou de coração...” Ela era o povo. Era o símbolo de uma gente. A figura estóica, gritando por legalidade, por direito, por oxigênio para respirar.

Mas se tão empenhado e poderoso foi esse ideal constitucionalista, ficou restrito a SÃO PAULO? Ninguém, em parte alguma do BRASIL, moveu-se para sustentá-lo, por atos ou mesmo por gritos? Pois houve gente assim, e muita, e em muitos lugares. Afinal, a Revolução deveria ser feita pela FRENTE ÚNICA – larga corrente de liberais, principalmente do RIO GRANDE DO SUL, de MINAS GERAIS, do DISTRITO FEDERAL (hoje RIO DE JANEIRO), do MATO GROSSO e outros Estados. O porquê de, a 9 de julho, somente SÃO PAULO e a parte sul do MATO GROSSO cumprirem o combinado, é um capítulo que ainda está sendo escrito, mas se sabe que SÃO PAULO foi traído por MINAS GERAIS e RIO GRANDE DO SUL, que aceitaram as vantagens pecuniárias do governo provisório, ou seja, o perdão das dívidas de seus Estados para com a República. FLORES DA CUNHA foi atraído por GETÚLIO VARGAS quando o convidou para ser o futuro Ministro da Justiça.

Os que deveriam marchar e combater ao lado de SÃO PAULO marcharam e combateram contra SÃO PAULO. Nem por isso, o ideal deixou de levantar eco e despertar combatentes em outros sítios: Assim, ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste, brasileiros houve que responderam ao grito de “CONSTITUIÇÃO E ELEIÇÕES LIVRES! Levantado em 1932, junto ao riacho do IPIRANGA, como em 1822 ali fora levantado o grito de “INDEPENDÊNCIA!”

No MATO GROSSO um destacamento revolucionário saiu de CAMPO GRANDE em meados de julho com a incumbência de conquistar PORTO MURTINHO, no Rio PARAGUAI e assim garantir um porto internacional, mesmo que fluvial, para a entrada de mercadorias endereçadas aos rebeldes. De CAMPO GRANDE a PORTO MURTINHO venceram cinco batalhas contra tropas governistas. Uma dessas batalhas aconteceu em PORTO ESPERANÇA. No dia 20 de setembro a tropa de BORGES DE MEDEIROS se rendia, após esgotarem os recursos de tiro. Houve lutas em LADÁRIO, BELA VISTA, QUITÉRIA, COXIM.
No RIO GRANDE DO SUL (com ênfase para SOLEDADE, os frentistas gaúchos que, à sua moda e sem esperanças, tentaram montar um governo constitucionalista no pampa. No dia 1º de setembro o CORONEL CÂNDIDO CARNEIRO JÚNIOR, mais conhecido como GENERAL CANDOCA, não aceitou as ordens do interventor FLORES DA CUNHA e invadiu o quartel do 44º Corpo Auxiliar e se apossou das armas e da munição. No dia 8 teve início em ESPUMOSO a movimentação de um grupo de revolucionários sob o comando de MANOEL DA SILVA CORRALO, tomaram a sub-prefeitura, prendendo as autoridades locais. No dia 14 essas tropas se uniram ao contingente comandado pelo agora GENERAL CANDOCA e seguiram em direção à VILA FÃO. Lutaram contra a Brigada Militar Gaúcha na Barra do DUDULHA com o RIO FÃO no dia 13 de setembro. Foram derrotados, mas demonstraram valentia e amor à causa de maneira exarcerbada). VACARIA, PELOTAS, SÃO JOÃO, CAÇAPAVA, SERRO ALEGRE também foram a favor da causa constitucionalista em terras gaúchas.
No RIO DE JANEIRO, já no dia 10 de julho, centenas de estudantes aguardavam as tropas constitucionalistas para deporem GETULIO VARGAS; Na BAHIA (514 estudantes da Faculdade de Medicina e uma dezena de professores foram presos e recolhidos aos cubículos da Penitenciária de SALVADOR. A Faculdade foi fechada e os cursos somente foram reabertos a 2 de outubro de 1932).
No PARÁ aconteceu o celebre episódio de ÓBIDOS, onde os artilheiros do forte foram derrotados após o naufrágio de suas barcaças, atacadas pelas forças de ditadura, que os executaram, na famosa BATALHA NAVAL DE ITACOATIARA – os sargentos do 4º Grupo de Artilharia da Costa, de 70 homens, sediados em ÓBIDOS, haviam aderido à Revolução Constitucionalista, obedecendo um civil, comissionado no posto de CORONEL pelo general BERTHOLDO KLINGER, o doutor ALDERICO DE OLIVEIRA, um advogado baiano que ali morava. Os rebeldes saíram de ÓBIDOS EM 21 de agosto de 1932, com destino a MANAUS. Os navios BAEPENDI e INGUÁ afundaram as barcaças dos revoltosos em águas do rio AMAZONAS, na altura do município de ITACOATIARA. Os amotinados tinham tomado a cidade de PARENTINS. Também em MANAUS houve uma tentativa de rebelião por parte de sargentos do 27º Batalhão de Caçadores.  
No PARANÁ aconteceram combates nas cidades de CASTRO e SENGÉS. De CASTRO partiu um tenente comandando um esquadrão de Cavalaria, atravessou ITARARÉ e veio lutar no TÚNEL DA MANTIQUEIRA, por não querer enfrentar seus irmãos do PARANÁ).
Em MINAS GERAIS (principalmente em BELO HORIZONTE, VIÇOSA, ZONA DA MATA e ARAPONGA, tropas leais a ARTHUR BERNARDES, constitucionalista, enfrentaram os soldados da Força Pública mineira, que se voltaram contra SÃO PAULO por ordem do então governador OLEGARIO MACIEL).

Em setembro AMPARO foi tomada pelas tropas do CORONEL EURICO GASPAR DUTRA, fechando o cerco a CAMPINAS. A partir daí, a queda do moral dos revolucionários cai muito. Surgem discórdias entre os comandantes, sobretudo após a assinatura pelo Comandante da Força Publica, CORONEL HERCULANO DE CARVALHO, de uma cessação das hostilidades em separado de sua milícia com a ditadura. Ao GENERAL BERTOLDO KLINGER só restaria aceitar as exigências de GÓES MONTEIRO.
EUCLYDES FIGUEIREDO, por sua vez, não se rendeu, achando que conseguiria resistir no sul do MATO GROSSO, para onde pretendia se dirigir, mas não conseguiu.  O CORONEL PALIMÉRCIO RESENDE seguiu antes para tentar organizar as tropas que iriam se encontrar posteriormente com FIGUEIREDO. Este não conseguiu seu intento porque o governo provisório impedia a saída de qualquer revolucionário. Dirigiu-se , de barco pelo mar, com destino ao RIO GRANDE DO SUL, onde supunha haver uma coluna resistindo. Foi aprisionado num porto catarinense pela Marinha. PALIMÉRCIO e outros, incluindo JOÃO NEVES DA FONTOURA, encontraram-se com tropas aliadas no MATO GROSSO, logo dissolvidas, o que os obrigou a fugir para o PARAGUAI.      

Diz a “HISTÓRIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO”: “vencedor único, o BRASIL” Pois 723 dias depois do 9 de Julho, o BRASIL ganhava a CONSTITUIÇÃO. E o brasão de armas de SÃO PAULO, criado durante a Revolução, diz “BRASILIA FIANT EXIMIA” - “PELO BRASIL FAÇAM-SE GRANDES COISAS”. E a bandeira do Estado, o último Estado brasileiro a adotar uma bandeira, é a única, entre as bandeiras estaduais a ostentar o MAPA DO BRASIL.”

Em 1982, quando se completaram 50 anos do Movimento Constitucionalista é comovente o pronunciamento de AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “...àqueles que morreram aos milhares nos campos rasos da luta, da mais nobre luta e da mais bela luta, a luta pelos direitos do homem, a luta pela liberdade da pátria, a luta pela conquista de uma constituição e pela garantia de uma vida tranqüila e próspera para o nosso povo”.....”decorridos 27 anos, sabe todo o Brasil que não se tratava de um movimento separatista, mas de uma revolução que integrava na vida política todo o restante de seu povo. Longe de separar, era a revolução que unia Norte a Sul para o mesmo pensamento jurídico, o mesmo pensamento cívico visando a volta do Estado de Direito do país”. Ainda disse AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “a vitória não foi alcançada nas armas, foi alcançada nas consciências, na convicção do homem”. Em aparte, o deputado SÉRGIO MARINHO disse que se penitenciava de ter lutado contra São Paulo, por estar hoje convencido de que a revolução constitucionalista foi um dos maiores movimentos cívicos registrados no País.” 

GUILHERME DE ALMEIDA, o poeta da Revolução, diz que “Deu-se, em São Paulo, o fenômeno da fusão perfeita de todos os fatores de uma nacionalidade. Não houve, então, distinção de cor política, nem de credos religiosos, nem de condições, nem de idade, nem de nacionalidade, nem mesmo de sexo, porque a mulher foi tão forte quanto o homem. Nisso é que residiu a beleza da nossa epopéia.” “Foi a beleza da revolução que envolveu o povo. A luta foi bela, brava, estóica e a vencemos, do ponto de vista ideológico, em todos os pontos. Todos cooperaram. As colônias estrangeiras forneceram de tudo. Ambulâncias, fardas, alimentação. Lembro-me também, de um episódio tocante, para ilustrar quão belo e nobre foi nosso movimento. A colônia de russos brancos de VILA ALPINA, com cerca de 700 membros, era paupérrima. Nada pode oferecer à nossa guerra. No entanto, o sangue da liberdade e do direito latejava em suas veias como nas nossas. A despeito da sua pobreza, os russos brancos jejuaram, em seu templo, todo um dia, e os alimentos economizados foram doados à causa da Constituição.” “São Paulo era uma peça só. Fundiu-se no fragor da ante-luta, ansioso por ordem e  por progresso, para que o dístico de nossa Bandeira fosse honrado. Era mister que voltasse a ordem. Todos sentiam essa necessidade.
AGOSTINHO TOFFOLI TAVOLARO diz que a Revolução Constitucionalista foi uma revolução romântica, por ideais e não por conquista do poder, que terminada por um armistício, veio alcançar seu resultado maior com o advento da Constituição de 1934, que introduziu o voto secreto e o voto das mulheres, constituição essa infelizmente revogada pela Carta de 1937, de inspiração fascista e que implantou o chamado ESTADO NOVO, ditadura que perdurou até 1945. A EPOPÉIA DE 32 foi um exemplo de ideal e civismo, contém uma mensagem às gerações futuras e aos jovens de hoje.     

Uma das mais eloqüentes provas de que o Movimento Constitucionalista foi de âmbito nacional reside no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no IBIRAPUERA. Hoje lá estão imortalizados os participantes da Revolução. Desde os generais até os mais simples soldados, quer sejam italianos, portugueses, espanhóis, russos e de outros países, como também de quase todos os Estados do Brasil (pernambucanos, cearenses, mineiros, paraibanos, etc). Sem distinção de raça, credo ou cor todos ali se igualam, irmanados, na história de 1932.    
MINHAS PALAVRAS FINAIS AOS SENHORES E SENHORAS QUE ACABAM DE OUVIR ESTE RESUMO DO SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932:
O Brasil é um país que resiste na beira do abismo. Abençoado por Deus e pela natureza, vive na dúvida entre o atalho do atraso e a reta da certeza. Uma nação que maltrata sua história e não agradece, todos os dias, a generosidade divina que nos concedeu uma extensão territorial de dimensão continental, rica em terras férteis, praias que enchem os olhos do mundo inteiro, água doce em abundância, fauna e flora que não devem nada aos países mais ricos.
Todos os versos e cantos ufanistas de nossa Pátria são verdadeiros e merecem o cultivo da eternidade. Quando Gonçalves Dias declama que “Nossa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...”, pratica um ato de civismo exemplar pelo caminho encantador da poesia. Assim como outros brasileiros exemplares, Gonçalves Dias tentou plantar raízes de civismo e amor à Pátria.
Civismo é a difícil tarefa de amar, em grandeza superior, os valores do País, do Estado e do Município. Uma pessoa acometida do vírus cívico é aquela que consegue romper os muros estreitos e menores de um cotidiano medíocre para se envolver em lutas e projetos que dignifiquem a vida. É fácil, cômodo e comum viver a pobre rotina da casa para o trabalho e de trabalho para casa, intercalada por um tempo livre que nada acrescenta e apenas demonstra que existe gente que passa por este mundo sem nunca ter vivido.
E a grande tragédia contemporânea do Brasil é a crescente alienação de sua população em relação aos valores cívicos que deveriam nortear uma nação civilizada.
Os jovens desapareceram das praças e a política, ciência superior do poder, deixou de ser pensada e discutida nas esquinas, evidenciando uma decadência social e cultural de elevada periculosidade cívica. A história nos ensina que o afastamento da juventude é um sinal de alarme para as nações, exigindo dos patriotas uma providência qualquer diante da falência de nossas instituições.
Por muito menos do que acontece no Brasil de 2011, os paulistas pegaram em armas dia 9 de Julho de 1932. Data máxima do povo paulista, 9 de Julho é a referência de honra e glória que jamais deixaremos desaparecer de nossa história.
Fizemos a maior guerra civil da história do Brasil em busca de uma Constituição para conquistarmos a democracia. Fomos derrotados militarmente, mas vencemos politicamente. Mesmo com a ditadura usando o rádio como propaganda enganosa, vendendo ao Brasil a idéia de que nossa revolução era separatista, liderada pelos italianos e barões do café, conseguimos a Constituição em 1934 e grandes avanços em direção à cidadania, como a conquista do voto feminino, por exemplo.
9 de Julho é o exemplo para sempre. Em 1932 fizemos a maior guerra cívica militar. Em 2014 precisamos, em paz, promover esse movimento cívico, partindo de São Paulo, para resgatar a ética, o próprio civismo e a cidadania numa nação destroçada pela corrupção.
O Brasil precisa buscar o exemplo nos tempos atuais da Epopéia de 32, onde o IDEAL DO DIREITO era a única meta daqueles 130 mil homens,  mulheres e crianças envolvidos no Movimento Constitucionalista Eles conseguiram, embora derrotados pelas armas, o retorno da Carta Magna do País. A eles nosso preito de gratidão! Meu profundo respeito aos HERÓIS DE 32, baluartes da verdadeira democracia brasileira.  
MARIO FONSECA VENTURA
CORONEL PM PRESIDENTE

SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC