segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A ESPADA INVICTA DE CAXIAS E O ESPADIM DOS CADETES DO EXÉRCITO - CORONEL CLÁUDIO MOREIRA BENTO


 
 
 Brasão da FAHIMTB onde, com destaque, figura a invicta espada do Duque de Caxias, patrono da Federação de Academia de História Militar Terrestre do Brasil - FAHIMTB
A ESPADA INVICTA DE CAXIAS E O ESPADIM DOS CADETES DO EXÉRCITO (MEMÓRIA)
Cel Cláudio Moreira Bento
Presidente e Fundador da Federação de Academias de História Militar
Terrestre do Brasil (FAHIMB) e da AHIMTB/Resende Marechal Mário Travassos
 
 










Academia Militar das Agulhas Negras - foto tirada de um Helicóptero da Brigada de Aviação, Taubaté-SP
 No dia 22 de agosto de 2015 a Academia Militar das Agulhas Negras, que aparece na foto, será cenário de uma cerimônia que se repete anualmente desde a primeira entrega, em 1932, do Espadim de Caxias aos Cadetes do Exército, que consiste numa cópia fiel em escala, da invicta espada de seis campanhas do Duque de Caxias, o patrono do Exército e da Federação de Academias de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), História que rememorarei a seguir.
http://www.ahimtb.org.br/images/cax358.jpg
Foto de um Espadim de Caxias dos Cadetes do Exército
Promovido a oficial general em 18 de julho de 1841, Caxias adquiriu seu sabre histórico de general com o qual liderou o Exército em seis campanhas vitoriosas sendo quatro internas (Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) e duas externas, a Guerra contra Oribe e Rosas (1851-52) e a Guerra do Paraguai (1865/70), merecendo este seu histórico sabre a consagração simbólica, mas não técnica, como ato de justiça na voz da História do Brasil de Espada Invicta. Pois técnicamente, segundo o acadêmico Ten Cel Antônio Gonçalves Meira, sabre e espada possuem características técnicas diversas. A espada de oficial não general que usara como pacificador do Maranhão é hoje patrimônio do Museu do Exército.
Das mãos de seu possuidor ao seu atual relicário no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), o sabre de Caxias, hoje expressiva relíquia da Nacionalidade, percorreu interessantes caminhos. Foi doado em testamento pelo Duque de Caxias, ao Brigadeiro João de Souza da Fonseca Costa que, como 1º Tenente, fora o Ajudante-de-Ordens de Caxias na guerra contra Oribe e Rosas e, mais tarde, como coronel, fora Chefe do seu Estado-Maior na Campanha da Tríplice Aliança (1866-68).
Sobre esse oficial, assim se expressou o Duque, na Ordem do Dia de 14 Jun 1869, antes de retornar vitorioso do Paraguai:
"Prestou-me como chefe de meu Estado- Maior a mais dedicada cooperação em tudo quanto tem dependido de seu alto emprego, não só na condução regular de todos os negócios de meu serviço político a seu cargo, como nas batalhas e combates a que tem assistido sempre a meu lado, recebendo e transmitido as minhas ordens e expondo-se com sangue frio e abnegação aos riscos e perigos decorrentes".
Este sabre de campanha foi localizado em 1925 pelo Dr. Eugênio Vilhena de Moraes, o maior biógrafo de Caxias. Ele se encontrava em poder de um descendente direto de Fonseca da Costa, o Capitão-de-Corveta Caetano Taylor da Fonseca Costa. Este oficial de Marinha, em gesto que se reveste de nobreza e patriotismo, decidiu, em 1925, doar a valiosa relíquia, através do Dr. Eugênio Vilhena de Moraes, hoje patrono de cadeira na FAHIMTB ao IHGB.
Em 19 de novembro de 1931 assumiu o comando da Escola Militar do Realengo o então Coronel José Cavalcanti de Albuquerque, oficial de escol, de cuja brilhante folha de serviços são destaques: Instrutor Militar da Escola de Direito do Largo de São Francisco - São Paulo (1916); estagiário da Escola Militar de Saint Cyr - França - (1917-18); combatente voluntário do 4º Regimento de Dragões de Cavalaria - França; e introdutor dos blindados no Brasil, ao organizar e comandar a Companhia de Carros de Assalto e, o idealizador da AMAN e de suas mais caras tradições.
Na Escola Militar ele criou diversas tradições como os uniformes históricos dos cadetes como elo de ligação dos exércitos do Império e da República do Brasil. Criados os uniformes históricos dos cadetes, julgou o Coronel José Pessoa que devessem eles ser complementados por uma arma privativa do posto de cadete. Idealizou então, com sua equipe, que esta arma seria uma fiel miniatura da espada invicta usada em campanha pelo Duque de Caxias.
Desde então ficou decidido ser o cadete, o único integrante do Exército a ter a honra e o privilégio de cingir à cinta a espada de Caxias:
"Como a síntese e a expressão mais viva e sublime das virtudes militares do soldado brasileiro".
Tomada a decisão, o passo seguinte seria a localização da espada original para servir de modelo à miniatura. Encontrá-la foi um grande obstáculo, conforme as palavras do Marechal José Pessoa:
"Porfiadas demarches foram então realizadas para concretizar a feliz idéia. Ignorávamos, até então, o paradeiro daquela relíquia histórica. Para isso recorreu-se em indagações a todos os lugares onde são destinados os troféus, sem ser encontrada. Afinal, com a preciosa colaboração do Dr. Max Fleiuss, fomos encontrá-la, entre outras armas gloriosas, nas coleções do IHGB. E, ainda com o auxílio do Dr. Max Fleiuss, secretário perpétuo daquela nobre e benemérita instituição, conseguimos a licença necessária para ser copiada a arma que é a nossa mais preciosa relíquia militar. Localizado o sabre de campanha do Pacificador, o Projeto Espadim foi submetido à aprovação do Ministro da Guerra, General-de-Brigada José Fernandes Leite de Castro (1930-32).
Desejaram aquele General e o Coronel José Pessoa:
"Que Caxias, o Duque da Vitória, pairasse no seio dos cadetes do Brasil, de igual forma que Napoleão no seio dos cadetes de Saint Cyr, na França".
O Ministro Leite de Castro aprovou a proposta e concedeu o crédito correspondente para a confecção dos espadins. Os projetos e os recursos foram remetidos ao Chefe da Missão Militar Brasileira na Europa, Coronel José Duarte Pinto. Este, com desvelo e entusiasmo, cumpriu a missão, encomendando a confecção das peças à firma Solingen, da Alemanha.
Em outubro de 1932 os espadins chegaram ao Brasil tendo sido incluídos na carga da Escola Militar do Realengo pelo BI nº 288 daquele ano. A seguir foram organizadas as "INSTRUÇÕES PARA RECEBIMENTO E USO DO ESPADIM DE CAXIAS", ao que se sabe, somente publicadas no BI nº 148, de 1938.
Nos dias 15 e 16 Dez 32 teve lugar a primeira cerimônia de entrega de Espadins aos cadetes, desdobrada em duas fases. A primeira de âmbito interno e a segunda, uma solenidade pública realizada no dia 16 Dez na Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado, defronte do Monumento do Patrono do Exército e que contou com a presença do Dr. Getúlio Vargas, Chefe do Governo Provisório do Brasil, e de várias autoridades.
A cerimônia teve início com as bandas tocando o antigo toque de alvorada, o mesmo que, nos campos do Paraguai, despertava os nossos gloriosos regimentos. Toque que terminou com o de "Apresentar armas". Quando profundo era o silêncio da grande assistência, ouviu-se a voz de um oficial, lendo com vibração as palavras sacramentais do juramento, no que era acompanhado pelos cadetes, que tinham os olhos fixos no semblante quase austero de seu Patrono e pareciam iluminados pela famosa estrela que guiou sempre aquele guerreiro de vitória em vitória, e que certamente há de guiar as novas gerações, através dos caminhos ásperos da vida. Neste instante ecoou o troar dos canhões e o rufar surdo dos tambores, anunciando a criação de uma nova arma, representativa das virtudes de nossos antigos combatentes. Seguiu-se a leitura do Boletim alusivo, do Comando da Escola, nº 297 de 16 Dez 1932...".
Sobre o evento assim iniciou sua Ordem do Dia o Comandante da Escola Militar do Realengo, publicada no BI nº 297 daquele ano:
"Cadetes!
Defrontando a estátua do Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, aquele que em vida foi o maior dos generais sul-americanos, acabais de prestar o compromisso do recebimento do vosso espadim - arma distintivo que reproduz o sabre glorioso do invicto soldado, que com atos de sublimada grandeza esmaltou com refulgência inigualável as páginas gloriosas da história nacional, marcando-as de traços imperecíveis e assinalando o seu nome como o do cidadão que melhor serviu à Pátria e mais a estremeceu..."
"...A espada que foi esteio de um regime, que em rudes prélios cimentou a Unidade Nacional e, em terras estranhas, acutilou bravamente os inimigos do Brasil, tendes hoje a honra e a rara fortuna de a cingirdes à cinta, outorgado ao Corpo de Cadetes, o encargo de guardar aquele sabre glorioso que reflete, no brilho espelhante do seu aço, a constância no dever e que nunca a ferrugem da Deslealdade de leve sequer maculou, em meio século de intenso batalhar em prol da ordem e do prestígio desta terra estremecida, a que ele serviu com inexcedível dedicação e bem alto a elevou no conceito das nações!
Na homenagem que aqui prestais - vossos espadins em continência, não reverenciais somente o vulto homérico do general nunca vencido, que enriqueceu de imarcescíveis louros o Exército Brasileiro e iluminou de refulgências gloriosas uma época da vida nacional!..
E assim há 83 anos, desde 15 de dezembro de 1932, inicialmente, na antiga Escola Militar do Realengo e a partir de 1944, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em Resende, repete-se anualmente a mais significativa cerimônia da vida dos cadetes - a entrega dos espadins aos alunos do 1º ano.
A grandiosidade do ato, a história dessa arma, seu simbolismo, as tradições que ela encerra, estão traduzidas nas palavras que os jovens futuros oficiais proferem em uníssono, como juramento
    "Recebo o sabre de Caxias, como o próprio símbolo da Honra Militar".
O Coronel José Pessoa mandou gravar, na lâmina dos espadins, as palavras Duque de Caxias e o Brasão de Armas da Escola Militar.
E do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) do qual o Duque de Caxias era sócio honorário, e onde a sua invicta espada se encontra há 90 anos, ela saiu três vezes, com toda a pompa e circunstância, para uma cerimônia na Escola Militar do Realengo e duas na AMAN.
A primeira ocorreu em 1939, no Realengo e se deveu à iniciativa do então Major Jonas Correia Neto, hoje patrono de cadeira na FAHIMTB . Foi a sua invicta espada posicionada, em solenidade de rara grandiosidade, defronte do Corpo de Cadetes, formado, e ao lado da espada do General San Martin, trazida pela representação da Escola Militar da Argentina. em visita ao Brasil.
Caixa de texto:  E do local onde hoje se encontra, segundo o Prof. Pedro Calmon, em 1978, somente sairia em condições excepcionais de alto sentido cívico e com cerimonial condizente com a grandeza do simbolismo que ela traduz.
Assim, pela segunda vez e em 1978, a espada Invicta foi levada à AMAN em homenagem ao Presidente da República Gen João Figueiredo, o primeiro ex-detentor do Espadim de Caxias a atingir a Presidência da República e a terceira vez em 1980, no centenário de morte do Duque de Caxias .
E em ambas o professor Pedro Calmon, presidente do IHGB, impôs como condição ele ser levado à AMAN com toda a pompa e circunstância confiando "o comandante da AMAN Gen Bda Iran Ribeiro Arnt e o presidente do IHGB, professor Pedro Calmon que ao Ten Cel Cláudio Moreira Bento, oficial da AMAN e historiador membro do IHGB e que aparece na foto com a Espada de Caxias, que a levasse nas duas ocasiões, comandando uma Guarda de Honra e de Segurança composta de cadetes". E assim foi feito!
 Em 1939, o Marechal José Pessoa, atual patrono de cadeira na FAHIMTB e denominação de sua AHIMTB/DF, como assíduo colaborador de nossas revistas militares em assuntos de História e Doutrina Militar, escreveu na Revista da Escola Militar:
"O Espadim de Caxias do Corpo de Cadetes, ainda quase sem história pela sua apoucada existência, nem por isso devemos olvidar-lhe fatos que hoje sabidos, mais tarde será difícil reconstituí-los. Haja vistas o exemplo histórico da nossa lendária Academia Real Militar da qual hoje, mal se sabe ter sido fundada por D. João VI".
As sinceras homenagens ao Marechal José Pessoa que, além da obra magnífica ligada à idealização e construção da AMAN, o maior sonho de sua vida e na qual passou as suas últimas vinte e quatro horas na ativa, preocupou-se em preservar sua História e Tradições, ao documentá-las com depoimento em artigos em nossas revistas militares.
Estava convicto o Marechal José Pessoa de que a História "é a mestra das mestras, a mestra da vida e a mãe da Tradição”. E que, sem documentação não há história e nem tradição que resista à ação dos tempos. E, mais, que o povo ou grupo social sem tradição, ou que se a possui não a cultiva, é flor sem perfume, é espada sem têmpera, que quebra ao primeiro embate. É nau sem bússola, à deriva na tempestade, que não sabe de onde veio, onde está e para onde vai!
Soube o Marechal José Pessoa construir e preservar, através dos cadetes do Exército, a tradição contida em seus Espadins, cópias fiéis da espada de rija têmpera moral e cívica, tal qual a do aço de que foi forjada - a espada de campanha de Caxias, o Pacificador - a maior espada do Brasil. Espada que figura com destaque, entre os maiores generais da História da Humanidade.
Espada que desde 1996 figura no brasão da Federação de Academias de História Militar Terrestre do Brasil da qual o Duque de Caxias foi eleito o seu patrono, como a mais representativa espada brasileira.
E principalmente por seu pioneirismo na análise militar crítica, à luz dos fundamentos da Arte e Ciência Militar, da Batalha do Passo do Rosário (20 de fevereiro de 1827), a pedido do IHGB e, pelo seu sonho manifesto do Exército Brasileiro um dia possuir uma Doutrina Militar Genuína e, ainda, quando adaptou às realidades operacionais sul-americanas a Doutrina do Exército de Portugal de influência inglesa, mais apropriada às realidades operacionais europeias. Realidades aquelas que ele vivenciara em cinco campanhas em que conduziu o Exército à vitória.
Nas cerimônias de entrega de espadins na AMAN se faz presente com toda a pompa e circunstância a espada que o Duque de Caxias recebeu do povo depois da Guerra do Paraguai. Relíquia por vezes confundida com o sabre de campanha de Caxias, do qual foram copiados em escala os espadins dos cadetes. Esta espada simbólica que possui gravada na lâmina de um lado, Imperador e Constituição e do outro, Honra e Pátria, foi doada pelo Povo ao General Invencível ao retornar da Guerra do Paraguai. Ela foi entregue solenemente à AMAN, no dia 23 de abril de 1953 pelo Embaixador Joaquim de Lima e Silva Moniz de Aragão, descendente de Caxias. Foi um dia festivo este aniversário da AMAN e do qual recordo muito bem. Minha turma (de 15 fevereiro de 1955), em 1953, na entrega de Espadins, escolheu como seu patrono o Aspirante Francisco Mega.
Transpôs conosco o Portão Monumental da AMAN na condição simbólica de General Cadete, título simbólico que lhe fora concedido no dia, pela Sociedade Acadêmica Militar, o General Cyro do Espírito Santo Cardoso, que comandara a AMAN de 1948/50 quando ela era ainda Escola Militar de Resende e era muito amigo de Pedro Calmon ao qual convidara para visitar a Escola Militar.
Na foto abaixo, o General Espírito Santo Cardoso e o General José Pessoa no seu último dia na Ativa e a legenda explicativa ao lado publicado no O Guararapes nº 40 da AHIMTB/Resende, Abril/2015 com a matéria de nossa autoria PENSAMENTOS DO MARECHAL JOSÉ PESSOA SOBRE A AMAN, O EXÉRCITO E O BRASIL.



Ao lado, o Gen Ex José Pessôa Cavalcanti de Albuquerque na sua despedida, na AMAN, da carreira militar, em 12 Set 1949, ao lado do comandante da Escola Militar de Resende, o General Cyro do Espírito Santo Cardoso, que num gesto especial, passou-lhe simbolicamente o Comando da AMAN, então ainda Escola Militar de Resende, com a qual ele sonhara e idealizara material e espiritualmente, com todas as suas orientações, belas tradições que até hoje são na AMAN praticadas e cultuadas, e declarando a certa altura, considerar este dia o mais feliz de sua vida ao ver seu grande objetivo realizado.
(Fonte Revista do Clube Militar, nº Especial set/out 1985, comemorativa do seu Centenário 

 













Trechos de oração proferida neste dia pelo General José Pessôa que declarou ter sido o dia mais Feliz da sua vida:
 "Há muitos anos, num dia como o de hoje, cheguei às portas des­ta acolhedora Escola, quando ainda no Realengo, para me apresentar e prestar o meu juramento diante da Bandeira sagrada da Pátria. Do modo por que me conduzi e me desobriguei na minha longa jornada, todo o Exército tem conhecimento. Assim deu-me o Criador, bondosamente, a honra e a suprema alegria de encerrá-la, após quase meio século, dentro deste tabernáculo de ensino, prestigiado pelos meus dignos camaradas e pela radiosa mocidade, esperança e orgulho de nosso Exército. Não poderia eu receber recompensa mais insigne nem mais cara ao meu coração de Soldado, que, na vida profissional, nada mais tem feito que amar a Pátria e trabalhar devotadamente pela felicidade de nossa classe. Cadetes!
  Vós representais aqui, na faina diária de vossos estudos e de vossos trabalhos, um exemplo de gloriosas lutas em pról do Exército, cons­ciente dos seus altos deveres de um Brasil forte e coeso. O trabalho é o prazer da alma. Viver e triunfar é o lema que vos deve guiar em vossos arroubos de jovens, compreendendo sempre que nenhuma obra gran­diosa será construída sem uma parcela de sofrimento e de coragem, elementos que destroçam a fraqueza dos egoístas e a maledicência dos fracos. Por isso, é hoje motivo de grande satisfação para todos nós verificar que esta Escola, vencendo emaranhada rede de obstáculos, pode nascer, crescer e constituir a magnífica realidade de nossos dias”.
Neste dia A Sociedade Acadêmica Militar (SAM) a que tanto apoiara, quando de seu Comando, realizou uma Sessão Solene, no Cinema Escolar.
O encontro de almas abertas com "seus" Cadetes teve para ele o mesmo valor que a conversa daquele velho Soldado em Recife: remoçava-se, renovava-se na emoção como se aquele encontro fosse também a pedra filosofal de sua vida.
Iniciada a sessão pelo Comandante da Escola General Espírito Santo Cardoso, seguiu-se uma sauda­ção proferida pelo Tenente-Coronel Milton O'Reilly de Souza, em nome da Escola.
Recebeu ele ainda o título de Sócio Honorário da Sociedade Acadê­mica, em caráter excepcional, e uma rica flâmula da Escola, das mãos do Cadete Mário Augusto Stadler de Souza, Presidente da SAM. O dia lhe reservava outros momentos intensos, como aquele em que o Cadete Stadler anunciou a escolha do nome da Turma de Dez 1949: Turma General José Pessoa. Cada Arma e Serviço, representada por um Cadete, prestou breve homenagem ao idealizador da Academia:
Pela Infantaria, falou o Cadete Antonio Vitral; pela Cavalaria, o Cadete Orlando de Paula; pela Artilharia, o Cadete Creso Cardoso da Cunha; pela Engenharia, o Cadete Tobias Teles de Souza; e  Pela Intendência, o Cadete Altamirando Rodrigues de Almeida.
                         E já se passaram 66 anos deste historico momento vivenciado pelos cadetes das turmas de 1947 - Agulhas Negras, 1948 - Gen Ciro Espirito Santo  Cardoso e 1949 - Turma Marechal José Pessoa.
 
 








(x). Natural de Canguçu- RS. Nasceu em 19 de Outubro de 1931. Ingressou no Exército como Soldado há 65 anos na 3ª Companhia de Comunicações em Pelotas, acantonada no então 9º Regimento de Infantaria o Regimento Tuiuti, o Regimento do Brigadeiro Antônio de Sampaio e sua Vanguarda em Tuiuti , Turma Aspirante Mega AMAN 15 fev 1955. Comandou o 4º Batalhão de Engenharia de Combate 1981/1982 e dirigiu o Arquivo Histórico do Exército de 1985/1991 quando presidiu Comissão de autoridades civis em Museus, Pintura e Fortificações que indicou o Forte de Copacabana como local ideal para nele ser instalado o Museu do Exército, Acadêmico Grande Benemérito, presidente e fundador da Federação de Academias de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), sediada no interior da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), onde foi instrutor de História Militar (1978/1980).É membro Benemérito do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB) e  do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB). Foi adjunto do Cel Francisco Ruas Santos na Comissão de História do Exército Brasileiro do Estado-Maior do Exército 1971/74 e instrutor de História Militar na AMAN1978/1980. Como oficial do Estado-Maior do hoje Comando Militar do Nordeste, foi encarregado de coordenar o Projeto, Construção e Inauguração do Parque Nacional dos Montes Guararapes, inaugurado em 19 de abril de 1971, pelo Presidente Emílio Garrastazu Médici, quando então ali lançou seu 1º livro AS BATALHAS DOS GUARARAPES - DESCRIÇÃO E ANALISE MILITAR. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1971.Trabalho com repercussão na História de Portugal na obra A RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL E DO BRASIL do General português José Geraldo Barbosa Pereira. Rio de Janeiro: BIBLIEx, 2004 (Páginas 229, 231, 234, 235, 237, 238, 240, 241, 345, 247 e 253 que registram a sua análise militar à luz dos fundamentos da Arte e Ciência Militar). É sócio das Academias Portuguesa de História, da Real Academia de História de Espanha, da Academia Argentina de História e dos Institutos Históricos do Uruguai e Paraguai. Dirigiu o Projeto História do Exército no Rio Grande do Sul consistente de 21 obras sobre suas Grandes Unidade com sínteses biográficas de todos os seus comandantes sob o sub-título - Os comandantes da Grande Unidade, suas experiências profissionais, ações e lições de comando. Acaba de lançar o livro BRASIL - LUTAS CONTRA INVASÕES, AMEAÇAS E PRESSÕES EXTERNAS. E no momento prepara o livro BRASIL - LUTAS INTERNAS 1500/1916, com complementos de fontes históricas produzidas por patronos de cadeiras e acadêmicos sobre as lutas internas que tiveram lugar nos últimos 100 anos. Presidente fundador das Academias de História de Canguçu – RS, de Resende e Itatiaia. É também jornalista. É Comendador do Mérito Militar. E-mail: bento1931@gmail.com  Site: www.ahimtb.org.br. Site criado e administrado por seu filho CMG Carlos Stumpf Bento, instrutor de Navegação na Escola Naval e autor do livro didático NAVEGAÇÃO INTEGRADA e também autor das capas da maioria de seus livros sobre a História do Exército. O presente foi digitado, formatado e diagramado pelo Presidente da FAHIMTB, aos 84 anos, e com certeza contém falhas pela quais antecipadamente peço desculpas e compreensão, solicitando que se atenham ao fundo e não à forma. 

Nenhum comentário: