quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CAPITÃO PM SÉRGIO MARQUES DÁ SUA OPINIÃO SOBRE O 23 DE JULHO DE 1932 - "23 DE JULHO, UM SÁBADO PARA NÃO SER ESQUECIDO"



OPINIÃO
HISTÓRIAS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
23 DE JULHO, UM SÁBADO PARA NÃO SER ESQUECIDO...
* Sérgio Marques
Ontem, há exatos 83 anos, São Paulo e o Brasil perdiam três bravos...
Com o despertar e a clarinada da Revolução de “9 de Julho de 1932” São Paulo estava fadado a lutar, como Unidade Federativa, sozinho no caminho da Constitucionalização do país. Com exceção do Sul do Mato Grosso (desmembrado do Estado do Mato Grosso somente em 1977, originando o Estado de Mato Grosso do Sul), todos os demais entes políticos viraram as costas. Justiça se faça, independentemente da traição de alguns líderes estaduais, vários focos de rebeldia e apoio ao Movimento de 1932 pipocaram no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Amazonas e Bahia; muitos morreram em seus respectivos territórios.
Oficialmente, mais de 634 guerreiros morreram pelo ideal Constitucional no Estado de São Paulo e arredores. Desses, 104 não eram Paulistas... Os nordestinos foram aqueles que mais deram sua contribuição em sangue (30), seguido de mineiros (29), cariocas (24) norte/centro-oeste (9) e sulinos (6). Injusto seria nos esquecermos dos estrangeiros (de coração brasileiro), que se entregaram pela Causa até a extinção de suas vidas: alemães (7), portugueses (6), ingleses (2), espanhóis (2), italianos (2), austríacos (2), russo (1), libanês (1) e húngaro (1). Muitos dos “estrangeiros” lutaram pelos seus países de origem (Rússia, Alemanha, Império Austro-húngaro) durante a 1ª Guerra Mundial. Em alguns casos, outrora inimigos na Grande Guerra, contudo, em 1932, irmanados pelo mesmo ideal, mesma bandeira, mesma trincheira, mesma lápide... São Paulo é a “Terra do Mundo”.
As perdas Ditatoriais nunca foram divulgadas, pois é notório na Ciência das Armas que a Guerra daquele estilo (de trincheiras) as perdas dos atacantes supera em média de três a quatro vezes o número dos defensores...
Muitos chamam a Revolução de 1932 de “Guerra Paulista”, ideia refutada apenas pelo acima exposto, pois o sangue Paulista é uma feliz combinação de todas as nacionalidades e regionalidades que um país poderia possuir.
O Movimento também ficou conhecido pela “pecha de separatismo”, todavia, Nacionais eram seus princípios, Nacionais eram seus objetivos e aspirações, tornando-se Paulista no preparo, pois isolada foi conduzida, sofrendo a maior carga da brutalidade humana. Grande parte dos líderes militares rebeldes (com exceção do grande timoneiro da Força Pública Paulista, Coronel MARCONDES SALGADO) não era Paulista: Generais Isidoro Dias Lopes e Bertoldo Klinger, Coronel Palimércio de Resende (gaúchos), Coronel Euclides de Figueiredo (carioca) e Coronel Brasílio Taborda (carioca), dentre outros. O próprio efetivo da Milícia Paulista era (até hoje) composto de “Paulistas de outras bandas”, como um dos protagonistas desse enredo, o mineiríssimo Capitão MARCELLINO.
Realizada a introdução, vamos para a alma de um capítulo inserido em um fato maior, que foi a Revolução de 1932, e, ao passar dos anos, acabou empoeirada e eclipsada pelo tempo...
Com as fronteiras estaduais secas cercadas e, principalmente, o mar Paulista bloqueado pela Marinha de Guerra, com ênfase no Porto de Santos, São Paulo teve que ativar seus “cérebros”, transformando seu Parque Industrial de atividade civil para auxiliar no esforço de guerra.
Naquela fria manhã de inverno, 23 de Julho de 1932, o Capitão da Força Pública (atual Polícia Militar do Estado de São Paulo) JOSÉ MARCELLINO DA FONSECA, professor no CIM - Centro de Instrução Militar da Força (atual Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB), especialista que era, testava uma nova arma, desenhada por ele e produzida pela Escola Politécnica (fundada em 1893, atualmente é uma das divisões da USP – POLI/USP, tradicional Escola formadora de Engenheiros para o Brasil, que aderiu ao Movimento). Tratava-se de uma “bombarda” (morteiro), pequeno canhão apelidado pelo termo “sapinho” (ao ser lançado produzia um som similar ao executado pelo anfíbio) ou “Marcelino”, em homenagem ao seu inventor.
O local dos testes foi uma área descampada em Santo Amaro, à época, um Município (poucos sabem, mas o conhecidíssimo terminal de passageiros do Aeroporto de Congonhas, famoso pela ponte aérea Rio- São Paulo, foi o palco desse acontecimento).
Mais um interregno se faz necessário para entendermos o “23 DE JULHO DE 32”, retroagindo exatos 60 dias.
Em 22 de maio de 1932 os ânimos e a paciência encontraram o seu limiar. Oriundo da Capital Federal, chegara a São Paulo o interlocutor da Ditadura, Dr. Osvaldo Aranha plenipotenciário do Governo Ditatorial e Ministro da Fazenda, além de articulador político. Seu objetivo era determinar um novo Secretariado, segundo o interesse do Catete (sede do Executivo Federal, na antiga Capital, na cidade do Rio de Janeiro). 15 anos mais tarde nosso plenipotenciário inauguraria a tradição ainda hoje mantida de ser um brasileiro o primeiro orador da abertura anual da Assembleia Geral da ONU.
Anteriormente, similar ao que ocorrera nas manifestações de 2015 contra a corrupção, respectivamente, de 15 de março (um milhão de pessoas) e 12 de abril (duzentas e cinquenta mil pessoas), na Av. Paulista, Capital (com o DATAFOLHA fazendo uma grande lambança e reduzindo a ¼ o número de pessoas na primeira manifestação em suas contas...), ocorrera também em 1932 duas manifestações gigantescas. A primeira, no aniversário da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro; a segunda, 22 de maio, ambas realizadas na Praça da Sé, no centro da Capital, contra a Ditadura de Getúlio Vargas e a favor da Constitucionalização do país, os “caras - pintadas” daquela época (referência ao apelido dado aos manifestantes que apoiaram o “impeachment” do Presidente Fernando Collor de Melo, em 1992, pois pintavam seus rostos de verde e amarelo). O Governo Provisório de Getúlio que, através de um golpe (Revolução Outubrista de 1930) derrubara o antigo Presidente, Washington Luís, não tinha perspectiva de ser Provisório... e não o foi mesmo...
Com a presença inesperada e desagradável do enviado especial de Getúlio ocorreram grandes manifestações em 22 de maio, mesma data que o Interventor Federal de São Paulo, Dr. Pedro de Toledo, organizara seu próprio Secretariado, a arrepio do “Palácio do Catete”! Com isso Osvaldo Aranha não conseguiu se encontrar pessoalmente com o cada vez menos Interventor Paulista...
Paralelamente aos acontecimentos, destaca-se a figura de Ibrahin Nobre, o “Tribuno da Revolução”. Com seus discursos inflamados e provocadores conduziu a massa para antiga sede do Executivo Estadual, o Palácio Campos Elíseos, na esquina da Av. Rio Branco e Praça Princesa Isabel. Lá fora recebido pelo Interventor Pedro de Toledo. Osvaldo Aranha retornara para o Rio de Janeiro sem cumprir sua missão e de mãos vazias...
No dia “23 DE MAIO” as manifestações continuaram pela área central da cidade. Tentando desforrar todo o ódio aos representantes Getulistas na Capital, aquela turba se direciona para a sede do Partido Popular Paulista, cujo grupo paramilitar, odiado pelos Paulistas, é a famigerada Legião Revolucionária.
Situada na Praça da República, esquina com a Rua Barão de Itapetininga nº 70, primeiro andar, manifestantes, que haviam saqueado uma casa de armas na localidade, ou seja, armados, tentaram invadir a sede da Legião. Esses reagiram a tiro, sendo correspondidos pelos disparos dos manifestantes. Dessa refrega vitimara mortalmente Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, resultando na criação do grupo secreto MMDC, que, na clandestinidade, tramava contra o Governo Getulista. Uma quinta pessoa ferida no “23 DE MAIO”, Orlando de Oliveira ALVARENGA, faleceu durante a Revolução, em 12 de agosto.
No mesmo dia, paralelamente, ato desafiador do Interventor Pedro de Toledo, anuncia, sem aquiescência de Getúlio Vargas, um Secretariado escolhido por ele, e não pelo Ditador...
Sua principal Pasta, a da Justiça, ficara a cargo do Dr. Waldemar Ferreira (professor da Faculdade do Largo São Francisco), empossado às 21h00 da mesma noite na Secretaria da Justiça, junto ao Pátio do Colégio, onde nascera São Paulo nas mãos de Anchieta.
A noite ainda não terminara. Uma de suas primeiras ações foi indicação do “Tenente - Coronel” FPESP MARCONDES SALGADO, ainda em “23 DE MAIO” para o comando interino da Força Pública, o que foi de imediato aceito pelo Dr. Pedro de Toledo.
Enquanto o Coronel MARCONDES SALGADO tomava posse do novo cargo, paralelamente, o Secretário da Justiça determinava a imediata lavratura e promulgação do decreto de reforma de General FPESP MIGUEL COSTA, chefe da Pasta Segurança Pública, que acumulava o Comando Geral da Força desde 28 de Abril de 1932, resultante de evento conhecido com “Abrilada” (movimento fracassado encabeçado por Oficiais da Força Pública contra a Ditadura, gerando inúmeras prisões em seus quadros, muitod dos quais encaminhados para a prisão de Taubaté). O General MIGUEL COSTA, era destituído e preso, pois pensava- se que era apoiador de Getúlio Vargas... (veja declaração em contrário:https://www.facebook.com/POLICIAMILITARDESP/posts/851486468220376?pnref=story).
Na prática temos na assunção do Secretariado a ruptura com o Governo Federal de Getúlio. Dois dias após, ou seja, 25 de julho, o “Tenente-Coronel” MARCONDES SALGADO era promovido ao posto de Coronel da Força e mantido no Comando Geral, atingindo, assim, aos 42 anos de idade o posto ápice da carreira na Instituição.
Voltando aquela manhã fria de “23 DE JULHO” de 1932, com a guerra em seu curso, uma das figuras de destaque que acompanhavam o desenvolver dos testes pelo Capitão inventor era o Comandante Geral da Força Pública e um dos líderes militares do Movimento de 32, Coronel JÚLIO MARCONDES SALGADO, além de diversos Oficiais e Praças do Estado- Maior Revolucionário, composto pela Força Pública Paulista e Exército (todas as tropas aquarteladas no Estado de São Paulo aderiram ao movimento), além de autoridades civis.
Após diversos “disparos-testes” bem sucedidos, quando o Coronel SALGADO retornava ao Quartel General da Força, o destino reservou algo que para sempre alteraria seu destino de vida, em decorrência da chegada do Comandante Geral das Tropas Constitucionalista, General BERTOLDO KLINGER...
Pelo respeito e cortesia que norteia a vida castrense, o Coronel FPESP MARCONDES SALGADO, sem titubear, retornou e encontrou o Comandante Maior.
No próximo teste realizado com a “bombarda”, com a presença do General KLINGER, uma das granadas, em vez de ser projetada para fora do tubo, explodiu no interior do cano, espalhando estilhaços. Atingem mortalmente a carótida do Coronel MARCONDES SALGADO. O criador do pequeno canhão, Capitão FPESP MARCELLINO, também tomba o sono dos heróis... Triste fim! O General KLINGER fora atingido no braço, sem maiores consequências. Outros presentes foram feridos, dentre eles o Tenente- Coronel Salvador Moya (no rosto), o Tenente Saraiva e o político Wladimir de Toledo Piza, que na década de 50 seria prefeito da Capital. O Capitão Heliodoro Tenório da Rocha Marques foi também ferido seriamente, porém resistiu.
O lançador estilhaçado que vitimou nossos heróis encontra-se hoje no acervo do Museu Paulista (a imagem está disponível na publicação).
Para substituir o grande Comandante da FPESP foi chamado do “front” Setor Leste, conhecido como “sorvedouro de vidas dos valentes soldados da Força Pública”, incluso aí o famoso Túnel da Mantiqueira, o Coronel FPESP HERCULANO DE CARVALHO E SILVA. Fora durante os terríveis eventos de 1932 o Comandante do 2º BCP (Batalhão de Caçadores Paulistas), atual 2º BPM/M, unidade responsável atualmente pelo policiamento do Bairro da Penha, na zona leste da Capital, e adjacências, também conhecido como “2 de Ouro”. Esse mesmo Comandante que, verificando o sacrifício do povo residente em São Paulo, dos soldados Constitucionalistas nas trincheiras e a derrota certa perante os infinitos recursos materiais e humanos dos Ditatoriais, assina o armistício no início do mês de outubro, na cidade de Cruzeiro.
As Forças Constitucionalistas sofreram uma derrota militar. Mas já no ano seguinte a vitória política dava os seus primeiros sinais. Em maio de 1933 foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. A mulher no Brasil, nessa oportunidade, teve pela primeira vez a chance de exercer a cidadania em sua plenitude, pois pode votar. A vitória política da Revolução de 1932 é formalizada com a Reconstitucionalização do Brasil, na vitória da Lei, na vitória Moral, na vitória do Estado de Direito, com a promulgação da Constituição de 1934.
O Coronel PM MARCONDES SALGADO era filho de Pindamonhangaba, cidade do Vale do Paraíba. De família muito humilde, alistou-se nas fileiras da Instituição em 1907 como Soldado do “Regimento de Cavalaria”, do qual era Comandante quando estourou a Revolução, em 1932. Ingressou na Escola de Oficiais da Força (hoje, Academia do Barro Branco) em 1914. Era casado e tinha um casal de filhos.
Por ato do Dr. Pedro de Toledo, Governador aclamado em 10 de julho de 1932, o Coronel FPESP MARCONDES SALGADO foi promovido “post-mortem” ao posto de General da Força Pública, constituindo, ao lado de FRANCISCO DO NASCIMENTO PINTO e MIGUEL COSTA, um dos três Generais da Força Pública, consequentemente, da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Do reconhecimento de seus feitos podemos destacar em sua homenagem:
• Uma cidade: “General Salgado”, no interior do Estado de São Paulo;
• Um viaduto que corta a Av. 23 de Maio, na Capital;
• A pista descoberta do Regimento de Cavalaria “9 de Julho”, no Bairro da Luz, na Capital;
• Inúmeras Escolas;
• Inúmeras ruas (Ex.: em São Paulo, Campinas etc.);
• Desde 1990 o 5º BPM/I (5º Batalhão de Polícia Militar do Interior), sede em Taubaté, é conhecido como “General Júlio Marcondes Salgado”; e
• Um monumento no Cemitério São Paulo, quando de seu enterro em 24 de julho de 1932, antes dos seus restos mortais serem transferidos para o Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no Ibirapuera, na Capital.
O Capitão JOSÉ MARCELLINO DA FONSECA era filho de Santa Rita de Cássia, Minas Gerais (portanto, um dos 29 mineiros que perderam a vida pela Constitucionalidade), 41 anos ao falecer.
Originário também de família muito humilde, similar ao General MARCONDES SALGADO, conquistou seu posto a base de muito estudo, dedicação e esforço.
Também por ato do Dr. Pedro de Toledo, Governador aclamado em 10 de julho de 1932, o Capitão FPESP JOSÉ MARCELLINO DA FONSECA foi promovido “post-mortem” ao posto de Major da Força Pública,
Era casado e pai de muitos filhos. Infelizmente, três anos depois uma nova tragédia ocorrera com a família FONSECA, sua amada esposa falecera em 1935, deixando vários órfãos.
Do reconhecimento de seus feitos podemos destacar em sua homenagem:
• Uma Escola Estadual no Bairro do Mandaqui, na zona norte da Capital;
• Um monumento no Cemitério São Paulo, quando de seu enterro em 24 de julho de 1932, antes dos seus restos mortais serem transferidos para o Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no Ibirapuera, na Capital.
• Nome de uma Rua no Bairro do Brás, na Capital.
O Triste “23 DE JULHO”, aquele sábado horroroso, ainda não estava encerrado... Além dos dois lutos acima descritos, a aviação Ditatorial, com os seus temidos Waco CSO “vermelhinhos”, sob o comando do Major Eduardo Gomes (futuro Marechal- do- Ar, Patrono da Força Aérea Brasileira - FAB, Patrono do CAM- Correio Aéreo Nacional e duas vezes candidato para o cargo de Presidente da República, em 1945 e 1950), bombardearam naquele dia o Campo de Marte, no Bairro de Santana, na Capital, alvo militar, pois era a sede da Aviação Constitucionalista. Todavia, uma bomba também caiu em um alvo civil (“imperícia ou alvo secundário”?). O tradicional Clube Espéria, as margens do Rio Tietê (hoje próximo da Estação do Metrô Armênia/Portuguesa-Tietê), na ocasião repleto de frequentadores, dentre eles, crianças e mulheres, “recepcionou” uma bomba de Getúlio, felizmente, sem vítimas. Era a ação da guerra psicológica, tão utilizada contra alvos civis na invasão italiana na Etiópia (1935), da invasão japonesa em Nanquim, China, em 1937. Na Segunda Guerra, inicialmente, alemães bombardeando alvos civis na Polônia (1939), Inglaterra (1940), indiscriminadamente, de forma criminosa. Os Aliados também usaram do mesmo veneno contra os alemães e seus estados- satélites...
Dois anos antes, como verdadeira raposa, em decorrência da Revolução Outubrista de 1930, Getúlio proibiu que a Força Pública fosse dotada de Artilharia e a Aviação Militar, transferindo os materiais bélicos existentes para o Exército Brasileiro. O número de aeronaves constitucionalistas durante a Revolução não chegavam a 12 unidades, 10% da aviação do Regime Discricionário. Os ares pertenciam a eles... A população Paulistana toma ciência de que suas residências estavam vulneráveis a terceira dimensão da guerra: o ar!
Por derradeiro, a tragédia que abateu o “Pai da Aviação”, ALBERTO SANTOS DUMONT. Ele passava por problemas de ordem psicológica e sofria pela utilização de seu invento para a guerra. Dia “23 DE JULHO”, aquele mesmo triste sábado de tragédias, no Guarujá, litoral Paulista, hóspede do Hotel Grand Hotel de la Plage, na Praia de Pitangueiras, pratica seu último ato na peça chamada vida, suicidando-se por enforcamento, com 59 anos de idade.
Todos eles não morreram em vão...
* Sérgio Marques, pesquisador militar, é Capitão de Polícia Militar. Bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pela APMBB; Bacharel em Direito pela UNIBAN; Pós - Graduado em Política e Relações Internacionais pela FESP; Mestre em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pela APMBB.

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