quarta-feira, 19 de agosto de 2015

COMANDANTE HORÁCIO ESCREVEU: A COLUNA, PRESTES????

A COLUNA, PRESTES?
Segunda-feira, 24 de novembro de 2014.

A situação política brasileira caminha para o fim de velhos e perniciosos costumes, abrindo portas ao novo mundo, ideias, caráter, o musical Hair acontecendo.
E nada mais diarreiante do que ler isto, aquilo, impeachment, reeleição, ele pegou, não pegou, mas todo mundo pega. Revolução já, peguemos em armas, tudo se resume em pegar, ainda mais nesta época de libertação dos costumes, filosofias, o barato é pegar.
É a sinfonia moderna tocada no teatro da vida. No camarote especial uma dama assiste o descabelar de gregos e troianos; quem é a senhora elegante, joias raras enfeitando-lhe o colo, o rosto lindo, róseo, olhos verdes, cabelos negros, viçosos, quem, senão a nobre Morte, se emocionando com o desenrolar da música.
Tremem os temerosos, os eternos, que dizem,“eu não vou morrer. ”Enquanto isso, o pega-pega, (olha o verbo novamente) aumenta, CPI disto, daquilo e CPI da CPI, prisão, soltura, a Policia Federal não tem mais onde colocar tanto tubarão preso, coisa raríssima, Cabral deve estar se virando no túmulo, emocionado.
Madame Morte vai ceifando este, aquele, desgastado pela cobiça, ambição de poder.E os tempos chegam para todos. Madame Morte se encarregará dos comandos, forças, milícias, movimentos, partidos, ela vai tirar um a um, abrirá as cortinas da liberdade para que os novos possam respirar. Ela é a semeadora de novas espécies.
O poderoso andar marcial, postura reta, curva-se diante da idade, a coluna não se presta aos arroubos sexuais, lances aventureiros de outrora, não mais a dura na queda.
Colunas são feitas para serem derrubadas e quanto maiores, maiores os tombos. Colunas de governantes, reis, presidentes, imperadores, se quebraram e continuam se quebrando, elas vergam e quebram.
Uma coluna que não se presta para mais nada é uma coluna gessada, imobilizada e posta no museu da história que, dependendo do porão, pode se desintegrar.
Ouçamos a melodia, digamos, o Bolero de Ravel, a música que nasce, cresce, se torna forte e morre ao soar dos compassos tímidos, trôpegos.
Não se desesperem ao sair. Calma, calma, muitos serão transferidos para o castelo do outro lado incógnito, deve ser um paraíso, porque todos que foram não voltaram, pelo menos é o que se diz.
Paciência e tempo, tempo e paciência a hora está chegando a ópera está no fim.
Na plateia alguém pergunta
-Não temos maestro.... Sumiram todos...

Digo eu que é a crise de liderança, fruto dos antigos tiranos e déspotas

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