quinta-feira, 24 de setembro de 2015

CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA, OBRA E LEGADO DE NEWTON SAMPAIO - PALESTRA DE MARIANO TAGLIANETTI


Caríssimo Cel. VENTURA, boa noite !
 
Peço lançar em "MEMÓRIAS..." o esboço / texto da palestra proferida no CENTRO DE LETRAS DO PARANÁ,
em homenagem  ao   102º   aniversário  de   nacimento de  NEWTON SAMPAIO  precursor do MODERNISMO,
nestas  plagas, prematuramente  falecido  aos   24 anos  contra  o  qual   paira    esquecimento  proposital,
comentado por  DALTON TREVISAN: " O MAIOR CONTISTA DO PARANÁ FOI UM MOÇO CHAMADO NEWTON
SAMPAIO E CONTRA NINGUEM, NESTE PARANÁ, SE FEZ  TÃO  GRANDE GUERRA DE SILÊNCIO, É QUE ELE
TEVE,EM VIDA, A CORAGEM DE RIR DOS TABUS  DA  PROVÍNCIA  E  ISSO  ELES  NÃO  PERDOAM QUANDO
O INFIEL... CAI MORTO...
 

Grato ! Mariano.


M.D. Professora NEUMAR CARTA WINTER, Presidente do Centro de Letras do Paraná; PREEMINENTE E NOBRE DESEMBARGADOR LUÍS RENATO PEDROSO, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e ex-presidente desta CASA,  por 14 anos;  patriotas CARLOS MORITZ VICENTE GOMES e ISAAC  CARREIRO FILHO e Magistrado DARIO LIVINO TORRES, meu companheiro de lides acadêmicas, minha consorte MARIA HELENA MUNHOZ DA ROCHA TAGLIANETTI que paciente e exaustivamente nos dá apoio secretariando minhas jornadas de trabalho; Senhores e Senhoras que nos dão a honra de estar aqui conosco:
Esta singela homenagem está sendo possível em vista dos trabalhos de Neusa Sampaio, Lilian Guinski e Pedro Sampaio, e do ilustre Dalton Trevisan, através dos quais tomei conhecimento do expoente NEWTON SAMPAIO, prematuramente desaparecido.
Iniciemos esta palestra a qual intitulamos: “NEWTON SAMPAIO, precursor do Modernismo no Paraná – sua vida e legado” com a ideia do que nos transmite este cultor das letras, dando-nos o que de mais precioso sob o aspecto de intelectualidade, pode oferecer à posteridade um escritor – SENSIBILIDADE NO TRATO DOS TEMAS ABORDADOS nos quais a tônica porfia em traduzir valoração no contexto da literatura.
Assim identificaremos no perfil literário de NEWTON SAMPAIO essa tônica, espraiando-se por toda sua obra, ressaltada na coletânea de contos IRMANDADE, obra que mereceu o primeiro premio da Academia Brasileira de Letras de 1.938, quando abordaem “O CÂNTICO”, nos oito primeiros versos, sua maneira de ser.
Proponho que assimilemos:
 I

Eu amo a luta, transfiguradora e fecunda, em seus agudos instantes de plenitude.
Eu amo, Eu amo a luta como se me apresenta, quando a vida me sorri, e quando a vida me castiga. Porque a luta tem beleza intrínseca, como a fonte tem a água e o sol tem a lua.
II
Eu não gosto do céu nessas noites em que a lua romântica vai tecendo madrigais a seu amante milenário.
Eu gosto do céu quando o sol faz doer os olhos dos homens atrevidos.
Eu gosto do céu quando o céu enche o mundo de claridade que deslumbra.
III
Eu não gosto do mar quando asondas só fazem carícias à praia brancacenta.
Eu gosto do mar quando o mar é fúria desencadeada enchendo o ar com estrondejamentos de apocalipse.
IV
Eu não gosto do vento quando a folhagem apenas baila  um bailado pequenino.
Eu gosto do vento quando os cedros descrevem curvas penosas, e toda a floresta fica gemendo na devastação absoluta.
V
Eu vejo refrações magníficas na pele de trabalhadores que suam em trabalhos rudes.
Eu me sinto orgulhoso quando minha própria fronte é um só porejar abundante.
Eu bebo meu suor sem nojo, como os selvagens deglutem religiosamente os restos de seus guerreiros mortos.
VI
Eu bendigo o rosário de inquietações que o destino me concedeu, porque por essas contas se háde medir a força de minha mocidade.
Eu bendigo os golpes com que o mundo me faz sofrer, porque esses golpes estão pondo à prova as energias de meu espírito.
Eu bendigo, eu bendigo a sanha dos que me combatem e a impiedade dos que me odeiam, porque, com este ódio e com esses combates, incendiarei substâncias novas do meu ser.
VII
Eu abomino as horas longas e largadas, porque nas horas largadas e longas, não se erguerão as catedrais imperecíveis.
Eu fujo do silêncio porque o silêncio é mensagem da noite e a noite é ausência do Sol.
VIII
Eu não quero morrer na posição que todos ensaiam, no fim do dia.
Eu quero morrer varando o azul em saltos incríveis. Ou rasgando o chão pela força de velocidades inauditas.
Ou sentindo, no fundo da vida, onomatopeias de sangue gorgolejando, de todas as carnes se abrindo...
Adentrando no escopo que ofereceremos, nesta palestra, é nosso intuito por primeiro definir a tônica que será desenvolvida a qual terá por norte a vivência de NEWTON SAMPAIO, através de sua fecunda obra cuja lavra é significativa pela sensibilidade, como já frisamos, ironia e sarcasmo nos temas que abordou.
Portanto não nos move proporcionar uma conferência, na acepção ampla do vocábulo, mas uma palestra em que procuraremos analisar sua produção literária através de alguns de seus contos obedecendo à tônica de que esgotada a nossa vida material reviveremos espiritualmente quando relembrados...
Iniciemos por síntese biográfica que marca a trajetória existencial de NEWTON SAMPAIO: - nascido em 10 de setembro de 1.913 na cidade de Tomazina – Estado do Paraná, foram seus genitores  os pioneiros ARTHUR PRAXEDES SAMPAIO e TIBURCIA DOIM DE ARAÚJO.
Relembraria, já adulto, na rádio PRB2 em 9 de janeiro de 1.934 seu berço natal: “Lá, na cidadezinha humilde onde nasci, existe um rio muito longo, muito bonito, que desce descrevendo arabescos, entre as deselegâncias das serras que o cercam...”
Apoiado em seus estudos, por seu tio e mecenas BRASÍLIO DE ARAÚJO, matricula-se em 1.926 no INTERNATO DO GINÁSIO PARANAENSE, para em 1.932 iniciar curso universitário na FACULDAE DE MEDICINA DE CURITIBA. Entrementes foi FUNDADOR DA ACADEMIA ANCHIETA, colaborador do “O JORNAL”  de Siqueira Campos. Apresentando, nessa fase durante quatro anos trabalhos literários nas sessões do CÍRCULO DE ESTUDOS ANDEIRANTES, quando entre eles analisa as obras “O QUINZE”... e “A BAGACEIRA”...  Em 1.934 preside a ACADEMIA DE LETRAS DOS MOÇOS DO PARANÁ, iniciando colaboração efetiva no  “CORREIO DOS FERROVIÁRIOS”. Transfere-se em 1.935 no quarto ano de medicina para Niterói iniciando publicação em capítulos das novelas REMORSO e IRMANDADE. Em 1.937 forma-se em medicina em Niterói, Estado do Rio de Janeiro. Em 1.938, saúde combalida, a sete de abril viaja do Rio para Londrina internando-se posteriormente a oito de maio no Sanatório da Lapa, falecendo a doze de julho nesse hospital.
MODERNISMO
Feita a necessária apresentação que dá  ideia do vulto intelectual e existencial da personalidade de NEWTON SAMPAIO nos ateremos em rápidas considerações sobre o movimento literário denominado MODERNISMO.
Fruto da cidade cosmopolita o MODERNISMO atendeu à necessidade das grandes aglomerações urbanas. Despertando no  início do século XX, São Paulo que até então sonolento era liderado intelectualmente pelo Rio de Janeiro. Explode o “rush” do progresso. A transformação foi rápida e o MODERNISMO cedeu lugar ao futurismo, apoiado principalmente pelas artes plásticas com evidência para a “SEMANADE 1.922” realizada no mês de fevereiro (dias 12, 17 e 19) que se transformaram nos marcos do modernismo brasileiro.
O MODERNISMO caracterizou-se pelo confronto entre a literatura europeia fruto de vivências seculares com a nascente e faz germinar na literatura brasileira os hábitos e costumes predominantes e já enraizados em nossa nacionalidade.
O movimento MODERNISTA, nasua primeira fase, isto é, de 1.922 a 1.928, insuflou, aqui e ali, movimentos de cultura regional, e destes saiu o mais original e o mais vivo de nossa literatura contemporânea.
Uma visão sobre o regionalismo brasileiro nos oferece FIDELINO DE FIGUEIREDO insigne historiador da Literatura Brasileira: - “O Brasil país de passado pequeno e de território desmesuradamente grande” foi ocupado e colonizado por um processo que lhe garantiu, em meio a todas as vicissitudes históricas, uma milagrosa unidade político-administrativa, mas que, por outro lado lhe deu um mapa cultural de caráter acentuadamente ganglionar: desde o século XVI se define e se acentuam por seu caracteres diferenciadores, os nossos centros regionais de cultura: o Amazonas, o Norte, o Nordeste açucareiro, a Bahia, Minas, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Todos os fatores de ordem material (geográficos, éticos, econômicos) contribuíram para formação de tais gânglios: indefiníveis forças raciais e morais e a língua queé uma constante política unificadora, conseguiram em quatro séculos, dar a Nação, em que pesem suas acentuadas diferenciações regionais, uma inegável estrutura orgânica. Tão peculiar configuração gel-cultural explica suficientemente a razão por que no Brasil, nacionalismo se traduz em acentuado regionalismo. Assim foi no Romantismo, principalmente, com os romances de Alencar, de Bernardo Guimarães, de Franklin Távora; no Realismo carioca de Machado de Assis; com o romance do Norte, de Aloisio de Azevedo, Domingos Olimpio, Ingles de Souza. Assim foi no Simbolismo, com os chamados romancistas regionalistas. E finalmente também desde a eclosão Modernista de 22. Mas aqui há uma diferença a estabelecer: nunca fora o regionalismo tão valorizado. É que a parda consciência que se formou com o MODERNISMO de que só as legítimas peculiaridades de nossa realidade paisagística e cultural lograriam produzir uma LITERATURA BRASILEIRA ORIGINAL, - chegamos a conclusão (acertada ou não; isto agora não importa) de que esse autêntico nacional estava nos meios regionais, sobretudo naqueles meios em que se vinham formando há séculos um complexo de culturas genuinamente luso brasileiro.
É exatamente ao descrever hábitos e costumes regionais paranaenses, incorporando-os em nossa literatura que evidenciam NEWTON SAMPAIO precursor do modernismo, nestas plagas.
Dada esta explanação sobre  MODERNISMO, ao qual emprestou NEWTON SAMPAIO embrionário concurso, iniciemos pela ótica do mestre MANOEL DE OLIVEIRA FRANCO SOBRINHO sobre a obra “CONTOS DO SERTÃO PARANAENSE”: - “este livro, reunião de contos coligidos após a morte do inteligente escritor, é bem do Paraná, bem do nosso homem, da nossa terra e da nossa gente.
Nele observamos esplendidamente a individualidade de NEWTON SAMPAIO, inteiriça, trepidante, nervosa. Este livro revela em  traços rápidos a figura do caboclo paranaense, amando em tardes floridas de primavera, sofrendo na luta constante com a natureza bruta e crente no milagre divino. A sua técnica apresenta um sabor original. É diferente, distante, e ao mesmo tempo, mais simples que a de um escritor da envergadura de ÉRICO VERÍSSIMO. A sua prosa é doce e suave, o estilo cheio de luz, as imagens cheias de nuances, e aí, o grande intelectual morto, bastante se assemelha a RIBEIRO COUTO ou MARQUES REBELO. Um mérito incontestável possuiu NEWTON SAMPAIO; - foi o de sempre escrever com simplicidade e clareza. Seus assuntos estão prenhes da mais bela poesia, da poesia sem intenções, da poesia da vida. É uma poesia resignada, sem ênfase, flexível e rica em novidades emotivas. E NEWTON SAMPAIO foi tão simples quanto a sua obra. Os poucos defeitos que possuía (se os possuiu) desaparecem ante a eloquência do seu esforço em sentir vitorioso o seu modesto ideal de vida. Ficou como exemplo porque soube lutar, e nós os moços, de uma forma ou de outra, amamos intensamente a luta, a verdadeira luta, aquela que encontra origem na ânsia de libertação do espírito contra toda vulgaridade, contra tudo que se prende ao egoísmo, a exploração do homem pelo homem e ao amor irrefreável do dinheiro que faz escravos. Conclui: O NEWTON SAMPAIO que nos ficou é mais um motivo de fé e confiança no destino próximo da inteligência.”
Nessa coletânea “CONTOS DO SERTÃO PARANAENSE” encontraremos “O atrapalhador de noivados” e deparamo-nos com as expressões “as moças tinham uma quebradura invencível quando dançavam com Miguel Inácio” (quebradura invencível): - “é um poáia” (poáia); - “mas tenho pena de ver a flor bonita do Bouqueirão cair nas mãos daquele nhengo (nhengo); e mais adiante – Como vai o seu caboré formoso ? (caboré). Em “Pesadelo” encontraremos as expressões viramexendo, guardamento, e treme-tremendo.
Em “REMORSO” considerado de ficção dispersa – contos novelescos – o AUTOR – homenageia “o pessoal que tem paciência de percorrer os escritores novos. A gente bondosa. O pessoal amigo que sabe ler inteligentemente. Que não sabe ler maquinalmente, para afirmar não tenho remorso da novela, porque todo esforço deve ser encarado com superioridade. Com simpatia. Superioridade que dá visão de conjunto ao julgamento. Simpatia que não exclui o senso da crítica”. E nos oferece “FAMÍLIA” onde sarcasticamente ironizando a consorte Eglantina Exupério Leão estende à sogra, cunhadas e demais membros humor atualíssimo: “Minha sogra (que tem um nome farmacológico assaz parecido com o de minha esposa: Ergotina) é o ideal das sogras. Dona Ergotina é muda. Dona Ergotina Exupério é completamente muda, e talvez fique surda no próximo ano, segundo prometeu o físico (especialista em ontologia) que a examinou. -... Minha cunhada mais velha é digna irmã de Eglantina e digna filha de Ergotina. Não aprendeu em tempo a sinfonia das curvas (um adepto de Schubert diria que ela é uma sinfonia inacabada. Mas eu digo. Não digo porque acho muito  besta essa piada).... A cunhada número dois (eu tenho uma coleção delas) é flor que cresce em um monturo. Eis que sua beleza alucina todos os moçoilos válidos do bairro. Por causa dela, só por causa dela, a Assistência trabalhou onze vezes na rua dos Pássaros. Isto sugeriu a um vizinho – futebolista inveterado, torcedor do Vasco e muito crente em ser homem de espírito – a constituição de um time: o time dos suicídios. Cuido que a ideia vingou, se não vingou por completo, permitiu ao menos um novo bloco carnavalesco na rua dos Pássaros, o que é um grande acontecimento. -... A terceira irmã de Eglantina é metida a moderna. Vê, nos cinemas, as donzelas americanas morando em apartamentos, correndo nos automóveis dos amiguinhos, tomando whisky (cocktail), “abrideiras” etc., e quer agir como as donzelas de Tio Sam. Eu acho isso ridículo. Acho que a irmã de Eglantina tem sobre os ombros várias toneladas de preconceitos e sobre sí  pesa a cretinice de várias gerações anônimas. Éla quer ser moderna, quer ser sabida. Mas não consegue ser outra coisa que não uma recalcada... Há que falar dos membros masculinos da família”... querem salvar o Brasil. Um fala mal da liberal-democracia, chama o Sr Vargas de nomes muito feios, diz não compreender o metafísico Sr. Gustavo (o tal do Ministério da Cultura), afirma, com o grito de quem descobriu a pólvora ou encontrou um novo continente, que o Brasil é uma colônia de banqueiros, e anda por aí, levantando o braço em saudações obcenas. O outro também quer salvar o Brasil. Faz, porém, o gesto oposto do irmão (afinal de contas tudo vai dar numa questão de gestos). E andou, até bem pouco, pichando as paredes, defendendo um capitão sem compostura (um capitão Luiz Carlos Prestes que não tem sequer o talento do poeta do mesmo nome), escrevendo em jornais sem conceito, berrando em comícios terroristas. Hoje, não pode mais salvar o Brasil (o que deploro...) E sem qualquer Marquesa dos Santos, está passando uma temporada sobre o Pedro I... Dessa temporada poderá viver não uma duquezinha de Goiás, mas um libelo contra os opressores de consciências...
Na coletânea “ALGUMAS VOZES DO BRASIL”, ORGANIZADA POR Fernandez Soares encontraremos traços biográficos de vários expoentes do mundo cultural que gravitam pela lavra de NEWTON SAMPAIO. Entre eles HUMBERTO DE CAMPOS, TRISTÃO DE ATAYDES, AGRIPINO GRIECO, GILKA MACHADO, GILBERTO AMADO, GRAÇA ARANHA, RACHEL DE QUEIROZ, LÚCIAMIGUEL PEREIRA, PAULO SETÚBAL, JOSÉ LINS REGO, JOÃO DO RIO, ETC.
Destacamos nessa resenha a interpretação biográfica de PAULO SETUBAL (1.893 / 1.937) que guarda semelhança com a passagem também terrena de NEWTON SAMPAIO, na qual guardando percepção intuitiva de que logo O encontraria no cosmos, pois lá estaria hum ano após 1.938, transcreve o adeus terreno de SETUBAL: “EU TE AMO MUITO”: De todos que me beijaram / De todos que beijei / De todos que me abraçaram / de todos que abracei / são tantos que me amaram / são tantos que amei / Mas tu (que rude contraste) / Tu jamais beijastes / Tu que jamais abracei / Só tu nesta alma ficastes / De todos que amei... - ... Adeus, São Paulo ! Adeus, salões e clubes ! Adeus, amigos e noitadas ! Adeus, meu querido e triunfante escritório de advocacia. Adeus, esforço e trabalho e vitória da minha mocidade... (Memórias Confiteor capítulo XVIII, 1.937).
Por fim para esta singela contribuição em memória de NEWTON SAMPAIO, entre as que houveram, comemorando o 102º de seu nascimento se faz oportuno citar o estudo de LUIZ BUENO introdutório da edição de 2.002 da coletânea “REMORSO” da Imprensa Oficial do Estado do Paraná o qual ressalta a divulgação de um texto inédito no qual maltratava sem nenhuma piedade os figurões da Academia Paranaense de Letras assinalando que DALTON TREVISAN denunciou bradando sobre  esquecimento proposital: “O MAIOR CONTISTA DO PARANÁ FOI UM MOÇO CHAMADO NEWTON SAMPAIO. MORREU AOS 24 ANOS, NUM SANATÓRIO EM 1.938, E CONTRA NINGUEM, NESTE PARANÁ, SE FEZ TÃO GRANDE GUERRA DE SILÊNCIO. É QUE ELE TEVE, EM VIDA, A CORAGEM DE RIR DOS TABUS DA PROVÍNCIA E ISSO ELES NÃO PERDOAM QUANDO O INFIEL CAI...MORTO.
Asseverando LUÍZ BUENO: “Diante desse quadro pouco definido, todo juízo parece temerário, toda análise parece precária, de alguma forma que a obra de NEWTON SAMPAIO entra legalmente em domínio público sem ter chegado de fato ao domínio público, uma situação que contrasta com o interesse e a importância que ela tem.
Estas considerações sobre a vida,  obra e legado de NEWTON SAMPAIO visando trazer  um despertar mais eloquente do público leitor no sentido de que seja divulgada sua obra  atribuindo-se-lhe “a importância que ela tem”,  no contexto da literatura brasileira.
Ao finalizar esta palestra, agradeço a PEDRO ARTHUR SAMPAIO, ilustre e cioso curador da obra de seu irmão NEWTON, que nos presenteou com alguns livros, possibilitando o estudo necessário a esta palestra,  não olvidando haver se dedicado também a narrativas e contos,  perpetuando “O Brasil que servindo de pano de fundo registra o País dos anos 50 e 60, em que a metade da população vivia no campo...”, com narrativas breves em sua coletânea NEM SEMPRE VERDADE, NEM TANTO FOLCLORE
Agradeço ao Centro de Letras do Paraná, em especial ao Des. LUÍS RENATO PEDROSO e a todos que aqui se encontram, a oportunidade de  estarem dando-me o gáudio de suas atenções. Muito obrigado !  Curitiba, 22 / 09 / 2.015 – MARIANO TAGLIANETTI.




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