segunda-feira, 21 de setembro de 2015

MOMENTO DRAMÁTICO NA ÓPERA DE ROMA - MEUS CRÉDITOS AO CORONEL PM ALBERTO NOGUEIRA SCHIAVETTI



Momento dramático na opera de Roma...!!!. 



Em Segunda-feira, 21 de Setembro de 2015 12:07, darcy maraccini sprocatti <darcy.ams@hotmail.com> escreveu:




Darcy Sprocatti


Date: Mon, 21 Sep 2015 09:32:09 -0300
Subject: Fwd: 03 - Momento dramático na opera de Roma...!!!.
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EMOCIONANTE!Assunto: Momento dramático na opera de Roma...!!!.

MOMENTO ESPECIAL&DRAMÁTICO NA ÓPERA DE ROMA




No dia 12 de março de 2011, a Itália festejava os 150 anos da  sua unificação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera  Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, 
que invoca a escravidão  dos Judeus na Babilónia, uma obra não só musical mas, também, política à  época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840). 
 Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que  era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. 
 Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno -  ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas  verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento. 
Como Mutti declararia à TIME, houve, logo de início, uma ovação  incomum, clima que se transformou numa atmosfera de tensão quando se  iniciaram os acordes do coral «Va pensiero» o famoso hino contra a  dominação. 
«Há situações que não se podem descrever, mas apenas sentir; o  silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; clima que se  transforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo; 
a reação visceral do  público quando o coro entoa - 'Ó minha pátria, tão bela e perdida'». 
 Ao terminar o hino os aplausos da platéia interrompem a ópera e  o público manifestou-se com gritos de «bis», « viva Itália», «viva Verdi».  Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas. 
 Não sendo usual bisar durante uma ópera, e embora Mutti já o  tenha feito uma vez em 1986, no teatro La Scala de Milão, o maestro hesitou  pois, como ele depois disse: «não cabia um simples bis; havia de ter um  propósito particular». 
Dado que o público já havia revelado o seu sentimento  patriótico, o maestro voltou-se no púlpito e encarou o público e o próprio  Berlusconi. 
Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo  a um grito de «longa vida à Itália» disse: 
RICCARDO MUTTI: «........Sim, longa vida à Itália mas ...  [aplausos]. Já não tenho 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano  que percorreu o mundo, tenho muita mágoa do que se passa no meu  país. 
Portanto aquiesço ao vosso pedido de bis para o . Isto não se  deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta  noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava
'Ó meu pais, belo e  perdido', eu pensava que, a continuarmos assim, mataremos a cultura sobre a  qual assenta a história da Itália. Neste caso, a nossa pátria,  será verdadeiramente 'bela e perdida. 
(aplausos retumbantes,  incluindo os dos artistas em palco) Reina aqui um 'clima italiano'; eu, Mutti,  falei para surdos durante longos anos, gostaria agora.... nós deveríamos  dar sentido à este canto; 
como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e  com um coro que cantou magnificamente, e que é magnificamente  acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para  cantarmos juntos.... "A tempo"...»

Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos  Escravos. 
O público levantou-se. Toda a ópera de Roma se levantou... O  coro também se levantou. Foi um momento magnífico na ópera! Vê-se, também, o  pranto dos artistas.
Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas,  sobretudo, uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.









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