quinta-feira, 3 de setembro de 2015

ONDE ESTÁ O SINO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL?????

Mais tarde, neste 31 de agosto, vou participar de uma reunião do Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial, sobre a coordenação da Professora EDIMARA DE LIMA. O HELIODORO traz uma reportagem publicada no jornal FOLHA DE SÃO PAULO, com o título "BERÇO DO BAIRRO, PARÓQUIA ABRIGA RELÍQUIA". Igreja de SÃO GERALDO guarda há 73 anos o sino da INDEPENDÊNCIA, que tem 18 quilos de ouro em sua liga.
Antes da construção da capela, lugar era usado para a criação de perdizes, atividade que deu nome à região (reportagem de EDUARDO ANIZELLI para FOLHA PRESS).
Uma igreja imponente e de arquitetura elegante, quase imperceptível no burburinho do trânsito ao final do MINHOCÃO, é o berço de PERDIZES.
No final do século 19, foi erguida ali uma pequena capela para receber os moradores rurais da região, então ocupada por chácaras, algumas delas dedicadas à criação de perdizes, o que batizou o lugar. Em 1914, foi fundada a paróquia de SÃO GERALDO e, em 1932, a igreja atual.
Além do valor arquitetônico e da riqueza de um conjunto de 60 vitrais que iluminam o interior da construção, o prédio guarda no alto de sua torre de quase 40 metros uma relíquia: o sino da independência.
A peça, de 2,2 toneladas de chumbo, e 18 quilos de ouro em sua liga, badalou para celebrar a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, em 7 de setembro de 1822. ela ocupou inicialmente a antiga CATEDRAL DA SÉ. Depois, passou pelo MOSTEIRO DA LUZ até chegar à PARÓQUIA SÃO GERALDO DAS PERDIZES, em 1942.
Lá, toca todos os dias para anunciar as celebrações do Padre JOSÉ AUGUSTO BRASIL.
"Já celebrei casamento e depois batizei filhos e netos de gente aqui do bairro", diz. "Quando cheguei, a região era bem tranquila. Hoje, o movimento nos arredores cresceu muito, mas temos conseguido manter certa tranquilidade aqui dentro".
"Certa tranquilidade", sublinha o pároco, porque o aumento da violência em SÃO PAULO escalou a torre da igreja. Doze anos atrás, ladrões, atraídos pelo material de confecção do sino, subiram os quase 40 metros até a torre da Igreja e furtaram o badalo, que pesava 60 quilos e não era feito de ouro. Nenhum suspeito foi preso ou identificado.
Para outra moradora, a aposentada CONCEIÇÃO DE QUADROS PACHECO, 84, a região é boa para se viver.
"PERDIZES é muito agradável. Sempre gostei de caminhar e conversar com os amigos na rua", diz. Seu maior lamento foi a chegada do MINHOCÃO, que consumiu a praça que havia em frente à Igreja até a década de 1970.
Antes de mudar-se para lá, dona CONCEIÇÃO viveu por dez anos ao lado de outro prédio que tem a cara do local, a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
O crescimento de PERDIZES se deu com a instalação de indústrias como a SANTA MARINA e MATARAZZO.
O despachante NORMANDO FERREIRA nasceu e vive na região há 77 anos. O pai dele trabalhou nas INDÚSTRIAS MATARAZZO. De tão apaixonado pelo local, FERREIRA plantou a seringueira que virou símbolo da região - a planta está na PRAÇA MARREY JÚNIOR.

"Quando eu a plantei, tinha 17 anos. Foi na época das obras do córrego SUMARÉ". 

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