sábado, 5 de setembro de 2015

UMA QUESTÃO DE (IN)COMPETÊNCIA - TEXTO DO DEPUTADO FEDERAL CAPITÃO AUGUSTO

UMA QUESTÃO DE (IN)COMPETÊNCIA
Publicamos abaixo o texto do Deputado Federal Capitão Augusto, uma das melhores respostas já publicadas no Site.
 UMA QUESTÃO DE (IN)COMPETÊNCIA
Segundo matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, delegados da Força Tarefa instituída pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo estão criticando as investigações levadas a termo pela Polícia Militar para apurar a eventual participação de policiais nos homicídios praticados em Osasco e Barueri. A delegada Marilda, presidente da Associação de Delegados paulistas, disse que as ações empreendidas pela Corregedoria PM atrapalharam as investigações da Força Tarefa, afirmando que foram realizadas de maneira afoita e sem técnica.
Pois bem, na verdade a COMPETENTE equipe da PM fez o que se espera de uma Instituição séria e comprometida com a verdade e com o respeito irrestrito aos direitos humanos, nem que para defender os seus valores tenha que cortar na própria carne, o que pode soar estranho para algumas Instituições.
Na verdade, o que a ilustre delegada e seus companheiros da Força Tarefa estão fazendo é defender os seus interesses classistas, pouco lhes importando o que realmente é importante: descobrir os autores dos crimes praticados para que possam ser processados, julgados e condenados pela Justiça.
Diferente do que agora esbravejam, os delegados da Força Tarefa, sem denotar qualquer preocupação com o sigilo necessário para o bom andamento das "linhas de investigações", não hesitaram em aventar publicamente a participação de policiais militares na chacina, com o claro (mas disfarçado e sempre negado) intuito de atingir a própria Polícia Militar e os mais de 80.000 homens e mulheres que todos os dias oferecem suas vidas pela segurança da sociedade paulista.
Não! Não se tratam de investigações afoitas e sem técnica, mas de demonstração de compromisso com a verdade e com o respeito pela sociedade. E todos sabem que a agilidade nas investigações é essencial em casos como esses, pois aqui o tempo é inimigo da verdade.
A qualidade técnica e a eficiência das investigações da PM é inquestionável, muito diferente do que se pode dizer dos milhares de crimes que continuam representando apenas mais um inquérito policial esquecido no fundo de uma prateleira.
Aliás, já passou da hora de revermos o inquérito policial como instrumento de investigação, pois este sim tem se demonstrado um meio burocratizado, anacrônico e ineficiente para a apuração dos crimes, bastando para isto olhar os baixíssimos índices de elucidação dos crimes. O inquérito policial se tornou um simulacro de processo, um amontoado de papéis em que, enclausurados em suas salas com ar condicionado, os delegados querem imitar os juízes, como bem assevera o Procurador da República Alexandre Camanho, Presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Ministério Público Federal.
Se a Força Tarefa, composta por experientes delegados de equipes especializadas da Polícia Civil, ainda não foi capaz de desvendar a autoria dos homicídios praticados em Osasco e Barueri, que não justifiquem sua INCOMPETÊNCIA acusando quem está trabalhando com afinco, seriedade e competência para esclarecer se há ou não policiais militares envolvidos nos crimes.
Senhores delegados da Força Tarefa e senhora delegada Marilda, se preocupem mais com o esclarecimento da autoria dos crimes praticados em Osasco e Barueri do que com o ataque infundado às ações desenvolvidas pela Polícia Militar, que está apenas investigando se há ou não policiais militares entre os autores, tendo a mais lídima certeza de que, se isto for confirmado, a Polícia Militar será a primeira e maior interessada em vê-los identificados, julgados e condenados pela violação do seu juramento de proteger a vida e a dignidade humana.
Preocupem-se, senhores delegados, com o esclarecimento do ataque covarde desferido contra a Sd PM Adriana, que, durante patrulhamento preventivo, foi alvejada na cabeça por um tiro de fuzil disparado por criminosos que tinham praticado um roubo. Preocupem-se com os milhares de pais e mães que ainda choram sem ter pelo menos o alento de saber que os algozes dos seus filhos estão sendo punidos pelos crimes praticados.
Afinal, como já disse, não hesitamos em cortar na própria carne para defender a verdade e os valores que há quase 200 anos inspiram os policiais militares para o cumprimento da nobre missão de proteger as pessoas.
Deputado Federal Capitão Augusto.


Fonte: Deputado Federal Capitão Augusto

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