sábado, 31 de outubro de 2015

DEPRESSÃO - ARTIGO DO DOUTOR RICARDO DI BERNARDI - MEUS AGRADECIMENTOS AO CORONEL PM NELSON NUNES FERNANDES

Artigo sobre Depressão.


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Nelson Nunes Fernandes

para

                                            Dr. Ricardo Di Bernardi
                                            www.icefaovivo.com.br
Nossa abordagem sobre “depressão” considerará os conhecimentos sobre a vida espiritual, o intercâmbio com a dimensão extrafísica e os registros que cada pessoa traz das  experiências de vidas pregressas. 

Não se trata aqui de crença  ou fé, mas de estudo e vivência desses aspectos tanto  na nossa vida profissional médica como de estudioso e pesquisador espírita.
A  depressão costuma ter uma raiz psicológica, a insatisfação consigo mesmo. Insatisfação não solucionada que leva a uma frustração progressiva. Frequentemente,  desejos ou necessidades  pessoais – tanto reais como imaginárias -  não são atendidas, gerando
melancolia crescente e progressivo desinteresse pela vida. Esses sintomas psicológicos provém da alma e acabam determinando uma sensação ou desejo de fuga do mundo que lhe é hostil.

Uma causa,  não rara, de processo depressivo tem como origem as disfunções sexuais – tanto orgânicas como psicológicas.  Muitas vezes, a mídia apresenta-nos padrões fora da realidade  ou quase inatingíveis  de exacerbação dos estímulos e prazeres  que acabam determinando  medo às pessoas e, logo após, revolta pelo orgulho ferido  ao se notar incapaz de seguir os modelos da mídia, e, na sequência,  passando a ter desinteresse  progressivo, seja na questão sexual, seja com relação a outros estímulos  e prazeres da vida.

O fenômeno psicológico do luto pela perda é outro fator frequente no  desencadear do processo depressivo.  Pode tratar-se de luto  pela perda  tanto de um ser amado, como  de valores diversos ou  mesmo queda social ou de posições de qualquer natureza, enfim, algo  que se reveste de importância para o indivíduo. Embora o “luto “ seja normal,  digamos durante seis a oito semanas,  o aumento e prolongamento dessa postura psíquica passará a se tornar uma porta perigosa para  as dependências da depressão.

 O remorso e a culpa podem ser causa de depressão. Herdamos da idade medieval, na nossa cultura judaico-cristã, o arquétipo da culpa e da  necessidade de punição, o que é um erro grave, pois ao invés de culpar-nos deveríamos ocuparmo-nos com o trabalho regenerativo. Ensinam-nos, os Espíritos de Luz, que ao invés de abrirmos a porta da dor no resgate, devemos  abrir a porta do labor e do amor. Não sofrer  passivamente, estacionando  na culpa, mas  tomar uma atitude proativa: construindo e amando.  

Acidentes, com grave traumatismo craniano, podem ser, também, causa desencadeante de depressão. O trauma pode determinar lesões neuronais com desequilíbrio dos níveis de serotonina e noradrenalina levando a manifestações depressivas,  quando já existem predisposições psíquicas na pessoa em questão. Predisposições estas que  refletem características perispirituais do Ser.

A Gestação, quando plenificada por pensamentos e sentimentos tristes e  psiquicamente dolorosos, oriundos do psiquismo materno, pode ser outra causa desencadeante de postura depressiva, em geral já inserida nos recônditos da alma do indivíduo que traz no corpo emocional ( perispírito) traumas do passado ainda não resolvidos. 

Cogita-se modernamente em predisposições hereditárias à depressão,  o que em parte é real, no entanto, sabemos que cada gene herdado será potencializado ou inibido pelas energias irradiadas do perispírito ou corpo astral, não é, portanto,  a genética um fator determinante. 

Trazemos arquivos ou arquétipos de vidas anteriores que, no tema em questão, podem ser fatores predisponentes à depressão, mas que devem ser corretamente  tratados e, portanto, amenizados ou solucionados.

Com relação ao processo obsessivo que muitas vezes é responsabilizado pela depressão, lembramos que os espíritos obsessores costumam ser Entidades com um passado comum com a pretensa “vítima“ de hoje, cujas atitudes, pensamentos ou posturas atuais geram energias que  atraem por sintonia vibratória  seus desafetos do passado. 

Muitas vezes o uso de drogas ou expansões de consciência mal conduzidas, por exemplo, através de substâncias que se apresentam como inocentes chás, podem ser  fator desencadeante dessas expansões desordenadas.

A mediunidade mal orientada ou equivocadamente utilizada por falta de estudo e vivência espírita,  pode ser geradora de quadro depressivo. Os pensamentos tristes, queixosos, inconformistas e outros do gênero, podem ser estimulados pelo Espírito obsessor  e  quando amplificados agem na hipófise  estimulando a produção de ACTH ,hormônio estimulante da suprarrenal  que aumenta a produção de corticoides na circulação, levando a queda da imunidade  e produção de diversos fatores  os quais  agem nos neurônios, na área do humor, deprimindo e favorecendo a aceitação de novos pensamentos derrotistas e depressivos, pensamentos  tanto próprios como obsessivos. Os pensamentos se repetem, cria-se,  então, um ciclo vicioso: os neurônios acostumam-se com o padrão das energias que  estabelecem memória celular ou atavismo celular depressivo que passará a ser patrimônio  aderido às células. Situação que poderá exigir medicação rigorosa visando quebrar o ciclo vicioso.

 O fenômeno mediúnico, como se sabe, está intimamente ligado à glândula pineal e esta glândula  tende a reduzir a serotonina, daí se infere que a mediunidade não educada, ou seja, incorretamente desenvolvida tende a diminuir a serotonina favorecendo ao quadro depressivo. Seja doença ou sintoma da alma, o tratamento integrado com os conhecimentos espíritas será, sempre,   de grande valia. 

No organismo há um equilíbrio entre adrenalina e serotonina, de tal forma que ao subirem excessivamente os níveis de adrenalina há uma correspondente queda de serotonina. Da mesma forma que o fenômeno mediúnico cursa com o aumento de adrenalina e tendência a baixa de serotonina, esportes radicais ou outras atividades , quando praticadas em exagero, elevam constantemente os níveis de  adrenalina tendendo a baixa de serotonina e posterior  favorecimento à depressão.

Somos seres milenares e trazemos em nosso inconsciente inúmeros registros de encarnações vividas. Nossa individualidade consta do conjunto de experiências  estratificadas  no inconsciente (reencarnações ) e, muitas vezes, ocorre severo conflito  do inconsciente com  personalidade atual, isto é o consciente. Este conflito entre forças do inconsciente ( individualidade ) e consciência atual (personalidade) também pode ser uma das causas de depressão.

Com relação ao tratamento, dentro da nossa visão médica e espírita  enunciaremos abaixo os itens básicos, lembrando que cada qual poderia  ter um profundo  e minucioso detalhamento.
1-     Exercitar, no deprimido, a manifestação da afetividade , evidentemente, adequada ao grau de intimidade com as pessoas  e não confundindo  com postura libertina ou invasiva.
2-     Aceitar e compreender que algumas necessidades são irreais, ou temporariamente inatingíveis.
3-     Perdoar a si próprio e perdoar aos demais. Admitir que todos nós temos limitações, e as mesmas são transitórias. Banir do coração ressentimentos e rancores.
4-     Não fixar-se na culpa, herança judaico-cristã medieval.
5-     Conversas edificantes.
6-     Boa leitura.
7-     Boas amizades
8-     Estudo.
9-     Trabalho ou beneficência ( sentir-se útil )
10-  Perceber que o orgulho está presente em si .
11-  Ingestão de água energizada ( fluidificada)
12-  Sol.
13-  Alimentação sob orientação.
14-  Desobsessão, compreendendo a causa.  
15-  Acompanhamento profissional médico e psicológico.
16-  Atendimento fraterno na casa espírita.  
17-  Observar e sentir a Natureza.
18-  Perceber suas qualidades e  seus valores.
19-  Desenvolver o otimismo.
20-  Sentir-se amado.
21- Compreender que o destino seu -e de todos nós - é a Felicidade e a Sabedoria. Somos oriundos de um Ser perfeito e  nosso futuro, inexoravelmente,  é a perfeição, serenidade, paz e felicidade..
Dr. Ricardo Di Bernardi

Dr. Ricardo Di Bernardi
Homeopata

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