quarta-feira, 7 de outubro de 2015

DILMA DEMITIU UM GENERAL PARA BOTAR PAU-MANDADO DE DIRCEU EM SEU LUGAR!!!! - BLOG DO CLÁUDIO TOGNOLLI

Dilmaterrorista pos para correr General Elito para agradar Dirceu


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TOGNETTI, Americo

para CBB


 
 
 
Claudio Tognolli

Dilma demitiu um general para botar pau-mandado de Dirceu em seu lugar


Claudio Tognolli |
O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general José Elito, foi demitido na reforma ministerial de Dilma. Seu órgão foi engolido pela nova Secretaria de Governo, que fagocitou também a Secretaria Geral da Presidência. O novo ministério, Secretaria de Governo, tem como titular Ricardo Berzoini –com certeza o maior ícone petista no chamado “capitalismo de estado”. Berzoini é o inimigo número 1 do capital e da livre inicitiva.
Ou seja: a Abin, Agência Brasileira de Inteligência, terá Berzoini à sua frente.  E Berzoini pensa e age como José Dirceu. Pode ser uma boa notícia: vou te provar que conhecemos o Mensalão publicamente só porque Dirceu passou a mandar na Abin…
O governo do PT deu o maior tiro no seu pé quando, enquanto ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu meteu suas garras na Abin. Todos os dias Dirceu,  Lula e o general Jorge Félix se reuniam às 12h30. E Dirceu dava as ordens sobre quem a Abin deveria grampear. Com Berzoini, vai ser igual.
Mas pelo menos devemos a Zé Dirceu o maior fogo amigo que o PT já produziu.
O PTB de Roberto Jefferson não precisava tanto da grana do Mensalão. O partido tinha em mãos os cargos nos Correios. Livres assim, foram alvos de José Dirceu: que ordenou que a Abin plantasse provas contra o PTB para poder garrotear o partido ao PT.
Ao retirar o general José Elito da parada, e colocar Berzoini à frente da Abin, ( ele é homem que pensa e age como Dirceu) Dilma radicalizou perigosamente essa área.
Não custará que a Abin dê novamente um tiro sobre o próprio governo.
Vou te contar como isso aconteceu no passado recente, sob Lula. Este episódio é melhor explicado no livro que lancei em junho passado, como o tenente-coronel André Soares, sobre a Abin. Confira algo sobre o livro:
 
Pois bem: a Operação Monte Carlo, da PF, focou-se em prender agentes ilegais na Abin.
Um deles, o policial Jairo Martins de Souza,  foi quem gravou a fita que detonou, em 2005, o escândalo do Mensalão. Trata-se da cena em que um ex-funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 3 mil. 
É do conhecimento público que Jairo Martins era um “empregado” da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Recebia R$ 5 mil mensais e tinha a função de cooptar policiais e também levantar informações que pudessem prejudicar os negócios do grupo. Em 2005, na crise do Mensalão, Jairo Martins depôs no Congresso  e disse que gravou a fita com Maurício Marinho por “patriotismo”. Não se sabe, ainda, se Cachoeira estaria por trás da denúncia.
 Em seus primeiros quatro anos de governo, Lula usava a Agência Brasileira de Inteligência para obter antecipadamente informações de corrupção. Todos os dias, meio dia e meia, Lula se reunia com o general Jorge Félix, do gabinete de segurança institucional. Ali lhe eram repassados os nomes dos membros do governo de quem Lula deveria publicamente se afastar. Por isso a ABIN começou a remunerar, com verbas secretas, policiais federais: para saber deles quem do governo iria cair nas mãos das operações da PF. Lula sempre aplaudiu e apoiou publicamente essas operações porque, afinal de contas, já sabia de tudo antes. 
Para entender, comece com o que foi declarado publicamente. Na página da ABIN,  na internet consta o seguinte extrato:
“Cumprindo promessa formulada em sua campanha presidencial, o Presidente Fernando Collor de Melo, empossado em 1990, extinguiu o SNI, no bojo de ampla reforma administrativa. Para a continuidade do exercício da atividade de Informações, foi criada a Secretaria de Assuntos Estratégicos - SAE. Sua concepção era similar à que orientava as ações do antigo SFICI, ou seja, retornava-se ao modelo composto por um órgão superior intermediário entre os produtos de Inteligência e o Presidente da República. De acordo com o texto da nova lei, a EsNI passou a se chamar Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Recursos Humanos - CEFARH. Houve, na realidade, mais uma tentativa de depuração do exercício da atividade de Inteligência, particularmente no caso da produção de conhecimentos sobre a conjuntura interna, buscando-se eliminar questões que envolvessem matérias de natureza ideological”.
O papel do general Jorge Félix com Lula era justamente o de suprir o presidente com informações de corrupção em ministérios, que antigamente brotavam de agentes arapongas lotados, nesses mesmos ministérios, institucional e legalmente por atribuição do SNI –o que Collor justamente extinguiu.
Pois bem, vejamos o caso de Jairo Martins de Souza, o araponga, teve uma missão no governo Lula: gerar provas contra o partido de Roberto Jefferson. Por quê? Porque o partido não precisava do mensalão petista para sobreviver: viviam das nomeações e sinecuras dos Correios, como aquelas arrumadas para esposas de policiais federais no DNIT, órgão do Ministério dos Transportes. Jairo Martins de Souza teve a missão de grampear Mauricio Marinho, levar essas provas ao general Jorge Felix, e este entregaria ao presidente Lula. Que, por sua vez, obrigaria o PTB a votar com o PT. Mas Jairo Martins de Souza teve uma apoteose mental: confessou que queria “ganhar o prêmio Esso”, e entregou o grampo contra Marinho para a revista Veja, e não para a ABIN.
No depoimento que prestou à CPI dos Correios, no dia 5 de julho de 2005, o ex-agente da ABIN, Jairo Martins de Souza, confirmou que havia “facilitado” o acesso da mídia à gravação clandestina do diretor dos Correios, Maurício Marinho, no momento em que este recebia propina, fato considerado como o marco inicial do chamado mensalão. Disse que estava afastado da ABIN há quatro anos e que, nesse intervalo, teria buscado uma nova qualificação profissional para ganhar a vida, e fez o curso de jornalismo na Faculdade ICESP, em Brasília. Essa informação foi dada à CPI à guisa de justificativa: em vez de agir como espião, Jairo teria agido como “jornalista investigativo, para o bem do Brasil”. O comentário levou o deputado José Eduardo Cardozo, nosso futuro ministro da Justiça, a ironizar: “Quer dizer, o senhor não é um jornalista investigativo? É um investigador jornalista?”
O fato é que Jairo Martins de Souza obteve o registro de jornalista profissional, de número 6704/15/147-DF, na Delegacia Regional do Trabalho do Distrito Federal, em 5 de abril de 2006. Ele se filiou ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF no dia 21 de agosto de 2007. Em sua ficha no sindicato consta um email curioso: excatorra@ig.com.br.
Se Berzoini repetir os códigos de comportamento  de Dirceu, o governo Dilma cai por ele mesmo.
Post Scriptum:
 
O general José Elito, demitido por Dilma, divulgou a seguinte carta nessa sexta-feira:
1. Desde que a Sra Presidente da República me comunicou sua intenção de incluir o GSI na reforma administrativa, argumentei sobre a possibilidade de não inserir, em uma mudança política, um Ministério de Estado com 77 anos de existência (desde 1938) e com competências institucionais que exigiram, desde a sua criação, o nível ministerial. Disse-me, então, que ainda não havia decidido e que a argumentação fosse submetida ao Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República.
2. Com o Chefe da Casa Civil, tive uma excelente e longa troca de informações onde enfatizei o porquê de o GSI não ser incluído nesta reforma. Além das considerações citadas anteriormente, detalhei nossas competências que tornam essenciais a manutenção do status quo. Sensibilizado, afirmou que abordaria o tema com a Sra Presidenta. Julguei, naquele momento, que a decisão a ser tomada pudesse ser favorável ao GSI.
3. Por minha iniciativa, falei, ainda, com autoridades do primeiro escalão do governo sobre nossa preocupação com um dos mais antigos Ministérios do país sofrer mudanças significativas nas suas estrutura e competência. Eles também foram sensíveis às justificativas apresentadas.
4. Ao saber no dia de hoje do conteúdo da reforma, cumpre-me, por um dever de lealdade e em memória aos que me antecederam, lamentar a decisão tomada que, no mais curto prazo, desejo que seja retificada para o bem da sociedade e do BRASIL.
5. Deixo o cargo de Ministro de Estado Chefe do GSI imensamente feliz e realizado pelo trabalho institucional executado. Agradeço à Sra Presidenta as demonstrações de respeito durante esses 4 anos e 9 meses, desejando que o seu governo saiba conduzir nosso país e seu povo ao destino que merecem.
6. Meus sinceros agradecimentos a todos os senhores Ministros, Autoridades e Servidores com quem tive a satisfação de conviver nesse período.
7. Finalmente, não poderia deixar de agradecer e cumprimentar essa numerosa e excepcional equipe que compõe o GSI. Lidar com profissionais como as senhoras e os senhores foi um prazer e um privilégio. Desfrutar, cotidianamente, deste ambiente de responsabilidade, amizade, lealdade, espírito de equipe e camaradagem foi, também, um permanente alimento na minha motivação e na certeza de que estávamos no caminho certo, fruto da excelência dos resultados obtidos. Parabéns e meus sinceros votos de saúde e realizações para todos.
Brasília, DF, 02 de Outubro de 2015.
 

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