domingo, 18 de outubro de 2015

OITO DECISÕES RECENTES QUE COLOCAM EM SUSPEITA A IMPARCIALIDADE DE UM MINISTRO.

Quando os britânicos quebraram o código secreto das comunicações nazistas, se viram diante de uma difícil escolha: caso frustrassem todos os ataques alemães, logo passariam a certeza de que aquele sistema havia sido hackeado. E a solução seria simplesmente deixar que o exército inglês perdesse algumas batalhas, escolhendo apenas as mais importantes para vencer.
Entender a força do petismo junto à suprema corte exige esforço parecido. Mesmo para os de passado mais suspeitos, há decisões tomadas que desagradam o Planalto. Mas, quando o voto parece ter mais peso no futuro do petismo, é estranho como algumas figuras costumam votar em acordo com os interesses do PT.
Teori Zavascki, antes de se intrometer nas decisões da Câmara dos Deputados e barrar o rito que liberaria a oposição para exigir o impeachment de Dilma sem o apoio da presidência da casa, havia sido indicado pela presidente ao STF quando os mensaleiros encontravam-se condenados pelo crime de formação de quadrilha. Mas seu voto, junto ao de Barroso, reverteu o placar, o que permitiu aos cabeças da organização já gozarem de certa liberdade hoje em dia.
Selecionamos abaixo 8 decisões recentes que colocam em suspeita a imparcialidade deste ministro do STF. Mas não tenham dúvida: ele não seria o único. O próprio Gilmar Mendes, em voto recente, descreveu o Supremo Tribunal Federal brasileiro como bolivariano. Ou seja: como refém do poder executivo.
  1. Quando Teori Zavascki decidiu que o ex-tesoureiro do PT poderia ficar calado em acareação na CPI da Petrobras. E assimele ficou.
  2. Quando Teori Zavascki decidiu que as denúncias contra a petista Gleisi Hoffman deveriam sair da alçada da Lava Jato, abrindo caminho para o “fatiamento” da investigação.
  3. Quando Teori Zavascki tentou fazer o mesmo com o Eletrolão.
  4. Quando Lula o procurou para não só soltar Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, mas também negar um novo pedido de prisão.
  5. Quando Teori decidiu que Lula deveria ser ouvido na qualidade de informante, tirando do ex-presidente a obrigação de dizer somente a verdade no depoimento.
  6. Quando barrou o rito do impeachment traçado por Eduardo Cunha tirando da oposição a liberdade de sozinha caminhar com o impedimento de Dilma.
  7. Quando, ainda bem no início, mandou soltar todos os presos da Lava Jato, tentando acabar de vez com a operação.
  8. Quando foi um dos votos decisivos a livrar os mensaleiros da pena por formação de quadrilha.

Nenhum comentário: