quinta-feira, 22 de outubro de 2015

QUEM PODE AJUDAR KAMILLY??????


De um lado, um casal desesperado com o estado de saúde da primeira filha, nascida com uma má formação chamada de CIV (COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR) - quando existe um orifício entre os ventrículos do coração, que bombeia o sangue com pouco oxigênio aos pulmões.
Do outro, o Hospital CRUZEIRO DO SUL, em OSASCO, na GRANDE SÃO PAULO. O centro médico se apoia no período de carência do plano de saúde, que teria negado a cirurgia cardíaca, única salvação ao bebê de 5 meses. O convênio é da rede do hospital.
No meio dessa briga está uma vida, a da pequena KAMILLY VITÓRIA AGUIAR PACHECO SOUZA. Há duas semanas, a bebê está viva graças aos aparelhos da UTI pediátrica, mas os médicos já alertaram, conforme a família, que ela não resiste até dezembro, mês em que o contrato de adesão passa a permitir a realização de cirurgias.
"A cardiopediatra da minha filha disse que ela está no limite e precisa ser operada imediatamente para sobreviver. A KAMILLY não vai aguentar até dezembro, quando completam seis meses de pagamento do plano dela e as cirurgias passam a ser liberadas", disse a mãe da menina, KESIANE AGUIAR PACHECO, de 17 anos.
Sem estrutura para fazer a delicada cirurgia no hospital, a operadora CRUZEIRO DO SUL teria se negado a transferir a menina para a rede credenciada com suporte para o atendimento na capital paulista. A solução dada pela unidade particular é que a família recorra a hospitais públicos para que o atendimento seja feito por meio do SUS.
"Sem ter outra alternativa eu peguei uma guia de encaminhamento fornecida pelo CRUZEIRO DO SUL e fui bater no INCOR para implorar que eles aceitassem a minha neta, mas me falaram que, como ela está internada, é o hospital que deveria conseguir a vaga para encaminhá-la, contou a avó de KAMILLY, BELBISLENE AGUIAR, 39.
Ao receber a informação, a avó voltou imediatamente ao Hospital CRUZEIRO DO SUL para iniciar as tratativas com a assistência social e, assim, realizar a transferência da menina, mas no sábado a família recebeu uma notícia ainda mais grave.
"A única vaga que conseguiram foi no Hospital Municipal ANTÔNIO GIGLIO (em OSASCO), mas eles também não têm estrutura necessária para a cirurgia", lamentou a mãe.
A menina deveria ficar no centro médico municipal até que uma vaga em um hospital especializado em cirurgias cardíacas tivesse um leito disponível para receber KAMILLY. Nesses termos a família não autorizou a transferência.
Ao DIÁRIO, a ouvidoria do hospital informou estar aguardando o bebê ganhar peso para tomar providências, mas não deu maiores explicações.
"Eles dificultam o atendimento desde quando a KAMILLY pisou no hospital", disse KESIANE, ao lembrar a dificuldade para conseguir a internação em 7 de outubro. "Deixaram ela na sala de medicação e só a internaram após a médica fazer uma carta relatando que a vida estava em risco".   


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