domingo, 15 de novembro de 2015

VIVA DOM PEDRO II - POR ROBERTO DE ALMEIDA


                VIVA D.PEDRO II

Amanhã é Quinze de Novembro, data da proclamação da Republica, feriado
nacional que cairá num domingo.
Como a deposição do Imperador D.Pedro II foi mais um golpe militar, entre
os tantos que as forças armadas cometeram contra a nação brasileira, não
temos nada a comemorar, começando pelo tipo de República que foi
implantada no Brasil.
D.Pedro II foi o maior estadista da história do Brasil. Está para nascer um
estadista maior que nosso grande imperador, responsável maior pela
unidade de nosso país, onde preservamos nossa língua, território, cultura
latina, influência indígena e africana, rostos e braços que construiram a
imensa nação brasileira.
D.Pedro II reinou no regime parlamentarista, o mais avançado e moderno
sistema de governo, depois tristemente substituído pelo
presidencialismo
na era republicana, perdurando até hoje, para desgraça  de todos e
infelicidade geral da nação.
Sem o parlamentarismo, construtor de um poder legislativo forte, berço e
base da vontade popular para organizar o poder executivo, somos vítimas,
constantes, do populismo, principal desvio do presidencialismo, porque
cria mitos, atores políticos, vigaristas de toda natureza, homens
públicos que se elegem enganando as massas com o discurso fácil de
promessas
que jamais serão cumpridas. O presidencialismo traz também o fácil
acesso aos cofres públicos, porque se esconde num mandato fixo, sem
possibilidade de investigações sérias e punições exemplares. No
presidencialismo, os ladrões e corruptos nadam de braçadas, na certeza
absoluta da impunidade.
O Brasil de hoje, visto na ótica de D.Pedro II, um estadista exemplar,
tanto no amor à Pátria, como no cuidado com os recursos públicos,
conforme se comprova em quase sessenta anos de reinado sem um
só escândalo de corrupção que afetasse a imagem impoluta de nosso
querido imperador, amado pelo povo brasileiro e respeitado pela
comunidade internacional, sendo recebido em todos países com honras
elevadas de chefe de Estado, elogiado pela mídia e pelos principais
chefes de governo do mundo inteiro. Sim, tivemos um Imperador motivo
de honra
e orgulho da nação, deposto por um mísero golpe militar, e cujo
comandante não é lembrado pela memória popular, ao contrário de
D.Pedro
II que é nome de rua, praça, museu, escolas, entidades, instituições e tudo
mais que represente cidadania, Pátria e coisas positivas e afirmativas em
todo território nacional.
Por coincidência, foi no século dezenove, no reinado de D.Pedro que
nasceram e frutificaram grandes construtores de nossa pátria, em todos
campos de atividades, sempre respeitando a figura do Imperador, único
elemento de unidade nacional, ao contrário de hoje, quando os
presidentes da república são divisores da nação, porque eleitos com as
mentiras do populismo barato, não podendo depois, no exercício do
mandato, pagar a conta de suas falsas vitórias eleitorais.
No período D.Pedro II surgiram homens como Barão de Mauá, considerado
o maior empresário do império, arriscando tudo pela construção de um
Brasil próspero, baseado na cultura do trabalho livre, no
empreendedorismo como meta de desenvolvimento sócio-econômico, na
abertura de empresas nacionais, reduzindo as importações e abrindo
estradas para
ocupação, via estrada de ferro, do território nacional, promovendo a
integração do povo brasileiro.
Também tivemos Joaquim Nabuco, um dos maiores intelectuais e patriotas
de todos os tempos, pensando um Brasil que encontrasse caminhos para
afirmação de sua identidade sócio-cultural, ao mesmo tempo que
modelasse a base de prosperidade de um povo ainda sem uma cara
definida de cidadania.
No século dezenove nasceram nossos grandes escritores, começando pelos
grandes poetas românticos, com destaque para Castro Alves,
morto aos 24 anos, mas que deixou Navio Negreiro, para mim a maior obra
prima da literatura brasileira. Um texto cada dia mais moderno e
atual, porque cobra, além da liberdade, valores para se eternizarem na
cultura
brasileira. Navio Negreiro será, para sempre, o maior manifesto da
indignação contra a bestialidade humana, hoje presente em toda vida
pública brasileira, através do câncer populista e da corrupção que se
transformou na metástase que devora a alma do povo brasileiro.
Amanhã é dia de comemorar o parlamentarismo de D.Pedro II e
repudiar a república populista do presidencialismo que está acabando
com o Brasil.
Amanhã é dia de gritar Viva D.Pedro II !!!

roberto gonçalves é cientista político

Nenhum comentário: