sábado, 12 de dezembro de 2015

GELÉIA GERAL - POR ROBERTO GONÇALVES



                            GELEIA   GERAL

A semana que está partindo foi um balaio de gatos na vida brasileira.
Microencefalia, impeachment da Dilma, tempestades sempre nas mesmas
regiões do Brasil, seca infernal no nordeste, só coisa ruim, vontade
de
pedir desculpas e devolver o Brasil aos portugueses.
E tem mais: baixaria no Congresso Nacional, com o baixo clero trocando
sopapos, PT querendo tirar Dilma da cruz e colocar Eduardo Cunha em
seu lugar, televisão aberta cada vez mais mundo cão e boletins
oficiais chapa branca, sem voz e espaço para as oposições.
E falando em oposições, também dá vontade chorar ver a desunião que
campeia nos partidos e instituições que deveriam representar os 90% de
brasileiros que desaprovam o governo Dilma.
Argentina, Venezuela e Brasil, países que enveredaram para o populismo
e corrupção, estão sendo abatidos, aos trancos e barrancos, pela vontade
popular. Em poucos dias, caiu o governo argentino, domingo o governo da
Venezuela perdeu força, sendo derrotado, de forma esmagadora, pela
oposição, apesar da ditadura bolivariana fazer tudo para fraudar as
eleições,
além de usar a força contra os líderes oposicionistas, mantendo os principais
deles nas cadeias.
Da trinca populista, só resta o Brasil para o povo acertar suas contas com
seu governo. O problema é que, pelos caminhos tradicionais, só dá para
desalojar Dilma e o PT. em 2018, ano em que, se tudo continuar piorando,
o Brasil será uma sucata no cenário internacional, com a fome, o
desemprego, a corrupção e todos males que acometem um governo perdido.
Dilma chamou o "marketing da salvação" para bater na tecla que o
impeachment é uma vingança pessoal de Cunha, tentando polarizar
sua antipatia com a dele. E as minúsculas manifestações que ocupam
as ruas do país, concentram todo chumbo em Eduardo Cunha, o vilão
escolhido para fazerem o teatro da vítima, colocando a pobre Vilma
no corredor da morte e Cunha, com aquela cara de drácula, punhal e
capa preta, devorando o sangue de seu pescoço inocente.
Dilma se defende, com unhas dentes, dizendo que nunca fez nada errado.
Passadena foi comprada pelo espírito santo e fim de conversa. As
famosas e criminosas pedaladas fiscais, já condenadas pelo T.C.U, são
intriga da oposição, que não soube perder as eleições. A corrupção
generalizada de seu governo, dando continuidade a sequência criminosa
do governo Lula, é invenção das elites, que não aceitam o projeto de
inclusão social do PT, que tirou da miséria milhões e milhões de
brasileiros. Aliás,
esta estratégia petista de dar números a projetos e programas que não tem
como conferir, é um chute infantil, mas dá resultado, em razão da empáfia
com que se afirma que "tiramos 40 milhões da miséria".
O que a nação brasileira sabe hoje, e com muita propriedade, é que a
quadrilha petista é que tirou a barriga da miséria, assaltando os cofres
públicos com uma fúria nunca vista antes nesse país !
O povo brasileiro está completamente enojado de tudo que está
acontecendo no Brasil.
Mas como a cabeça brasileira nem sempre é adequadamente politizada,
começa um muro de lamentações, quase sempre equivocado, com aquela
ignorância de sempre: não voto mais em ninguém, político é tudo igual,
porque ninguém presta e segue um rosário de cantilenas.
Como jamais perco a esperança, acredito que alguma coisa positiva
acontecerá para o Brasil retomar o rumo da vergonha, voltar a crescer,
agir como nação civilizada.
O problema é que esperar três anos é muito tempo. Assim sendo,
somente o impeachment de Dilma, o mais rápido possível, poderá
criar um governo de união nacional, quando Michel Temer governará
sem o PT.
E hoje, o Brasil precisa, com a máxima urgência, ficar livre do PT.
Acabo de receber um panfleto, colocado embaixo de minha porta,
com os seguintes dizeres:
" Todos na rua pelo impeachment ! Dia 13/12, domingo, 14 horas, Praça
Afonso Pena "
Um belo programa para amanhã. Estarei lá !

roberto gonçalves é cientista político

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