sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

HORA DE PRESTAR ATENÇÃO - POR ROBERTO GONÇALVES



                   HORA DE PRESTAR ATENÇÃO

O maior drama de romancistas, poetas, cronistas, cientistas, especialistas em generalidades e articulistas de toda natureza, é, sem dúvida, escrever para o leitor que não precisa do suor de seu pensamento, porque já sabe, decorado, o começo, meio e fim da conversa.
O escritor cultiva o sonho de ser lido pelos que mais precisam das informações que pretende passar, localizados no universo dos mais desinformados, desinteressados em geral ou fixados apenas no "design" de seus umbigos, espaço fixo de uma visão que recusa as luzes do horizonte distante, onde certamente encontrariam as rotas da liberdade existencial.
Há uma pequena parcela da sociedade brasileira que sabe das coisas, se movimenta, fala, discute, participa da vida sócio-cultural e política,localizada preferencialmente na classe média urbana, dotada de escolaridade média e superior. A vida política brasileira só se movimenta quando a minoria veste a camisa do Brasil, sai às ruas e consegue arregimentar os "alienados", maioria da população brasileira.
Os grandes movimentos de massa no Brasil, com destaque recente para a Campanha das Diretas Já, em 1985, exigindo a queda da ditadura militar e o retorno da democracia e o Fora Collor, pedindo seu impeachment, no
começo da década de 90, nasceram dessa minoria politizada que conseguiu o apoio da mídia, das universidades, das principais instituições nacionais, caso da OAB, intelectuais e artistas, formando um amplo arco de luta que envolveu a população brasileira.

O Diretas Já e Fora Collor foram os dois maiores movimentos de massa ocorridos no Século XX, colocando milhões e milhões de brasileiros nas ruas, pedindo democracia no Diretas Já e basta de corrupção no Fora
Collor. Com as duas vitórias populares, o Brasil toma rumo no governo Itamar Franco (vice de Collor que assumiu), colocando as coisas no lugar, demitindo a quadrilha de Collor e promovendo o projeto Plano Real,
coordenado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Henrique, que estabiliza, pela primeira vez na história do Brasil, nossa sempre abalada economia, vítima constante da inflação.

A pequena parcela que liderou o movimento de massas que salvou o Brasil da ditadura, não conseguiu impedir o Brasil de cair nas mãos de Collor, fenômeno populista que levou na conversa a maioria do povo, desinformada e desinteressada da vida política, sempre errando bastante,elegendo um Congresso, antes e agora, de terceira categoria. 
A minoria brasileira vive consertando o Brasil, mas a maioria continua errando redondamente, votando nos piores e apoiando os corruptos do populismo, vigaristas que sabem como enganar as pessoas mais simples.
Eis aí o drama dos escritores que tentam explicar aos menos instruídos o problema real da vida política brasileira: a leitura não figura entre os hábitos prioritários da população brasileira !
Ficamos livres de Collor, mas fomos ludibriados pela retórica petista, exatamente com o mais poderoso argumento de convencimento populista,assentado no rico contra pobre, no nós contra eles, no governo de
trabalhadores contra os patrões e mais uma infinidade de chavões que seduzem e enganam os mais humildes desde os primórdios da humanidade.
O título desde artigo "hora de prestar atenção" é endereçado às pessoas mais simples e desinformadas. Se o prezado leitor tiver, entre as pessoas de sua convivência, gente que não acredita nas falcatruas da era
lulopetista, divulgadas, diariamente, em toda imprensa brasileira ,poderia prestar um grande serviço ao Brasil, solicitando que leia esse texto.
A maior vitória de um escritor é saber que suas idéias foram usadas pelos leitores mais esclarecidos para ajudar retirar do ostracismo cívico as pessoas que vivem enganadas por políticos que roubam, com a mesma 
fúria que os assaltantes comuns, de mãos armadas, nos assaltam nos faróis, levando nosso dinheiro e lesando nossa dignidade.
O impeachment de Dilma está nas ruas. Para as pessoas de bem conseguirem realizar o sonho de ver Lula na cadeia, sua quadrilha desmantelada, só resta o caminho das ruas.
Somente as multidões nas ruas, repetindo as campanhas das Diretas Já e Fora Collor, podem arrancar Dilma da poltrona e punir exemplarmente Lula, o maior vigarista político da história brasileira.
roberto gonçalves é cientista político

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