sábado, 18 de abril de 2015

O BRADO DE UM BRASILEIRO





O BRADO DE UM BRASILEIRO

Nada mais difícil de manejar, mais perigoso de conduzir ou de mais incerto sucesso que liderar a introdução de uma nova ordem, já que a administração disso fere a todos os que se beneficiam da velha ordem. (Maquiavel)

Em meados do século XVII, Oliver Cromwell, à frente de um exército, marchou até Westminster e, com apoio do povo, dissolveu o parlamento inglês expulsando de lá os parlamentares. Tamanha era a irritação com os desmandos dos lords (versão inglesa dos nossos “nobres” parlamentares) que, sob aplausos da multidão, dispensou palavras comedidas no seu discurso de expulsão.
Tanto as palavras do pensador florentino quanto as do pinçadas no discurso do lord protector inglês, não perderam densidade com a travessia do oceano ou com o passar dos séculos, conservando-se atualíssimas neste país tropical “abençoado por Deus”.
Disse, aos berros, que eles eram “um bando de miseráveis mercenários” aos quais acusava de ter desonrado o Parlamento “pelos seus desacatos a todas as virtudes”, profanando-as pela “prática de todos os vícios”. Disse, ainda: “vocês não têm mais religião que meu cavalo”; que “seu deus é o ouro”; que eram “sórdidas prostitutas” e os acusava de terem transformado a Câmara num “antro de ladrões”.
No auge da irritação, vociferou: “vocês se tornaram intoleravelmente odiados por toda a Nação. Vocês, que foram enviados para cá pelo povo para redimi-lo dos agravos, se transformaram no maior dos agravos”.
Finalizando ordenou: “sob perigo de suas vidas, partam imediatamente deste lugar. Saiam! Apressem-se! Sumam, escravos venais! Levem embora esta brilhante Baubel (insígnia de autoridade) e fechem a porta!”.

PRECISA-SE URGENTEMENTE DE UM OLIVER CROMWELL.
TRATAR COM OS PATRIOTAS DA NAÇÃO BRASILEIRA.

É incontestável e notória a existência de expressiva aversão, por significativa parte do povo, às instituições que somos obrigados a sustentar, sem um mínimo de retorno. O odor da decomposição moral que emana de todos os níveis do poder público afronta a dignidade da Nação e, o que é pior, torna-se mais fétido após cada eleição.
Entretanto, não dá para entender como esse povo humilhado e descrente, aceita, passivamente, que a “nobreza” política e judiciária, seguida por uma casta privilegiada de figurões do funcionalismo público, absorva na forma de polpudos salários, indecentes aposentadorias ou escandalosos “direitos”, urdidos sem qualquer embasamento moral, parte significativa dos impostos que pagamos para que sejam utilizados em benefício da nação.
Está, aí, um precioso tema para tese de pós-graduação para quem se dispuser a analisar os motivos que levam o povo brasileiro aceitar candidamente o despudor, o perdularismo descarado da classe dominante e a cumplicidade desta no solapamento das verbas públicas, por grupos econômicos suspeitos, organizações ditas filantrópicas, empreiteiras de idoneidade duvidosa, banqueiros insaciáveis, empresários e agropecuaristas de rapina que orbitam os cofres públicos.
Os raros brados que se levantam não vão além da couraça protetora que o diploma e a toga conferem. É por isso que a elite predatória se rejubila quando vê o cidadão diante da urna eleitoral, recheado de patriotismo, passar-lhe procuração irrevogável para que o ludibrie por mais um período; é a autocorrosão da cidadania disfarçada de dever cívico.
O mais grave dos problemas do país é a indiferença por parte do povo nas entressafras dos escândalos que se tornam cada vez mais freqüentes. Não basta mostrar indignação quando um figurão é acusado de desvio de conduta; é preciso levantar a voz e exigir leis que permitam julgamentos imunes ao corporativismo e conchavos protecionistas.
Nunca é demais repetir as palavras de Martin Luther King:
 "O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons".
Na indiferença de uns está a origem da descrença e da desesperança de outros. E a politicalha, assessorada por habilidosos e caríssimos marqueteiros explora isso com admirável eficiência injetando na mente do eleitor a certeza de que tudo vai mudar.
Que fim levou o discernimento sobre o que é certo, ético, justo, moral, imprescindível? Onde foi parar a capacidade de reação do povo?
Diariamente ouvintes e leitores indignados se manifestam contra esse estado de coisas através dos meios de comunicação disponíveis. Tais manifestações soam como brados no deserto; não têm eco, pois, inexplicavelmente, a grande maioria dos justos, dos probos, dos éticos, dos honestos, dos íntegros está mais preocupada com o que vai acontecer no próximo capítulo da novela do que o que acontecerá com a próxima geração.
Poucos são os que têm coragem de divulgar sua indignação e tentar acordar a Nação da inanição tão útil aos que vivem da ilicitude, outrora oculta e hoje, despudoradamente às escancaras; pouquíssimos são os que têm disposição para levar avante um movimento com sérios propósitos de moralizar as instituições do poder.
O que leva um povo descontente a se comportar como mero assistente diante dos desmandos, mentiras e cinismo, que se instalaram nas entranhas das nossas instituições? Por que não faz nada além das reclamações inúteis através dos espaços que a imprensa lhe concede, se sabe muito bem que não serão levadas em conta? Para que servem as lamúrias nas cartas a jornais e emissoras, na internet, nas filas, nas salas de espera, no ambiente de trabalho, nos botecos, nas esquinas da vida? Sem uma ação efetiva o desabafo não passa de buraco onde a avestruz esconde a cabeça; jamais será um lenitivo para a humilhação do povo. Simplesmente desabafar não leva a nada; é uma reação própria de quem não tem coragem suficiente para tomar uma atitude de enfrentamento.
Freqüentemente somos bombardeados com afirmações do tipo “o voto é a arma do povo”. E daí? Se mal utilizada, essa “arma” só poderá ser novamente acionada depois de quatro anos. Até lá temos que curtir a amarga decepção pelo voto não honrado enquanto o eleito engorda a conta bancária e se regala com as mordomias que financiamos.
Sou um ferrenho defensor da democracia. Mas não da “mafiocracia” que firmou raízes no nosso sistema e permite o acesso e manutenção em cargos públicos de corruptos, incompetentes, estelionatários, traficantes, mentecaptos e congêneres. O corporativismo é prática comum em todos os níveis da administração pública; a falta de coragem, ou a confortável inércia, quando não é uma mordaça, é uma venda que atrofia, por omissão, o dever de defenestrar qualquer elemento de caráter incompatível com o cargo e transforma o mais honrado em mero cúmplice. Não dá, portanto, para não generalizar.
A prudência nos adverte que nem tudo o que se enfrenta pode ser mudado; a sabedoria nos ensina que nada se muda se não for enfrentado.
Temos, há muito tempo, um Legislativo avesso às prioridades da Nação e sem nenhum lastro moral que lhe dê condições de representatividade, seja a nível municipal, estadual ou federal. É um antro onde membros de oligarquias se digladiam em defesa de interesses próprios ou de grupos poderosos. São tão poucas as exceções que, não conseguem alterar o conceito negativo que o povo tem da instituição.
Qual político brasileiro tem no seu currículo algo que possa expor ao eleitor que, conscientemente, depositou na urna, junto com o voto, a certeza ou a esperança de que este seria honrado? Qual político consegue, ao findar o mandato, convencer o eleitor esclarecido que o custo de seu "trabalho" teve retorno positivo para a Nação? Terá algum magistrado ou político brasileiro do pós-militarismo ascendido no conceito popular a uma altura que justifique que seu nome seja citado nos livros escolares ou que seja digno de nomear uma viela de qualquer?
Venalidade, arrivismo e arrogância são os principais atributos da maioria dos eleitos que só sabem nos impor o que fazer e quanto pagar. Como conseqüência, cada legislatura que termina deixa a nação frustrada pela ausência de atitudes, idéias ou contribuições relevantes. Resta-nos conviver com os desmandos e a impunidade de elementos sem condições de nos representar seja por subserviência, incompetência, indolência ou baixeza de caráter.
Passamos vinte anos sob o tacão militar e o que ganhamos com a tão decantada democracia reconquistada? Aumento da freqüência e tamanho dos escândalos, prioridade de acesso à faculdade pela cor da pele ou origem étnica, leis protecionistas para criminosos travestidos de revolucionários, bolsas geradoras de votos e despesas, etc., nada que nos dê esperança ou garantia de um futuro, no mínimo, aceitável.
Seduzidos pela retórica de palanques, um par de alpargatas, uma cesta básica ou por interesses alheios às necessidades reais da Nação, a maioria do eleitorado conduz aos mais altos postos do governo figuras que mereciam se decompor no lixo da História. E a maior parcela de culpa cabe ao sistema eleitoral que permite a candidatura e posse de qualquer aventureiro desprovido de cultura e/ou estatura moral para ocupar um cargo público.
Com a República ainda na sua infância, já nos alertava Rui Barbosa, do alto da sua sabedoria e reconhecida experiência como escritor, jornalista, jurista, tribuno, orador, ensaísta:
“O mal grandíssimo e inevitável das instituições republicanas consiste em deixar exposto à ilimitada concorrência das ambições menos dignas o primeiro lugar do Estado, de sorte a condená-lo a ser ocupado, em regra, pela mediocridade".
Embora falasse em defesa da monarquia essas palavras expressam uma advertência que não perdeu a validade com o desenrolar da nossa História; são apropriadas para explicar, na atualidade, a torpeza de significativa parcela da classe dominante.
A tão festejada reabertura da democracia, que se instalou depois que os militares apearam do poder, elevou a inflação a níveis insuportáveis, tornou inviáveis os investimentos na indústria e na agricultura, prestigiou a exploração da crise pelos bancos, desmoralizou o país perante a comunidade mundial, confiscou depósitos bancários e impingiu-nos uma constituição viciada, elaborada sob pressão de lobistas profissionais com a cumplicidade de defensores dos direitos de quem não tem respeito pelos direitos dos humanos e alinhavada, segundo interesses políticos, pela turma do poire. Roberto Campos, um dos raros políticos que deixaram para as gerações futuras, um exemplo de retidão, inteligência e competência, denominou-a “lanterna de popa” por ser inspirada no passado sem lançar um mínimo de luz para o futuro e a definiu como intervencionista no econômico, utópica no social e híbrida no político”. Eu acrescentaria: protecionista no conteúdo por transformar criminosos oportunistas, travestidos de guerrilheiros, em vítimas de perseguição com direito a vultosas indenizações vitalícias pagas pela sociedade.
Nessa mesma Constituição que rege a atividade social e econômica da Nação; que define o que cada cidadão deve fazer, pagar e obedecer; que distribui, com suspeita generosidade, privilégios a terroristas, seqüestradores e assassinos; que não tem um único parágrafo a favor das vítimas inocentes dos movimentos ditos revolucionários, que tantos prejuízos e apreensões causaram à população ordeira nas décadas de 1960/70do século XX; que distribui benefícios sem exigir obrigações, pois, na sua criação, a palavra direito se faz presente 76 vezes contra 4 de dever, 2 de  produtividade e 1  de eficiência. Trata-se, portanto, de documento que nada tem de "cidadã" pelo pouco que exige em troca do muito que concede em forma de “direitos” objetivando a captação de simpatia eleitoral, além de ser um documento destituído de legalidade: é sabido que, no interregno entre a sua aprovação e a promulgação, foi rasurada com a inserção, à socapa, de alterações não submetidas à apreciação e conseqüente votação por parte da Assembléia Constituinte.
Temos, portanto, uma Carta Magna estuprada quando ainda no útero.
O saudoso Miguel Reale, disse em uma de suas entrevistas:
"... amanhã não haverá mais honestidade no Congresso...".
As manchetes indicam que a profecia do mestre do Direito estava correta; o "amanhã" já virou “ontem” há muito tempo já contaminou o Judiciário e pouco a apouco vai penetrando no Exército que, peso visto, já baixou a guarda para gáudio de gramcistas, comunistas e demais adeptos de um sistema que tem como único objetivo o poder.
O Executivo, comprometido com os poderosos que engordam as contas das campanhas eleitorais ou atrelado a compromissos com partidos mercadores de apoio, preocupa-se, mais com as próximas eleições do que com as próximas gerações.
Elegem-se fazendo promessas aos pobres e governam cumprindo promessas feitas aos ricos.
Temos um Judiciário que caminha no sentido indicado pelas placas fixadas pelo Executivo. É lento por natureza e sem pressa por opção, mas rápido e coeso no combate a qualquer projeto que venha perturbar a doce modorra dos palácios faraônicos ou arranhar as mordomias que a toga concede. Escolhidos conforme afinidades ideológicas que sejam úteis ao sistema ou aos interesses dos governantes - ou de quem os manipula - os altos dignitários da nossa Justiça têm-se destacado pela morosidade, quando se trata de tomar decisões em favor da sociedade, e pela presteza, quando há em jogo interesse da classe ou de lá o colocou. Decisões construídas sobre bases políticas, em completa discordância com o texto constitucional, tornam esse poder um mero serviçal do Executivo. A auto concessão de privilégios, não configurados em lei, é uma aberração que ofende o Legislativo e a Nação.
O tempo de demora para a conclusão de processos que não são notícia e o tratamento desigual geralmente dispensado ao grupo PPP (pobre, preto e prostituta) dão consistência às palavras do poeta grego:
 “A justiça é como teia de aranha: só pega os pequenos, enquanto os grandes a rompe e seguem livres.” (Sólon)
Um magistrado não se faz apenas com caráter e conhecimento; é imprescindível que sejam imbuídos de capacidade de julgar com discernimento, preservando a justiça como prioridade. Já vimos casos em que pareceres, e até sentenças, foram dados em função de desdobramentos econômicos futuros, na contra-mão do texto da própria Constituição. E isso acontece porque a capacidade e hombridade são atributos secundários na escolha de um magistrado; o que pesa, mesmo, é a humilhante submissão a quem o indica. Já tivemos empossado como ministro na mais alta corte de justiça a mediocridade de advogado que não conseguiu demonstrar qualificação para juiz de direito além de indiciado em processo.
Também não temos uma ordem jurídica pois as leis são desrespeitadas até mesmo pelos mais poderosos magistrados com decisões influenciadas pelas inclinações ideológicas dos condenados ou deles próprio. Falta-nos um verdadeiro estado de direito: todos são iguais perante a lei, mas a lei não é para todos.
O pior que pode acontecer a um país é o descrédito do povo em relação às instituições; o noticiário nos vem demonstrando, há muito tempo, que aqueles a quem foi dada a responsabilidade de zelar pela preservação do estado de direito, com poucas exceções, ombreiam-se à desmoralizada classe política com insignificantes exceções.
Temos um funcionalismo desmotivado de melhorar o desempenho porque se sabe sob a égide de leis que lhe garantem continuidade no emprego mesmo que não de­monstre vontade ou capacidade de exercer a atividade correspondente ao cargo. A pro­moção por tempo de serviço é um estímulo a mais à inoperância que grassa em todos os níveis. Isso custa caro e nós, míseros contribuintes, pagamos calados para que assim seja.
A freqüência cada vez maior na imprensa de fatos envolvendo figurões – alguns acima de qualquer suspeita – que dizem respeito à prática de peculato, prevaricação, nepotismo, tráfico de influencia, apropriações e transferências de valores do erário para paraísos fiscais, prejuízos causados por incompetência, etc. nos leva à triste constatação que, em cada giro do planeta, em torno de seu eixo, o sol ilumina um novo escândalo brasileiro e a cada giro em torno do sol não se fala mais nele.
A impunidade, quando não garantida por leis esdrúxulas, faz-se presente com a banalização do foro privilegiado.
A inércia e a podridão se alastram, numa metástase corrosiva, por todo o organismo do Estado. Qualquer remédio prescrito para esse mal tem seu efeito anulado pela prática de conceder benefícios à classe mais pobre para garantir substancial quantidade de votos.
Há quem diga em tal tempo vivia-se melhor mas, com exceção dos que já chegaram à terceira idade, nunca ouvi alguém dizer que em tal tempo o povo era feliz. Passamos por períodos ruins e "menos ruins", mas ruins.
Não somente o sistema, a sociedade também tem a sua parcela de culpa pela falência moral de nossas instituições: entorpecida por conceitos embutidos por filósofos de araque, falsos cientistas políticos, evangelizadores de praça pública, humanistas de ocasião, ideólogos de sindicato, líderes embusteiros ou embevecida pela retórica insossa - mas de bonito palavreado - dos palanques, deixa-se levar, mansamente, pelo canto das sereias do mar de lama onde navegam piratas de colarinho branco. Quando não, deixam-se orientar pela bússola dos "fazedores" profissionais de opinião que se acham no direito de pensar por nós.
Se você, eleitor, se dispuser a fazer uma reflexão profunda e isenta de qualquer influência de ordem religiosa, humanitária, afetiva ou ideológica, com certeza concluirá que a capacidade de solução dos problemas do país e qualidade dos eleitos estão numa relação inversa: mudam-se alguns nomes em cada eleição e os problemas permanecem ou se agravam.
É hora de o povo se unir e fazer com que seja ouvido o brado pela restauração de sua dignidade, pela verdadeira cidadania. Não invadindo repartições pública ou propriedades particulares sob comando de manipuladores da instabilidade emocional dos sem-teto, sem-emprego, sem-esperança; também não apenas pintando a cara e saindo por aí gritando palavras de ordem que são esquecidas com a vitória do time ou ao trinado do primeiro apito carnavalesco e muito menos pegando em armas para uma luta fratricida financiada e ministrada por manipuladores da consciência, do direito, da liberdade.
É hora de mostrar a essa casta que vai do presidente ao vice-prefeito, do senador ao suplente de vereador, do máximo pretor ao mais humilde meirinho, quem paga, quem deve fazer e o que deve ser feito para merecer esse pagamento, ou seja, quem é o patrão e quem é o serviçal num regime verdadeiramente democrático.
É hora de uma atitude, vinda do povo, objetivando o fim do patrimonialismo que oprime a Nação e só serve a quem deveria servir.
É hora de você deixar de ser bigorna e se impor como malho. Mas, se assim o decidir, lembre-se, tem que bater com força.

ENFRENTE, E VÁ EM FRENTE!...

Faz-se cada vez mais necessário, para a moralização de nossas instituições governamentais, a criação de um Conselho de Cidadãos por voluntários, não remunerados, sem vínculo partidário com entidades religiosas ou sindicais em nível de diretoria ou superior, nos últimos 10 anos, com soberania para julgar e ditar punicão a eleitos, detentores de cargos de confiança e magistrados que apresentarem atos incompatíveis com a dignidade do cargo, seja na vida pública ou particular sem interferência de qualquer outro poder da República.
Democracia não é remédio que pode ser tomado puro; a sociedade que elege deve ter a sua disposição instrumentos de fiscalização do comportamento ético e disciplinar dos seus representantes e selecionar os postulantes a cargos eletivos de modo a impedir que marginais, corruptos, incompetentes, pulhas, apedeutas, terroristas, crápulas e vagabundos candidatem-se de olho apenas nas mordomias, nas escandalosas vantagens pecuniárias, nos interesses corporativos ou para fazer do cargo um esconderijo ou entrada da cornucópia do erário.
Num regime democrático, todos têm direito de participar da administração e o cidadão que elege, deve ter o direito de retirar o seu voto se entender que o mesmo não foi honrado.
 “A esperança venceu o medo” disse um presidente no seu discurso de posse.  Não se passou nem um ano de governo e a sociedade sentiu que o medo dissolveu a esperança. Mesmo enganada, frustrada, humilhada, significativa maioria da nação continuou calada, submissa, inerte, conformada, valendo-se do fatalismo como desculpa para sua indolência. Nem mesmo as forças armadas demonstraram interesse em levantar suas bandeiras e baionetas na defesa da dignidade da nação e da soberania ameaçada. Não creio que arrefeceram o ímpeto patriótico e a coragem que os levou a deflagrar uma revolução; o que penso é que os militares atuais não estão investidos do mesmo patriotismo dos de 1964; já foram cooptados ou contaminados. Chegamos ao ponto em que esperança de sobrevivência da PÁTRIA depende somente da reação do POVO.

Não permitam o naufragar das ilusões, o apagar das esperanças, o sepultamento dos princípios, a desintegração dos valores a descrença no futuro, o murchar das perspectivas...
Chega de atirar pedras inúteis; é hora de virar a mesa.


se você acredita que a união faz a força,
se você concorda que as grandes caminhadas começam com um pequeno passo,
se você se sente explorado e desamparado pelos poderes constituídos,
se você tem orgulho do seu país e vergonha de suas instituições,
se você acha que do jeito que  está o país não tem como acreditar no futuro,
se você acredita que podemos fazer uma revolução de consciência,
se você concorda que o berço da desigualdade tem origem na desigualdade  de berços.
então divulgue este texto. Mas,
se você é conformista por natureza,
se você é ingênuo a ponto de acreditar nas promessas de palanque,
se você é dos que se deixam tanger, de cabeça baixa, até a urna,
se você é dos que acham que não dá para melhorar,
se você não está preocupado com o futuro das nossas crianças,
se você acredita que todos são iguais perante a lei,
se você acredita ser impossível diminuir a diferença entre as classes sociais,

a classe dominante agradece e continuará dominando. Mas, quando se aperceber que a sua inércia compromete as próximas gerações, ou que está sendo manipulado pela “mafiocracia”, pode ser tarde demais para reagir; aí só resta lamentar; espernear é o único direito do enforcado.
Mas divulgue o texto assim mesmo; ainda há quem acredita no poder da mobilização popular como instrumento de restauração da dignidade da Nação e, mesmo indiferente, você também será beneficiado sem que algo lhe seja cobrado.

Vamos gritar antes que nos tirem a voz.
Vamos agir antes que nos tirem a liberdade.
Vamos nos dar as mãos antes que as algemas da intolerância e da prepotência não mais o permita.
Vamos mostrar que ainda podemos fazer algo pela dignidade da Nação.
Vamos fazer por merecer o respeito e a gratidão das próximas gerações.

        “AINDA HÁ TEMPO”
(frase inscrita na base de um relógio de sol chinês)

”Quando a reforma a partir de cima torna-se impraticável, a revolução a partir de baixo torna-se inevitável.” (J. K. Galbraith)
“Eu não quero morar em outro país, eu quero morar em outro BRASIL.”
(Marcel Van Hattem)
 “Quem se omite, indiretamente, se associa.” (Barão de Itararé)


PENSE, REPENSE, CRITIQUE, mas REPASSE
Faça-o pela Pátria, pelas futuras gerações, pela dignidade da Nação


Geraldo Hernandes
eleitor 1326801601-59
gherr@ig.com.br
Santo André-SP
T001



BOI DE PIRANHA- CRÔNICA DE ROBERTO GONÇALVES

Roberto Gonçalves

18:48 (Há 2 horas)
para MarcoAderbaljoaoOswaldoAirjeremiasRobertaRaquelBeneditoAngelaSdJoseluizConstantinRodrigoNiltonMariaEmersonEvandroESCRITORIOAssearte.harmsRaulFaustoAntonio
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Roberto Gonçalves <roberto.motivacao@gmail.com>
Data: 16 de abril de 2015 18:44
Assunto:
Para: Marcelo Pedroso <marcelo.pedroso@ovale.com.br>claudio.souza@ovale.com.br


                BOI  DE  PIRANHA

A colonização brasileira, principalmente a conquista dos sertões,
passou pelos cascos das valentes mulas que transportaram nossos
antepassados pioneiros, abrindo picadas e estradas boiadeiras,
caminhos para a passagem de animais usados na montaria e
boiadas que foram se expandindo na direção do interior brasileiro.
Embora os caminhos iniciais da colonização fossem os rios,
" rodovia fluvial " dos Bandeirantes, com a fundação de vilas nas
proximidades dos rios, as populações ribeirinhas foram, aos poucos,
desenvolvendo atividades agrícolas e pecuárias para abastecimento
local. E com o início do comércio entre as vilas, as estradas foram
sendo abertas, principalmente para o transporte de gado, cavalos e
mercadorias trocadas.
Como não havia pontes para atravessar os rios, os animais eram
atirados na água e venciam a difícil travessia, sempre com os peões
comandando a boiada, visando atingir a terra firma no mais curto espaço
de tempo, evitando o cansaço exagerado dos animais e o perigoso
ataque de piranhas, causador de muitas perdas no rebanho.
Nas longas viagens, era comum o abate de bois para alimentação
da tropa, com o comandante da "invernada", na hora do animal ser
sacrificado, escolher aquele que estivesse com alguma dificuldade,
tipo mancando, emagrecimento acelerado, etc., procurando manter
o rebanho em marcha uniforme.
O maior pavor dos boiadeiros, ao atravessar os rios, era o ataque de
piranhas. Até que alguém, não sabemos quando, nem onde, teve a
brilhante idéia de atirar o boi mais depauperado do rebanho num
determinado ponto do rio, para ser devorado pelas piranhas, numa
refeição que duraria o tempo suficiente para a boiada passar num
ponto mais distante, salvando todo rebanho das grandes predadoras.
E a partir dessa técnica admirável inventada pela engenharia humana,
a expressão " BOI DE PIRANHA " entrou no vocabulário do povo
brasileiro, começando na linguagem do cotidiano, avançando nas
redações dos jornais, citado nos discursos parlamentares e referência
defensiva de todas as pessoas que se sentiam usadas ou descartadas.
No folclore brasileiro, principalmente no mundo político, Boi de Piranha
virou frase tão comum, que, muitas vezes antes de começar um debate,
um dos interlocutores já se defendia dizendo que não tem vocação para
boi de piranha, isto é, ser jogado num espaço para ser devorado por
intrigas, adversários ou qualquer prejuízo grave à sua personalidade.
E no Brasil de 2015, vivemos o apogeu de um caso extremo de boi de
piranha, com o Senhor Lula, vivendo um crepúsculo político nunca
imaginado um ano atrás, jogando sua ex-pupila, Dilma Roussef, para
o fundo do rio,fazendo dela o BOI DE PIRANHA que precisava, para
ser devorada enquanto tenta salvar sua desastrada imagem para as
eleições de 2018, onde é candidatíssimo, ainda acreditando no
milagre de sua eleição.
. Aliás, no mundo político, pobre em ética, mas rico em
criatividade verbal, há frases e pensamentos para todos os
gostos. Por coincidência, antes de alguém ser jogado ao rio para
tornar-se boi de piranha, é comum ficar um bom tempo segurando
a brocha na mão. E foi o que aconteceu com Dilma, herdeira do
 governo  corrupto de Lula, e cujas bandalheiras continuaram
 em seu governo, sem que  não soubesse de nada.
Lula ficou  sumido da mídia,mas sempre presente nos bastidores,
, tentando salvar seus comparsas. Nunca imaginou  esse inferno
 astral, com a polícia próxima de seus calcanhares.
Tenta, via PMDB, ressuscitar sua imagem, ciente que Dilma já foi
devorada pelas piranhas e pelas vozes das ruas.
Michel Temer, da mesma extirpe de Renan Calheiros, é o novo
presidente do Brasil, articulado com Lula nos bastidores.
E as ruas, focando apenas no Fora Dilma, não parando para pensar que
ela já está fora,enquanto Lula bajula Michel Temer.
Houvesse mais sabedoria nas ruas e nos partidos de oposição, o
Fora Dilma seria substituído, imediatamente, por FORA LULA !

 Roberto Gonçalves é cientista político

UMA OCORRÊNCIA DA ROTA DIGNA DE REGISTRO

parte 1ºBPCHq Tobias de Aguiar ROTA

Entrada
x