sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

QUANDO UM PAÍS ESTÁ ACABANDO???? - MEUS CUMPRIMENTOS AO ARMANDO ALBUQUERQUE

Quando um país está acabando? (5)
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Armando Albuquerque 
31/12/15
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Você percebe que um país está acabando quando:

A segundo estado em importância, o Rio, está no pronto-socorro, como destaca a capa da Veja desta semana. 

No entanto, pronto-socorro é para males emergenciais, de tratamento básico. O Rio está na UTI, precisando de uma junta de especialistas em falência de múltiplos órgãos. E não é de agora. O mal vem desde que a Capital Federal bateu asas e deixou o Rio sem o manancial de recursos que os Estados tributam ao centro de poder, como acontece com Brasília, que nada em dinheiro (veja-se o nível salarial do funcionalismo, incluída a PM).  

O Rio é uma obra de ficção, embalada em músicas, filmes e livros nos quais a miséria da favela é glamourizada, o malandro tem status de gente honesta e o trabalho é uma deformação social, que precisa ser colocada debaixo do tapete. Essa criação alimenta a campanha de marketing permanente que vende o Rio.

Não foi por acaso que Joãozinho Trinta avisou: “quem gosta de pobreza é intelectual”.  Mas não adiantou. Os intelectuais continuam gostando e faturando com a pobreza. A favela continua sendo tema de novela, de música, de filme e até de turismo, acredite quem quiser. Os gringos pagam para ver o exotismo de uma favela, numa espécie de Jurrasic Park cheio de faveladossauro.

E piorou após o governo de Sérgio Cabral, quando atingiu o auge da corrupção (onde a corrupção é uma tradição) e, em paralelo, do marketing criativo, sendo as UPPs um dos maiores exemplos. Falaram até em Premio Nobel da Paz para o Beltrame (como os petistas falaram sobre o Lula). 

Pacificaram as favelas e colocaram a PM (sempre ela) para decorar a paisagem pacificada. De fato, é bucha de canhão, como comprovam os 11 ataques a UPPs, no período de 4 dias. Se considerarmos que apenas 38 favelas foram pacificadas, temos que 30% das UPPs em favelas pacificadas foram atacadas. Entenderam?

De verdade, nem é pronto-socorro nem Uti. O momento é de ministrar extrema-unção. 

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