domingo, 13 de março de 2016

QUEM PEGOU O EX-PRESIDENTE LULA FOI O PESSOAL DA RECEITA FEDERAL - POR FERNANDO CASTILHO


Quem pegou o ex-presidente Lula foi o pessoal da Receita Federal

 
 
Fernando Castilho 
Esqueça o japonês da Federal e o promotor-chefe da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. E também aquele promotor do Ministério Público de São Paulo Cássio Conserino. Quem pegou Lula foi a Receita Federal, que vai ter as provas contra o ex-presidente. E é com isso que ele agora vai se preocupar.
Como na Máfia italiana, e no enredo da saga americana de Al Capone, quem pegou Luís Inácio Lula da Silva não foram os federais, mas da Receita. Até porque eles fizeram junto com o MPF do Paraná e o Juiz Sérgio Moro todo o trabalho de cruzamento dos dados e produziram as provas. Ontem, tinha na operação 44 auditores da Receita.
É preciso entender uma coisa que é fundamental nesse jogo. O sujeito pode até não ser preso como aconteceu com o ex-presidente ser conduzido coercitivamente a prestar depoimentos, mas o processo no Fisco é quem vai comprometer seu futuro. E esse é o problema que Lula nem o PT e muito menos a militância entenderam. O problema do ex-presidente é com o Fisco e, se for preso, será por ocultação de patrimônio, elisão fiscal e vai por aí já que o dinheiro auferido tem origem nos desvios que as empresas envolvidas na Lava Jato fizeram.
O que aconteceu esta semana seja no STF, seja na Justiça Federal com o Delcidio Amaral e com Lula nesta sexta-feira tem um fio condutor. Antes de Lula, dezenas de empresários e gestores das empresas e da Petrobras vão tirar cadeia mesmo.
E não vai ter juiz nem de primeira nem de segunda instância que revogue preventiva e julgue diferente de Sérgio Moro. Aquela decisão STF de mandar o sujeito para a prisão depois de ter a condenação validada em segundo grau foi para pegar os caras pegos na Lava Jato. A decisão STF de mandar processar Eduardo Cunha foi nessa direção. Ou seja: bateu no STF está ferrado. E olha que a ministra Carmem Lúcia só assume em setembro.
O STF assumiu o papel de fazer o que o Legislativo e o Executivo não estão fazendo. Cuidando de defender a Democracia. O STJ depois que o Delcídio citou o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas se sentira obrigado a também se mostrar duro com os envolvidos na Lava Jato.
É isso que nem Lula nem o PT entenderam.  O que a Receita Federal chama sofismando de ‘confusão operacional e financeira’ entre o Instituto Lula e a LILS, empresa de palestras do ex-presidente é o ápice da Lava Jato. Estamos falando de R$ 20 milhões que foram doados ao Instituto Lula pelas cinco maiores empreiteiras envolvidas no cartel da Lava Jato. Outros R$ 10 milhões pagos à LILS.
A Receita Federal aponta “confusão operacional e financeira” entre o Instituto Lula e a LILS, empresa de palestras do ex-presidente, alvo nesta sexta-feira, 4, da Operação Aletheia, ápice da Lava Jato. Tem muito mais coisa em termos de cruzamento de dados.
O fio da investigação é um total de R$ 20 milhões foram doados ao Instituto Lula pelas cinco maiores empreiteiras envolvidas no cartel da Lava Jato. Outros R$ 10 milhões pagos à LILS. Para a Receita Federal a questão foi a análise é o relacionamento das entradas e recursos da LILS Palestras e saídas de recursos do Instituto Lula”.
E o PT vai reagir? Tem a obrigação. Tem o dever de fazer um barulho dos diabos pois esse é a última barreira. Se o Lula cair, como parece que caiu, vai sobrar o que? Em 36 anos de existência, a utopia do PT converteu-se numa ação criminosa de amigos. Se um petista de raiz abrir mão dessa utopia, vai viver como?
Então é natural a reação e a promessa de Lula de rodar o país para defender o legado PT. Só ele tem capacidade dessa missão. Mas sabe que a próxima ação será mais forte e mais terrível e que tudo que chegar seja no Sérgio Moro, no STJ e até no STF será com eles.
Com a justiça se enfrenta, com o Congresso se disputa  eleição. Contra o leão do Imposto de Renda só existe o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais ). E ele já pegou gente muito mais poderosa que Lula e suas amigos do PT.

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