quarta-feira, 20 de abril de 2016

O TUIUTI NÚMERO 168 - MEUS AGRADECIMENTOS AO RUI SANTOS VARGAS E AO LUIZ GIORGIS.

TI 168


Entrada
x

Rui Santos Vargas santosvargas.rui@gmail.com

Anexos
para Cco:mim
Boas leituras!

Cumprimentos,




---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Luiz Giorgis


                    Esta edição de O Tuiuti faz a cobertura do último evento de posse da AHIMTB/RS no Salão Brasil do CMPA em 06 Abr 2016. 
Posse do Dr. Amadeu Weinmann como Acadêmico, depois das posses do Gen Edson Leal Pujol, Comandante Militar do Sul como Presidente de Honra da AHIMTB/RS e dos coronéis Rodrigues e Herculano, respectivamente comandantes do CPOR/PA e CMPA como 2º e 3º Presidentes de Honra. 
Evento que contou com a participação de 110 convidados.
Um abraço a todos.  Caminha. 





EVENTO DE POSSES NA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL/RS Leonardo Roberto Carvalho de Araújo, Cel Inf Em concorrida sessão solene havida no Salão Brasil do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), na noite de 06 de abril, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) empossou novos e distintos membros. Inicialmente, foi empossado o General-de-Exército Edson Leal Pujol, Comandante Militar do Sul, como Presidente de Honra, com o Diploma sendo entregue pelo Acadêmico e Desembargador Federal Dr. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. Já na condição de Presidente de Honra, o Gen Ex Pujol entregou o Diploma correspondente ao Coronel de Cavalaria Marco Antônio Rodrigues, Comandante do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Porto Alegre (CPOR/PA), como 2º Presidente de Honra, e ao Coronel de Infantaria José Herculano Azambuja Junior, Comandante do CMPA, como 3º Presidente de Honra. O novo Acadêmico empossado foi o eminente professor e advogado criminalista Amadeu de Almeida Weinmann, na cadeira cujo Patrono é o Coronel Honorário da Brigada Militar e Historiador Arthur Ferreira Filho. O Acadêmico e Desembargador Federal Dr. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, na condição de acadêmico ocupante da Cadeira Cel Thomaz Thompson Flores, realizou a alocução de recepção ao novo acadêmico. O evento teve o prestígio de diversas outras autoridades militares e civis, entre elas: Gen Ex José Carlos de Nardi; Gen Ex Carlos Bolivar Goellner; Gen Div Fernando Vasconcellos Pereira; Gen Div Álvaro Nereu Klaus Calazans; Gen Bda Douglas Bassoli, Chefe do Estado-Maior do CMS; Gen Bda Daniel Lomando Andrade; Gen Bda Edson de Oliveira Goulart; Gen Bda Luiz Carlos Rodrigues Padilha, Assessor para Assuntos Institucionais do CMS, Vereadora Mônica Leal; Dr. Luiz Eduardo Amaro Pellizzer, Vice-Presidente da OAB-RS; Dr. Júlio Cezar Mandagaran Caspani, Chefe de Gabinete da OAB-RS. O Governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, enviou carta de cumprimentos ao Dr. Amadeu Weinmann. ÓRGÃO DE DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL/RIO GRANDE DO SUL (AHIMTB/RS) - ACADEMIA GENERAL RINALDO PEREIRA DA CÂMARA - E DO INSTITUTO DE HISTÓRIA E TRADIÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL (IHTRGS) 150 anos da 1ª Batalha de Tuiuti – 400 anos da fundação de Belém do Pará ANO 2016 Abril N° 168 O TUIUTI 2 A AHIMTB/RS A Academia de História Militar Terrestre do Brasil/RS - Academia General Rinaldo Pereira da Câmara (www.acadhistoria.com.br) é presidida pelo Acadêmico Cel Luiz Ernani Caminha Giorgis e tem sede no Colégio Militar de Porto Alegre, onde também tem outro Acadêmico, o Cel Leonardo Roberto Carvalho de Araujo. Integra a Federação das Academias de História Militar Terrestre do Brasil, fundada em Resende, em 01 de março de 1996, e presidida por seu fundador, o Cel Cláudio Moreira Bento. Destina-se a desenvolver a história das Forças Terrestres do Brasil, visando contribuir com relevância e alta qualidade para a preservação da história militar do Brasil. Em 2011, a AHIMTB foi transformada em Federação de Academias e foi acolhida na AMAN pelo seu comandante, o hoje Acadêmico Emérito Gen Ex Edson Leal Pujol, Comandante Militar do Sul. No Estado, a Academia já contribuiu com o publicação de 21 livros sobre a História do Exército no Rio Grande do Sul, com ênfase nas Grandes Unidades nele sediadas. Além disso, publicou as biografias do Duque de Caxias, General Osório, Brigadeiro Sampaio, Conde de Porto Alegre, das escolas militares do Casarão da Várzea e de Rio Pardo, e de Hipólito da Costa, o fundador da imprensa brasileira. Este projeto, uma iniciativa do Gen Div João Carlos Rotta, já falecido, foi denominado Projeto História do Exército no Rio Grande do Sul, e foi concluído em 2012. A AHIMTB é aberta a militares e civis que pesquisam a história militar brasileira. Da esquerda para a direita: Cel Araújo, Gen Vasconcellos, Cel Moura, Cel Ernani Medaglia Muniz Tavares, Gen Pujol, Gen Padilha, Cel Agostini e Cel Lescano. 3 O Cel Araújo, condutor da cerimônia, ao microfone, iniciando os trabalhos. Na mesa, da esquerda para a direita: Gen Vasconcellos, Gen Bolivar, Dr. Thompson Flores, Gen Pujol, Cel Caminha, Gen De Nardi e Cel Herculano (Cmt do CMPA). Sequência do evento 1) Formação da Mesa de Honra; 2) Canto dos Hinos Nacional e Riograndense; 3) Posse do Gen Ex Edson Leal Pujol, Cmt do CMS, como Presidente de Honra da AHIMTB/RS; 4) Posses dos coronéis Marco Antônio Rodrigues (Cmt CPOR/PA) e Herculano Azambuja Júnior (Cmt CMPA) como 2º e 3º Presidentes de Honra da AHIMTB/RS, respectivamente; 5) Alocução do Dr. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, Desembargador Federal do TRF4, de recepção ao novo Acadêmico Dr. Amadeu de Almeida Weinmann; 6) Entrega do Diploma de Acadêmico ao Dr. Weinmann pelo Gen Pujol; 7) Colocação da Insígnia no Dr. Weinmann, realizada pelo Dr. Thompson Flores auxiliado pela esposa do Dr. Weinmann, Dra. Rejane Weinmann; 8) Alocução de posse do Dr. Amadeu Weinmann na Cadeira Especial Cel Honorário da BMRS Arthur Ferreira Filho; 9) Compromisso do Dr. Weinmann como Acadêmico; 10) Cumprimentos das autoridades ao Dr. Weinmann; 11) Palavras do Presidente da AHIMTB/RS, Cel Caminha; 12) Palavras finais do Gen Pujol e encerramento da Sessão; e 13) Coquetel de confraternização. 4 Imagem da assistência cantando o Hino Nacional. Mensagem do Presidente da FAHIMTB, Cel Cláudio Moreira Bento Resende - A Cidade dos Cadetes - 31 de março de 2016 MENSAGEM DO PRESIDENTE DA FAHIMTB A AHIMTB-RS Prezado confrade Presidente da AHIMTB/RS – Academia General Rinaldo Pereira da Câmara, Acadêmico Benemérito Cel Luiz Ernani Caminha Giorgis, com votos de bem sucedida cerimônia de posse de acadêmicos e presidentes de Honra da AHIMTB – RS A nossa FAHIMTB completou em 1º de março de 2016 20 anos de profícua atividade em prol do desenvolvimento da História das Forças Terrestres do Brasil, Desde o Bicentenário da AMAN, em 23 de abril a AHIMTB, foi transformada em Federação de Academias de História Militar do Brasil e foi acolhida por seu comandante em seu interior, o hoje acadêmico emérito da FAHIMTB Gen Ex Edison Leal Pujol o comandante da AMAN em seu bicentenário, e hoje comandante do Comando Militar do Sul, grande comando que tivemos a felicidade, como filho do Rio Grande do Sul e soldado, de levantar a História do Exército no Rio Grande do Sul, composta por 21 livros sobre as Grande Unidades do Exército articuladas no Rio Grande do Sul. Foram os livros do CMS, 3ª RM em três volumes, 3ª e 6ª Divisões do Exército, 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, 6ª Brigada de Infantaria Blindada, AD/3 e AD/6 e 1ª, 2ª e 3ª Brigadas C Mec. Além disso as biografias dos líderes de Batalhas, Duque de Caxias, General Osorio, Brigadeiro Sampaio, Conde de Porto Alegre, as escolas Casarão da Várzea e Escolas Militares do Rio Pardo e também Hipólito da Costa, o fundador da imprensa brasileira, filho, sobrinho e pai e avo de soldados. Sem dúvida, um grande feito literário militar sem precedentes, no qual contamos, em especial, com a parceria constante do Coronel Caminha. 5 Projeto de iniciativa, como comandante da 3ª Região Militar, do Gen Div João Carlos Rotta, falecido como acadêmico da FAHIMTB. Projeto História do Exército no RS iniciado em 1994 e concluído em 2012 com a História da AD/3. Quero cumprimentar pela posse como 1º Presidente de Honra da AHIMTBRS o nosso acadêmico emérito General Pujol, bem como o nosso acadêmico Dr. Amadeu de Almeida Weinmann que assume a cadeira de um grande e apreciado historiador gaúcho, o “Coronel” Arthur Ferreira Filho. E também os comandantes do CPOR/PA e do Colégio Militar, coronéis Marco Antônio Rodrigues e Herculano Azambuja Junior, que seguramente estudaram nos livros textos da cadeira de História da AMAN que, como historiador já consagrado e premiado, coordenamos e os enriquecemos: História Militar do Brasil e A História da Doutrina Militar da Antiguidade à 2ª Guerra Mundial (Os azuizinhos). E aqui lembrar aos acadêmicos e demais presentes a esta reunião, o que nos inspirou nesses 20 anos de atuação à frente da FAHIMTB. Também há 30 anos à frente do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul, que resgata e divulga as tradições militares do Rio Grande do Sul. Há 28 anos à frente da Academia Canguçuense de História, onde se encontra riquíssimo e precioso acervo de História do Exército. Lembramos o pensamento do Marechal Fernando Foch que saiu da Escola de Guerra da França onde lecionava História Militar para comandar a vitória na 1ª Guerra Mundial: “Para alimentar o cérebro do Exército na Paz, para melhor o preparar para a eventualidade indesejável de uma guerra, não existe livro mais fecundo em lições e meditações do que o livro da História Militar”. E creio que com o Cel Caminha conseguimos, em parceria, escrever além da História do Exército no Rio Grande do Sul o livro História Militar do Brasil nas versões: Brasil Lutas contra invasões, ameaças e pressões externas e, no prelo, Brasil Lutas Internas 1500 – Atualidade, em defesa da Unidade e Integridade do Brasil. É mais outro feito literário da FAHIMTB sem precedentes na Historiografia Militar Brasileira. E também recorro a este pensamento que manifesto em meu livro Como estudar e pesquisar a História do Exército em suas edições de 1978 e 1999 transcrito em nota de aula da ECEME em 1993: Até hoje não vimos ninguém, chefes, planejadores, pensadores e historiadores militares com autoridade vivida em Arte e Ciência Militar, ou a Arte e Ciência da Guerra afirmar o contrário. Ou seja, de que o livro da História Militar Critica, à luz dos fundamentos da Arte e Ciência militar não seja a mestra das mestras do profissional militar, ou do Soldado. Há 45 por vocação irresistível como historiador militar brasileiro, em especial do nosso Exército, muito me preocupa as atividades de História no Exército e, em especial a condução do ensino de História Militar. E nossas preocupações e motivações em caráter reservado, as tenho transmitido a autoridades ligadas à estrutura da FAHIMTB como presidentes de Honra. Atualmente me dedico a colocar no site da FAHIMTB os meus mais importantes trabalhos sobre História Militar e no Programa de Bibliotecas PERGAMIUM do Exército todo a acervo da FAHIMTB, que acredito seja o único que o Exército dispõe. Acervo doado em Boletim à AMAN e classificado à luz da Teoria de História do Exército, do EME, e desenvolvida por sua Comissão de História de 1971-1974, a qual integrei como adjunto de seu Presidente o Cel Francisco Ruas 6 Santos, o hoje patrono de cadeira da FAHIMTB, ocupada pelo historiador militar Cel Manoel Soriano Neto. Teoria constante no tocante ao emprego de Forças Terrestres em nosso Manual Como estudar e pesquisar a História do Exército Brasileiro, já citado, distribuído às nossas escolas AMAN, EsAO e ECEME pelo Estado-Maior do Exército que os publicou. Alem das histórias do Exército no Rio Grande do Sul, com satisfação vejo iniciativas de escrever-se as histórias de unidades do Exército no Rio Grande do Sul. O 27º GAC - Grupo Monte Caseros, escreveu sua História e nos honrou nos convidando para prefaciá-lo. O 9º RCB, por iniciativa de seu comandante, convidou os acadêmicos Cel Caminha e o Sub Tenente Osório Santana Figueiredo, os dois maiores e mais constantes historiadores militares de vocação a escreverem a sua História, com a valiosa participação dele próprio como comandante. Acreditamos que a História do Comando Militar do Sul, escrita há 21 anos precisa ser atualizada. Dia 10 de abril transcorre a data dos 150 anos da morte em ação do patrono da minha Arma a Engenharia o Ten Cel João Carlos Villagran Cabrita. Tenho preparado diversas matérias sobre o assunto e as difundido. A luta continua e a FAHIMTB a venceu até agora. E o seu futuro a Deus pertence. E o meu futuro, aos 84 anos, está curto, mas sinto uma sensação de realização em relação ao Exército ao qual sirvo há 66 anos, dois anos a mais que o patrono do Exército e da FAHIMTB o Duque de Caxias. Talvez estivesse na hora do Exército encampar e oficializar a FAHIMTB, para que o seu esforço não seja perdido e tenha continuidade. No mais, felicidades a todos os que prestigiam e honram com as suas presenças esta cerimônia histórica. Ass: Cel Claudio Moreira Bento. Texto do Discurso do Dr. Thompson Flores de recepção ao novo Acadêmico Saudação ao Professor Amadeu Weinmann na Academia de História Militar Terrestre do Brasil, proferido na sessão solene de 06.04.2016. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz - Desembargador Federal - VicePresidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Exmº Senhor Presidente da Academia de História Militar, Dignas Autoridades civis e militares, aqui presentes e representadas, Senhoras e Senhores, Prezado Professor Amadeu Weinmann: O Imperador Octávio Augusto proibia que o louvassem nas Escolas de Roma temendo que o seu nome fosse envilecido. Inspirado nesse sábio exemplo, a posse nesta Academia de História Militar é singela, mas muito significativa. Por delegação do Sr. Presidente, coube-me a grata tarefa de saudar o Professor Amadeu Weinmann no seu ingresso na nossa Academia. Amadeu de Almeida Weinmann é natural de Ijuí, filho do saudoso Médico e Parlamentar, Amadeu Ferreira Weinmann. Penalista consagrado, é autor de inúmeras obras como: Princípios de Direito Penal, A Pena de Morte e o Sistema de Penas no Brasil. Cultor da História, escreveu obras biográficas e de períodos marcantes de nossa História. Dotado de estilo claro e preciso, virtudes exigidas por Sainte-Beuve, é um escritor de raro talento. Lembrava Anatole France que Maupassant foi grande escritor porque possuía as três maiores qualidades do espírito francês: primeiro a clareza, em 7 seguida, ainda, a clareza, por fim a clareza. Nos debates jurídicos e nas investigações científicas a clareza é uma virtude insuperável. Autor de inúmeros artigos de doutrina, foi alvo, ao longo de sua extensa e vitoriosa carreira, de várias homenagens, como a Medalha Osvaldo Vergara, a Medalha do Pacificador e a Ordem do Mérito Militar, no Grau de Cavaleiro. O Professor Amadeu Weinmann é oficial da Reserva – Arma da Cavalaria, sendo sobrinho de General que marcou a História do Brasil. Como Professor e Jurista, Amadeu Weinmann dedica-se há mais de 50 anos à causa da Justiça. O antigo batonnier, Fernand Payen, em seu clássico “Le Barreau”, ao escrever sobre o papel do advogado, diz que “n’est plus un simple commentateur. Il est l’inspirateur du Juge. Dans une mesure chaque jour croissant, il contribue à créer le Droit”1. Por outro lado, segundo autorizada doutrina, a imobilidade das interpretações da lei, advertia o grande Pessina, seria um ultraje à razão, sendo fundamental o papel do advogado no desenvolvimento do progresso do Direito que só se opera por meio de uma hermenêutica incessantemente renovada e melhorada do alcance das fórmulas legais em face das necessidades da vida, porém, jamais contra o império da lei, o que repugnaria os mais elementares princípios da nossa organização política, mas dentro da lei e, muitas vezes, além da lei, consoante autoriza a Constituição da República. Cabe, aqui, recordar conhecida passagem da História da França. Ao ser batizado por São Remy, perguntou-lhe o Rei Clovis quanto tempo duraria o Reino de França - a resposta do Bispo Reims veio breve e pronta: durará enquanto nele imperar a Justiça. Justiça, eis a virtude mais reclamada nos dias que correm no Brasil. Professor Amadeu Weinmann, é um privilégio tê-lo entre nós. Seja muito bem vindo. Texto do Dr. Amadeu Weinmann em exaltação ao seu Patrono de Cadeira Excelentíssimo Senhor General de Exército EDSON LEAL PUJOL, Comandante Militar do Sul e Presidente de Honra da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul, dizendo-lhe que imagino o quanto seu pai, o Cel PM Péricles Pujol, teve motivos para orgulhar-se de seu filho, o primeiro de sua turma no curso de cavalaria, primeiro na escola de aperfeiçoamento de oficiais e primeiro no curso de estado maior do exército brasileiro. Honra-me tê-lo como Presidente desta solenidade. Menos pensando cumprir o protocolo e mais como demonstração de meu espírito cívico e patriótico, saúdo o Excelentíssimo Senhor Coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis, presidente da seccional destra digna Academia, bem como delego a Vª Exa. a nobre missão de transmitir as minhas saudações ao eminente Cel CLÁUDIO MOREIRA BENTO, Presidente da FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL. Saúdo, também, o meu hospedeiro, o Exmo. Sr. Cel. HERCULANO AZAMBUJA JÚNIOR, Comandante do Colégio Militar de Porto Alegre, de onde saíram grandes 1 In “Le Barreau – L’Art et La Fonction”, Éditions Grasset, Paris, 1934, p. 67. 8 figuras, entre elas, as dos Generais Eurico Gaspar Dutra, Pedro Aurélio de Gois Monteiro e tantos outros militares que fizeram e honraram a história de Brasil. Estendo a minha saudação ao Exmo. Sr. Cel. MARCO ANTÔNIO RODRIGUES, comandante do CPOR/PA, entidade da qual pertenci e com muita honra vejo o meu nome na ponta de uma das estrelas que engalanam a galeria dos alunos destaques daquela entidade educadora, lembrando-vos, também, que meu pai, o médico Amadeu Ferreira Weinmann pertenceu à primeira turma de cavalaria do curso, em 1929. Ao Dr. Eduardo Müller, meu caro amigo a quem julgo ser o responsável maior pela minha presença aqui, no dia de hoje. Apresento minha saudação plena de gratidão pelas generosas palavras proferidas pelo Desembargador Federal Dr. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, magistrado que engrandeceria qualquer Tribunal, de qualquer país dito civilizado, dizendo apenas: como me senti feliz em ser saudado por Vª Exa., a quem tanto admiro e respeito. Desembargador Thompson Flores: como gostaria de ser realmente tão importante quanto o generoso coração de Vª Exa. me desenhou. Muito Obrigado, Desembargador Thompson Flores. Agradeço, por fim, à minha esposa, Dra. Rejane Weinmann pelo companheirismo e estímulo que me ajudaram a chegar ao ponto que atingi. Minhas Senhoras e Meus compatriotas! O ser humano é uma verdadeira caixa de surpresas! Acreditem senhores, que jamais pensei chegar a qualquer tribuna sentindo-me impotente, temendo pela grande responsabilidade de falar perante a história de minha pátria e ter que revelar a minha própria história. Sou um orador curtido nas adversidades do Tribunal Popular do Júri, terçando armas com acusadores da mais elevada categoria jurídica, com tribunos reconhecidamente ilustres. A todos os enfrentei com ganas! No entanto, chegando aqui, olhando esta verdadeira multidão, senti esse inexplicável acanhamento que sente o homem diante da superioridade do povo que representa a história da sua Pátria. Minha alma de orador, recebido que fui, e que estou honradamente sendo recebido, sem nenhum dos apartes e protestos tão singulares ao Júri Popular, acudiu-me certo temor e, sem perder a serenidade necessária à solenidade deste ato, chego a conclusão que mais alto falam os discursos proferidos no passado nesse prédio histórico, todos repercutindo, repito, a garantia histórica de minha terra. É que aprendi com Cicero no seu imortal ‘de oratore’ que “a história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos”. E os tempos antigos são os impulsos, os estímulos, o incitamento do tempo, que é o único repositório dos fatos acontecidos e, portanto, testemunhas únicas do passado, que deve servir de exemplo ao presente e, principalmente, uma advertência para o futuro. E se é verdade que cada homem age por si, segundo um plano próprio, não menos verdade é que, o resultado do seu agir é uma ação de advertência social, a qual nos será cobrado no futuro. 9 O país vive um dos momentos mais preocupantes da vida nacional, tomado pela mais grave e triste das crises, porque sob o império de tantas mazelas, mostrando-se grandemente atingido até pela terrível mácula da corrupção. O Rio Grande do Sul, através de toda a sua história, deu exemplos de sua aversão à qualquer tipo de vilania. Quando nos estertores da Guerra dos Farroupilha, esfarrapados, sem armas e sem soldados suficientes para enfrentar os exércitos imperiais, o general estrangeiro mandou oferecer tropas para que pudessem enfrentar os soldados nacionais. Teve em Canabarro um novo Davi, enfrentando o Golias ofertante, com mostras da dignidade próprias do povo gaúcho, respondeu: “Senhor, o primeiro de vossos soldados que transpuser a fronteira fornecerá o sangue com que assinaremos a paz com os imperiais. Acima de nosso amor à República está nosso brio de brasileiros”. Essa a tônica da dignidade do varonil gaúcho que, no dizer de João Neves da Fontoura marcou nossas fronteiras meridionais, cujos limites foram marcados à ponta de Lança e à pata de cavalo! Honra e dignidade foi sempre a nossa marca! Gaspar Silveira Martins, o “Jequitibá”, o liberal chefe federalista, tendo ocupado vários cargos públicos, honrando, inclusive o Ministério da Fazenda imperial, jamais permitiu macular sua dignidade, muito menos com as chagas pestilentas da corrupção. Júlio de Castilho, propagandista do positivismo, presidiu o Rio Grande com honra e dignidade inatacáveis! O próprio Dr. Antônio Augusto Borges de Medeiros que governou o estado por um quarto de século, entregou o estado quase sem dívidas enquanto, ele, pessoalmente, deixou o governo bem mais pobre do que nele entrara. Não diferentemente foram as atitudes de líderes tais como Pinheiro Machado e Assis Brasil, Ramiro Barcellos e Fernando Abbot, Protásio Alves e Alcides Lima, Barros Cassal e Demétrio Ribeiro, Ernesto Alves e Antão Faria, Álvaro e Homero Batista. Getúlio Dornelles Vargas, ainda que marcado pelo seu convívio com a ditadura, jamais teve contra si a acusação de ter colaborado, algum dia e em qualquer circunstância, com a imoralidade. Exemplos dos nossos tempos são muitos, e se a alguém devesse homenagear neste momento, bastaria apenas lembrar-vos do saudoso Ministro Paulo Brossard de Souza Pinto, homem que se destacou pela coragem intelectual, pela invejável cultura e pela dignidade que engalanou toda a sua vida, honrando a todos nós. E trago na lembrança outra figura ilustre, a de Pedro Simon, vereador, deputado estadual, deputado federal, ministro de estado, senador e governante de nosso estado, ocupando por mais de meio século cargos próprios da atividade pública, jamais foi criticado, jamais foi acusado de a mínima improbidade, já que íntegro em todos os atos de sua vida pessoal e política. A dignidade foi e é a tônica do gaúcho. Disse-lhes que o país vive um momento triste da vida nacional! Conhecessem a história e não estaríamos vendo, em nosso passado, a repetição do que estamos a ver nos dias atuais. 10 Atos, que não são de patriotismo, mas sim, de interesses pessoais, muitas vezes os mais ímprobos, maculando, desonrando, infamando e manchando moralmente a história da dignidade da nação brasileira. E assim falando, lembro-lhes da lição de Ruy, quando dizia que “A pátria não é ninguém; são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade”. E lecionava mais, que “a pátria é a família amplificada. É a família, divinamente constituída, tem por elementos orgânicos a honra, a disciplina, a fidelidade, a benquerença, o sacrifício. É uma harmonia instintiva de vontades, uma desestudada permuta de abnegações, um tecido vivente de almas entrelaçadas.” E, recomendava, “Multiplicai a célula, e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a pátria. Sempre o mesmo plasma, a mesma substância nervosa, a mesma circulação sanguínea”. É que, senhores, ninguém é mais do que ninguém perante a pátria. Ninguém tem o direito de escusar-se de prestar contas à justiça, de seus atos, muito menos se escondendo de baixo das saias do poder que o conduzirá à impunidade. A impunidade nos nossos atos será sempre a confirmação do moribundo estado do direito, portanto, não pode ser compatível com o estado nacional, justamente, porque imoral. Todo aquele que se julgar superior ao direito e dono da justiça, terá seu nome tisnado, para sempre, com as marcas sanguinolentas, do autoritarismo, próprios dos regimes ditatoriais e será execrado pela história. O resultado dos países em que o homem tentou impor-se aos deveres da pátria teve-se como os exemplos dados pela Itália fascista, a Alemanha nazista, a Rússia comunista e, no exemplo de todos aqueles países que adotaram os “paredões” onde o estado punia os que não lhes fossem servis, com o assassínio estatal. São nesses momentos que a lei de Greshan refoge da economia e passa a funcionar aqui, expulsando inclusive os bons magistrados. Como diria Ruy Barbosa: “Não há tribunais que bastem para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados” e, “medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de Estado, vontades, uma desestudada permuta de abnegações, um tecido vivente de almas entrelaçadas”. E, recomendava, “Multiplicai a célula, e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a pátria. Sempre o mesmo plasma, a mesma substância nervosa, a mesma circulação sanguínea". É que, senhores, ninguém é mais do que ninguém perante a pátria. Ninguém tem o direito de escusar-se de prestar contas à justiça, de seus atos, muito menos se escondendo de baixo das saias do poder que o conduzirá à impunidade. A impunidade nos nossos atos será sempre a confirmação do moribundo estado do direito, portanto, não pode ser compatível com o estado nacional, justamente, porque imoral. 11 Todo aquele que se julgar superior ao direito e dono da justiça, terá seu nome tisnado, para sempre, com as marcas sanguinolentas, do autoritarismo, próprios dos regimes ditatoriais e será execrado pela história. O resultado dos países em que o homem tentou impor-se aos deveres da pátria teve-se como os exemplos dados pela Itália fascista, a Alemanha nazista, a Rússia comunista e, no exemplo de todos aqueles países que adotaram os “paredões” onde o estado punia os que não lhes fossem servis, com o assassínio estatal. Como diria Ruy Barbosa, repetindo: “Não há tribunais que bastem para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados” e, “medo, vena-lidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de Estado, interesse supremo, como quer que te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas, não há salvação ao juiz covarde.” E nossa mais alta corte de justiça foi tida, por um expresidente do país com um tribunal de covardes! Meu discurso hoje, é um protesto contra tal vilania! De Winston Churchill lembro-me das palavras, “a política é quase tão excitante quanto a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.” Senhores e Senhoras! Hoje somos partícipes, historiaremos o amanhã! Senhoras e Senhores! De início disse da quase inibição que se apossou de minha alma ao ter de prestar um juramento que, como todos os demais por mim prestados, jamais os reneguei, e nem os renegarei. É que, de hoje em diante tenho um compromisso a mais para com a minha pátria, pois sou membro de uma grande “Academia”, que congrega os que procuram estudar, guardar, para depois revelar às gerações futuras aquilo que nos dará orgulho, ou que nos envergonhará. E, pertencer a uma “academia” que para Aristóteles, o fundador da “ética”, é estar em companhia do conhecimento que, como todo o trabalho, deve visar somente o bem. O bem é a finalidade de toda a ação humana. A busca do bem é o que difere a ação do racional da dos demais animais. Eu prometo atingir, com as portas que os senhores me abrem hoje, as finalidades acadêmicas de historiar, e praticar o bem, amparando-me no exemplo dos verdadeiros homens de bem. E posso assegurar que a pessoa de bem não morre nunca! E dou como exemplo, a figura de um historiador pátrio, o qual serei seu sucessor nesta casa que me recebe, o inolvidável Arthur Ferreira Filho. O historiador gaúcho Arthur Ferreira Filho, a quem o Rio Grande do Sul tanto deve, por suas histórias sobre a vida de nossas revoluções e dos nossos caudilhos, sobre tudo aquilo que nos faz orgulhosos de nossas tradições. Nascido em São José do Norte, por uma histórica coincidência, no dia em que se comemorava o aniversário da Revolução Farroupilha, ou seja, no dia 20 de setembro de 1899. Nascia já com a marca do calor dos fogões de nossas tradições. Estudou na Escola de Engenharia de Porto Alegre. Era positivista, filiado ao Partido Republicano Riograndense, tendo sido interventor de Bom Jesus, Passo Fundo e São Leopoldo. 12 Em Passo Fundo, nos fins da década de cinquenta o conheci na casa de meu avô materno, onde passei a admirar aquela pessoa aparentemente calma, pacífica, a qual, depois de conhecê-lo como lutador revolucionário, apreendi que não é preciso ser violento, ou autoritário, para levar seus ideais até os campos de batalha. Era um homem alto, moreno, tipo indiático, com uma fortaleza tanto física como moral que contagiava os que com ele conviviam. Foi capitão da Brigada do Norte durante a Revolução de 1923, e chegou a tenente-coronel em 1925, durante a Guerra do Contestado. Foi também diretor da Biblioteca Pública do Estado e membro, entre outros, do Instituto Geográfico do Rio Grande do Sul, Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e Academia Rio-grandense de Letras. Autor de História Geral do Rio Grande. Ao fazer a apresentação de uma das mais brilhantes obras do acadêmico Arthur Ferreira Filho, com propriedade disse Mozart Pereira Soares: “O rigorismo científico e a precisão lógica, tão marcantes na obra do historiador Arthur Ferreira Filho, não sufocaram a autenticidade e a criatividade do contador de causos que “Narrativas de Terra e Sangue” nos revela”. “Se é verdade que cada espírito tem as virtudes de seus defeitos e os defeitos de suas virtudes, como disse Ramalho Ortigão, três dos virtuosos defeitos do autor aqui transparecem, aos olhos dos observadores menos atentos: o conhecimento da época e a experiência vivencial do meio em que suas histórias transcorrem, aliados à comedida fabulação, necessária para transpor os acontecimentos ao plano ficcional, sem desfigurar a verossimilhança indispensável a uma obra deste gênero, tão compromissada com a realidade histórica.” Não diferente é a maravilhosa coletânea de histórias que bem retratam a alma rio-grandense, tanto que manifesta no dito do não menos ilustre e saudoso Prof. Dante de Laitano que ao prefaciar o encantador “Rio Grande Heroico e Pitoresco: “Arthur Ferreira Filho é, com dignidade e inteligência, o decano dos historiadores do Rio Grande do Sul. Não é apenas a idade que o faz, por direito, a figura maior de pesquisador do passado gaúcho, mas de fato pelo seu saber, espírito crítico e visão dos acontecimentos que se desenrolaram para a incorporação desses mesmos aspectos nas próprias páginas da crônica das antiguidades rio-grandenses. O que me parece o traço essencial do mestre é que nele existe e persiste sua integral capacidade de síntese. “Coisa, como se sabe, das mais raras neste gênero de atividade literária.” Com ele poderemos bem conhecer a história do Palácio Piratini, do Governo do Estado, o monumento a Júlio de Castilhos em Porto Alegre, na chamada Praça da Matriz, ou então, o Calendário do Positivismo na fachada da Biblioteca Pública do Estado, o Templo Positivista da Avenida João Pessoa, nada lhe escapa da apreciação histórica. Depois do acadêmico João Neves da Fontoura ninguém transmitiu a história do Rio Grande do Sul com tamanha nitidez e perfeição do que o dono da cadeira que, pela generosidade dos senhores, pretendo dignificar. Novamente trago o velho Ruy: “A mais triste das vidas e a mais triste das mortes são a vida e a morte do homem que não tem coragem de morrer pelo bem, quando por ele não possa viver”. Artur Ferreira Filho morreu lutando pelo bem, sem o que não lhe valeria a pena viver. 13 Devo concluir, e propositadamente deixei para fim: saudar o casal Artur Ferreira Filho, ele sobrinho do patrono de quem herdou o nome, aqui presente. E o faço alertando-vos de que a voz que ouviste, a minha voz, é e continuará sendo uma voz que, por mais fraca que seja em méritos, há de ser para todo o sempre, uma voz forte de verdades, todas elas para colaborando para o engrandecimento da nação brasileira. Muito Obrigado. DISCURSO DE POSSE DO Gen EDSON LEAL PUJOL COMO PRESIDENTE DE HONRA NA ACADEMIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL Como acadêmico emérito, sinto-me lisonjeado em tomar posse como presidente de honra da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – Rio Grande do Sul. Principalmente, pela presença do Coronel Ernani, dileto professor deste Casarão, nos anos de 60 e 70, quando eu era aluno e ele, então TenenteCoronel, professor de História. O estreito relacionamento da Academia com o Comando Militar do Sul remonta a 1995, com o lançamento do projeto O Exército na Região Sul. A detalhada pesquisa realizada pelo Coronel Cláudio Moreira Bento, posteriormente com a colaboração do Coronel Caminha, materializou-se em inúmeras obras de referência, que registram a participação dos grandes comandos subordinados na história do Brasil. A atuação da Academia de História Militar é importante para o Comando Militar do Sul, pois ela contribui para a concretização de uma das ações estratégicas mais relevantes para o Exército que é a de “Incentivar a pesquisa e o registro sobre a História Militar Terrestre”. Isso se avulta de importância no Rio Grande do Sul, baluarte que defendeu o Brasil na mais perigosa e vulnerável fronteira, e será sempre atalaia da Nação. A formação da sociedade gaúcha está intimamente ligada à presença militar, hoje capitaneada pelo Comando Militar do Sul. Várias cidades abrigam e cresceram junto com as organizações militares, demonstrando uma perfeita integração entre o cidadão e o soldado. Por sua vez, no Império, as lutas em defesa da soberania na Bacia do Prata revelaram os heróis brasileiros que hoje são patronos das Armas do Exército, tornando-se exemplos a serem estudados e seguidos pelas novas gerações militares. Esse é o grande papel da Academia: provocar o debate, estimular o estudo e incentivar a difusão da História Militar Terrestre do Brasil. Enfim, transmitir aos cidadãos, civis ou militares, o orgulho de, herdando do passado a tradição de serviços prestados pelo Exército Brasileiro, enriquecê-la no presente e projetá-la para o futuro do Brasil. Nunca foi tão atual o texto de Hervé de Castro Romariz, registrado na Revista da Escola Militar, em1942: “O Brasil de hoje, e seus filhos, precisam beber, na fonte do passado, os feitos que vivificam, ativam e enobrecem uma nacionalidade ciosa de sua força, do seu valor e do seu talento. Com a evocação das glórias anteriores, serão aperfeiçoadas as virtudes de nossos valorosos soldados e cidadãos, os quais cooperam para a paz e para um eficaz sucesso nos lances futuros”. 14 Mensagem do Governador José Ivo Sartori ao Dr. Amadeu Weinmann Parabenizo o advogado Amadeu Weinmann pela posse na Academia de História Militar Terrestre do Brasil. Este será um importante momento para sua trajetória e certamente o ingresso na Academia contribuirá como importante instrumento de aprendizagem e reflexão sobre a arte da Ciência Militar. Desejo votos de pleno êxito nesta jornada. Um forte abraço. Porto Alegre, 06 de abril de 2016 José Ivo Sartori, Governador do Estado do Rio Grande do Sul Outras 200 imagens do evento no endereço: https://goo.gl/rzdjFq por gentileza do Acadêmico Cel Leonardo Roberto Carvalho de Araújo, do CMPA. Próximas datas a serem comemoradas: 19 de abril de 1648 - 368 anos da Primeira Batalha de Guararapes - Insurreição Pernambucana Dia do Exército Brasileiro 21 de abril - Tiradentes 24 de maio de 1866 - 150 anos da Batalha de Tuiuti - Guerra do Paraguai - a maior batalha terrestre da América do Sul Acessem nosso sites: www.ahimtb.org.br e www.acadhistoria.com.br Editor: Luiz Ernani Caminha Giorgis Cel Inf EM EB Presidente da AHIMTB/RS lecaminha@gmail.com







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