terça-feira, 31 de maio de 2016

O TUIUTI Nº 171 - RUI SANTOS VARGAS - LUIZ GIORGIS

O TUIUTI 171


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24 de Maio de 2016 - SESQUICENTENÁRIO DA BATALHA DE TUIUTI – A MAIOR BATALHA CAMPAL DA AMÉRICA DO SUL Cel Claudio Moreira Bento Presidente e Fundador da Federação de Academia de História Militar Terrestre do Brasil O dia 24 de maio de 2016 assinala o Sesquicentenário da Batalha de Tuiuti, a maior batalha campal travada na América do Sul, comandada pelo General Manuel Luiz Osório, ao ponto de um de seus biógrafos assim defini-la ”Osório é Tuiuti e Tuiuti é Osõrio.” Esta batalha pôs fim a capacidade defensiva estratégica do inimigo. E também é considerada a Batalha dos Patronos, por haver sido a culminância das carreiras dos patronos da Cavalaria, o General Osorio, que comandou a vitória aliada Brasil, Argentina, Uruguai, e também do patrono da Infantaria, o Brigadeiro Antonio de Sampaio, O Bravo dos Bravos de Tuiuti, por sua resistência a todo custo na liderança de sua 3ª Divisão, a Encouraçada, bem como do Patrono da Artilharia Marechal Emílio Luis Mallet que, com sua Artilharia e seu Batalhão de Engenheiros, escavaram um fosso em tempo recorde, atrás do qual Mallet colocou sua Artilharia revólver, o que lhe permitiu declarar com entusiasmo ”Por aqui eles não passam! E cumpriu o que firmou. Dia 24 de maio de 2016, o 206º aniversário de nascimento, em Tamboril, Ceará, do Patrono da Infantaria que no dia da Batalha de Tuiti completava os seus 56 anos de idade. A BATALHA DE TUIUTI - SÍNTESE -O Plano inimigo consistiu em efetuar um Ataque Frontal e, simultaneamente, dois outros de flanco, de desbordamento, um pela direita e outro pela esquerda. -Pela centro deveriam avançar os comandantes inimigos coronéis DIAZ e MARCO. Pela esquerda o General RESQUIN e pela direita o Gen BARRIOS. -BARRIOS daria o aviso para o início da ação com um sinal quando estivesse pronto, pois teria de percorrer grande distância, por dentro do mato, antes de abrir seu dispositivo. - Às 1155 horas subiu ao ar um foguete como sinal do início do ataque inimigo. Das matas e das macegas, que ficavam à direita da posição inimiga e à esquerda do primeiro escalão dos Aliados, começaram a sair os primeiros elementos da coluna de DIAZ. ÓRGÃO DE DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL/RIO GRANDE DO SUL (AHIMTB/RS) - ACADEMIA GENERAL RINALDO PEREIRA DA CÂMARA - E DO INSTITUTO DE HISTÓRIA E TRADIÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL (IHTRGS) 150 anos da 1ª Batalha de Tuiuti – 400 anos da fundação de Belém do Pará ANO 2016 Maio N° 171 O TUIUTI 2 - A Cavalaria vem na frente, de espada em punho e lança-se contra os Aliados. Os batalhões uruguaios aliados "INDEPENDÊNCIA" e "LIBERTAD" não tiveram tempo sequer para entrar em forma. - Ao mesmo tempo é impelido para trás o 14º Batalhão de Voluntários da Pátria brasileiro pertencente à 6ª Divisão de Infantaria (Brig. VITORINO), juntando-se-lhe a bateria oriental. - A Artilharia brasileira estava porém vigilante. MALLET abriu fogo contra os inimigos com a sua Art de tiro tenso (Artilharia Revólver, assim denominada pelos próprios soldados) tomando-os de flanco. - A direção do ataque inimigo parecia indicar que o ataque era somente contra os orientais de FLORES, mas eis que a Cavalaria, depois de livrar-se de um esteiro à direita de FLORES, roda para o lado, ganha terreno na nova direção e, ao chegar a altura do 1º Regimento de Artilharia e de seu Batalhão de Engenheiros os ataca com fúria, - As primeiras cargas vêm morrer no fosso intransponível de MALLET, construído por seu artilheiros e engenheiros e o mesmo acontece a todas as seguintes oito Cargas. "Por aqui não passam“ grita MALLET, o comandante da Artilharia Brasileira no auge de seu entusiasmo defensivo . - Os esquadrões da Cavalaria inimiga retrocedem e retornam para as posições iniciais. - DIAZ em face da surpresa da reação Aliada, prossegue no ataque, buscando o flanco esquerdo do primeiro escalão dos Aliados, para o desbordar e penetrar como uma cunha no dispositivo defensivo aliado. Da mata à esquerda, não cessa o fluxo de reforços inimigos. - SAMPAIO acode prontamente com a sua 3ª Divisão, a "ENCOURAÇADA", amparando o comandante uruguaio FLORES e contra-ataca infletindo para a esquerda. - A luta sustentada por SAMPAIO transforma-se num morticínio terrível, em face dos repetidos e violentos ataques inimigos . - SAMPAIO cavalga, trajando o seu belo uniforme de general, bordado a ouro, à frente de suas tropas e ordena que sua 3ª Divisão Encouraçada estenda suas linha e avançe. E o inimigo, recuando até a mata, voltou carregando sobre essa Divisão com um violento ataque obrigando a 3ª Divisão de Sampaio a recuar. - Depois de cinco horas de resistência a todo o custo, SAMPAIO foi substituído no comando por JACINTHO MACHADO BITENCOURT, em face dos graves ferimentos recebidos na sua heróica luta; OSORIO, que desde os primeiros instantes tomara a liderança da batalha e que a tudo coordenava e impulsionava, vê-se na contingência de reforçar o flanco esquerdo da 3ª Divisão.Encouraçada. E ordenou que uma Brigada da 1ª Divisão (Gen ARGOLO), ao comando desse General, fecha-se a brecha que ameaçava dilatar-se. - Atrás de ARGOLO, OSORIO colocou uma Brigada da 4ª Divisão, Gen GUILHERME, e este a comanda pessoalmente, dirigindo-se para o flanco esquerdo do primeiro escalão do Exército Aliado. - O conjunto de tropas que aí atua, toda a 3a Divisão (SAMPAIO-BITTENCOURT), a 1ª Brigada de ARGOLO e outra Brigada de GUILHERME, além dos orientais, conseguem barrar o ataque o inimigo e o obriga a recuar pela brecha entre a esquerda da Artilharia oriental e a mata. - Ao mesmo tempo que a Divisão SAMPAIO enfrenta a luta à esquerda, a 6ª Divisão (VITORINO), tampona a brecha entre as tropas de FLORES e Batalhão de Engenheiros da Artilharia de MALLET. - Assim, a frente do primeiro escalão ganha consistência excepcional, frustrando o plano inimigo de penetrar vitorioso no interior da posição defensiva aliada. 3 - No flanco esquerdo aliado o comandante inimigo Gen BARRIOS penetrara em massa no POTREIRO PIRES, defendido pela Brigada do General Antonio Netto com seus cavalos tratados com milho e o obriga a recuar. - OSORIO, sempre atento e previdente, faz convergir para o flanco esquerdo várias unidades e entrega o comando da defesa nesse flanco ao Gen MENA BARRETO, que com sua 2ª Divisão de Cavalaria reforça outros elementos em luta. - Com elementos de Infantaria, Cavalaria e Artilharia, atuando na direção geral lesteoeste e norte-sul, através do mato e do POTREIRO PIRES, OSORIO consegue derrotar a Coluna de BARRIOS. - Quase ao mesmo tempo em que o inimigo iniciava o ataque contra os Aliados , vários regimentos de Cavalaria das forças de RESQUIN, na extrema direita aliada, fazendo um rodeio com o objetivo de envolver esse flanco aliado, sob os cuidados dos argentinos, se lançam em maciço ataque de surpresa contra a reduzida Cavalaria correntina, que se encontrava a pé, e a dispersam. - O ataque inimigo se generaliza no flanco esquerdo aliado. Forças de Cavalaria e Infantaria inimigas atacam o 1º Corpo do Gen PAUNERO. Um dos Regimentos de Cavalaria inimiga penetra pelo flanco direito de PAUNERO, até a sua Artilharia, porém é derrotado pelos argentinos. - O inimigo derrotado pôs-se em retirada, perseguido pelos infantes argentinos. - O Gen OSORIO, à frente de alguns Batalhões, corre para a direita em auxílio dos argentinos, mas verificou ao chegar que o inimigo já fugia em debandada. - Às 16,30 horas a batalha estava terminada e constituía uma brilhante vitória dos aliados. CONCLUSÕES - O plano ofensivo inimigo, cujo objetivo era a destruição das forças aliadas no interior das suas posições foi derrotado. - A defesa coordenada de maneira dinâmica por OSORIO, não permitiu ao inimigo nenhum êxito nas direções combinadas de ataque, quer na ruptura quer no duplo desbordamento. - A brecha conseguida por DIAZ na esquerda, foi imediatamente fechada graças à intervenção do General Osorio, o comandante aliado nesta batalha com o emprego da massa de forças Aliadas no momento oportuno. - O ataque de BARRIOS pelo POTREIRO PIRES era magnífica artimanha, porque golpeava de flanco, por inteira surpresa, encontrando apoio na vegetação. - BARRIOS foi entretanto rechaçado graças à valentia dos soldados brasileiros que mais uma vez sentiam os frutos benéficos de uma perfeita Unidade de Comando, na pessoa de OSORIO. E neste flanco, a resistência do General Antonio Netto com seus guerreiros gaúchos combatendo com seus cavalos amilhados foi providencial. - Os argentinos, por seu lado fizeram frente com galhardia às investidas de RESQUIN. - A bravura das tropas Aliadas, o seu dispositivo racional em profundidade no estacionamento e a rapidez com que os escalões sucessivos foram utilizados para manter a posição mediante contra-ataques oportunos, salvaram a "ALIANÇA" de um momento verdadeiramente perigoso. - O inimigo soube tirar partido do Terreno, que conhecia muito bem, para a execução do seu plano, que nada mais seria do que uma combinação de uma manobra de ala por duplo desbordamento, com uma tentativa de ruptura do centro defensivo aliado em ações simultâneas. Entretanto, não soube tirar partido de sua Artilharia, inativa durante toda a peleja. 4 - Segundo informações, foi determinado aos generais inimigos que efetuassem os ataques de flanco com todo o vigor; e assim destruir os Aliados, em caso de sucesso. - Durante a batalha OSORIO demonstrou mais uma vez o seu valor como tático. Infundiu coragem a todos pela sua atitude pessoal e exibiu sua bravura para estimular as energias. Teve a sensação nítida dos pontos capitais da linha de batalha e neles concentrou esforços decisivos para quebrar a ofensiva inimiga e lançar oportunamente suas reservas. - Foi um chefe em toda a extensão do vocábulo, chefe que se cobriu de glória e enalteceu a terra de origem. - Os brasileiros pagaram o maior tributo entre os Aliados: 719 mortos e 2.292 feridos; perderam diversos oficiais superiores e um General, o Bravo dos bravos de Tuiuti, o Brigadeiro Antonio de Sampaio comandante da 3ª Divisão, e consagrado pela voz da História do Exército como o Patrono da Arma de Infantaria. Chefe que, em 24 de maio de 1866, teve o seu grande encontro com a História. SITUAÇÃO APÓS TUIUTI - A Batalha de TUIUTI demonstrara o poder dos Aliados, mas também pusera em relevo os perigos a que se expunham penetrando às cegas em terreno que lhes era desconhecido e sem dispor dos meios adequados para uma ação decisiva. - LOPEZ, após a batalha tratou de reconstituir o seu Exército; por maior que fosse o seu orgulho, a realidade havia patenteado de modo exuberante não lhe ser possível afrontar em campo aberto o Exército Aliado. Tornava-se, pois, inevitável guardar a Defensiva e renunciar as operações de grande importância. - Ocupou-se então LOPEZ em aumentar o seu Exército e apressar as obras de fortifica- ções e guarnecê-las com canhões de todos os tipos. - Em meados de julho começou LOPEZ o bombardeio do acampamento Aliado, sem grandes resultados, pois só a vanguarda de FLORES ficava ao alcance dos seus tiros; afora isso realizou algumas investidas sobre as posições aliadas, entre elas, a mais importante resultou nos combates de IATATI-CORÁ em julho de 1866, ainda que não ocasionasse danos vultosos mas que acarretou perdas preciosas de vidas. - Quanto aos aliados a situação obrigava suas forças a permanecerem em TUIUTI, aguardando o recebimento de novos meios que tornasse mais fácil o avanço para o norte, principalmente cavalos, pois a Cavalaria estava praticamente desmontada. - Em vista do precário estado de saúde, OSORIO foi afastado do comando do 1º Corpo sendo substituído por POLYDORO no dia 15 de julho de 1866. - Depois da Batalha vitoriosa o cronista Dionísio Cerqueira, jovem combatente de Infantaria, escreveu: - “na Vigília do Dia 24 de maio de 1866, depois da Vitória, os sargentos puxaram as companhias para a frente da Bandeira do Brasil e rezou-se o Terço. Algumas praças, os melhores cantores, entoaram com voz vibrante, sonora e cheia de sentimento, a velha oração do soldado brasileiro: “Oh! Virgem da Conceição...” - O General Mitre comandante Aliado levou consigo o Tenente Cândido Lopes, pintor que imortalizou em pinturas este grande momento da Batalha de Tuiuti. Referências BENTO, Claudio Moreira cel. O Brigadeiro Antonio Sampaio - o Patrono da Infantaria. Bicentenário. Resende: AHIMTB/IHTRGS, 201O. ______ General Osório, o maior herói e líder popular brasileiro - Bicentenário. Resende: AHIMTB/IHTRGS, 2008. 5 PORTELLA, Joaquim Victorino Ferreira Alves. Mallet - Patrono da Artilharia. Rio de Janeiro: BIBLIEx, 1995 (Seu autor era acadêmico da FAHIMTB, cadeira Barão do Rio Branco). Croquis da região de Tuyuti e posições das tropas aliadas em 24 Mai CRONOLOGIA (Cel Caminha) 15 Abr 1866 - Osorio lança a sua exortação: “Soldados – fácil é a missão de comandar homens livres – basta mostrar-lhes o caminho do dever. O nosso caminho está ali em frente” (apontando o território paraguaio). 6 16 Abr - Osorio desembarca no Passo da Pátria. É o primeiro general aliado a pisar em solo paraguaio. 18 Abr - combates de Laguna Sirena e ocupação do Forte de Itapiru pelas forças aliadas. 24 Abr - Avanço aliado em direção ao Estero Bellaco. Concessão, pelo Imperador Dom Pedro II, do título de Barão do Herval a Osorio. 02 Mai - Batalha de Estero Bellaco. Os aliados são surpreendidos mas conseguem reverter a situação por ação de Osorio. Mortos paraguaios: 2.500; Aliados: 1521. 19 Mai - Primeiro Conselho de Guerra dos generais aliados, que decidem avançar a partir de 20 Mai (o dia seguinte). 20 Mai - Os Aliados atravessam o Estero Bellaco e começam a montar acampamento em Tuyuti (ver croquis). 23 Mai - Novo Conselho de Guerra dos generais aliados. A decisão é de atacar em 25 Mai, comemorando a independência argentina e homenageando Mitre, o Cmt das forças aliadas. Francisco Solano López recebe informações seguras da decisão aliada e resolve atacar antes. 24 Mai - O ataque paraguaio começa às 1150 h, com três horas de atraso, pois a hora fixada era 0900 h. Ataque em três colunas. À direita paraguaia, o Gen Barrios com 8.700 homens em 10 BI e dois RC. À esquerda, o Gen Francisco Resquín com 6.300 homens em dois BI e oito RC. Ao centro, subdivida em duas colunas, os coronéis Diaz e Marcó. Diaz com 5.030 homens em cinco BI e dois RC. Marcó com 4.200 homens em quatro BI e dois RC. Os paraguaios são 23.640, os aliados são 32 mil homens. López ataca na proporção de 2:3, o que contraria frontalmente o Princípio de Guerra da Superioridade de Meios. Aliados: à esquerda está desguarnecida (Potreiro Pires); o centro conta com as divisões de infantaria de Sampaio e de Vitorino, com a Artilharia de Mallet e com as forças uruguaias de Venâncio Flores. E a direita está com os dois corpos de exército argentinos de Paunero e Emílio Mitre. O fosso de Mallet tinha 200 m de comprimento. Os aliados apresentam rápida reação ao ataque. As ondas de ataque paraguaias são repelidas, principalmente com o emprego das reservas deslocadas sob o comando direto de Osorio. À esquerda, a ação da Brigada de Antônio de Souza Netto foi fundamental. A cavalaria aliada, exceto a Brigada de Netto, combateu desmontada. A batalha não foi decisiva porque os paraguaios mantiveram suas posições à retaguarda e os aliados não realizaram o Aproveitamento do Êxito, muito menos Perseguição. Mortos paraguaios: seis mil; Aliados: 3.913. López tinha a opinião de que “Separada de sus buques la Alianza está perdida”. Enganou-se redondamente. Existia a artilharia de Mallet, a resistência de Sampaio e a atuação de Osorio. Em 03 Nov 1867 os paraguaios atacaram o acampamento aliado em Tuyuti. Foi a Segunda Batalha de Tuyuti, na qual perderam 2.227 mortos e os aliados 294. AMOR FEBRIL A AHIMTB/RS coloca à disposição dos seus integrantes a obra Amor Febril volume 1, de autoria do Cel Bento, Geraldo Flach, Liana Timm e Antonio Freitas. O trabalho contém uma parte escrita e um disco em vinil (Long Play) com diversas marchas, canções militares, além de diversos hinos, todos com as suas respectivas letras. 7 Este trabalho se tornou bastante raro. Contém também a Canção das Vivandeiras. Trabalho realizado sob o patrocínio do GBOEx em 1990. Imagem abaixo. Notícias Informo que a AHIMTB/RS possui duas novas Delegacias, que já existem mas estão ainda em fase de instalação. São as Delegacias de Passo Fundo (Delegacia Arthur Ferreira Filho) e a Delegacia de Cruz Alta, que funciona na Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (EASA). No dia 24 de maio, no Auditório do Museu do CMS, a partir das 1400 horas foi apresentado o trabalho sobre a Batalha de Tuiuti pelo Gen Vasconcellos e pelo Cel Caminha. Evento coroado de sucesso, com boa presença de pessoas interessadas no assunto, inclusive o Cmt da 3ª RM Gen Stumpf. Presentes também alunos do Clube de História do CMPA, que funciona sob a orientação do Cap Wolney. Editor: Luiz Ernani Caminha Giorgis, Cel Presidente da AHIMTB/RS Nosso sites: www.ahimtb.org e www.acadhistoria.com.br

Rui Santos Vargas santosvargas.rui@gmail.com

Anexos
para Cco:mim
Boas leituras!


Cumprimentos,



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Luiz Giorgis
Assunto: O TUIUTI 171
Para:


NESTE NÚMERO, A BATALHA DE TUIUTI, PELOS CORONÉIS BENTO E CAMINHA. 
ANÚNCIO DA OBRA "AMOR FEBRIL" E TAMBÉM DUAS NOTÍCIAS. 
UM ABRAÇO A TODOS.  CAMINHA.  
Área de anexos

LINKS DO JÚRI SIMULADO DO CASO EUCLIDES DA CUNHA, PELA FACULDADE DAMÁSIO DE JESUS.





JÚRI SIMULADO - CASO EUCLIDES DA CUNHA - PELA FACULDADE DAMÁSIO DE JESUS
Links: 
 
https://www.youtube.com/watch?v=Ncq6YufB9nc                     Rede Globo
 
https://www.youtube.com/watch?v=Hc6Ayke6a8g   este foi um video feito para divulgar
 
E este link tem fotos que o Tribunal de Justiça postou;
 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

SEGURANÇA PÚBLICA E POLÍCIA - AUTOR: CORONEL PM NILSON GIRALDI

“SEGURANÇA PÚBLICA E POLÍCIA”®
Autor:- Nilson Giraldi




Introdução:
No ano 1, quando Jesus nasceu, a população do nosso planeta está calculada em 300 milhões de habitantes (mais ou menos a população dos Estados Unidos hoje). Para dobrar e chegar aos 600 milhões demorou 1.600 anos, isto é, só no ano de 1.600 a Terra atingiu os 600 milhões de habitantes. Em 1960 atingiu 3 bilhões de habitantes. Para dobrar e chegar aos 6 bilhões demorou apenas 39 anos, portanto, em 1999 a Terra já estava com 6 bilhões de habitantes. Agravante: Países pobres como o Brasil dobraram sua população em 30 anos. Agravante: A mulher analfabeta brasileira tem em média sete filhos; a instruída em média 1,3. Agravante: A Terra já está com aproximadamente 8 bilhões de habitantes quando, de acordo com cientistas, não tem condições de abrigar, em situação satisfatória, mais de 1 (um) bilhão. Se todo o planeta consumisse o que consome a classe média baixa brasileira seriam necessários três planetas Terra produzindo. Já são em torno de 2 bilhões de famintos. E a população do Planeta, como um todo, continuará aumentando; possivelmente até o ano de 2.050 quando se estabilizará já numa situação caótica e mais complicada ainda, principalmente porque até lá a população dos países mais pobres continuará crescendo enquanto as outras se estabilizarão bem antes, ou já estão estabilizadas, e até retrocedendo, sem falar que grande parte será uma população de idosos sem condições para o trabalho, e com os recursos naturais do Planeta exauridos.  
Analisem bem esses dados e tirem suas conclusões.
Obrigado
Giraldi


Segurança Pública e Polícia:
Sem saber que é Segurança Pública é impossível entendê-la, estudá-la, discuti-la, organizá-la, aperfeiçoá-la e fortalecê-la.
Afinal, que é Segurança Pública?
Segurança Pública é tudo aquilo que o Estado faz ou manda fazer para dar segurança ao cidadão.  Que está direcionado para a segurança do cidadão. Ex.:- Manutenção dos criminosos perigosos encarcerados; iluminação pública; sinalização de ruas, avenidas e estradas; transformação de bairros problemáticos em bairros educadores, perícia forense, ministério público, punidade, etc. Nada disso, e de muito mais, não é problema de polícia, mas é Segurança Pública.  
E Segurança Pública não é só questão “policial penal” como os leigos julgam ser; é, na sua quase totalidade, questão “social educacional”; também “policial penal”, mas em escala reduzida. Portanto, segurança Pública é muito mais problema “social educacional” do que “policial penal”; só se torna “policial penal” quando o “social educacional” falha, inclusive, em vários estados, não mais é usado o termo “secretaria de segurança pública”, mas “secretaria de defesa social”; e a própria Lei reconhece isso, pois quando um criminoso é condenado a pena tem como finalidade puni-lo, mas também ressocializá-lo; uma vez ressocializado não se tornará mais um problema “policial penal”.
E Segurança Pública é problema da União, dos Estados, dos Municípios, da Sociedade, das Pessoas.
E Segurança Pública não é política de governo; é política de Estado.
Caso Segurança Pública fosse apenas problema de polícia, como afirmam os leigos, então poderíamos fechar os Tribunais; não condenar os criminosos; acabar com os presídios; jogar os códigos penais e processuais fora; não investir no social e na educação; não iluminar as ruas; não manter os criminosos perigosos encarcerados; acabar com o Ministério Público; etc., pois nada disso teria como objetivo e finalidade dar segurança ao cidadão, portanto, não seria segurança pública. No entanto, como tantas outras coisas, também fazem parte da Segurança Pública; como a polícia, também integram a Segurança Pública.
Portanto, segurança pública não é “a polícia”, e a “polícia” não é a segurança púbica, mas como muitos outros setores está na segurança pública integrada e inserida formando um só bloco para dar segurança à população.
Pelo fato de tratarem de forma errada a Segurança Pública do nosso País “achando” que só a polícia é responsável por ela, temos a seguinte consequência: Excluindo Honduras e Venezuela, que são países pequenos, o Brasil passa a ser o país mais violento do mundo. Tem em torno de 30 assassinatos para cada grupo de 100 mil pessoas por ano, enquanto a média do mundo não chega a 5; e, com relação aos policiais brasileiros esse número é nove vezes maior, isto é, são em torno de 270 policiais assassinados, por ano, para cada grupo de 100 mil deles.  
Portanto, não só os integrantes da sociedade, como também os integrantes das polícias brasileiras, e estes em muito maior proporção, são vítimas fatais dessa violência fora os que vão terminar seus dias numa cadeira de rodas ou amparados por um par de muletas também vítimas desses mesmos agressores; só a Polícia Militar do Estado de São Paulo tem mais de 3.000 policiais nessa situação, além de outras sequelas gravíssimas, principalmente psicológicas e psiquiátricas. Isso não ocorre em nenhuma outra parte do Planeta.  
Policiais de países de primeiro mundo que tomam contato com essa violência afirmam que “não teriam condições de trabalhar aqui e que não sabem como o policial brasileiro o consegue”. Ser policial em país de primeiro mundo é fácil.  
E a tendência dessa violência, como um todo, é piorar, caso se insista em tratar a Segurança Pública da mesma forma como tem sido feito até agora, isto é, sempre da mesma forma esperando obter resultados diferentes. “Fazer sempre a mesma coisa esperando obter resultados diferentes é insanidade” (Albert Eistein).
É muito cômodo dar à “Polícia”, em especial à “Polícia Militar”, a condição de única responsável pela Segurança Pública como se ninguém mais por ela tivesse responsabilidade. Isso é injusto! Ilógico! Não está correto! É desconhecer a realidade!     
Na realidade Segurança Pública é uma corrente com mais de 60 elos, todos transversalizados e dependentes uns dos outros; cada um com suas missões; responsabilidades compartilhadas. E é bom lembrar que “nenhuma corrente é mais forte que seu elo mais fraco”.
A polícia é apenas um elo dessa corrente.
Cada elo que não funciona sobrecarrega o da polícia, em especial o da Polícia Militar. A polícia, sozinha, não vai a lugar algum.
E porque a polícia, principalmente a militar, é tão cobrada como se fosse a única responsável pela Segurança Pública?
Porque é o único elo que trabalha no meio do povo, visto pelo povo, 24h por dia, todos os dias do ano, faça sol, chuva, frio, calor, e em todas as situações de intempéries e circunstâncias adversas, à qual 100% desse povo têm acesso, inclusive em domicílio. Para ter uma idéia da sua importância suponham tirar a Polícia Militar das ruas por 24 horas e calculem quais seriam as consequências.
Lembramos ainda que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a profissão policial é a segunda mais perigosa do mundo e, no Brasil, a mais perigosa. 
E essa sobrecarga que se dá à Polícia Militar faz com que seus integrantes (e ela própria) vivam estressados e no limite; e ainda deles se exigindo a perfeição, e que nunca falhem, como se a falha não fosse própria do ser humano e está presente em todas as profissões (“Na vida só não falhou quem nunca viveu”; “VIDA = RISCO”). Não confundir “falha” com “erro”; “falha” é involuntária, “erro é voluntário”.
Para entender melhor que é “Segurança Pública” e “Polícia” basta imaginar um time de futebol:- “O time da Segurança Pública”. Os jogadores são os elos que compõe a Segurança Pública, cada um com suas missões e, conforme foi retro explicado, todos transversalizados e dependentes uns dos outros; responsabilidades compartilhadas.
E qual a posição que a polícia ocupa nesse time?
É o goleiro, a última barreira.
Pode um time jogar só com o goleiro? Pode uma corrente ter um só elo?
Isto é, pode a polícia atuar sozinha?
No entanto é mais fácil, simples, prático, “politicamente correto” responsabilizar um só elo ou apenas o goleiro (polícia) pela Segurança Pública que toda a corrente e/ou os outros jogadores. Conforme já foi retro afirmado isso não está correto. É injusto!
E quais seriam os outros jogadores (elos) da Segurança Pública?
Muitos; citaremos apenas alguns, como:-
“Combate às causas da violência e da criminalidade” (a polícia não atua nessas causas, mas nas suas consequências, portanto, enxuga o chão com as torneiras abertas. E quais são as causas da violência? De acordo com as neurociências “toda criança que sofrer violência, ou presenciar violência, se no futuro tiver estímulos será uma profissional da violência. E onde isso ocorre? Na quase totalidade das vezes dentro dos próprios lares. Provocada por quem? Na quase totalidade das vezes pelos próprios pais. Assim, parte dos lares brasileiros se tornou fábricas de violentos; parte dos pais artífices dessa violência; e ainda reclamam dela. Nenhuma criança nasce violenta ou criminosa, é o meio em que vive e a forma como é tratada que a transforma. E quais seriam as “vacinas” para evitar tamanha tragédia? Amor e educação para com as crianças! Como se ama? Como se educa? Essas respostas estão em outro trabalho nosso; também com base nas ciências e nas neurociências).
“Justiça em todos os sentidos” (justiça trás paz; injustiça trás revolta e violência).
“Investimentos sociais e educacionais” (sem esses investimentos jamais haverá uma boa segurança pública. Conforme foi retro afirmado segurança pública é muito mais problema “social educacional” do que “policial penal”; só se torna “policial penal” quando o “social educacional” falha).  
“Investimento na polícia” (quem exige tem que dar os meios. A Polícia Brasileira tem o que necessita para melhor servir e proteger a sociedade? Não! Ver o que falta à Polícia Brasileira, em especial à militar, para melhor servir e proteger a sociedade, ao final desta matéria).
“Famílias e lares sólidos” (a família é a célula mater da sociedade. Sociedade, ou parte dela, doente é conseqüência de famílias doentes, e nenhuma polícia do mundo consegue curar uma sociedade doente (ou parte dela). A maior alegria de um filho é ver seus pais se amando; a maior tristeza de um filho é ver seus pais brigando. Os casais brasileiros são os que mais brigam no mundo; a criança brasileira é a que mais apanha no mundo; a criança brasileira é a mais estressada do mundo; e o Brasil é o país mais violento do mundo. Uma simples constatação de causas e efeitos, pois essas circunstâncias desenvolverão, nessas crianças, condições férteis para a violência e a criminalidade).
 “A escola como complemento à educação do lar” (raramente ocorre).
“Espiritualidade” (quem tem Deus no seu coração segura seus ímpetos de violência e criminalidade. Quando Deus está presente em todos os atos da vida de uma pessoa o crime e a violência desaparecem. “Espiritualidade” é ter Deus em tudo que pensa, fala e faz).
“Irresponsabilidade de pais” (pais existem, em grande quantidade, que não fazem a sua parte relacionada à Segurança Pública, mas exigem que outros o façam. Não têm tempo para seus filhos; Não amam seus filhos através da palavra, do tato e do olhar. não educam seus filhos (“educar é ensinar para a vida”); não participam da vida dos seus filhos; não lhes impõe regras e limites com objetividade; não conversam com os filhos; não se divertem com os filhos; não são modelo, exemplo e referência para seus filhos; não oram com seus filhos; não trabalham a autoestima dos seus filhos; não respeitam seus filhos; muitas vezes espancam seus filhos; gritam com seus filhos; impõe-lhes castigos físicos e psicológicos; educa-os através do medo e da ameaça quando filho tem que ter respeito pelos pais e não medo, acabando por lhes desenvolver personalidade deturpada, dificuldade de raciocínio harmonioso e lógico, e visão deformada do mundo que poderão levá-lo ao crime, à violência e às drogas. Portanto, esses pais são artífices da violência e do crime; são coautores da violência e do crime).
“Participação das prefeituras” (levando, principalmente à periferia, que normalmente é marginalizada, saneamento básico, água, energia elétrica, esgoto, calçada, guia, sarjeta, asfalto, iluminação pública, esporte, cultura, lazer, educação, e outras necessidades, a fim de dar autoestima à população. A falta de autoestima é um dos fatores que desencadeia a violência e a criminalidade. Não fornecer alvará para locais geradores de violência, etc.).  
“Transformação de bairros problemáticos em Bairros Educadores” (onde todos os esforços públicos e privados são unificados para promover o capital humano dos moradores desses bairros).
 “Desemprego” (provocando desespero de muitos que acabam partindo para a criminalidade e a violência).
“Políticas públicas em benefício dos jovens ociosos, principalmente nas periferias” (ociosidade é estímulo ao crime e à violência; “cabeça vazia é oficina do Diabo”).
 “Falta de políticas públicas, em harmonia com a sociedade, para tirar os menores das ruas” (infelizmente, os menores que vemos hoje nas ruas, maltrapilhos, “abandonados”, pedindo dinheiro, muitas vezes já usando drogas, serão os criminosos de amanhã. Essa é uma realidade muito triste, mas, no entanto, facilmente solucionável pelos poderes públicos em harmonia com a sociedade que, também, infelizmente, na maioria das vezes, fecha os olhos como se nada tivesse com o problema. Cidades que tiraram seus menores das ruas dando-lhes condições de vida digna e educação tornaram-se as cidades com o menor índice de violência e criminalidade do nosso País).
“Crises econômicas” (a violência e a criminalidade acompanham as crises econômicas, no mesmo sentido).
 “Exclusão social” (estímulo para que muitos partam para o crime e a violência como uma forma de se vingar dessa situação).
 “Ausência de autoestima” (quem não tem autoestima não estima ninguém; é uma das causas da violência e da criminalidade).
 “Álcool” (álcool e violência caminham de mãos dadas. 22% da população brasileira bebem álcool em excesso, isto é, são alcoólatras).
“Leis Penais e Processuais” (sem leis à altura das suas necessidades a Polícia e a Justiça não terão sustentação do seu trabalho; não haverá segurança pública à altura das necessidades da sociedade. Nossos códigos penais e processuais são da década de 1940; estão desatualizados).
 “Impunidade” (a impunidade é o maior incentivo à violência e à criminalidade. No nosso País só 1% dos autores de homicídios, roubos e estupros cumpre pena. “Manter os lobos soltos é penalizar as ovelhas”).
 “Certeza do cumprimento da pena por parte do condenado” (isso não ocorre; e é um grande estímulo ao crime e à violência. O criminoso sabe que “se for condenado” (após muitos anos de processo) irá cumprir apenas uma parte (e pequena) da pena a qual “poderá” ser condenado).
 “Reincidência criminal” (a do Brasil é a mais alta do mundo, pois a impunidade estimula a repetição do crime, e a repetição do crime gera experiência que, por sua vez, condiciona o criminoso a continuar a praticá-lo tornando-se um ciclo vicioso do qual o mesmo não mais terá interesse de abandonar).
 “Sistema criminal” (o nosso é velho, ultrapassado, anacrônico; não funciona).
“Sistema prisional” (também é velho, ultrapassado, anacrônico; não funciona).
“Ressocialização do condenado” (dificilmente ocorre; normalmente o condenado sai da prisão pior do que entrou).
“Vagas carcerárias necessárias” (não existem. O déficit de vagas carcerárias, no País, chega a 60%. “Manter os lobos soltos é penalizar as ovelhas”).
“Presídios, inclusive federais, em número suficiente” (não há; isso leva a que a maioria dos nossos presídios se transformou em depósitos de encarcerados).
“Presídios femininos em número suficiente” (não há).
“Celulares no interior dos presídios” (facilitando encarcerados comandar o crime e a violência do lado de fora).
“Concessão de indulto” (medida justa, mas por falhas das leis também é concedido a quem não o merece, fazendo com que beneficiados já saiam cometendo novos crimes)
“Saída provisória” (medida justa, mas por falhas das leis também é concedida a quem não a merece. Parte dos beneficiados sai e comete novos crimes. Portanto, concedida de forma incorreta colabora para a insegurança do cidadão. Boa parte dos beneficiados nem volta para as prisões).
“Regime semiaberto” (medida justa, mas por falhas das leis tambem é concedido a quem não o merece, fazendo com que parte dos beneficiados já saia cometendo novos crimes. Boa parte dos beneficiados não regressa às prisões, e parte para novos crimes)
 “Liberdade condicional” (medida justa, mas por falhas das leis tambem é concedida a quem não a merece, fazendo com que muitos já saiam cometendo novos crimes)
 “Progressão da pena” (medida justa, mas por falhas das leis tambem é concedida a quem não a merece, provocando sua concessão a criminosos que, mal de veem livres, voltam a cometer novos crimes. Raramente o criminoso cumpre mais de 1/6 da pena à qual foi condenado e é posto em liberdade).
 “Idade entre 14 e 24 anos” (é o período em que a violência e a criminalidade se apresentam com maior intensidade. É a idade da odisséia. É aqui que o Estado, a sociedade, e as pessoas têm que concentrar ainda mais sua atenção. Quanto mais velha uma população menos violência existe nela).
“Sociedade consumista, materialista e competitivista” (boa parte das pessoas vive numa sociedade consumista, materialista, exibicionista e competitivista onde Deus foi substituído por dinheiro e bens materiais e, para atingir seus objetivos, essa parte da sociedade não mede as formas de fazê-lo, e as conseqüências dos seus atos, advindo, daí, o crime e a violência. A “necessidade” de consumo de jovens, por exemplo, faz com que cheguem a matar para conseguir um simples tênis de grife, ou algo parecido. Não é proibido ter dinheiro e bens materiais, mas Deus vem antes).
“Consumo de drogas – Dependência química” (alimentando o tráfico, o crime e a violência. Se não houvesse consumistas não haveria traficantes. As drogas estão acabando com parte da nossa mocidade; com parte das famílias brasileiras; com os pais dos adictos, pois se tornam codependentes dos filhos. Dependência química não tem cura, mas tem controle, como a pressão alta, o diabetes, etc. O dependente químico, através das drogas, perde os sentimentos, isola-se, torna-se agressivo, muda totalmente seu comportamento, desaprende a viver e, quando não tem dinheiro para comprar drogas furta-o, rouba-o, inclusive dos próprios pais; vende o que encontrar pela frente. No entanto, devemos ajudar o dependente químico na sua recuperação e não afundá-lo ainda mais para as drogas. Nenhuma família consegue recuperar um dependente químico seu; para isso o melhor caminho é a internação, por no mínimo seis meses. Infelizmente, no nosso País não há campanhas públicas sistemáticas, constantes, objetivas, e por todos os meios de divulgação, contra as drogas, pois a prevenção é o melhor remédio).
“Prevenção” (é preciso reforçar o lado da prevenção; a começar de dentro dos lares).
“Perícia forense” (principal fonte de prova para qualquer condenação. Sem ela as provas contra os acusados se tornam frágeis. É, por exemplo, o mecanismo mais perfeito para apurar crimes de tortura. No entanto ela é incipiente em quase todos os Estados Brasileiros. Não possui materiais e tecnologia de ponta. Faltam peritos. Falta investimento e equipamentos de ponta para a demanda existente. Precisa ser moderna. Não é constitucionalizada. Não existe lei federal que a norteie. É heterogênea em todo o Brasil. Em virtude disso órgãos estranhos a tem contaminado de forma sistemática).
“Criminalística e medicina legal” (sem elas as provas contra o acusado também se tornam frágeis. Necessita estar á altura das necessidades da Justiça).
“Ministério Público” (é ele quem dá vida às Leis; sem ele o trabalho da polícia não avança; a Justiça não é aplicada; o criminoso não é condenado. Infelizmente o número de Promotores de Justiça está muito aquém das necessidades da sociedade).
“Número suficiente de magistrados” (a média do mundo é de 1 magistrado para cada 8.000 pessoas; no Brasil a média é de 1 para 28.000 pessoas. Milhões de processos estão mofando nas prateleiras dos tribunais brasileiros enquanto os criminosos que lhes deram origem continuam soltos, cometendo novos crimes, e aguardando julgamentos que demorarão anos para serem realizados, se é que serão, e outros tantos para as sentenças transitarem em julgado).
“Juiz da infância e da juventude em número suficiente” (não há).
“Excesso de recursos” (tudo vai parar no STF saturando seus ministros e a Justiça).
“Pesquisa e gestão sobre Segurança Pública” (praticamente não existe. Essa pesquisa é imprescindível para nortear, aperfeiçoar, dar rumos à Segurança Pública).
“Diagnósticos importantes” (Segurança Pública tem que ser tratada como questão “social educacional” e não “policial penal”. Com base nos diagnósticos é que se aplicam medicamentos, isto é, diagnosticado o lado doente da Segurança Pública verifica-se que é necessário para curá-lo).
“Inclusão da Segurança Pública na área de conhecimento e pesquisa” (tem que ser transdisciplinar, transversalizada, e não isoladas. Sem isso é impossível tratar de forma correta a Segurança Pública).
“Colaboração da sociedade para com as instituições policiais” (sem essa colaboração, incluindo denúncias, a polícia terá dificuldades em fazer a sua parte).
“Políticas agrárias, habitacionais e trabalhistas” (se não forem corretas provocarão violência, criminalidade, e a insegurança do cidadão).
“Descuido das pessoas” (atraindo a violência e a criminalidade contra si).
“Fiscalização rigorosa, por parte dos órgãos federais, das fronteiras, portos e aeroportos, a fim de evitar a entrada de drogas e armas no país” (polícias estaduais não atuam nessas áreas, mas acabam sendo vítimas, como toda a sociedade, da fragilidade dessa fiscalização. Sem drogas não haveria as organizações criminosas que infestam o País, e o número de armas nas mãos dos criminosos seria drasticamente reduzido).
 “Personalidade perversa, por parte de criminosos, causando insegurança aos cidadãos de bem” (“personalidade perversa” é provocada pelos traumas recebidos pela criança, principalmente dos pais, quando da formação da sua personalidade, cuja parte principal se estende até 0s 6 ou 7 anos de idade. Nenhuma criança nasce violenta ou criminosa, é o meio em que vive e a forma como é tratada que a transforma. Como já foi retro afirmado, boa parte dos lares brasileiros se transformou em indústria da violência; boa parte dos pais seus artífices. É necessário dar amor e educação às crianças; investir no social e na educação para que isso seja evitado).
“Prepotência dos que tem contra os que não têm” (gerando violência dos que não têm contra os prepotentes).
“Humilhação” (gerando vingança de quem é humilhado).
“Ostentação” (provocando a revolta dos que não têm).
E muitos outros “jogadores” todos fazendo parte do “time da Segurança Pública”; assim como a polícia (o goleiro) o faz.
Quais desses setores (elos) retro citados são da responsabilidade da polícia?
Cada jogador que não cumpre suas obrigações sobrecarrega o goleiro (a polícia).
O goleiro (a polícia) sozinho não vai a lugar algum.
Se a sociedade pudesse ver, com clareza, os outros jogadores do time da Segurança Pública em atividade, como vê a polícia, ficaria, em grande parte, decepcionada com as atuações de muitos desses jogadores, e passaria a cobrar mais, exigir mais deles, e não apenas do goleiro (da polícia) como o faz atualmente.
Por falta desses conhecimentos a quase totalidade das pessoas deseja policiais por todas as partes; transformar o País num Estado Policial.
Ledo engano. Polícia não constroi uma boa sociedade; o que constroi uma boa sociedade são as famílias sólidas, investimentos sociais e educacionais. Todos os jogadores que compõe o time da Segurança Pública atuando de forma efetiva, transversalizada, integrada, e dependentes uns dos outros; cada um cumprindo com suas missões; responsabilidades compartilhadas, entre eles o goleiro (a polícia).
E uma boa Segurança Pública não se obtém da noite para o dia, mas através de muitos anos de esforço e dedicação por parte do Estado (Nação, Estados, Prefeituras), da Sociedade e das Pessoas.
Por falta de um bom time (de uma boa segurança pública) a população, desesperada, tem partido para a via rápida:- Em torno de 70% dos seus integrantes querem que o policial mate os criminosos (desde que não sejam membros da sua família); em torno de 50% querem que o policial pratique tortura contra pessoas suspeitas (desde que não sejam parentes seus); e esses estímulos são um perigo para o policial que se deixa contaminar. Na hora do seu julgamento o policial estará sentado, sozinho, no banco dos réus, e aqueles que o estimulou a matar e praticar tortura estarão em casa tranqüilos tomando uma cervejinha e se divertindo; nem testemunha sua aceitarão ser.
Essa parte da sociedade precisa parar com esses estímulos, e também assumir suas responsabilidades.

Solução para a Segurança Púbica Brasileira: Que cada um dos “jogadores” retro mencionados, e outros que também estão jogando, mas não foram mencionados, façam a sua parte. Deixar apenas o “goleiro” (a polícia) como único responsável pelo time (pela segurança pública) é, no mínimo, um absurdo; um tremendo desconhecimento da realidade; uma forma vil e ultrajante de desmoralizar uma classe que, embora não seja perfeita, como todas as outras também não o são; que vai além dos seus limites; que não tem o que necessita, a partir de leis que garantam seu trabalho para servir e proteger a sociedade; que tem em torno de 270 integrantes seu, para cada grupo de cem mil, assassinados por ano, quando em defesa da sociedade, quando o da sociedade, como um todo, é de em torno de 30; merece um pouco mais de consideração e respeito por parte de quem assim não a vê.

E o que falta à Polícia Brasileira, em especial à Polícia Militar Brasileira, para melhor servir e proteger a sociedade e seus próprios integrantes? (Obs.:- O termo “polícia militar” aqui usado é genérico).
            “Que cada elo (cada jogador) faça a sua parte”.
            “Falta efetivo” (nenhuma polícia militar brasileira tem o efetivo necessário. Especialistas internacionais recomendam 1 policial na atividade fim para cada 250 habitantes em sociedades violentas como a do Brasil.  Nova York tida como modelo e exemplo para o mundo, cuja violência está muito aquém da brasileira, tem 1 policial para cada 180 habitantes. O Brasil, como média, tem em torno de 1 para cada 600 habitantes. Na atividade fim não se somam os policiais que estão de férias  e licença prêmio (em torno de 12% do efetivo total), os empregados na administração, os afastados por problemas de saúde, os que estão freqüentando cursos, os que exercem funções estranhas à sua instituição policial, os do quadro de saúde, os que estão de gala, nojo, e licença maternidade, bombeiros, os que estão fazendo escoltas, os que estão depondo nos tribunais, etc. E o efetivo disponível tem de ser distribuído pelas 24 horas do dia; 365 dias por ano).
            “Faltam leis que deem sustentação ao seu trabalho” (e não só ao trabalho das polícias militares, como das outras polícias, e da Justiça).
            “Faltam materiais e tecnologia de ponta” (sem essas ferramentas a polícia militar ficará tolhida para cumprir com suas obrigações. “Quem exige tem que dar os meios”).
            “Salário digno para os policiais” (a fim de evitar seu desespero e da sua família que irá, certamente, influir na sua atuação com a finalidade de servir e proteger a sociedade e a si próprio. A função policial é a mais complexa, difícil, perigosa, estressante e mal compreendida do mundo; o salário do policial tem que estar à altura da função que exerce).
            “Investir e valorizar o policial; dar autoestima ao policial” (é preciso investir e valorizar o policial; dar autoestima ao policial. Do policial tudo se exige quase nada se dá. Reconhecer seu bom trabalho. Não generalizar falhas individuais como sendo coletivas. Qual categoria não as comete? “Na vida só não falhou quem nunca viveu”. “VIDA = RISCO”. Acrescentar a matéria “Investimento e Valorização do Capital Humano do Policial” em todos os currículos de formação,  e aperfeiçoamento e manutenção; ela tem como finalidade ensinar o policial militar a estar de bem com a vida; a ter amor pela vida, a ter paz e, assim, prestar um melhor serviço à sociedade e a si próprio. Totalmente baseada nas ciências e nas neurociências essa matéria tem 100% de aprovação, com louvor, por parte dos policiais; sempre com aplausos finais em pé).
            “Investir, profissionalmente, no policial que está na ponta da linha” (é através do policial que está na ponta da linha que a sociedade julga a instituição policial a qual pertence, e não pelo que ela tem ou executa na retaguarda. Não adianta ter professores doutores, Ph.Ds, na retaguarda, muitas vezes cheios de condecorações e medalhas, se na “ponta da linha” não houver policiais competentes, eficientes e profissionais).
            “Que as polícias militares cumpram apenas suas obrigações constitucionais” (em média 60% dos seus atendimentos não são da sua obrigação, mas de outros “jogadores”).
            “Falta doutrina” (a existência de doutrina fortalece a polícia militar; a inexistência enfraquece).
            “Mostrar à sociedade quem é a polícia militar” (a sociedade não conhece a polícia militar, por culpa da própria polícia militar; e esse é um dos motivos pelos quais parte da sociedade não tem simpatia pela polícia militar. A polícia militar é uma empresa de prestação de serviços; seus clientes são os integrantes da sociedade, e esses clientes devem ser chamados para dentro dessa empresa para ver como ela funciona e se prepara para servi-los e protegê-los. Não é com divulgação de frases de efeito e dados que se consegue isso. Tem que colocar formadores de opinião, e segmentos representativos da sociedade, no “olho do furacão”, inclusive participando de instrução junto com os policiais militares, de preferência das que colocam a vida em risco e podem provocar tragédias).
 “Mostrar à sociedade quem é o policial militar” (que o policial militar antes de ser policial é um ser humano. Ser humano que chora, ri, ama e é amado. É pai, filho, esposo, irmão, amigo, Tem família; não sai do nada e volta para o nada como muitos pensam. Tem sentimentos; não é uma máquina insensível. Tem dignidade. Tem limitações como todas as pessoas. É gente! Que também falha como todos os seres humanos falham; repetimos:- “Na vida só não falhou quem nunca viveu”. “VIDA = RISCO”. Não confundir “falha” com “erro”; “falha” é involuntária, “erro” é voluntário. E, também repetindo:- A função policial é a mais complexa, difícil, perigosa, estressante, e mal compreendida do mundo).
“Que os Direitos Humanos do policial militar, em face da complexidade e risco do seu trabalho, são mais amplos que os da população em geral” (o policial é o único profissional que dá sua vida para defender a sociedade. Necessita de equipamentos, treinamento, materiais e tecnologia de ponta, à altura das suas necessidades para isso. Ser tratado com respeito e dignidade. Não viver sendo estimulado a matar como pretende boa parte da população, que acha que “bandido bom é bandido morto”. Essa parte da população precisa compreender que o policial não pode atuar fora da lei; se assim o fizer será mais bandido que os próprios bandidos. O policial necessita ter e sentir que tem direito aos Direitos Humanos, já que estes são universais, amplos e irrestritos).
“Preparar o policial para não se contaminar pelos que o estimulam a matar” (caso isso ocorra, na hora do seu julgamento estará sozinho no banco dos réus, e aqueles que o estimularam a matar estarão em casa, tranqüilos, talvez tomando uma cervejinha; nem testemunhas do policial em julgamento aceitarão ser. Para o agressor apenas a Lei!).
            “Muitas vezes falta treinamento correto” (treinamento não é gasto, é investimento; uma polícia é conseqüência do seu treinamento; da qualidade dos seus professores; professores imbecis geram policiais imbecis que por sua vez gerarão uma polícia imbecil. Professores respeitosos geram policiais respeitosos que por sua vez gerarão uma polícia respeitosa. “As pessoas tendem a agir da mesma forma como são tratadas”. É aqui que está o segredo para a construção de uma boa polícia. Trate mal o policial que ele tratará mal a sociedade; trate bem o policial que ele tratará bem a sociedade).
            “Deixar, de uma vez por todas, de “importar” instrução das Forças Armadas”, principalmente de tiro.  (as Forças Armadas são preparadas para matar o inimigo; destruir o inimigo na hora em que ele menos espera e isso é normal para elas. Polícia não tem inimigo. Polícia é uma empresa de prestação de serviço para servir e proteger a sociedade (como outras o são); seus clientes são os integrantes da sociedade os quais tem que ser tratados com educação e respeito; para o agressor a Lei. E aqui vai um adendo:- Preparada e estando condicionada para matar, destruir o inimigo, especialmente a hora que ele menos espera, as Forças Armadas não devem ser usadas como polícia, ter poder de polícia; suas missões são totalmente diferentes).
            “Treinamento idêntico às polícias fardadas e civis em áreas de atuação comum” (o principal deles é sobre o uso da força e da arma de fogo; maior problema de todas as polícias do mundo. Em torno de 95% de todos os problemas graves de uma polícia são causados pela má aplicação do uso da força e da arma de fogo. E qual seria esse treinamento? De acordo com o “CICV”; “DDHH”; “Polícia Comunitária Internacional”; “SENASP”; especialistas e organizações nacionais e internacionais, incluindo da ONU; policiais de modo geral; autoridades, etc., é o “Método Giraldi”®, totalmente científico e baseado nas neurociências, e que está à disposição de todas as polícias e policiais de forma gratuita. Reduz em 100% a morte de pessoas inocentes provocada por policiais em serviço, tambem daquelas contra as quais não há necessidade de disparos (agressores). Reduz em mais de 96% a morte de policiais em serviço; os outros quase 4% são as fatalidades, quase impossíveis de serem evitadas (execuções). Reduz em 100% a perda da liberdade do policial em virtude do uso incorreto da sua arma de fogo).
            “Manutenção e constante aperfeiçoamento de um “Serviço de Inteligência e Informações”, o mais profissional possível, com policiais, materiais e tecnologia de ponta à altura das suas necessidades” (sem um serviço de inteligência e informações nessas condições, profissional e capaz, qualquer polícia permanece amadora e acaba atuando na base do improviso).
            “Que polícia é ciência” (e como ciência deve ser preparada, ensinada, treinada e aplicada).
            “Maior e mais efetiva integração entre as polícias” (essa integração as fortalece e é útil para a sociedade e para as próprias polícias).
            “Integração dentro das próprias polícias” (isso nem sempre ocorre provocando divisões prejudiciais ao seu trabalho e à sociedade).
            “Integração e maior proximidade entre a polícia militar e a sociedade” (imprescindível!).
            “Colaboração da sociedade” (por falta de aproximação entre polícia e sociedade raramente ocorre; muitas vezes por culpa da própria polícia e policiais. “As armas infalíveis para o policial militar conquistar a o respeito, a simpatia, e a colaboração da sociedade são a educação, o sorriso, a humildade e o profissionalismo; para o agressor a Lei!”).
            E outras faltas.

Nilson Giraldi
Nilson Giraldi
Cel PMESP - Professor - Educador
Especialista em:
“Educação” - "Segurança Pública e Polícia" - "Uso Progressivo da Força"
"Gerenciamento de Crises" – “Negociação" - "Polícia Comunitária"
 “Direitos Humanos” – “Direitos Humanos do Policial”
“Violência: Causas, Estímulos, Soluções, Medidas Preventivas”
"Investimento e Valorização do Capital Humano do Policial" - “Relacionamento Familiar e Humano”
“Qualidade de Vida” - "Drogas, Dependência e Codependência Química"
“Armamento, Material e Tiro” - “Competições Esportivas de Tiro”
Autor do "Método Giraldi"®
“Neurociências a elas relacionadas”
Professor, Assessor, Consultor e Palestrante nacional e internacional dessas áreas
Todo o seu trabalho é gratuito