sexta-feira, 20 de maio de 2016

CONFERÊNCIA DO ACADÊMICO MARCO LUCCHESI

ANEXO Convite Eletrônico Conferencia - Acadêmico MARCO LUCCHESI terça-feira 24 de Maio as 15h na Casa da FEB

Entrada
x

Djenane Dj djenanealmeida21@gmail.com

Anexoss)
para Cco:mim
ANVFEB - Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira
Rua das Marrecas, 35 -  Lapa - Rio de Janeiro RJ
 
VI Ciclo de Encontros FEBianos – 2016
25º. Encontro FEBiano

Terça-feira  24 de maio de 2016 as 15h

CONFERENCIA

Escritor MARCO LUCCHESI
da Academia Brasileira de Letras

Depoimento de um Brasileiro de Origem Massarosesa

Traje: Esporte

Informações e Confirmações 
21 - 9 9300 – 9812
Recepção ao publico a partir das 14h30
 
 
Marco Lucchesi (Rio de Janeiro, 1963) é poeta, escritor, romancista, ensaísta e tradutor,
membro da Academia Brasileira de Letras, sendo o primeiro brasileiro de uma família italiana.
 
 
Memória da Segunda Guerra não pode terminar (trechos)
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Há quase 70 anos terminava o flagelo da Segunda Guerra, com um número impensável de crimes contra a humanidade.
Basta recorrer aos livros de Primo Levi ou de Imre Kertész para alcançar o horror dos campos de extermínio.
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Ouvi desde pequeno a história da guerra contada por meus pais.
Nasceram ambos em Massarosa, pequena cidade da Toscana, situada entre Pisa e Lucca.
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Foi a primeira cidade libertada pela FEB, na tarde do dia 16 de setembro de 1944.
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Quando os nazistas começaram a retirada, para formar a conhecida linha gótica, tiveram o cuidado
de recomendar os brasileiros, como selvagens e perigosos, que não respeitavam sequer velhos, mulheres e crianças.
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Com a chegada dos brasileiros, as mães fizeram um cordão de isolamento, de mãos dadas, para proteger as crianças dos supostos
canibais. Nossos soldados gritavam, num italiano improvisado: “Venire qua! Ser bom!" E como as mães não baixavam a guarda,
os brasileiros começaram a jogar chicletes, balas e chocolates e as crianças romperam, incontidas, o cerco materno.
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No mesmo dia, o alto comando brasileiro decidiu ficar na casa de meu avô. Ao ver o piano, o general Zenóbio da Costa
fez chegar à minha mãe umas partituras cariocas. Os pracinhas consolidaram as relações do Brasil com a Itália.
Oito anos depois, meus pais vieram morar no Rio de Janeiro.
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A Segunda Guerra acabou, mas sua memória não pode terminar, somos todos, direta ou indiretamente, sobreviventes do Holocausto.
 
 
Patrocinio:
CHGRUPO
Espaços Corporativos com Tecnologia e Inovação

Prof Israel Blajberg
Assessoria de Comunicação Social – Casa da FEB 
 
“Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos”
Área de anexos

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