domingo, 20 de novembro de 2016

HISTÓRICO DO MMDC - TEXTO DO PROFESSOR RODRIGO GUTENBERG - PARABÉNS !!!!!

“O que estou dizendo e tudo que vou dizer não é invenção minha, não é uma simples evocação. Tudo, nomes, números, está documentado, é pétreo, não pode ser contestado.” – Hernâni Donato.



De forma simples, o presente artigo tentará transmitir para aqueles que fizeram a escolha intelectual da disciplina História e já foram introduzidos no tema Revolução Constitucionalista de 1932, um conteúdo taxativo, determinado. Aproveitando-se do ensino pífio e tosco, quando existente, em escolas públicas e privadas, do referido tema, como docente sinto-me no dever de patentear alguns pontos sobre o M.M.D.C. que são desconhecidos pela maioria e é sempre referido de forma equivocada, embora na rede mundial de computadores sejam abundantes as seguintes afirmações.
A questão dos fatos ocorridos na Praça da República no dia 23 de maio de 1932 é complexa, não se trata de uma simples tentativa de empastelamento, ou simples ataque da ditadura. 
Há vários meses o problemático caso político de São Paulo e o envolvimento nela de políticos excluídos, outros civis como estudantes, comerciantes, trabalhadores liberais, da indústria, comercio e outras classes da população, era muito grande, contrariando a ideia errônea e grandemente propagada de que era uma “guerra das elites”. Em um primeiro momento até poderia ter sido, mas nem naquele foi. Afinal, em 1930, maciçamente, os paulistas adeptos do Partido Democrático, ou não, apoiaram o golpe de 30 e este mesmo povo apoiava a queda da ditadura que sorrateiramente se instalara pelos sórdidos varguistas e tenentistas, é importante lembrar que essas duas palavras, ou melhor, estes dois grupos andam juntos a partir de 1930, buscando consolidar seu poder intransigente.
Acentuada em 1932 e mais preponderantemente eclodindo em 22 de maio, depois de diversos distúrbios sociais, perturbações políticas e a problemática questão dos governantes e secretariado paulista, ou seja, a invasão e a ocupação do Estado de São Paulo. Era a ditadura, causada por um agente imiscível aos paulistas, a Aliança Liberal e os Tenentistas. 
Este é um tema delicado e historicamente mais sofisticado, e que poderia ensejar com uma discussão em um nível mais elevado, o que será feito em outra ocasião, pois como prometido, condensaremos para logo entender o fito, que é explicar o que de fato é o M.M.D.C. Contudo, à título de honestidade, é necessário que se faça uma concreta fronteira entre o historiador e o memorialista, ou seja, separar o conceito histórico-filosófico das crenças de cada um, afinal, no senso comum costuma-se associar o historiador do tema Revolução Constitucionalista de 1932 ao  separatismo, à volta do PRP ao poder, demasiadamente orgulhoso e até preconceituoso, enfim, entre outras inverdades, é uma obviedade de nosso cotidiano, mesmo que ainda escrava de forma crítica é mister uma faculdade intelectiva pérvia.  

A sigla, “M.M.D.C.” é conhecida por representar os primeiros quatro paulistas que deram sua vida pela democracia. Desarmados, enfrentaram homens providas de fuzis, metralhadoras e granadas. 
Conforme muitos sabem, na segunda-feira de 23 de maio de 1932 ocorreu um conflito na Rua Barão de Itapetininga com a Avenida Ipiranga/República entre civis paulistas que estavam na rua, contra homens do Partido Popular Paulista, por volta das 23 horas, que estavam no interior do edifício que se encontra naquela esquina. O P.P.P. era a antiga Legião Revolucionária de São Paulo, fundada em 1930, pelo então coronel Miguel Costa, um argentino radicado no Brasil, tenentista, que havia voltado do exílio após participar da “Coluna do Centro da Divisão Revolucionária do Noroeste do Rio Grande do Sul” mais conhecida como“Coluna Miguel-Prestes”, ao lado do comunista Luiz Carlos Prestes e outros militares indisciplinados. A contenda da Praça da República terminou com o saldo de três mortos e doze feridos, destes, mais dois morreriam posteriormente.
São Paulo estava sitiado pela ditadura, os comícios e as passeatas pedindo constituição eram reprimidos por dura repressão.  Muito bem falou Ibrahim Nobre, em passeata, ao então Interventor Pedro de Toledo, no dia 22 de maio: Estamos algemados, e algemados dentro de uma senzala. E Vossa Excelência, sr. Pedro de Toledo, está preso conosco. Vossa Excelência deve sair dela e com estes homens vir à rua reivindicar a nossa liberdade. Vossa Excelência está no fim da vida e deve escolher: um simples epitáfio ou uma estátua”.
É importante ressaltar que havia “Legião Revolucionária” em todo o Brasil, o intuito era apoiar o golpe de 1930, organizando-o e mantendo-o em todo o Brasil e posteriormente tornar-se um forte e coeso partido político. Mas, as legiões nunca conseguiram organizar-se, devido sua própria desordem social de cada membro. A maior delas, a de São Paulo, tinha enormes desavenças com os membros do Partido Democrático, Partido Republicano Paulista e a população a odiava, por sua truculência e caráter miliciano, agindo sempre fora das regras militares eram até chamados de comunistas, fato que veio a se concretizar com alguns de seus membros.  Então, a Legião de São Paulo perdeu praticamente toda sua força inicial, afinal, era inimiga em São Paulo assim procurava continuar.  Nenhum queria ver aqueles militares, tenentistas, varguistas, em São Paulo, fazendo tudo que faziam desde o início da interventoria de João Alberto em 1930. Os tenentistas tinham desavenças até mesmo com seus próprios aliados, a ditadura, Miguel Costa chegou a fazer duras críticas ao governo de Vargas, afirmando que a “Revolução de 30” estava falida e chegou até a reclamar dos 26 milhões de desocupados do Brasil. Oscilava entre o apoio à ditadura e o rompimento com ela. Miguel Costa e seu P.P.P. parecia ser um tertius no pandemônio que trouxeram para São Paulo. 
No final do mês de maio o general Pedro Aurélio de Góes Monteiro, o então comandante da 2Região Militar, expôs para o ditador Getúlio Vargas um planejamento para continuar dominando São Paulo, mantendo-o imobilizado. A ideia era reorganizar o governo paulista, reforçar as forças militares colocando mais batalhões de infantaria, cavalaria e de artilharia, trazendo-os de todas as partes do Brasil até mesmo batalhões da Força Pública mineira. Além de demissões de funcionários do funcionalismo público, deportações e censura a imprensa. O plano nada tinha de novo e espantoso, apenas seguia um velho caminho, cada vez mais repressivo.  

No pantheon Cruzes Paulistas está eternizado: “Nesse ambiente de dúvidas e desconfianças, o povo de São Paulo não podia viver. De todos os pontos se esboçavam reações. Pedia-se apenas um condutor. Dentro do coração do povo bandeirante acendiam-se as primeiras faíscas da guerra pelo bem do Brasil. E a fogueira cresceu. Tomou vulto. Alimentada pelo são patriotismo, em demonstrações de completo sacrifício por princípios que precisavam ser defendidos a todo transe, aqui já se não pedia mais que justiça as reivindicações pleiteadas. Também não fomos ouvidos. Apenas chegavam ao conhecimento público notícias de novas violências e boatos de adiamentos indefiníveis a convocação da Constituinte. Nessas condições, não era mais possível sufocar os assomos da alma febril do povo de São Paulo. E surgiu, numa alvorada vermelha mas esplendorosa, o 23 de maio.”

As hostilidades do 23 de maio de 32, como já foi falado, resultou na morte de cinco jovens, quatro paulistas e um mineiro. No próprio dia 23, três morreram imediatamente, mais um dia 28 e por fim o último no dia 12 de agosto, respectivamente, Mário Martins de Almeida de trinta e um anos, que residia em Sertãozinho, interior de São Paulo, mas não conseguimos encontrar o endereço exato. Naquele sábado estava na capital em visita aos pais e aderiu ao movimento que tinha intuito de empastelar a sede do P.P.P. Euclydes Bueno Miragaia de vinte e um anos de idade, morava no Brás, exatamente na Rua Gomes Cardim, número 74. Antonio de Camargo Andrade, residente à Rua Caio Prado, número 43, logradouro quase na esquina com a Rua da Consolação. Dráusio Marcondes de Souza, filho do farmacêutico o Ten EB Res Manuel Octaviano Marcondes de Souza, de quatorze anos de idade, moravam no número 424 da Rua Oscar Freire, E Finalmente, Orlando Alvarenga, um mineiro de trinta e dois anos de idade que morava na Rua Maranhão, 19, mas que nada tinha haver com as manifestações de 22 e 23 de maio, fora atingido por um tipo de fuzil nas costas, no momento em que passava pelo local e observava a multidão e os tiros que partiam de dentro do prédio. Alvarenga esteve internado na Santa Casa, no quarto de número oito ao lado do quarto de Dráusio número nove. Convalescendo em seu leito contou ao pai de Dráusio, o Ten Manuel Octaviano, que “nada tinha com o movimento, do qual saíra ferido por mera casualidade”. Alvarenga faleceu oitenta e um dias após o 23 de maio, dia 12 de agosto, no Hospital Santa Rita.
Não deixaremos de citar, também, os dez feridos do dia 23 de maio, eram eles: Sebastião Vergueiro dos Santos, residente à Rua Victoria 114; Francisco Antonio Valente, Rua 21 de Abril n. 313; Moacyr de Oliveira, Rua Antonio Queiroz, 24; Domingos Nobrega Filho, que morava na Alameda Santos, sob o número 302; Sebastião Alves Oliveira, Travessa Jacareí, número 07; João Baptista Oliveira Filho na Rua Sousa Lima, n. 21; Manoel Jacinto Lessa, Rua Pelotas, 112; Emílio Almeida Bessa, Avenida São João, número 30; Mario Rodrigues residente à Rua Oscar Porto, 43 e Ignácio da Cruz, Rua D. Pedro I, número 7. Aí constam alguns dos cerca de trezentos homens que estavam em frete do edifício onda estava sediada do Partido Popular Paulista de Miguel Costa, comandante da Força Pública até o referido dia 23, data em que o “dublê de militar e político ativo”, como escreveu o Gen EB Carlos de Meira Mattos, fora reformado, por penada do Governador Pedro de Toledo, ele e o coronel Juvenal de Campos Castro.
No interior do edifício, haviam oito homens, miguelistas, provavelmente da do Exército, mas que não representavam o povo paulista nem o  glorioso Exército Brasileiro.
Na madrugada do dia 24 o governo ditatorial tomou algumas providências, retirou Goés Monteiro do comando da 2a RM e o nomeou para a 1a RM, coube ao coronel Manuel Rabelo substituí-lo. 
 No Inquérito Policial que apurou os fatos do 23 de maio, consta que o delegado Dr. Francisco de Assis Carvalho Franco enviou um ofício no dia 7 de junho de 1932, sob o número 13.817, solicitando ao comando da 2a RM que enviasse uma relação com os nomes das pessoas que estava no interior do edifício e atiraram na massa popular. O pedido foi feito para que as investigações policiais continuassem, sendo assim, queriam oitivas no dito inquérito. A resposta nunca para o delegado Dr. Francisco, nunca veio e no canto direito do ofício está assinalado: “Devolvido pela Chefia em 23-7-932”

O movimento ocorrido em maio, especialmente depois de 22 do mês, era também, abrilhantado, respaldado e investido pela classe acadêmica, estudantes das altas escolas superiores participavam dos comícios, passeatas e manifestações de outros tipos. E obviamente, no dia 23 eles também estavam presentes. Mas, nenhum dos cinco mortos eram estudantes como é comumente difundido. Exatamente, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo não eram estudantes. Nem mesmo Dráusio de quatorze anos, que trabalhava na Farmácia de seu pai. Desta maneira, é muito importante fixar mais uma vez esta informação. 
A Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C., através de seu presidente Mario Fonseca Ventura e seus presidentes e membros de Núcleo vêm desmistificando a informação de que os quatro jovens eram estudantes, do mesmo modo que há sessenta e dois anos perpetua a História da Revolução Constitucionalista. 
Outra coisa importante é informar o que realmente foi o M.M.D.C. Quando perguntamos para alguém que gosta de História da Revolução de 32: “Você sabe o que é M.M.D.C.?”, é comum responderem: são os quatro estudantes mortos em 1932”. Como se vê, a resposta está errada e acompanhada de uma afirmação também errada. 


A M.M.D.C. (em artigo feminino mesmo), que é na verdade uma organização civil, secreta, criada para a libertação de São Paulo, segundo Paulo Nogueira Filho a M.M.D.C. era a Alma Mater da preparação e da condução da guerra no âmbito civil e paramilitar. Foi criada no dia 24 de maio em uma reunião no Restaurante Posilipo, localizado na Rua das Flores, hoje denominada de Silveira Martins.
Segundo Aureliano Leite eram apenas quatro os reunidos que fundaram o M.M.D.C.: Ele mesmo, Joaquim de Abreu Sampaio Vidal, Prudente de Moraes Neto e o idealizador da nova organização, Paulo Nogueira Filho. Ainda durante o dilúculo, os quatro foram para o salão de chá do Edifício Clube Comercial, como o Dr. Aureliano Leite era um dos diretores do referido clube, foi fácil adentrar ao local naquele horário. Lá se encontraram com mais dezenove próceres paulistas  fundaram a organização secreta que foi batizada de Guarda Paulista, a ata de criação dessa sociedade foi assinada por representantes da Associação Comercial de São Paulo, bancários, classes liberais, estudantes, o Partido Democrático e o Partido Republicano. Eram eles: Paulo Nogueira Filho, Aureliano Leite, Joaquim de Abreu Sampaio Vidal, Moacir Barbosa Ferraz, Bernardo Antonio de Moraes, José André Telles e Matos, Breno Ferraz do Amaral, Antonio Carlos Pacheco e Silva, Cap. Antonio Pitcher, Roberto Victor Cordeiro, Carlos de Souza Nazaré, Thiago Mazagão Filho, Herman Moraes Barros, Jorge de Souza Rezende, Flavio Baptista a Costa, Alberto Americano, Gastão Saraiva, Francisco Mesquita, Cesário Coimbra, Bráulio Santos, Francisco Alves Santos Filho,  Waldemar Silva e Edgard Baptista Pereira. No dia seguinte, Júlio de Mesquita Filho, Sylvio de Campos e Antonio Pereira Lima também assinaram a ata. Prudente de Moraes concordava com tudo, mas por esquecimento não assinou a ata.
A Guarda Paulista, era a elite, era o pobre, era o empregado das fábricas, era o desempregado, era o estudante, o professor, a esposa, o filho, era o bastião, era o anseio dos homens pelo povo e pela lei.
Na ocasião desta primeira reunião geral fora definida os dirigentes, eram eles: Paulo Nogueira Filho, Edgar Baptista Pereira, Sylvio de Campos, o então capitão Antonio Pietcher, Gastão Saraiva e Antonio Carlos Pacheco e Silva. 
Alguns dias depois a Guarda Paulista teve seu nome mudado e oficializado, por iniciativa do perrepista Edgar Baptista Ferreira foi proposto o nome C.D.M.M. em memória aos quatro primeiros heróis do levante paulista, mas logo foi corrigido para M.M.D.C. por Aureliano Leite.  Em 10 dias de existência, a M.M.D.C., com sede, primordialmente no Clube Comercial. Dez dias depois a M.M.D.C. já tinha cinco mil homens dispostos a ir para guerra. O Dr. Aureliano ainda nos conta em seu “Martírio E Glória de São Paulo”, que antes da M.M.D.C. e do 23 de maio, diferentes organizações trabalharam  pelo livramento de São Paulo do cutelo da ditadura. E a mais engajada foi o Comitê Executivo da Revolução, mantido por Júlio de Mesquita, Ataliba Leonel, Coriolano de Góis e Cesário Coimbra. O comitê tinha como sede a Capital paulista, mas era subdividido em dez distritos espalhados por mais de cem municípios do Estado bandeirante. Todavia, todas as organizações civis, secretas, com o fito de respaldar o Estado, deixaram de existir para irmanar-se na M.M.D.C. 

Benjamim de Oliveira Filho anotou: “A M.M.D.C. recolheu, nas ruas ensanguentadas, a herança sagrada que, no supremo sacrifício, lhe transmitiam aqueles jovens e, tacitamente, necessariamente, adotou-lhes as iniciais.”
E, que desde logo, foram se congregando os que aceitaram a incumbência de manter aceso o fogo da santo da liberdade. Eram os guardadores das esperanças. E os batalhões, pouco e pouco, espontaneamente, se formavam, em surdina. 
Assim, ao rebentar, na noite de 9 de julho, o movimento revolucionário, cuja explosão, mas cedo ou mais tarde, ninguém evitaria, surgiu na estacada a M.M.D.C., emergindo do silêncio, em que se mantivera, para, empunhando o clarim, lançar aos quatro cantos, por todo o Estado, vibrantes, alvissareiros, aos sons do seu toque de guerra!
E começou a faina do alistamento.
Instalado o seu Q.G, enquanto uma comissão de senhoras principiou a angariar donativos, os voluntários acorriam das Faculdades Superiores e da congregação da Mocidade Paulista. 
Poucos dias depois, organizaram-se as Caravanas de Propaganda Cívica. Dividido o Estado em nove zonas, nove Caravanas deixaram a Capital, em demanda do interior, onde seriam realizados comícios e instaladas comissões locais. 
Por todas as cidades o mesmo confortador entusiasmo. 
Diariamente, aos centos, chegavam à São Paulo os voluntários. Improvisavam-se os acampamentos, onde se alojavam e equipavam. E os batalhões partiam para a frente. 
Mas, decorrido os primeiros dias, urgia uma organização vasa e perfeita, abrangendo, não só os serviços de alistamento, de instrução, de abastecimento, de concentração e alojamento dos voluntários, como também os serviços de assistência às suas famílias, que cumpria por a salvo de qualquer necessidade, e ainda os serviços, propriamente técnicos, de organização e controle.
E montou-se a grande máquina, coordenando todos os esforços e satisfazendo as exigências de um aparelhamento moderno, completo e perfeito. 
Ao alto, assumindo a suprema direção e comando, o Conselho Geral. 
Logo após, as três grandes seções diretoras: a Direção Geral do Abastecimento, a Intendência Geral e o Departamento da Finanças.”.
Ainda embasado nas páginas do livro M.M.D.C. de Benjamim de Oliveira Filho. Para que seja amplamente entendido o referido órgão construí o seguinte organograma: 




Outros órgãos, pertencentes ou não pertencentes a M.M.D.C. trabalharam incansavelmente por São Paulo e pelo Brasil em 1932, merecem todo o destaque, igualmente e em breve publicaremos mais sobre a participação de cada uma delas.
São elas:
·        Liga de Defesa Paulista
·        Associação Comercial de São Paulo
·        Liga das Senhoras Católicas
·        Federação das Indústrias de São Paulo – Mobilização Industrial
·        Superintendência dos Serviços Auxiliares de Saúde
·        Cruz Vermelha de São Paulo
·        Departamento de Assistência dos Feridos
·        Departamento de Assistência às Populações Civis
·        Cruzada Pró-Infância 
·        Serviço de Abastecimento das Tropas em Operações
·        Comissão Inspetora das Delegacias Técnicas
·        Colônia Italiana
·        Colônia Sírio-Libanesa
·        Colônia Alemã
·        Colônia Portuguesa
·        Colônia Norte-Americana
·        Colônia Inglesa
·        Colônia Britânica
·        Colônia Japonesa
·        Colônia Russa
·        Colônia Francesa
·        Colônia Espanhola
·        Colônia Armênia
·        Colônia Escandinava
·        Colônia Belga
·        Colônia Israelita
·        Colônia Grega
·        Colônia Holandesa
·        Colônia Húngara
·        Serviço de Policiamento Civil
·        Cruzada dos Escoteiros
·        Campanha Odontológica
·        Penitenciária de São Paulo
·        Associação Cristã de Moços
·        Cruzada do Ovo 
·        Campanha do Cigarro
·        Mobilização Esportiva
·        Cruzada Ginasial Paulista
·        Cruz Azul
·        Cruzada Fernão Salles
·        Cruz Verde
·        Federação Internacional Feminina
·        Cruzada Artística
·        União Internacional Protetora de Animais
·        Instituto de Higiene
·        Instituto Butantã
·        Instituto de Rádio “Arnaldo Vieira de Carvalho”
·        Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
·        Instituto Paulista de Arquitetos
·        Instituto Paulista de Contabilidade
·        Comissão do Pão de Guerra
·        Legião Negra
·        Legião Paulista
·        Comissão de Socorros Públicos
·        Aliança Cívica das Brasileiras
·        Escola de Belas Artes
·        Dispensário S. Luiz
·        Instituto do Café
·        Bolsa de Mercadorias
·        Sociedade Beneficente de S. Camilo
·        Liga do Professorado Católico
·        Liga Feminina da Defesa Nacional
·        Liga Paulista Contra a Tuberculose
·        Conservatório Dramático e Musical de São Paulo
·        União Farmacêutica de São Paulo
·        Escola Profissional Feminina
·        Sindicato Químico de São Paulo
·        Grande Oriente de São Paulo
·        Sociedade de Oftalmologia
·        Comissão Evangélica de Assistência
·        Sociedade de Cultura Artística
·        Cerâmica Água Branca
·        Cruzada Evangélica
·        Mackenzie College
·        Herd Book Caracu

A organização dos paisanos paulistas para Revolução Constitucionalista foi impecável. O povo de São Paulo deu tudo o que tinha, em todas as cidades paulistas. Os serviços prestados na retaguarda foram os sustentáculos dos mais de cem batalhões patrióticos formado por civis que foram para a frente de batalha defender o Brasil da tirania. O coronel Basílio Taborda, prefaciando o livro Palmo a Palmo de autoria do Chefe do Estado Maior do Setor Sul, Joaquim Justino Alves Bastos, diz “A mais empolgante e mais fecunda de todas as explosões de civismo que tem feito vibrar a alma brasileira, na sua anciã rebelde e sublime de liberdade e justiça”.

Quem cai na luta com glória

Tomba nos braços da História!

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