quinta-feira, 25 de maio de 2017

PÉROLAS SOBRE ESSES TEMPOS BICUDOS - MEUS CRÉDITOS À COMUNIDADE BARRO BRANCO, WALDEMAR BATISTA, DONI E CIAPINA.

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Doni 
23 de mai

"Tempos estranhos"
A semana começa. E termina? Para alguns, talvez não. Mas acreditemos nas instituições, pois elas irão garantir a continuidade nacional. 
Fobofobia
Dizem os jornais que o ainda presidente Temer aposta tudo no Supremo. O circunstancial ocupante do Planalto se refere à sessão de quarta-feira no STF, que analisará seu recurso contra decisão do ministro Fachin que autorizou abertura de inquérito. Opa! Quer dizer que o presidente não quer ser investigado? O que Temer tem a temer?
Pra cima de moi?
Esse negócio de apostar no Supremo é uma tentativa de transferir responsabilidades. Ora, o Supremo não tem nada a ver com isso. Não recebeu ninguém à socapa, não tratou de assuntos ilegais, não ouviu confissões. Enfim, nem se venha com essa história. Investigar autoridades deveria ser regra, e não exceção.
Previsões
O presidente diz apostar no Supremo. No colóquio de porão com o dono da JBS, Temer jactou-se de ter dois ministros na Suprema Corte. A bem da verdade, ficou no ar se ele tem amizade, interlocução, ou sei lá o quê. Em todo caso, ele ainda pode dizer que falou aquilo de fanfarrice.
Fanfarrice? Sei
A propósito da fanfarrice que Temer diz ter sido as afirmações do empresário, é preciso notar que isso não o exime do tipo. Mas há mais. Estava errado o presidente. Com efeito, há um procurador da República preso, e não é pelo crime de fanfarrice.
Impeachment
Em sessão histórica realizada no sábado, e que só terminou nos primeiros minutos do domingo, o Conselho Federal da OAB decidiu, por 25 a Amapá, que pedirá a abertura de impeachment do presidente da República. (Clique aqui)
Alvo errado
Na dura declaração que deu, aplaudido que foi por um único par de mãos (as gorduchas de Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel), Temer partiu para o ataque contra a PGR e o ministro Fachin. Quer nos parecer, no entanto, que calibrou mal sua metralhadora. A PGR fez buscas na empresa Rodrimar (no porto de Santos) e na empresa Argeplan (do Coronel João Baptista Lima Filho). Como se não bastasse, tem a poucos quilômetros de sua sede o explosivo Lúcio Funaro, cuja língua está pronta pra ser solta. De maneira que, comparando os arsenais, esta guerra já nasce perdida.
Havia um doleiro no meio do caminho
Há vários meses este informativo pergunta sobre o doleiro Lúcio Funaro, que está esquecido na Papuda. Diante do recente noticiário, o migalheiro agora entende com o que estávamos a bulir?
Informalidade
A gravação da conversa com o presidente demonstra um grau de intimidade chocante com o interlocutor. Até os que são próximos de Temer estranharam, porque ele é cultor do formalismo cerimonioso. Mas isso é a prova de que "o meio condiciona o homem". E, como é bem de ver, estavam no porão, à noite.
Pois é...
Na entrevista que concede hoje à Folha de S.Paulo, Temer - ao ser perguntado sobre se seria correto receber o empresário daquela forma - diz: "Talvez eu tenha de tomar mais cuidado. Bastava ter um detector de metal para saber se ele tinha alguma coisa ou não, e não me gravaria." Ou seja, o problema é o gravador, não o teor da conversa. Ai, ai, ai...
Joio e trigo
O presidente, na declaração que fez ontem, preferiu encampar um argumento popularesco de que os delatores estão livres, leves e soltos. Isso é tudo uma questão de prisma. De fato, poder-se-ia (com o perdão da mesóclise) dizer que o delatado também assim está, mas com o agravante que mora em Palácio mantido às expensas da patuleia. Enfim, o fato é que ele pautou essa discussão sobre os termos da delação. E, nesse caso, é preciso frieza jurídica para ponderar as circunstâncias. Vejamos na próxima nota.
Carne e cimento
O caso das empreiteiras, além do fato de que só se delatou depois da condenação, traz uma circunstância fundamental que não pode ser olvidada: formou-se um cartel que superfaturava obras. Ou seja, era dinheiro público indo direto para políticos e empresários. Enfim, um assalto na burra da viúva. Diferentemente é o caso do JBS. Eles se valeram de empréstimos amigáveis no BNDES e tinham que pagar propina para o dinheiro ser liberado. No entanto, continuavam devedores do banco. Ou seja, tiveram facilidades para alavancar o negócio, mas eram achacados para obter esses benefícios. Convenhamos, são coisas muito diferentes. E não se está aqui querendo dizer que agiram corretamente, porque não agiram e reconheceram isso. A questão é que o tratamento dado a eles no acordo de delação deveria, também, ser diferente. Pode até ter sido mais benéfico do que o normal (embora a PGR tenha argumentos que expliquem isso), mas o fato é que impossível compará-lo com o das empreiteiras, porque são coisas distintas e, como tais, não passíveis de cotejo.
Advocacia na berlinda
Os delatores da JBS dizem que quase 100 escritórios de advocacia foram usados como laranjas, dando notas fiscais frias para que dinheiro de propina chegasse ao destinatário. Pois bem, se quer ter legitimidade para pedir o impeachment do presidente (e a OAB certamente tem) deve ela também montar sua força-tarefa para descobrir quais são essas falsas bancas (porque isso não é advocacia) e varrê-las para fora de seus quadros.
Recordar é viver
Daqui uns dias, ao regressar ao torrão natal, Temer será recebido com o hino da cidade. É bom, pois, relembrá-lo: "Tietê, minha terra querida, / Tua vida é a mais bela que ouvi. / Teu passado são traços de lenda, / É legenda teu nome tupi."
Futuro
Os jornais já dão como certa a saída do presidente, seja pela renúncia, seja pela cassação da chapa no TSE, seja pelo impeachment. A questão é quem vem pela frente. Fala-se em muitos nomes, alguns fora da política. Essa hipótese, de um outsider, seria um erro crasso, porque jogará o país em nova crise. O ideal é que um nome nos conduza com serenidade até 2018. Fala-se no presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que de fato soube nos últimos tempos conduzir os trabalhos na casa dos representantes do povo. Outro nome que surge com muita força, e que tem apanágios suficientes para a missão, é o do senador Tasso Jereissati. Passando incólume sobre este vendaval que assola os políticos brasileiros, o ex-governador do Ceará tem a sobriedade dos bons, a lhaneza dos sábios e a temperança dos experientes. Seria, indubitavelmente, excelente nome para o mister.
Empresa non grata
A propósito de Tasso Jereissati, se tivéssemos prestado atenção em sua gestão no Ceará, nos anos 90, teríamos evitado muita coisa. É que quando era governador, pediu à Assembleia Legislativa do Estado que aprovasse um PL declarando a Odebrecht empresa inidônea no Estado. O imbróglio decorria, conforme narraram os jornais, do projeto do novo aeroporto de Fortaleza. Inconformada por perder a licitação, a empreiteira fez de tudo para que o Estado não conseguisse executar a obra. Os bastidores, que só dignificam o senador, ficam para outra edição.
Luto pela República
O prédio da OAB/RJ será iluminado com a cor preta até a saída de Temer da presidência. A decisão é do Conselho Seccional como forma de cobrar a renúncia do presidente. Também foi decretado luto oficial na entidade, e aprovada moção de apoio ao impeachment e à PEC que possibilita novas eleições diretas.
Inquérito
Rodrigo Janot enviou ao STF no sábado manifestação pedindo a continuidade do inquérito contra Temer. (Clique aqui)
Suspende ou não?
Atendendo pedido do presidente, o ministro Fachin autorizou no sábado a perícia no áudio apresentado pelo dono da JBS. (Clique aqui)
Abuso e uso de autoridade
Em investigação contra o senador afastado Aécio Neves, uma conversa entre o parlamentar e o ministro Gilmar Mendes foi interceptada pela PGR. No diálogo, de 26 de abril, Aécio pede que Gilmar ligue para o senador Flexa Ribeiro para combinar voto no projeto da lei de abuso de autoridade, que tramitava no Senado, ao que o ministro concordou: "Eu falo com ele". (Clique aqui)
Vale...
O caso de Aécio é conturbado. O linguajar usado pelo senador faz corar, como disse o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, os traficantes das favelas cariocas. Como se não bastasse, pela conversa Aécio diz que colocou um infiltrado no rol dos headhunters que escolheram o novo presidente da Vale. Ou seja, tisnou a indicação, porque ninguém sabe se foi fanfarrice, para ficar no termo da moda.  
????
Pelos depoimentos dos delatores da JBS, e de outros, como pode o sr. Guido Mantega estar vendo o sol nascer redondo?
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Waldemar Batista 
23 de mai
Outros destinatários: Cbb-Ninho@googlegroups.com
                                               Caro Coronel Doni, Senhor Coronel Ciapina, boa noite extensivo a todos os amigos do Ninho.
                                               Essa atribulada semana, vem tolher a nossa esperança de um Brasil que teria encontrado uma luz no fim do túnel graças as reformas em andamento, sejam elas de combate à corrupção, política e em especial a econômica. O triste, lamentável é que tais medidas, por conveniências pessoais, ou de grupos, Sindicatos, parlamentares, judiciário e com ênfase aos esquerdistas, elas não interessam e assim, o fato Temer, nesta hora, cai como um prato cheio. Ninguém quer perder a teta , e se ir além, conseguirem vagar a cadeira, ótimo. Brasil ? oras ...Brasil !.
                                               Michel Temer tem uma grande responsabilidade pelo que aí esta. Deve ser punido. Mas me pergunto, quantas cabeças devem rolar antes ? onde houve a degola, principalmente pelo Supremo ? Será que uma conversa gravada, aliás boa parte  inaudível , merece toda essa repercussão e essa rapidez em tirar Temer do cargo ? Não ! é sim uma oportunidade para parar o País, manda-lo de volta para a UTI. È aquela velha história, quanto pior, melhor. Nessa JBS ninguém mais “atolado” que Lula, seu filho e Dilma. Não tenho visto eles em destaques na mídia. Tudo orquestrado e com a incrível pretensão dos partidos de esquerdas, voltarem a ter as rédeas da Nação.
                                              Em minha modesta opinião, que se aprovem as reformas propostas, que Temer e sua equipe, principalmente a econômica , continuem seus trabalhos. Sabemos que governos populistas não acrescentam, destroem. No momento deste crime, Temer está isento. No momento, lá atrás, foi conivente.
                                              Interessante, que tudo acontece por culpa do governo atual. Desemprego, saúde, segurança, corrupção, como os quatorze anos de PT. nada tem haver, como BNDS. Que alavancou a Friboi e forneceu bilhões de “empréstimos” que jamais serão pagos a tantos Países de ditadores e esquerdistas, não estivesse nas mãos deles. Outro dia, li em um jornal que a culpa de um acidente na marginal, foi do Dória, por ter aumentado em dez Km o limite de velocidade. Dá nojo !.
                                               Não vou enumerar os “sapos” impostos garganta abaixo às Forças Armadas. Seria um horror e cansativo, culminando por essa mini série, Os dias Eram Assim. Será que a nossa última trincheira foi tomada ? Então, nosso caminho é o mesmo da Venezuela.
                                                Bem, dizem que onde a fé, a esperança. Oxalá estas não nos abandone. Meu abraço.

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