domingo, 11 de junho de 2017

11 DE JUNHO DE 1886 - 131 ANOS DO NASCIMENTO DE CESAR LACERDA DE VERGUEIRO, ASSASSINADO PELO SEU SOBRINHO PLÍNIO GODO DE VERGUEIRO 31 DE JANEIRO DE 1957


EXTRAÍDO DAS MEMÓRIAS DO CORONEL PM MÁRIO FONSECA VENTURA.


131 a. nasce CÉSAR LACERDA DE VERGUEIRO, em SANTOS, no dia 11 de junho de 1886. Formou-se na Faculdade de Direito da USP, em 1907, portanto, aos 21 anos de idade. Sua passagem pela vida universitária foi assinalada pela denotada dedicação à política acadêmica, na qual participava como membro ativo do tradicional XI DE AGOSTO, entidade à qual se integrou como aluno e dirigente, tendo sido seu presidente em uma das gestões da sua diretoria. CÉSAR LACERDA DE VERGUEIRO é reconhecido como um daqueles que viabilizaram o equilíbrio financeiro do Centro Acadêmico, cuja visão de futuro, como dirigente acadêmico, rende dividendos até hoje para a entidade. Todavia, a atuação de VERGUEIRO foi mais além: dedicado aos seus princípios liberais, ativo participante dos ideais do “BUCHA”, foi um dos mais entusiasmados integrantes da primeiras gestões da Associação dos Antigos Alunos, presidindo também duas de suas diretorias.

Talvez, a torpe atitude do seu tresloucado sobrinho, que, com uma arma, desejava privar da vida um ser humano, não tenha sido suficientemente forte para que essa personagem acabasse se tornando um exemplo digno de ser seguido. Tampouco, um simples projétil tenha assassinado a memória pública dos 700 mil eleitores de CÉSAR LACERDA DE VERGUEIRO – o senador mais votado do país, naquele pleito – que o escolheram para que os representasse no Congresso brasileiro, entre março de 1951 e o fatídico último dia de janeiro de 1957. O crime aconteceu nos aposentos do seu apartamento na Avenida DUQUE DE CAXIAS, no centro de SÃO PAULO. Foi seu algoz um parente muito próximo do ilustre parlamentar: o seu sobrinho, o advogado PLÍNIO GORDO DE VERGUEIRO. Íntimo do tio chegara a ser seu chefe de gabinete e administrava o 4º Cartório de Registro de Imóveis da Capital, que ostentava o nome da sua família. Comentou-se, na ocasião, que a rixa definitiva entre os componentes da família VERGUEIRO sucedeu às severas advertências feitas pelo tio – e mentor – do assassino com relação às dívidas que o sobrinho vinha acumulando, ao se envolver com jogos de azar. A bala assassina, que interrompeu uma das mais brilhantes carreiras que um político brasileiro poderia almejar, também fez desaparecer um dos mais devotados “franciscanos” a cruzar as Arcadas da Velha Academia.     

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