quarta-feira, 26 de julho de 2017

ALCINDO LOUREIRO MARQUES - HERÓI DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Currículo do Combatente Constitucionalista Alcindo Loureiro Marques

Nascido em 22 de setembro de 1906, na cidade de Amparo, Estado de São Paulo, filho de Sebastião Marques (Diretor do Liceu Artes e Ofícios em Campinas) e de Cândida Loureiro. Iniciou sua carreira no Banco Comercial do Estado de São Paulo, que passou por algumas fusões tornando-se Comercial Brasil, União Comercial e finalmente Banco Itaú, tendo nesse período, se formado em Ciências Contábeis.
Em virtude das transferências naturais à carreira de bancário, morou em diversas cidades do Estado de São Paulo, sendo que em Catanduva, conheceu seu grande amor Cora Berrance, com que se casou e teve duas filhas, Maria Lúcia e Maria Luiza.
Em 1930, o Presidente da República era Washington Luís. Era também o líder do PRP, Partido Republicano Paulista. Chamavam-no de "Paulista de Macaé", porque nasceu no Rio e vivia em São Paulo. Getúlio Vargas chefiou a chamada Revolução de 30. Vitoriosa esta, passou ele, Getúlio, a ser o Presidente da República. Whashington foi deposto. Foi para o exílio. Mais tarde, ele disse a um repórter: "Morri em 30, não tenho mais memória...". Pedro de Toledo foi Governador de São Paulo. O Coronel Euclides Figueiredo, pai do João Batista, era, em 32, o Comandante da Segunda Região Militar. Isidoro Dias Lopes, o chefe das Forças Revolucionárias. Bertoldo Klinger, que era Comandante da Circunscrição de Mato Grosso, aderiu ao movimento constitucionalista, tornando-se o Comandante do Exército Constitucionalista. O Governo Vargas, em 32, era uma ditadura. E foi para que o Brasil tivesse uma constituição que o povo paulista (Alcindo Loureiro) pegou em armas. A Revolução alcançou todos os paulistas: A mulher, o velho e a criança...paulistas disseram presente.
Alcindo Tinha 25 anos de idade, quando em 1932 alistou-se como voluntário na insurreição armada contra o regime ditatorial de Getúlio Vargas, tendo combatido em várias frentes durante todo o período que durou a Revolução. Durante a Revolução, Alcindo e seus companheiros dormiram debaixo de pé de café, quando em campo de batalha. Não tinham barracas, mas quando chegavam nas cidades, aí sim, dormiam nas repartições públicas. Alcindo e seus companheiros em Campinas foram incorporados ao Batalhão do Chico, Batalhão Francisco Glicério, onde exerceu a função de Tenente e no comando de um pelotão se deslocaram para a Frente Leste, Eleutério, Barão de Ataliba Nogueira, Pantaleão, Brumado, Amparo, Coqueiros, São João da Boa Vista, Mococa. Confrontaram com os Legalistas (que eram os homens da ditadura), violentamente, em Pantaleão, Brumado e Amparo. Nos lugares onde estiveram, sempre foram bem recebidos pelo povo. Recebiam comida do pessoal, que espontaneamente os alimentava. Mas as vezes não se tinha o que comer, o remédio era passar fome, contudo Alcindo sempre teve a certeza de ter feito o seu melhor por São Paulo e pelo Brasil. Sobreviveu e viu o ideal Paulista vencer quando, em 1934, fora criada outra Constituição, verdadeiramente legítima e democrática.
Após 52 anos de trabalho, se aposentou no respeitável cargo de Gerente Geral das agências da Capital Paulista. Foi um homem dinâmico, de reputação ilibada, respeitado e respeitador, excelente esposo e pai.
Em Catanduva, cidade amada onde morou por três vezes, fez grandes amigos, entre os quais Monsenhor Albino a quem devotou admiração extremamente e Miguel Elias, junto ao qual dirigiu por alguns anos o Lar São Vicente de Paula, abrigo para pessoas desprotegidas.
           Alcindo viveu uma vida feliz e honrada até o dia 30 de julho de 1988, quando faleceu em casa, na capital paulista, junto de seus familiares, sendo sepultado em Catanduva, passando então para a eternidade como um dos Herois Paulistas que lutaram bravamente pela real democracia para todo o povo brasileiro, tendo a certeza do dever cumprido. Assim, destacou-se em sua vida pela responsabilidade, capacitação profissional, iniciativa, motivação, disciplina, liderança, lisura em seus trabalhos e pelo culto a valores como patriotismo, civismo, lealdade e constância.
        Em face dos serviços relevantes prestados à São Paulo e ao Brasil aqui consignados, a presidência deste Núcleo MMDC da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, sente-se honrada em entregar a Sra Maria Luiza a Medalha Constitucionalista.

       Convidamos o Sr. Cel PM Mário Fonseca Ventura, para que juntamente com o Sr. Ten Cel PM Salgado e o 1º Ten PM Nascimento façam a entrega da comenda a Sra Maria Luiza Berrance Marques que neste ato a recebe em nome de seu pai, Alcindo Loureiro Marques, combatente constitucionalista, nosso homenageado desta tarde.

Nenhum comentário: