quinta-feira, 27 de julho de 2017

REVOLUÇÃO DE 1930 - UMA PÁGINA IGNORADA: A INVASÃO DE SÃO PAULO PELO LITORAL - CORÁLIO BRAGANÇA PARDO CABEDA - PESQUISADOR

1
-
REVOLUÇÃO DE 1930
-
Coralio Bragança Pardo Cabeda
Pesquisador
A adesão das guarnições do Exército
no Estado do Paraná, secundada pela
população civil, faci
litava o avanço das
colunas revolucionárias do Rio Grande do
Sul, pois seria o último obstáculo antes do
esperado enfrentamento com as tropas da
2ª Região Militar (São Paulo).
Dois tenentes revolucionários vindos
do exílio, João Alberto Lins de Barros,
ve
terano da Coluna Miguel Costa
-
Prestes,
e Vicente Mário de Castro, participante da
sublevação de 1926, tinham sido escolhi
-
dos para prepararem a revolução no Para
-
ná.
Com o rápido sucesso alcançado
pela adesão da força federal, o passo
seguinte seria a p
reparação da invasão de
São Paulo, onde forte resistência se
organizava.
João Alberto, comissionado no posto
de Coronel e a quem fora entregue o
comando da 3ª Divisão de Infantaria (3ª DI),
grande unidade que deveria operar no
setor sul, concebeu uma atre
vida manobra
diversionária. Um destacamento marcharia
pelo litoral, rumando para Xiririca,
Cananéia e Iguape, ameaçando Sete Barras
e Juquiá, e rebatendo
-
se, posteriormente,
sobre Capão Bonito ou Guapiara, onde
faria ligação com a divisão.
Essa missão foi confiada ao 1º
Tenente de Artilharia Vicente Mário de
Castro, gaúcho de Rio Grande, comissio
-
nado como Coronel.
Filho e neto de oficiais da Marinha (o
avô, Almirante, combatera no Paraguai),
Vicente era soldado já experimentado nas
nossas
revoluções, tendo participado da
Campanha do Paraná, em 1924, e
sublevado a 1ª Bateria do 6º Gr
upo de
Artilharia a Cavalo (I/
6º GACav), em 1926.
Exilado no Uruguai, fora recrutado por
Oswaldo Aranha, seu antigo adversário no
ÓRG
ÃO DE DIVULGAÇÃO
DA ACADEMIA DE
HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE
DO BRASIL/RIO GRANDE DO SUL (AHIMTB/RS)
-
ACADEMIA GENERAL RINALDO PEREIRA DA CÂMARA
-
E DO INSTITUTO DE HISTÓRIA E TRADIÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL
(IHTRGS)
280 anos da chegada do Brigadeiro José da Silva Pais a Rio Grande
-
100 anos da entrada do
Brasil na
I GM
ANO 2017
Julho
N° 228
O TUIUTI
INFORMATIVO
Uma Página Ignorada: A Invasão de São Paulo
pelo Litoral
2
Combate do Seival (25
-
11
-
1926),
para
participar do movimento de 30.
A força que deveria organizar e
comandar recebeu o nome de Batalhão
“João Pessoa”. Formavam
-
na o escol da
mocidade curitibana, que se alistava cheia
de entusiasmo. Entre seus componentes
figuravam pessoas de representa
ção
social, profissionais liberais, professores
universitários, acadêmicos, o que aumenta
-
va a responsabilidade e a preocupação do
comandante.
A marcha seria realizada por região
inóspita, quase desabitada e inçada de difi
-
culdades
de toda a sorte. Como se
comportariam aqueles guerreiros entusias
-
mados mas inexperientes ?
João Alberto, compreendendo os
cuidados do companheiro, pôs à sua dis
-
posição um piquete de veteranos
da
Coluna Miguel Costa
-
Prestes
: 40 bravos
gaúchos de Tupanci
retã, comandados pelo
Coronel Nestor Veríssimo.
Veríssimo era homem de confiança
de João Alberto, seu companheiro de
Coluna e valente oficial
maragato
das
Revoluções de 1923 e 1924.
O Batalhão “João Pessoa”, forte de
750 homens, deixou Curitiba no dia 13
de
outubro, rumando por estrada de ferro
para o porto de Paranaguá. Dali, em chatas
do Lloyd Brasileiro, transportou
-
se para
Guaraqueçaba, chegando a Porto Morato
no dia 17.
Começava, então, a luta contra a
natureza, com tremedais, água e lodo a
dificult
arem a marcha. Caminhos e picadas
estreitos obrigavam a coluna a deslocar
-
se
em fila indiana, tendo de abandonar
montarias e cargueiros por absoluta falta
de forragem. Sem qualquer esperança de
reabastecimento, víveres e munições tive
-
ram de ser transporta
dos a braço. E isso
sob chuvas contínuas. A marcha assumia
contornos dramáticos, pondo à prova a re
-
sistência da tropa.
Na Colônia Santa Maria, localidade
na divisa de São Paulo com o Paraná, tra
-
vou
-
se no dia 19 o primeiro contato da
vanguarda, comandada
por Nestor Verís
-
simo
, com o adversário, fazendo
-
se seis
prisioneiros e tomando
-
se 30 fuzis com
1.000 cartuchos de guerra.
No dia seguinte, novo encontro em
Rio do Meio, pondo em fuga as avançadas
paulistas. Marchando sob chuva torrencial,
a vanguarda ch
egava à margem do rio
Itapitangui no dia 22, em cuja margem
esquerda, na vila do mesmo nome, o
inimigo se entrincheirara. Comandava a
força paulista o Tenente
-
Coronel Pedro
Árbues, oficial reformado da Força Pública.
Ali, travou
-
se o combate mais
renhido.
Atravessando o rio com água pelo
peito e sob fogo dos defensores da praça, a
vanguarda do Batalhão, após hora e meio
de vivo tiroteio, armou baionetas e assaltou
as trincheiras. Não resistindo à violência do
assalto, o inimigo vacilou e terminou por
deban
dar, deixando 15 mortos e feridos, 47
prisioneiros, uma metralhadora pesada, 38
fuzis e 20.000 cartuchos. Entre os mortos
estava o comandante, Tenente
-
Coronel
Pedr
o Árbues. Os atacantes tiveram dois
mortos e
dois
feridos.
Na documentação apreendida na
vil
a de Itapitangui constavam informações
sobre o dispositivo das forças paulistas e
um estudo sobre a possibilidade de acesso
ao estado pelo litoral.
Ressalte
-
se que, dada a dificuldade
da marcha do Batalhão, cuja coluna alon
-
gava
-
se pela estreiteza dos cam
inhos, ape
-
nas a vanguarda, constituída pelo piquete
gaúcho, reforçado pela 3ª Companhia,
entrou em combate sob o coman
do do Co
-
ronel Nestor Veríssimo.
O restante da força
só chegou nos dois dias seguintes.
Após o Combate de Itapitangui,
quando o Batalhão
se
preparava para ata
-
car Pariquera
-
Açu, um rádio aos coman
-
dantes das forças em operações informava
a deposição do Presidente Washington Luiz
em 24 de outubro.
Na tarde do dia 25, o Chefe do
Estado
-
Maior da 5ª Região Militar comuni
-
cava ao Coronel Vicen
te Mário de Castro a
vitória do movimento.
Em 27, era ocupada Pariquera
-
Açu; a
29, Registro e a 31, Juquiá. Desta locali
-
dade, em composição da Estrada de Ferro
Sorocabana, o Batalhão deslocou
-
se para
3
Santos, acantonando nos armazéns da
Companhia Docas de
Santos.
Em 16 de novembro, pelo navio
“Manaus”, retornava o destacamento vito
-
rioso a Paranaguá, de onde, por ferrovia,
chegava a Curitiba na noite de 17. Em 22 de
novembro era dissolvido o Batalhão “João
Pessoa”.
Nos elogios de praxe, o comandante
não deixou de ressaltar o estoicismo de
dois combatentes, Neylor Vasconcelos e
Frederico Weiss, que, embora fisicamente
deficientes, suportaram a marcha realizada
por terreno considerado quase
intrans.
-
ponível. Também pre
stou homenagem aos
mortos do Batalhão, Elpídio Dorneles e
Aristides Rocha, gaúchos, caídos no Com
-
bate de Itapitangui; Antônio Ramos, into
-
xicado ao sofrer as agruras da fome e Al
-
berto Del Gaudio, afogado na Baía de Gua
-
raqueçaba.
Em gesto elegante, o C
oronel Vicen
-
te Mário de Castro, após a chegada a
Santos, mandou por um oficial entregar a
espada do comandante adversário, Tenen
-
te
-
Coronel Pedro Árbues, à sua família.
O difícil itinerário escolhido foi a
op
-
ção resultante de reconhecimento feito na
direção de Ararapira, atravessando a zona
conhecida como Varadouro. Constatando
-
se a presença de forças inimigas e a
vulnerabilidade em que ficaria o Batalhão,
deslocando
-
se em pequenas embarcações,
optou
-
se pe
la marcha de Porto Morato a
Itapitangui, numa extensão de 70 km.
Os
documentos apreendidos nessa última
localidade demonstrariam o acerto da
decisão tomada.
História dos Sumérios
(http://www.suapesquisa.com/pesquisa/sumerios.htm)
Os sumérios desenvolveram sua
civilização na região sul da Mesopotâmia, entre
os rios Eufrates e Tigre (área integrante do
Crescente Fértil).
Habitaram esta região, conhecida como
Suméria, entre os anos 4.000 a.C. e 1.950 a.C.
Engenharia: controlando
a água
Cartaz da Rev
olução de
1930. Fonte: Internet
.
VOCÊ SABE QUEM FORAM OS SUMÉRIOS?
4
Os sumérios destacaram
-
se na
elaboração de projetos e construção de um
complexo e desenvolvido sistema de controle
de água do Tigre e Eufrates. Construíram
barragens, sistemas de drenagem do solo,
canais de irrigação e diques. A armazenagem
da ág
ua era muito importante para a
sobrevivência das cidades sumérias.
Escrita Cuneiforme
Uma enorme contribui
ção cultural dos
sumérios foi
a criação do sistema
de
escrita
cun
eiforme, por volta de 4.000 a.C.
Neste sistema, os sinais representavam ideias
e objetos. Usavam placas de argila (barro),
onde cunhavam (marcavam com cunhas) esta
escrita. Muito do que sabemos atualmente,
sobre este período da história, devemos as
placas
de barro com registros cotidianos,
econômicos, administrativos e políticos deste
período.
Religião
Os sumérios eram
politeístas
(acredi
-
tavam na existência de vários deuses).
As
di
vindades sumérias eram ligadas à
natureza
(
Sol
, chuva, vento, trovão) e também aos
sentimentos (ódio, amor, tristeza, felicidade).
Arquitetura e cidades sumérias
Os sumérios foram excelentes arquite
-
tos e construtores. Desenvolveram os zigura
-
tes, que eram enormes construções em for
-
mato de pirâmides. Os zigurates eram usados
como locais de armazenagem de grãos e
também como templos religiosos.
Construíram várias cidades
-
estados
importantes como, p
or ex
emplo:
Nippur, Ur,
Kish, Uruk,
Lagash e Eridu.
Invasão de outros povos
O território sumério foi invadido, por
volta de 1950 a.C., pelos amoritas e elamitas
(originários da Pérsia). Os sumérios foram
dominados e derrotados por estes povos.
EDITOR:
Luiz Ernani Caminha Giorgis, Cel
Presidente da AHIMTB/RS
lecaminha@gmail.com
Nossos sites:
www.ahimtb.org.br
www.acadhistoria.com.br
Site do Núcleo de Estudos Estratégicos do CMS
www.nee.cms.eb.mil.br

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