quarta-feira, 26 de julho de 2017

TEXTO DE JAYME MARTINS SOBRE MICHEL TEMER

Texto do Jayme Martins

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Bira Pisani

para "Undisclosed-R.
Subject: Texto do Jayme Martins
 

De: ARMANDO GOTTARDI [mailto:armandogottardi@hotmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 24 de julho de 2017 20:57
Assunto: Fwd: ENC: Texto do Jayme Martins



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De: "imacon@uol.com.br" <imacon@uol.com.br>
Data: 20 de julho de 2017 11:01:35 BRT
Para: undisclosed-recipients:;
Assunto: ENC: Texto do Jayme Martins



Caríssimos
O insuspeito jornalista Jayme Martins, que precisou morar na China durante o regime militar, ex-petista agora desiludido com a petralha, enviou-me o texto abaixo, a meu ver a mais lúcida avaliação da crise política atual que tive oportunidade de ler. Por isso, estou repassando.
Abraço bom.
LH

De: jayme martins <jayme.overchina@gmail.com>
Enviado: sexta-feira, 14 de julho de 2017 16:46
Para:
Assunto: 


TEMER INCOMODA MUITA GENTE E AINDA
CHAMOU JANOT DE CORRUPTO BÊBADO.


Corrupto ou não, Temer lavou a alma do povo e incomodou gente poderosa. E ainda chamou Janot de corrupto bêbado
Por mais que o presidente Michel Temer  não tenha conquistado altos índices  de popularidade, uma coisa todos devem concordar: nenhum presidente da história do país sofreu ataques tão implacáveis de origens  tão distintas e conseguiu se manter de pé como ele. Temer  foi alvo de ações ferozes e letais sorrateiramente planejados por setores do judiciário, incluindo a PGR e o STF, de quase  toda a imprensa brasileira, dos artistas, dos partidos de esquerda e de formadores de opinião nas redes  sociais e, pelo menos até o momento, conseguiu resistir até com certa elegância.
Neste caso, o mérito por ter resistido a forças tão devastadoras é todo de Temer e de mais ninguém. Os empregados da Globo ficaram esbaforidos de tanto que pediram a renúncia do presidente e nada. Nem a Globo, nem os artistas, Janot, Fachin, o silêncio de Cármen Lúcia, os partidos de esquerda, todos os movimentos sociais e sindicais do Brasil conseguiram convencer a população a ir para  as ruas pedir  a renúncia de Temer.
Por outro lado, diante de uma tempestade de ataques tão vigorosos vindo de todas as direções, Temer ainda conseguiu manter sua base política coesa, a ponto de até o PSDB, um partideco tão sem moral quanto o PT, ter pensado duas vezes antes  de desembarcar de seu governo.
A pergunta que fica é a seguinte: de onde vem a força do mordomo? A resposta é bem simples. Afinal, os brasileiros viveram  quase 14 anos como reféns de uma organização criminosa que tinha planos de se perpetuar no poder. Temer foi o cara que puxou o tapete desta gente.  O inexpressivo e até tímido mordomo, chamado de fraco por Dilma e Lula, deu uma lição nos petistas e se revelou o Senhor do Congresso. Corrupto ou não, Temer  foi pragmático e teve muita coragem de enfrentar uma organização criminosa como o PT.
Logo que assumiu o poder, Temer  lavou a alma dos brasileiros e mexeu com interesses poderosíssimos. Demitiu mais de 20 mil macacos petistas que viviam dependurados na máquina pública, acabou  com a mamata dos artistas petistas que viviam das verbas da Lei Rouanet, cortou  verbas públicas para jornalistas de aluguel, sites petistas e todos os blogs sujos da esgotosfera, não aliviou Lula dos objetos que ele roubou dos Palácios do Planalto e Alvorada, cortou os 80 motoristas de Dilma, acabou com a farra das grandes empresas no BNDES, magoou bancos reduzindo juros, rompeu contratos com empresas amigas do PT e propôs quebrar as pernas de mais de 13 mil sindicatos do Brasil através da extinção da contribuição sindical obrigatória. Lula chegou a chorar, reclamando que Te mer estava destruindo o que ele levou anos para  construir.
Como se não bastasse, Temer  conseguiu tirar o Brasil da pior recessão em mais de cem anos, reduziu a inflação, conteve a escalada do dólar, reduziu Juros e o país já estava omeçando a gerar empregos com carteira assinada. Por três meses  consecutivos. Até que veio a tentativa de golpe.
Fiando-se nos baixos índices  de popularidade de Temer,  a Globo e o PT acharam que o derrubariam com um espirro. Juntaram-se aos bandidos da JBS e armaram um conluio com o procurador-geral da República, Rodrigo  Janot e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson  Fachin. Janor até encarregou seu braço direito na PGR para orientar Joesley Batista, que conseguiu um belíssimo acordo de delação  premiada. Os golpistas devem ter aberto até champanhe na véspera do dia 17 de maio, para comemorar a derrubada de Temer e os lucros que teriam especulando no mercado financeiro.
Mas as coisas não saíram como planejado. O mordomo se empertigou todo e resistiu ao golpe. Temer não apenas não renunciou, como deu início a uma das mais implacáveis ondas de retaliação contra o grupo JBS do criminoso confesso Joesley Batista. Em uma sequência devastadora de ataques, Temer encerrou uma linha de crédito de R$ 9 bilhões que a J&F tinha na Caixa Econômica, cancelou um contrato de fornecimento de gás da Petrobras para uma termelétrica do Grupo e elevou o teto das multas da Comissão de Valores Mobiliários de R$ 500 mil para R$ 500 milhões. A JBS é alvo de nada menos que nove inquéritos na CVM. Temer  literalmente quebrou as pernas de Joesley Batista.
Inconformados com o fracasso do golpe, Janot, a Globo e a JBS se levantaram, sacudiram a poeira e voltaram para a segunda onda de ataques contra Temer.  O mordomo não se intimidou e prosseguiu retaliando seus detratores de forma  impiedosa. Ao ser denunciado por Janot esta semana, Temer demonstrou que não está disposto a ceder a pressões e partiu para cima do procurador.
Temer chutou o pau da barraca e expôs Janot de forma cruel, ao insinuar que ele recebeu dinheiro por meio do ex-procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público Federal para atuar em um escritório de advocacia que negociou o acordo  de leniência da JBS.
"Talvez os milhões de honorários recebidos não fossem apenas ao assessor de confiança [Miller], mas eu tenho responsabilidade e não farei ilações. Tenho a mais absoluta convicção de que não posso denunciar sem provas",  disse Temer,  referindo-se ao ex-procurador como "homem da mais estrita confiança" de Janot.
Temer  demonstrou que não tem nada de bonzinho ao mencionar a queda de Janot pelo álcool e disse que o procurador realizou um "trabalho trôpego". Mais adiante, Temer foi ainda mais explícito ao lançar mão do termo embriaguez, referindo-se ao trabalho sujo de Janot na denúncia:
"As regras  mais básicas  da Constituição Federal não podem ser esquecidas e jogadas no lixo, tripudiadas pela embriaguez da denúncia, que busca a revanche a destruição e a vingança. E ainda assim fatiam a denúncia para provocar fatos contra o governo, querem parar o país e parar o Congresso Nacional, em uma ato político de denúncias frágeis e precárias", declarou Temer, ressaltando que tem disposição em continuar no cargo.
Uma coisa não se pode negar: o mordomo não é tão bobinho assim como muitos imaginam. E apesar de sua baixíssima popularidade, parece  que o povo não está muito disposto a ir para  as ruas pedir sua renúncia.
Se Temer sobreviver até 2018, pode continuar dando muito trabalho para toda essa gente.
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Jayme Martins
Overchina Consultoria
www.overchina.com.br
Tel. 5511 4582-4159

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