segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A TRAGÉDIA DE HIROSHIMA ESTÁ COMPLETANDO 72 ANOS !!!

MEMÓRIAS DO VENTURA (EXTRATO)


  72 a. da BOMBA ATÔMICA lançada em HIROSHIMA, no dia 6 de agosto de 1945. 80 mil japoneses morreram instantaneamente. 60 mil morreram depois, pela radiação emitida pela bomba. Mais de 150 mil vítimas foram contaminadas. A bomba atômica foi detonada a 580 metros do solo. Uma intensa luz foi provocada e quase nenhum som foi ouvido pelas pessoas que estavam na cidade. Casas, em sua maioria feitas em madeira, foram incendiadas. Vidros e metais derreteram devido ao calor. As construções situadas a 4 km do epicentro foram destruídas. A BOMBA “LITTLE BOY” tinha 3 metros de comprimento, 0,71 metros de diâmetro, pesava 4 mil quilos e tinha 60 quilos de URÂNIO-235. O bombardeiro “ENOLA GAY”, modelo B-29, com capacidade para 63.990 quilos, foi quem transportou a bomba. A explosão foi às 8:15 horas do dia 6 de agosto de 1945. “Estava na rua, de costas para o epicentro, 1,3 km de onde me encontrava. Fui lançado com violência por uma onda de calor a mais de dez metros e cai com o rosto no chão”, descreve TAKASHI MORITA, policial na época e que veio para SÃO PAULO em 1956. Ainda muito atordoado, MORITA levantou-se e logo viu muitas pessoas cambaleantes em meio a uma densa poeira, que só de dissiparia dias depois. “Nada ficou de pé. Fez-se um silêncio, corpos estavam espalhados por toda parte. Logo comecei a escutar gritos pedindo por socorro. Vi muitos mortos”, diz o ex-militar, que socorreu dezenas de feridos soterrados sob escombros de casas. “Cerca de 30 minutos após a explosão, o céu ficou escuro como a noite e começou a cair uma chuva negra (com poeira radioativa), lembra MORITA, que ao subir numa montanha próxima se deparou com o tamanho da destruição provocada pela bomba. “As pessoas gritavam apavoradas: “Onde está HIROSHIMA? O que aconteceu com a cidade? Tudo estava destruído. Nada ficou de pé”, acrescentou o sobrevivente. “Estava na estação de trem de HATSUKAICHI, a três km de HIROSHIMA. Comprava passagem para lá quando escutei um estrondo”, relembra KIMIO OKADA, segundo-tenente do exército japonês. “Momentos depois, fui avisado que o trem não sairia. Como precisava me apresentar no quartel, numa cidade próxima de HIROSHIMA, decidi ir a pé no dia seguinte”, prossegue ele, que se mudou em 1955 para SANTO ANDRÉ, GRANDE ABC. Para OKADA, a dimensão da destruição foi vista enquanto fazia a travessia da cidade, que durou cinco horas. “Um dia depois, árvores, postes e casa ainda queimavam. Não vi uma mosca, nem um ser vivo naquele dia. Um sentimento que não sei explicar até hoje”. No instante da explosão, 80 mil pessoas morreram, outras 60 mil faleceram no decorrer dos anos – vítimas de leucemia ou outros tipos de câncer, além de doenças hepáticas. Anos depois, inúmeras crianças ainda nasciam com defeitos devido a alterações genéticas. Segundo a Associação das Vítimas da Bomba no BRASIL, existem atualmente 140 sobreviventes no país, e muitos deles ainda sofrem em decorrência da exposição à radioatividade. Mas o maior de todos os danos causados é o preconceito, pelo temor que as gerações futuras venham a desenvolver qualquer anomalia genética. O projeto MANHATTAN foi o esforço dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial para fazer a primeira bomba atômica. Liderados inicialmente pelo presidente FRANKLIN DELANO ROOSEVELT, dezenas de cientistas realizaram estudos para manipular o urânio de tal modo a torná-lo próprio para a construção da bomba. Munidos de informações sobre os planos da ALEMANHA nazista de desenvolver tal arma, cientistas alemãs persuadiram ALBERT EINSTEIN a alertar ROOSEVELT a iniciar pesquisas sobre energia nuclear. Em carta de 2 de agosto de 1939, o físico detalhava, ainda sem noção de seu real poder, a destruição que uma arma usando o urânio poderia causar, e a necessidade dos EUA em se apressar para desenvolvê-la. No final de 1941, os americanos deram início ao seu programa nuclear, finalizado em 1945, e que consumiu dois bilhões de dólares. O passo mais importante do projeto foi dado por ENRICO FERMI, físico nuclear fugido do regime fascista italiano, que realizou uma reação de fissão em cadeia controlado na Universidade de CHICAGO. O projeto MANHATTAN resultou em três bombas: “GADGET”, feita de plutônio e testada no deserto de NEVADA, nos EUA; “LITTLE BOY”, feita de urânio e lançada em HIROSHIMA; e “FAT MAN”, bomba de plutônio jogada sobre NAGASAKI. Após a rendição dos nazistas e o fim da guerra, ficou claro que a ALEMANHA não tinha condições de desenvolver a bomba.

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