quarta-feira, 4 de abril de 2018

50 ANOS DO ASSASSINATO DEMARTIN LUTHER KING (4 DE ABRIL DE 1968)


Resultado de imagem para martin luther king



EXTRAÍDO DE MEMÓRIAS DO VENTURA

50 a. do assassinato do líder negro MARTIN LUTHER KING, em 4 de abril de 1968. MARTIN LUTHER KING foi o líder pacifista do movimento negro dos ESTADOS UNIDOS e ganhador do Prêmio NOBEL DA PAZ de 1964. Foi assassinado em MEMPHIS, ESTADOS UNIDOS. Nascido em 15 de janeiro de 1929, em ATLANTA, no Estado da GEÓRGIA, KING vivia com os pais, os irmãos e a avó materna, JENNIE WILLIAMS. Quando o menino tinha 5 anos, ela sofreu um desmaio em casa. KING não suportou a idéia de que JENNIE pudesse ter morrido. Subiu as escadas correndo e se jogou por uma janela do segundo andar. Sua mãe, ALBERTA, o encontrou no quintal, estatelado no chão. A cena se repetiria sete anos depois, em maio de 1941. Ao saber que sua avó tinha sofrido um ataque cardíaco, voltou correndo para casa e encontrou a família chorando. KING se jogou pela mesma janela, sobrevivendo de novo. O menino passou diversas noites em claro, chorando sem parar.
O lado depressivo do garoto contrastava com as boas condições de sua família. MARTIN LUTHER KING pai, pastor da Igreja Batista, era o negro mais bem pago de ATLANTA. Nascido MICHAEL, ele trocara o nome para MARTIN LUTHER em 1935, homenageando o fundador do protestantismo. A mudança se estendeu ao filho, que acabaria herdando também a vocação religiosa. Aos 19 anos, MARTIN LUTHER KING JÚNIOR se formou em Sociologia no MOREHOUSE COLLEGE, a melhor escola para negros da ATLANTA. Em 1954, depois de se doutorar em Teologia pela Universidade de BOSTON, KING se tornou pastor batista em MONTGOMERY, no ALABAMA.
Nos anos 1950, KING já estava envolvido na luta pelos direitos dos negros: era do comitê executivo da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor. Nos estados americanos do SUL, como o ALABAMA, os negros eram cidadãos de segunda classe. Não podiam votar, eram proibidos de entrar em certos clubes, lojas e igrejas e, no transporte público, tinham que dar preferência aos brancos.
Em 21 de dezembro de 1956, a Suprema Corte dos ESTADOS UNIDOS declarou inconstitucional a segregação racial nos transportes públicos.
Em abril de 1963, KING lançou uma campanha para acabar com a segregação nos banheiros e lanchonetes de BIRMINGHAM, no ALABAMA, então considerado o mais racista dos municípios americanos. Durante uma passeata na cidade, o pastor acabou preso. A cadeia não era novidade para KING – Ao todo, foram mais de vinte prisões.
Em 28 de agosto, KING liderou a MARCHA SOBRE WASHINGTON, que reuniu mais de 200 mil pessoas na capital americana. Diante delas, disse estar feliz por fazer parte da “maior manifestação pela liberdade” da história dos ESTADOS UNIDOS. Essas palavras foram o início de um dos mais pungentes discursos de todos os tempos, que ficaria conhecido como “EU TENHO UM SONHO”. Por 16 minutos, KING hipnotizou a multidão enquanto dizia sonhar com o fim da discriminação racial, evocando desde a BÍBLIA até a DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA AMERICANA. Foi ovacionado.
O assassinato do presidente JOHN KENNEDY, em 22 de novembro de 1963, fez KING ter um mau pressentimento sobre a morte. “É o que também vai acontecer comigo. Esta sociedade está doente”, disse ele a um amigo logo após o atentado.
KING viveu um momento de glória em WASHINGTON quando assistiu a cerimônia em que o presidente LYNDON JOHNSON assinou a LEI DOS DIREITOS CIVIS, que tornou inconstitucional toda a legislação segregacionista dos ESTADOS UNIDOS. A euforia pela conquista histórica não significou o fim do Movimento pelos Direitos Civis. Faltava ainda garantir que os negros do SUL pudessem votar sem restrições. Isso motivou KING a promover mais uma grande marcha, partindo da cidade de SELMA em direção a MONTGOMERY, em março de 1965.
Em 4 de abril de 1968, KING estava em MEMPHIS, no TENNESSEE, para apoiar uma greve de lixeiros. Sua liderança estava desgastada, assim como sua capacidade de sonhar com um país mais justo. Às 18:01 horas, enquanto conversava com amigos na sacada do LORRAINE MOTEL, KING levou um tiro no pescoço. Hospitalizado, morreu por volta das 19 horas. Cinco dias depois, o pastor foi enterrado em ATLANTA, num funeral acompanhado por 300 mil pessoas. O suposto assassino foi capturado, mas o crime nunca foi esclarecido. Dias depois do assassinato, o traficante americano JAMES EARL RAY foi apontado pelo FBI como principal suspeito. Capturado em junho de 1969, em LONDRES, RAY confessou o assassinato de KING em 10 de março de 1969. Três dias depois, voltou atrás. Mas já era tarde. Foi condenado a 99 anos de prisão e passou a vida tentando provar sua inocência. RAY morreu em 1998, aos 70 anos, sem saber dizer quem seriam os verdadeiros culpados. Nas últimas décadas, mais de dez livros com teorias sobre o assassinato foram lançados nos ESTADOS UNIDOS. Há quem acredite que não apenas o FBI, mas também a CIA, a polícia de MEMPHIS e até o presidente LYNDON JOHNSON estavam envolvidos numa conspiração para matar KING.   

Nenhum comentário: