sexta-feira, 14 de setembro de 2018

14 DE SETEMBRO DE 1918 - CEM ANOS DA GRIPE ESPANHOLA NO BRASIL.

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 100 a. da GRIPE ESPANHOLA no BRASIL. O país entrou no percurso da pandemia provavelmente a partir de 14 de setembro de 1918, de acordo com o historiador CLÁUDIO BERTOLLI FILHO. Conta ele, em “A GRIPE ESPANHOLA EM SÃO PAULO, 1918” que um vapor inglês, o DEMERARA, vindo de uma escala em LISBOA, aportou no RECIFE, em SALVADOR e no RIO, com tripulantes purgando sintomas do problema: febre, catarro nasal, inapetência, dor de cabeça, urina escura, dor no peito por causa da tosse e, em alguns casos, dificuldade para respirar tão grande que os corpos ficavam arroxeados, tanto que não era fácil distinguir o cadáver de um branco de um negro. Um dos primeiros relatos significativos de mortes é o de militares americanos no KANSAS, em março de 1918. O vírus da gripe espanhola era o H1N1, originário de aves. Imagina-se que tenha sofrido mutação e acometido humanos em escala industrial a partir dos EUA ou da CHINA. Infectou cerca de 600 milhões de pessoas e matou mais de 20 milhões delas, com gente teimando até hoje que o número de vítimas pode ter chegado a 50 milhões. Perto dela a contemporânea 1ª GUERRA MUNDIAL, com seus 8 milhões de mortos, foi uma vírgula nas estatísticas. No BRASIL, oficialmente, ocorreram 35.240 óbitos, 12.388 no RIO, 5.429 na Capital Paulista, o restante de cabo a rabo, chegando à exterminação de tribos indígenas. Não é à toa que a gripe espanhola está sendo relembrada nestes tempos de gripe aviária, em pleno 2006, ainda mais quando o vírus  HRN1  já abriu suas asas e infecta mamíferos com nome de gente, como a marta, parente da fuinha.     

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