sexta-feira, 2 de novembro de 2018

0 INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO COMPLETA 124 ANOS NO DIA 1º DE NOVEMBRO DE 2018.


124 a. fundação do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO, em 1º de novembro de 1894. O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP) foi magistralmente presidido por Nelly Martins Ferreira Candeias, que ainda exerceu as funções de secretária, tesoureira e comunicadora, apesar do excelente trabalho realizado pelas duas auxiliares administrativas do local.
Elegante, culta, simpática, bem humorada e ativa a Professora Nelly, 70 anos ou mais, é Socióloga e Pós-Graduada em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade da Califórnia em Berkeley/USA. Quando se aposentou, após 30 anos na Faculdade de Saúde Pública de São Paulo, e imaginava descansar, viajar por lazer e escrever um livro sobre a história de sua família, foi convidada a assumir a Presidência do IHGSP e, assim, sua vida mudou de trajetória. Aceitou o convite como a “um chamado”, “uma missão”, e se tornou a primeira mulher a ser presidente da Instituição em seus 113 anos de história.
Sempre dando ênfase ao fortalecimento da imagem da mulher, pesquisou e recuperou informações sobre personalidades femininas do Instituto no final do séc. XIX e inicio do séc. XX, que estavam totalmente esquecidas e que agora podem ser apreciadas no seu site. “Fiz um quadro com todos os nomes daquelas que passaram pelo Instituto e acho que o meu tema principal é primeiro fortalecer a imagem da mulher”, comentou Profa. Nelly que sempre que se apresenta em público se diz feminina, nunca feminista, pois valoriza a mulher em suas várias atividades.
Casou-se jovem, mas impulsionada pelo desejo de progredir e pelo exemplo e incentivo do marido José Alberto Neves Candeias – professor e cientista – entrou na USP um pouco mais tarde do que o normal, pois como as demais mulheres da sua época, recebeu uma educação para cuidar do lar, criar filhos, estudar piano e francês. Filhos o casal não os teve, mas hoje ainda, por hobby Profa. Nelly estuda teclado sempre que pode. “Nem sei como a minha professora me agüenta, porque ela vem uma vez por semana e mesmo  percebendo que eu não estudei, sempre diz  que eu progredi”, comentou. Assim, sua vida,  que no início foi delineada na direção  tradicional, desviou-se para as conquistas   acadêmicas, o que muito lhe satisfaz. 
“Claro que existe um tempo   cronológico na vida de todo    mundo, mas o importante é   aquilo que você faz pelos outros. Para mim este é o principal valor. Acho que há    um encanto muito grande na vida das pessoas, que reside no espírito de cada um”
Profa. Nelly Martins Ferreira Candeias
Profissionalmente, teve a oportunidade de viajar e trabalhar em diferentes lugares do mundo: Finlândia, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá... Sua principal preocupação era promover o Brasil a cada instante e desenvolver-se ao máximo, capacitando-se cada vez mais para realizar o seu trabalho. “Eu tenho verdadeiro orgulho pelo Brasil, em termos de produção não só científica. Acho que é parte da minha energia exagerada (risos) esse orgulho que eu tenho. É uma história de vida!”, explicou.                       
Profa. Nelly, a convite, escreveu a “História da Faculdade de Saúde Pública” e a “Memória da USP”, concluindo neste último que os aposentados se sentiam felizes de terem sido Professores da Instituição e que tinham a sensação de missão cumprida, uma vida cheia de dignidade e, 84% dos 220 que participaram da pesquisa, se possível fosse, fariam tudo de novo. Inclusive a própria Profa. Nelly.
Mais tarde, próxima à época da sua própria aposentadoria, escreveu o artigo “Um trem à minha espera*”. “A minha vida era como se eu descesse numa estação e um trem chegasse, mas para outro lugar... o primeiro trem é a infância... depois o casamento... depois o ‘eu quero estudar’... e no fim, meu trem está chegando na estação da minha vida que é agora, eu aposentada... Só que aí eu comecei a trabalhar de novo... Por essa eu não esperava”, concluiu com risos.

Nelly é uma pessoa muito sensível, que se emociona com o ser humano, e reconhece nos outros os valores pelo quais ela sempre lutou. Decidida, empreendedora, quer difundir os diversos cursos de especialização e de extensão da entidade a qual está dedicando duas horas e compartilhar com todos, este patrimônio cultural que é o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. O prédio de oito andares, totalmente recuperado e restaurado pela atual gestão, está localizado na área central da cidade.



Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

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Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSPMHIH é uma instituição científica e cultural localizada na cidade de São Paulo, no Brasil.
Sem fins lucrativos, tem como principais objetivos a pesquisa e divulgação da história, da geografia e correlatos, principalmente com respeito à cidade e estado de São Paulo.
IHGSP promove cursos e sessões abertas ao público, publica uma revista cultural e dispõe de um vasto acervo, aberto ao público e aos pesquisadores.

História

Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, Antônio de Toledo Piza e Estêvão Leão Bourroul tomaram a iniciativa de convidar todos os intelectuais paulistas para uma reunião realizada no dia 1 de novembro de 1894 (124 anos) no salão nobre da Faculdade de Direito, cedido pelo então diretor o Barão de Ramalho. O objetivo da reunião estava estabelecido no convite: "O fim da reunião é tratar da criação do Instituto Histórico Paulista." Cento e trinta e nove pessoas atenderam ao convite e subscreveram a ata da fundação do instituto, entre elas podem ser destacados: Antonio Carlos Ribeiro de AndradaAntonio da Silva PradoBernardino de CamposFrancisco de Paula Ramos de AzevedoFrancisco de Paula Rodrigues AlvesLuis de Anhaia MeloMartinho Prado JúniorOrville A. DebyPedro Augusto Gomes CardimTeodoro Sampaio, entre outros nomes.
A 6 de Março de 1971 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[1]

Primeira Administração

Os primeiros administradores, eleitos por aclamação foram: Cesário Mota Júnior, para presidente; Domingos Jaguaribe, para vice-presidente; Antonio de Toledo Piza, para secretário; Estevão Leão Bourroul, Carlos Reis e o cônego José Valois de Castro, sem cargos especificados. A mesma assembleia que os elegeu no dia da fundação do IHGSP, aclamou presidente honorário a Prudente de Morais, que chegaria no dia seguinte ao Rio de Janeiro, para assumir, duas semanas depois, a presidência da República.
Em 23 de dezembro de 1894 (123 anos) a assembleia elegeu para o primeiro triênio administrativo, a seguinte diretoria: dr. Cesário Mota Júnior, presidente; conselheiro Dr. Manuel Antônio Duarte de Azevedo, vice-presidente; dr. Carlos Reis, 1º secretário; dr. Manuel Ferreira Garcia Redondo, 2º secretário; e dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, tesoureiro. Cesário Mota faleceu antes de completar o mandato e foi substituído pelo vice-presidente em exercício.

Proposta

A primeira diretoria do instituto fundamentou os princípios que norteiam a instituição até hoje
- Promover o estudo e o desenvolvimento da História e Geografia do Brasil e principalmente do Estado de São Paulo e, bem assim, ocupar-se de questões e assuntos literatos, científicos, artísticos e industriais, que possam interessar o país sob qualquer ponto de vista;
- Publicar uma revista, uma vez ao menos anualmente, dando conta da vida da associação e onde fiquem arquivados os trabalhos que o Instituto julgar uteis e interessantes;
- Manter correspondência e relações com as sociedades congêneres, nacionais e estrangeiras.

Abrangência

  • Memória das tradições e sua preservação;
  • Colaborar com os governos quando as finalidades se identifiquem;
  • Defender e prestigiar manifestações com os mesmos objetivos.
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