domingo, 4 de novembro de 2018

Morte de Carlos Marighella

49 ANOS DO ASSASSINATO DE CARLOS MARIGHELLA. Aos 18 anos, CARLOS MARIGHELLA vira militante do PARTIDO COMUNISTA e, em 1936 é preso, sofrendo as mais bárbaras torturas nas mãos da polícia de FILINTO MÜLLER. Depois de solto, combate a ditadura GETÚLIO VARGAS. Decepcionado com o PARTIDO COMUNISTA, funda a AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN), em 1967. Era um carismático líder de 55 anos que gostava de escrever poemas. Tinha passado nove anos preso e outros 21 na clandestinidade.
"Encontrei com ele uma vez, durante uma feijoada", conta a ex-militante MARIA DO AMPARO ARAÚJO. "Ele era corajoso, mas não tomava cuidado. Nas reuniões que fizemos juntos, eu ia armado e ele não", diz outro ex-militante, o jornalista FLÁVIO TAVARES. Com o endurecimento do regime militar em 1968, torna-se o "inimigo público número 1", sendo caçado em todo o País. Em 4 de novembro de 1969 é surpreendido em uma emboscada na ALAMEDA CASA BRANCA, em SÃO PAULO e é atingido por balas dos agentes da Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS).
O sociólogo RICARDO DE AZEVEDO diz: "Estava preso desde setembro em SÃO PAULO. Lembro que ouvia o jogo pelo rádio, quando a transmissão foi interrompida com a notícia de que CARLOS MARIGHELLA fora assassinado. Foi uma consternação geral no presídio. Muitas pessoas choraram. Eu era da AÇÃO POPULAR, mas ainda assim foi um choque. Já existia a consciência de que a resistência armada à ditadura não ia bem".    

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