quinta-feira, 12 de julho de 2018

A REVOLUÇÃO DE 32 - ONTEM E HOJE - PALESTRA NA OAB/SP EM 12 DE JULHO DE 2018


Divisor de águas,todos deveriam conhecer a história da revolução de 32, um grande marco!!!congratulations Dr Sidnei Lobo Pedroso#Mario Mario Ventura, acadêmicos OAB santana,OAB Se Dr Durso, parabéns 🎈🎊🎉


-1:47:45
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Sidnei Lobo Pedroso fez uma transmissão ao vivo — com Leila Peterka Souza e outras 17 pessoas.
Palestra Cel. Mario Ventura na OAB-SP.
Prestigiando a palestra o Grupo Cidadãos de 32 da Comissão do Acadêmico de Direito da OAB-Santana presidida pelo Doutor Sidnei Lobo Pedroso.
A REVOLUÇÃO DE 32
ONTEM E HOJE

PREÂMBULO

A OAB/SP, guardiã das tradições paulistas, tem a idade da Revolução de 1932. Nasceram na mesma trincheira, sofreram o mesmo martírio e renasceram do mesmo sonho de Justiça e Liberdade. A participação da primeira diretoria da seccional paulista da OAB nesta Epopéia Cívica foi intensa: o Doutor HENRIQUE SMITH BAYMA, foi um dos responsáveis pela elaboração do anteprojeto de programa que seria adotado com a possível queda de GETÚLIO VARGAS. Integrou-se como soldado ao 7º Pelotão do Batalhão de PIRATININGA, sendo aprisionado pelas tropas federais numa trincheira entre QUELUZ e VILA QUEIMADA; Doutor VICENTE RAO fora enviado pelos companheiros em missão à EUROPA, impedido de voltar ao BRASIL, foi exilado na FRANÇA. Também participaram ativamente os doutores PLÍNIO BARRETO, FRANCISO ANTÔNIO DE ALMEIDA MORATO, WALDEMAR MARTINS FERREIRA, JOSÉ JOAQUIM CARDOZO DE MELLO NETO, JOSÉ ADRIANO MARREY JÚNIOR, HENRIQUE VAINER, ALEXANDRE MARCONDES MACHADO FILHO, entre outros.
60 a. falece PLÍNIO BARRETO em 28 de junho de 1958. Nasceu em 20 de junho de 1882. Advogado consagrado e redator-chefe de “O ESTADO DE SÃO PAULO”, onde começou como revisor aos 14 anos. Com a ocupação ditatorial do jornal pela polícia do então interventor ADHEMAR DE BARROS, em março de 1940, o governo getulista, a pretexto de mantê-lo em funcionamento, formulou proposta de compra à família MESQUITA. JÚLIO MESQUITA FILHO recusou qualquer possibilidade nesse sentido e constituiu PLÍNIO BARRETO como seu procurador na defesa dessa posição. Eleito deputado constituinte federal da UDN em 1945, foram de sua autoria os projetos da antiga Lei de Imprensa e da ainda vigente lei que regula o funcionamento das CPIs. PLÍNIO também participou do nascimento da Justiça Eleitoral paulista em maio de 1932, primeiro como procurador regional eleitoral e depois como juiz efetivo. “Faleceu em plena euforia pela primeira conquista brasileira da COPA DO MUNDO e talvez por isso o País não lhe tivesse rendido as homenagens que merecia, mas nunca é tarde para evocar o seu exemplo, principalmente numa época deserta de verdadeiros homens públicos, como os dias de hoje” (como nota de JOSÉ D´AMICO BAUAB, membro do Centro de Memória Eleitoral do TER-SP, publicada no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, em 15 de janeiro de 2007).


No dia 12 de julho de 2004 a Comissão do Resgate da Memória da OAB/SP e a Sociedade Veteranos de 32-MMDC promoveram um evento comemorativo ao Movimento Constitucionalista de 1932. Os expositores naquela ocasião foram o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, Vice-presidente do MMDC e o JOÃO  BATISTA DE OLIVEIRA, presidente da Comissão de Relações Corporativas e Institucionais da OAS/SP. A Mesa de trabalhos foi presidida pelo doutor FÁBIO MARCOS BERNARDES TROMBETTI, então Titular da Comissão do Resgate da Memória da OAB/SP.

Em 2008 o professor, advogado e jurista EDUARDO DOMINGOS BORTALLO venceu o concurso de monografias sobre a Revolução de 32, promovido pela OAB/SP e a Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Essa monografia tornou-se um livro editado com cópias de cartas do veterano FRANÇOIS BORTALLO, onde episódios marcantes daquele movimento foram revelados de maneira inédita.
EM 2007, assistimos nesta Casa a uma palestra do historiador HERNÂNI DONATO, autor de vários livros que aborda a Revolução de 32.

A REVOLUÇÃO DE 32
ONTEM E HOJE
12 DE JULHO DE 2018 – 19 HORAS
COMISSÃO DE RESGATE DA MEMÓRIA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SEÇÃO DE SP.


Nas três primeiras décadas do século 20 (1900-1930), diversos foram os acontecimentos políticos e sociais relevantes. No campo internacional podemos citar: a maciça imigração de europeus para o Brasil; a eclosão da Primeira Guerra Mundial e a “grande crise” econômica de 1929. Internamente, o Brasil enfrentou: movimentos sociais dos trabalhadores com várias greves; o conflito de CANUDOS; os 18 de Forte em 1922; a Revolução de 5 de Julho de 1924; surgimento dos primeiros partidos operários; o anarco-sindicalismo em São Paulo; a “Revolta da Vacina” no Rio de Janeiro (1904); o comunismo (criação do PCB em março de 1922); a “Reação Republicana” ao eixo SP-MG nas eleições de 1922; a insatisfação dos militares e o surgimento do “tenentismo” na década de 1930. Outrossim, vale registrar que, por vários motivos (manutenção do Estado, custeio de infra-estruturas portuária e ferroviária, valorização do café), muitos eram os empréstimos tomados pelo Brasil junto ao estrangeiro – notadamente a Grã-Bretanha – de forma que, nesse período, a dívida externa do país cresceu significativamente, assumindo patamares comprometedores da higidez econômico-financeira do País, o que, por óbvio, repercutiu no cenário político interno.

SÃO PAULO e MINAS GERAIS alternavam-se na Presidência da Nação, mas com o mandato do presidente WASHINGTON LUÍS (eleito por SÃO PAULO) chegando ao fim, surpreendentemente houve de sua parte insistência para que um outro paulista o sucedesse na presidência, quebrando assim a famosa política do “café com leite”.
Para a sucessão de WASHINGTON LUÍS na presidência do BRASIL, JÚLIO PRESTES, candidato do governo, concorre com GETÚLIO VARGAS (tendo como vice JOÃO PESSOA) e vence em 1º de março de 1930. JÚLIO PRESTES e seu vice VITAL SOARES obtém 1 milhão e 97 mil votos contra 744 mil votos de GETÚLIO VARGAS. Iniciava-se um movimento revolucionário. Os “tenentes” de 1924, estigmatizados como revolucionários e sem chances políticas no sistema vigente, junto com jovens políticos, respaldados com seus postos políticos diante da supremacia de SÃO PAULO nas urnas, arriscam-se a uma ação mais atrevida. No dia 26 de julho é assassinado JOÃO PESSOA por JOÃO DANTAS, um oposicionista da PARAÍBA, na cidade do RECIFE. O governo eleito é acusado de crime, muito embora o assassinato tenha sido meramente passional. Facilitou a decisão para a ação da revolução. A Chefia do Estado-Maior da Revolução foi entregue ao TENENTE-CORONEL GÓIS MONTEIRO. A oposição alegou fraude nas eleições e GETULIO VARGAS dá o golpe. A revolução eclode em 3 de outubro de 1930.   
GÓES MONTEIRO, antigo conhecido de GETÚLIO, colabora de maneira decisiva para a vitória dos golpistas. Em 24 de outubro de 1930, a ALIANÇA LIBERAL e integrantes da cúpula militar, em nome do Exército e da Marinha, depuseram o presidente da República no RIO DE JANEIRO e constituíram uma Junta Provisória. Diante da manifestação popular e da forte pressão dos revolucionários vindos do sul, essa Junta acabou entregando o poder a GETÚLIO em 31 de outubro de 1930.

Os vitoriosos de 30 compunham um quadro bastante heterogêneo, política e socialmente, mas, com um adversário comum: as velhas oligarquias cafeeiras. Tira-se a elite do poder, caindo os quadros oligárquicos tradicionais e ascendendo à cúpula os militares, os jovens políticos da oposição, os técnicos diplomados e, mais tarde, os industriais.  
Buscava-se terminar com os chamados “currais eleitorais”, quando os votos eram dados obrigatoriamente para os indicados pelo governo, também chamado “voto de cabresto”. Naquela época quem dirigia o sistema eleitoral era o legislativo e se baseava em uma lista. O voto não era livre e secreto como hoje.
A Constituição, então vigente, era a de 1891, reformada em 1926. Foi revogada e o governo passou e exercer um poder ilimitado, destituindo os então presidentes dos Estados, substituindo-os por tenentes, como interventores, alguns sem qualquer ligação ou vínculo com os Estados para os quais eram nomeados. A missão deles era fazer com que as decisões do ditador fossem obedecidas.

Após quase dois anos de atos discricionários cometidos pelo ditador, o BRASIL se sentia na obrigação de mudar esse estado de coisas. As FRENTES ÚNICAS de MINAS GERAIS, RIO GRANDE DO SUL e SÃO PAULO preparavam uma revolução.  

No dia 22 de maio de 1932 foi elaborado o boletim da FRENTE ÚNICA de SÃO PAULO, asseverando que a presença do enviado especial do ditador (OSWALDO ARANHA foi mandado por GETÚLIO VARGAS a SÃO PAULO, a fim de acalmar o ânimo dos paulistas) tinha o “intuito de arrebatar do povo paulista o sagrado direito de escolher os seus governantes” e que esse mesmo povo não mais suportaria tamanha afronta e humilhação, repelindo “a indébita e injuriosa intromissão na sua vida política” por parte daqueles que estavam “conduzindo SÃO PAULO e o BRASIL a sua ruína total”. No mesmo dia do lançamento do citado Boletim houve um comício na PRAÇA DO PATRIARCA, às 15 horas. Pontificou a voz altissonante de IBRAHIM NOBRE, que se dirigiu ao PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS (com SÍLVIO DE CAMPOS, ANTÔNIO PEREIRA LIMA, AURELIANO LEITE, LUCIANO GUALBERTO e com o povo), afirmando ao Interventor PEDRO DE TOLEDO: “Já começa a correr o sangue paulista. Estamos algemados e algemados dentro de uma senzala. E V. Ex.a, Sr PEDRO DE TOLEDO, está preso conosco. V. Ex.a. deve sair dela e com estes homens vir às ruas reivindicar a nossa liberdade. V. Exª está no fim da vida e deve escolher: um simples epitáfio ou uma estátua”. A menção feita por IBRAHIM NOBRE, ao fato de já começar a correr o sangue paulista, era devida aos ferimentos sofridos pelo estudante LIMA NETO, naquele mesmo 22 de maio de 1932, vítima das agressoras forças da Ditadura. No dia seguinte, 23 de maio, mais sangue iria correr, purpureando vários jovens, que se transformaram nos exacerbados mártires da irrefreável luta contra o opróbrio.

Por volta das 16 horas de 23 de maio de 1932, realiza-se na Praça do Patriarca, o comício monstro em favor do restabelecimento da autonomia do Estado e do retorno da constituição do país. O povo em massa dirige-se aos CAMPOS ELÍSEOS e exige por meio de discursos inflamados a organização do secretariado do governo em consonância com a vontade do povo.
No cair da tarde e o surgir da noite a massa humana se agiganta pelo Pátio do Colégio, ruas e praças contíguas. Populares sacam de suas armas e fazem disparos para o ar a guisa de salvas no momento em que SILVA GORDO passa a Secretaria da Justiça a WALDEMAR FERREIRA. O povo, não satisfeito com as vitórias alcançadas dirige-se à sede dos jornais: “RAZÃO”, órgão de OSVALDO ARANHA, o “CORREIO DA TARDE”, de MIGUEL COSTA, incendiando-os.

Daí o povo ruma contra a sede da LEGIÃO REVOLUCIONÁRIA, o PARTIDO POPULAR PAULISTA, o qual era chefiado por MIGUEL COSTA nos altos da Rua BARÃO DE ITAPETININGA, esquina da PRAÇA DA REPÚBLICA.
Por volta das 20:30 horas na PRAÇA DA REPÚBLICA o povo ataca a sede do PPP, instalado à Rua BARÃO DE ITAPETININGA, número 60 (hoje Prédio 298, esquina da Praça). A fuzilaria é intensa de lado a lado. Todos os lampiões de gás nas imediações e as poucas lâmpadas estão quebradas por tiros. Os atacantes, uns atrás das árvores, outros deitados, defendem-se, atacam e socorrem os feridos. As ambulâncias ficam postadas nas Ruas SÃO LUÍS, 7 DE ABRIL e 24 DE MAIO. Enquanto um mulato distribuía munições, o povo luta desesperadamente a fim de invadir o prédio.

Quando era meia-noite, os atacantes já apresentam duas baixas: EUCLYDES MIRAGAIA e ANTÔNIO AMÉRICO DE CAMARGO ANDRADE, morador de CAMPINAS. Alguns atacantes conseguem trazer um bonde e o colocam, como muralha, parado à porta do prédio.
Era uma hora e trinta minutos da madrugada quando DRÁUSIO MARCONDES DE SOUZA, ao forçar a porta do prédio, é alvejado mortalmente vindo a falecer no dia 26 devido aos ferimentos recebidos. DRÁUSIO tinha apenas 14 anos, morador na Rua OSCAR FREIRE, ferido na fossa ilíaca esquerda. O tiro saiu na fossa ilíaca direita.
A luta já dura horas, mas os atacantes não esmorecem. Há muita gente ferida e não se sabe ao certo o número de mortos.
Naquela madrugada sangrenta, naquele desespero, muitas pessoas deixam os abrigos e avançam para o prédio com o propósito de tomá-lo. Num destes ataques MARIO MARTINS DE ALMEIDA é atingido por uma rajada de balas no peito no meio da Rua BARÃO DE ITAPETININGA. Não é decorrido muito tempo quando soldados acercam-se do prédio, assestam uma metralhadora, fazem disparos e recebem um comunicado que transmitem aos populares dizendo que os sitiantes se renderam e vão desocupar o prédio, o que realmente aconteceu.  
 MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA morre ao ser removido para o pronto-socorro da polícia central. São feridos também: IGNÁCIO CRUZ, de 21 anos, solteiro, residente à avenida D.PEDRO I, número 7, no IPIRANGA, com dois ferimentos produzidos por balas, na perna direita; SEBASTIÃO BERNABÉ VERGUEIRO DOS SANTOS, de 33 anos, residente à rua VITÓRIA, número 144, com um ferimento perfuro contuso na perna esquerda; PAULO RIBEIRO, advogado, residente à Rua OSCAR PORTO, número 43, com ferimento perfuro contuso no antebraço direito; MOACYR DE OLIVEIRA, de 21 anos, residente à Rua ANTÔNIO DE GODÓI, 91 com ferimento de bala penetrante da cavidade torácica; JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA FILHO, de 21 anos, solteiro, residente à Rua SOUZA LIMA, número 24, com ferimento perfuro contuso na fronte frontal esquerda; ORLANDO DE ALVARENGA, de 32 anos, casado, empregado de cartório, residente à Rua MARANHÃO, com ferimento perfuro contuso na região lombar, que viria a falecer em 12 de agosto; SEBASTIÃO ALVES DE OLIVEIRA, de 19 anos, copeiro, com ferimento de bala na região glútea direita; FRANCISCO ANTÔNIO VALENTE, de 19 anos, morador na rua 21 de Abril, número 313, com ferimento de bala no braço esquerdo e no peito; DOMINGOS NÓBREGA FILHO, de 21 anos, açougueiro, morador à Alameda Santos, número 362, com um ferimento perfuro contuso produzido por bala no pé direito e outro na coxa do mesmo lado.
Horas depois, as iniciais dos nomes dos mortos haverão de formar a sigla da sociedade, a princípio secreta, que viria a ser forja e martelo da revolução constitucionalista: MMDC.

Os restos mortais dos heróis repousam no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no IBIRAPUERA, Capital. Foram trasladados para o Monumento em 9 de Julho de 1954,  juntamente com os restos mortais de outro herói da Revolução, o caboclo PAULO VIRGÍNIO.
JOSÉ BENEDITO MACHADO FLORENCE numa inspiração divina assim se expressou:
“VIVERAM POUCO PARA MORRER BEM,
MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE!”

Nessa data era reformado o GENERAL DE BRIGADA MIGUEL COSTA – MIGUEL COSTA foi promovido a GENERAL DE BRIGADA pelo DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO de 11 de novembro de 1930. O BOLETIM DO EXÉRCITO publicou o ato da promoção em 15 de novembro daquele ano. Foi ele designado para assumir o Comando da 3ª Brigada de Infantaria da 2ª Região Militar. No dia 5 de dezembro de 1930 foi designado Secretário de Estado dos Negócios da Segurança Pública. No dia 29 de abril de 1931 foi designado COMANDANTE GERAL DA FORÇA PÚBLICA.

No dia 9 de Julho de 1932 SÃO PAULO se unia para um dos mais belos movimentos de nossa história. Homens e mulheres, velhos e crianças, cada qual com seu quinhão de esforço, empenharam-se numa luta heróica pela restauração da democracia em nossa pátria. Embora derrotados militarmente, os paulistas conseguiram ver o seu ideal concretizado: a ditadura foi banida, e o povo se reintegrou na posse de seus mais legítimos direitos. SÃO PAULO se engalana novamente, neste ano, para comemorar a DATA MAGNA do Estado, e cultuará mais uma vez aqueles que tombaram nos campos de batalha. Pela nossa memória passará mais uma vez as imagens da gloriosa epopéia cívica.  

“O mineiro JUSCELINO KUBITSCHEK, oficial da FORÇA PÚBLICA DE MINAS GERAIS, que atuou ao lado do Governo Provisório de GETÚLIO VARGAS, quando Presidente da República, referiu-se assim sobre 1932: “.... uma daquelas causas pelas quais os homens podem viver com dignidade e morrer com grandeza”. O carioca EUCLIDES FIGUEIREDO comandou no VALE DO PARAÍBA, a principal das Divisões do Exército Constitucionalista. Disse considerar a Revolução “o mais brilhante movimento cívico da história do BRASIL republicano”. O gaúcho BERTOLDO KLINGER generalíssimo revolucionário, escrevendo ao supremo comandante ditatorial, o GENERAL GÓIS MONTEIRO, descreveu o ânimo que descobrira entre o povo paulista: “....os ricos entregam o seu ouro com discrição britânica e bravura romana; as senhoras despojam-se de suas jóias; os bispos entregam o ouro das igrejas e as suas próprias cruzes pectoriais; os casais pobres levam à coleta suas alianças; os advogados, os médicos, os seus anéis....” Estas definições completam-se com a da respeitada “História do Exército Brasileiro”, editada pelo Estado Maior do Exército: “O nosso maior movimento armado. O valor e a capacidade do homem, do brasileiro em face da adversidade, superaram todas as expectativas, não só no campo material, das improvisações e imaginação, mas, também, no campo da elevação moral e espiritual, diante da causa e motivação para a defesa das suas convicções”. Estas definições, nenhuma assinada por paulista, mostram que a História, pelo juízo dos homens, fez e vai fazendo justiça à Revolução Constitucionalista: foi ela a explosão de um idealismo levado às últimas conseqüências.
A maioria dos oficiais e soldados da Força Pública era nordestina. O Comandante da FRENTE SUL, o CORONEL TABORDA era paranaense. A colônia mineira em SÃO PAULO era significativa, não só na capital como também no interior.
É verdade que há críticos. Alguns deles insistem em que entre os idealistas a reclamar eleição e Constituição, havia separatistas. Haveria uns cinqüenta, certamente menos de cem. Não formariam mais do que um magro batalhão. Nem conduziram o povo para a Revolução.
No entanto, os seis milhões de habitantes do Estado aplaudiram e aderiram. Uma adesão assim unânime jamais resulta de enganos, de desencontros. Quase cem mil homens pediram armas e lugar nas trincheiras: estudantes, funcionários, agricultores, comerciários, pretos, pardos, brancos; pobre, ricos; casados, solteiros. Sem prática das durezas da luta, marcharam e combateram – quinze a dezoito mil deles – enquadrados por mais ou menos dez mil praças da Força Pública (a Polícia Militar de hoje) e quase três mil recrutas do Exército Nacional.

Assim se formou o Exército Constitucionalista. Para ele, foi preciso fabricar dentro do Estado o que não havia: armas e munições. A criatividade e o esforço revolucionário montaram fábricas das quais saíram balas para fuzil (240 mil/dia no final da luta), granadas para canhões (200/dia no término da campanha), capacetes de aço (70 mil), máscaras contra gás, rações de campanha, trens blindados, carros de assalto, lanchas blindadas, minas marítimas e terrestres, carros lança-chamas, além de armas psicológicas de efeito extraordinário no substituir armas inexistentes. Entre essas “armas de mentirinha”, a matraca, que imitava o “matraquear” de metralhadora pesada e o canhão fantasma que não disparava, mas enganava a observação aérea.
A guerra toda decorreu entre julho e começos de outubro. Tempo frio, ríspido, nos campos do sul do Estado e na Serra do Mar, onde a campanha foi mais duramente combatida. Portanto, houve precisão de vestir, agasalhar e alimentar entre 25 a 30 mil. Não havendo indústria, nem dinheiro suficiente para atender a tais necessidades, 72 mil mulheres, trabalhando graciosamente, costuraram fardamentos, teceram agasalhos, prepararam material médico, cozinharam refeições, atenderam a hospitais, atenderam as famílias cujos arrimos haviam seguido para as trincheiras.
Uma guerra, travada em cinco frentes, sem comunicação com o exterior para vender produtos da terra (no caso, café), custa muito caro. Além da guerra, era preciso que a vida, no Estado, prosseguisse, normal o quanto possível: armazéns fornecendo, escolas ensinando, trens trafegando, farmácias atendendo, lâmpadas acendendo. E o tesouro do Estado, em tempo de crise mundial e principalmente nacional e paulista, estava a zero. Para socorrer o Tesouro e manter a vida civil regular e o Exército combatendo, fez-se a Campanha do Ouro Para o Bem de São Paulo, a que se referiu o GENERAL KLINGER na frase citada.
De certa feita, na longa fila de entrega dos pertences de ouro para a causa justa, destacou-se uma preta velha. Ombros arcadosl, mãos engelhadas, chale na cabeça, sobraçava um pequeno embrulho. Dela se aproximou um funcionário, solícito e acolhedor, a fim de auxiliá-la, pois não estava mais em condições de permanecer intermináveis minutos numa fila, dizendo-lhe que poderia entregar  sua oferenda pessoalmente. A velhinha esticou-se em passos lerdos, depositou o embrulho no balcão e ao abri-lo, ofereceu, aos heróis de 32, um quilo de café em grão. Ela explicou, com simplicidade: “É pros soldados. Pedi esmola um dia inteiro para poder comprar. Dou de coração...” Ela era o povo. Era o símbolo de uma gente. A figura estóica, gritando por legalidade, por direito, por oxigênio para respirar.

"São Paulo não pegou em armas para combater os seus queridos irmãos de outros Estados, nem para praticar a loucura de separar-se do Brasil, mas, unicamente, para apressar a volta do País ao regime constitucional".
Em 31 de agosto, quando ia acesa a luta nos quatro quadrantes do Estado, Costa Manso pronunciou veemente discurso através de uma rádio desta Capital, fazendo um balanço da marcha da Revolução a partir de sua erupção, que não teve caráter separatista, como assoalhavam os agentes da Ditadura, mas sim o de movimento popular, envolvendo todos os segmentos da sociedade sob a liderança da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Indústrias, que facilitaram a incorporação de seus empregados nas tropas constitucionalistas, mediante a reserva de seus lugares, com a garantia dos respectivos vencimentos.
Lembrou o insigne Chefe do Poder Judiciário a atuação do Instituto dos Advogados, em consonância com a Congregação da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, de onde partiram os primeiros voluntários, bem como a Igreja Católica, que não se limitou a fornecer serviço religioso à tropa, mas foi além, organizando a formação de um batalhão de caçadores diocesanos, assim como o Batalhão Arquidiocesano, da Capital, formado por antigos alunos desse renomado estabelecimento e ensino, entre outras entidades, como a Liga das Senhoras Católicas, incansáveis no trabalho de assistência aos soldados e às suas famílias. A participação da maçonaria e das colônias estrangeiras, radicadas na Capital, mereceu especial destaque nesse discurso, assim como a colaboração da imprensa, a par das solidariedade da população, que acorreu em massa para doar ao Estado suas jóias, na patriótica Campanha Outro em Prol de São Paulo, compreendendo os bancos, que puseram à disposição do Tesouro a reserva acumulada no Banco do Brasil, sobre a qual emitiram os famosos "Bônus pro Constituição", muito disputados pelo povo.
No fecho desse memorável pronunciamento, Costa Manso, aludindo à libertação dos filho de Israel do cativeiro do Egito perorou: "São Paulo, em si próprio, encontrou os recursos de que necessitava. Se sofreu a infâmia da traição externa e interna não perdeu e nem perderá a fé. E, por isso, vencerá, ainda que exija, como ao povo eleito, o sacrifício de uma geração. Se a sorte das armas nos for adversa, teremos perdido uma batalha. Mas uma batalha não é a guerra; esta havemos de ganhar, porque o São Paulo dos bandeirantes ressuscitou e nunca mais será crucificado!"
(Texto e autoria do Desembargador Emeric Lévay, extraído do livro do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo "Memórias e Atualidade - 1874 - 2007").
Mas se tão empenhado e poderoso foi esse ideal constitucionalista, ficou restrito a SÃO PAULO? Ninguém, em parte alguma do BRASIL, moveu-se para sustentá-lo, por atos ou mesmo por gritos? Pois houve gente assim, e muita, e em muitos lugares. Afinal, a Revolução deveria ser feita pela FRENTE ÚNICA – larga corrente de liberais, principalmente do RIO GRANDE DO SUL, de MINAS GERAIS, do DISTRITO FEDERAL (hoje RIO DE JANEIRO), do MATO GROSSO e outros Estados. O porquê de, a 9 de julho, somente SÃO PAULO e a parte sul do MATO GROSSO cumprirem o combinado, é um capítulo que ainda está sendo escrito, mas se sabe que SÃO PAULO foi traído por MINAS GERAIS e RIO GRANDE DO SUL, que aceitaram as vantagens pecuniárias do governo provisório, ou seja, o perdão das dívidas de seus Estados para com a República. FLORES DA CUNHA foi atraído por GETÚLIO VARGAS quando o convidou para ser o futuro Ministro da Justiça.

Os que deveriam marchar e combater ao lado de SÃO PAULO marcharam e combateram contra SÃO PAULO. Nem por isso, o ideal deixou de levantar eco e despertar combatentes em outros sítios: Assim, ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste, brasileiros houve que responderam ao grito de “CONSTITUIÇÃO E ELEIÇÕES LIVRES! Levantado em 1932, junto ao riacho do IPIRANGA, como em 1822 ali fora levantado o grito de “INDEPENDÊNCIA!”

No MATO GROSSO um destacamento revolucionário saiu de CAMPO GRANDE em meados de julho com a incumbência de conquistar PORTO MURTINHO, no Rio PARAGUAI e assim garantir um porto internacional, mesmo que fluvial, para a entrada de mercadorias endereçadas aos rebeldes. De CAMPO GRANDE a PORTO MURTINHO venceram cinco batalhas contra tropas governistas. Uma dessas batalhas aconteceu em PORTO ESPERANÇA. No dia 20 de setembro a tropa de BORGES DE MEDEIROS se rendia, após esgotarem os recursos de tiro. Houve lutas em LADÁRIO, BELA VISTA, QUITÉRIA, COXIM.
No RIO GRANDE DO SUL (com ênfase para SOLEDADE, os frentistas gaúchos que, à sua moda e sem esperanças, tentaram montar um governo constitucionalista no pampa. No dia 1º de setembro o CORONEL CÂNDIDO CARNEIRO JÚNIOR, mais conhecido como GENERAL CANDOCA, não aceitou as ordens do interventor FLORES DA CUNHA e invadiu o quartel do 44º Corpo Auxiliar e se apossou das armas e da munição. No dia 8 teve início em ESPUMOSO a movimentação de um grupo de revolucionários sob o comando de MANOEL DA SILVA CORRALO, tomaram a sub-prefeitura, prendendo as autoridades locais. No dia 14 essas tropas se uniram ao contingente comandado pelo agora GENERAL CANDOCA e seguiram em direção à VILA FÃO. Lutaram contra a Brigada Militar Gaúcha na Barra do DUDULHA com o RIO FÃO no dia 13 de setembro. Foram derrotados, mas demonstraram valentia e amor à causa de maneira exarcerbada). VACARIA, PELOTAS, SÃO JOÃO, CAÇAPAVA, SERRO ALEGRE também foram a favor da causa constitucionalista em terras gaúchas.
No RIO DE JANEIRO, já no dia 10 de julho, centenas de estudantes aguardavam as tropas constitucionalistas para deporem GETULIO VARGAS; Na BAHIA (514 estudantes da Faculdade de Medicina e uma dezena de professores foram presos e recolhidos aos cubículos da Penitenciária de SALVADOR. A Faculdade foi fechada e os cursos somente foram reabertos a 2 de outubro de 1932).
No PARÁ aconteceu o celebre episódio de ÓBIDOS, onde os artilheiros do forte foram derrotados após o naufrágio de suas barcaças, atacadas pelas forças de ditadura, que os executaram, na famosa BATALHA NAVAL DE ITACOATIARA – os sargentos do 4º Grupo de Artilharia da Costa, de 70 homens, sediados em ÓBIDOS, haviam aderido à Revolução Constitucionalista, obedecendo um civil, comissionado no posto de CORONEL pelo general BERTHOLDO KLINGER, o doutor ALDERICO DE OLIVEIRA, um advogado baiano que ali morava. Os rebeldes saíram de ÓBIDOS EM 21 de agosto de 1932, com destino a MANAUS. Os navios BAEPENDI e INGUÁ afundaram as barcaças dos revoltosos em águas do rio AMAZONAS, na altura do município de ITACOATIARA. Os amotinados tinham tomado a cidade de PARENTINS. Também em MANAUS houve uma tentativa de rebelião por parte de sargentos do 27º Batalhão de Caçadores.  
No PARANÁ aconteceram combates nas cidades de CASTRO e SENGÉS. De CASTRO partiu um tenente comandando um esquadrão de Cavalaria, atravessou ITARARÉ e veio lutar no TÚNEL DA MANTIQUEIRA, por não querer enfrentar seus irmãos do PARANÁ).
Em MINAS GERAIS (principalmente em BELO HORIZONTE, VIÇOSA, ZONA DA MATA e ARAPONGA, tropas leais a ARTHUR BERNARDES, constitucionalista, enfrentaram os soldados da Força Pública mineira, que se voltaram contra SÃO PAULO por ordem do então governador OLEGARIO MACIEL).

Em setembro AMPARO foi tomada pelas tropas do CORONEL EURICO GASPAR DUTRA, fechando o cerco a CAMPINAS. A partir daí, a queda do moral dos revolucionários cai muito. Surgem discórdias entre os comandantes, sobretudo após a assinatura pelo Comandante da Força Publica, CORONEL HERCULANO DE CARVALHO, de uma cessação das hostilidades em separado de sua milícia com a ditadura. Ao GENERAL BERTOLDO KLINGER só restaria aceitar as exigências de GÓES MONTEIRO.
EUCLYDES FIGUEIREDO, por sua vez, não se rendeu, achando que conseguiria resistir no sul do MATO GROSSO, para onde pretendia se dirigir, mas não conseguiu.  O CORONEL PALIMÉRCIO RESENDE seguiu antes para tentar organizar as tropas que iriam se encontrar posteriormente com FIGUEIREDO. Este não conseguiu seu intento porque o governo provisório impedia a saída de qualquer revolucionário. Dirigiu-se , de barco pelo mar, com destino ao RIO GRANDE DO SUL, onde supunha haver uma coluna resistindo. Foi aprisionado num porto catarinense pela Marinha. PALIMÉRCIO e outros, incluindo JOÃO NEVES DA FONTOURA, encontraram-se com tropas aliadas no MATO GROSSO, logo dissolvidas, o que os obrigou a fugir para o PARAGUAI.      

Diz a “HISTÓRIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO”: “vencedor único, o BRASIL” Pois 723 dias depois do 9 de Julho, o BRASIL ganhava a CONSTITUIÇÃO. E o brasão de armas de SÃO PAULO, criado durante a Revolução, diz “BRASILIA FIANT EXIMIA” - “PELO BRASIL FAÇAM-SE GRANDES COISAS”. E a bandeira do Estado, o último Estado brasileiro a adotar uma bandeira, é a única, entre as bandeiras estaduais a ostentar o MAPA DO BRASIL.”

Em 1982, quando se completaram 50 anos do Movimento Constitucionalista é comovente o pronunciamento de AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “...àqueles que morreram aos milhares nos campos rasos da luta, da mais nobre luta e da mais bela luta, a luta pelos direitos do homem, a luta pela liberdade da pátria, a luta pela conquista de uma constituição e pela garantia de uma vida tranqüila e próspera para o nosso povo”.....”decorridos 27 anos, sabe todo o Brasil que não se tratava de um movimento separatista, mas de uma revolução que integrava na vida política todo o restante de seu povo. Longe de separar, era a revolução que unia Norte a Sul para o mesmo pensamento jurídico, o mesmo pensamento cívico visando a volta do Estado de Direito do país”. Ainda disse AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “a vitória não foi alcançada nas armas, foi alcançada nas consciências, na convicção do homem”. Em aparte, o deputado SÉRGIO MARINHO disse que se penitenciava de ter lutado contra São Paulo, por estar hoje convencido de que a revolução constitucionalista foi um dos maiores movimentos cívicos registrados no País.” 

GUILHERME DE ALMEIDA, o poeta da Revolução, diz que “Deu-se, em São Paulo, o fenômeno da fusão perfeita de todos os fatores de uma nacionalidade. Não houve, então, distinção de cor política, nem de credos religiosos, nem de condições, nem de idade, nem de nacionalidade, nem mesmo de sexo, porque a mulher foi tão forte quanto o homem. Nisso é que residiu a beleza da nossa epopéia.” “Foi a beleza da revolução que envolveu o povo. A luta foi bela, brava, estóica e a vencemos, do ponto de vista ideológico, em todos os pontos. Todos cooperaram. As colônias estrangeiras forneceram de tudo. Ambulâncias, fardas, alimentação. Lembro-me também, de um episódio tocante, para ilustrar quão belo e nobre foi nosso movimento. A colônia de russos brancos de VILA ALPINA, com cerca de 700 membros, era paupérrima. Nada pode oferecer à nossa guerra. No entanto, o sangue da liberdade e do direito latejava em suas veias como nas nossas. A despeito da sua pobreza, os russos brancos jejuaram, em seu templo, todo um dia, e os alimentos economizados foram doados à causa da Constituição.” “São Paulo era uma peça só. Fundiu-se no fragor da ante-luta, ansioso por ordem e  por progresso, para que o dístico de nossa Bandeira fosse honrado. Era mister que voltasse a ordem. Todos sentiam essa necessidade.
AGOSTINHO TOFFOLI TAVOLARO diz que a Revolução Constitucionalista foi uma revolução romântica, por ideais e não por conquista do poder, que terminada por um armistício, veio alcançar seu resultado maior com o advento da Constituição de 1934, que introduziu o voto secreto e o voto das mulheres, constituição essa infelizmente revogada pela Carta de 1937, de inspiração fascista e que implantou o chamado ESTADO NOVO, ditadura que perdurou até 1945. A EPOPÉIA DE 32 foi um exemplo de ideal e civismo, contém uma mensagem às gerações futuras e aos jovens de hoje.     

Uma das mais eloqüentes provas de que o Movimento Constitucionalista foi de âmbito nacional reside no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no IBIRAPUERA. Hoje lá estão imortalizados os participantes da Revolução. Desde os generais até os mais simples soldados, quer sejam italianos, portugueses, espanhóis, russos e de outros países, como também de quase todos os Estados do Brasil (pernambucanos, cearenses, mineiros, paraibanos, etc). Sem distinção de raça, credo ou cor todos ali se igualam, irmanados, na história de 1932.    






MINHAS PALAVRAS FINAIS AOS SENHORES E SENHORAS QUE ACABAM DE OUVIR ESTE RESUMO DO SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932:
O Brasil é um país que resiste na beira do abismo. Abençoado por Deus e pela natureza, vive na dúvida entre o atalho do atraso e a reta da certeza. Uma nação que maltrata sua história e não agradece, todos os dias, a generosidade divina que nos concedeu uma extensão territorial de dimensão continental, rica em terras férteis, praias que enchem os olhos do mundo inteiro, água doce em abundância, fauna e flora que não devem nada aos países mais ricos.
Todos os versos e cantos ufanistas de nossa Pátria são verdadeiros e merecem o cultivo da eternidade. Quando Gonçalves Dias declama que “Nossa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...”, pratica um ato de civismo exemplar pelo caminho encantador da poesia. Assim como outros brasileiros exemplares, Gonçalves Dias tentou plantar raízes de civismo e amor à Pátria.
Civismo é a difícil tarefa de amar, em grandeza superior, os valores do País, do Estado e do Município. Uma pessoa acometida do vírus cívico é aquela que consegue romper os muros estreitos e menores de um cotidiano medíocre para se envolver em lutas e projetos que dignifiquem a vida. É fácil, cômodo e comum viver a pobre rotina da casa para o trabalho e de trabalho para casa, intercalada por um tempo livre que nada acrescenta e apenas demonstra que existe gente que passa por este mundo sem nunca ter vivido.
E a grande tragédia contemporânea do Brasil é a crescente alienação de sua população em relação aos valores cívicos que deveriam nortear uma nação civilizada.
Os jovens desapareceram das praças e a política, ciência superior do poder, deixou de ser pensada e discutida nas esquinas, evidenciando uma decadência social e cultural de elevada periculosidade cívica. A história nos ensina que o afastamento da juventude é um sinal de alarme para as nações, exigindo dos patriotas uma providência qualquer diante da falência de nossas instituições.
Por muito menos do que acontece no Brasil de 2018, os paulistas pegaram em armas dia 9 de Julho de 1932. Data máxima do povo paulista, 9 de Julho é a referência de honra e glória que jamais deixaremos desaparecer de nossa história.
Fizemos a maior guerra civil da história do Brasil em busca de uma Constituição para conquistarmos a democracia. Fomos derrotados militarmente, mas vencemos politicamente. Mesmo com a ditadura usando o rádio como propaganda enganosa, vendendo ao Brasil a idéia de que nossa revolução era separatista, liderada pelos italianos e barões do café, conseguimos a Constituição em 1934 e grandes avanços em direção à cidadania, como a conquista do voto feminino, por exemplo.
9 de Julho é o exemplo para sempre. Em 1932 fizemos a maior guerra cívica militar. Em 2018 precisamos, em paz, promover esse movimento cívico, partindo de São Paulo, para resgatar a ética, o próprio civismo e a cidadania numa nação destroçada pela corrupção.
O Brasil precisa buscar o exemplo nos tempos atuais da Epopéia de 32, onde o IDEAL DO DIREITO era a única meta daqueles 130 mil homens,  mulheres e crianças envolvidos no Movimento Constitucionalista Eles conseguiram, embora derrotados pelas armas, o retorno da Carta Magna do País. A eles nosso preito de gratidão! Meu profundo respeito aos HERÓIS DE 32, baluartes da verdadeira democracia brasileira.  

Palestra Cel. Mario Ventura na OAB-SP.
Prestigiando a palestra o Grupo Cidadãos de 32 da Comissão do Acadêmico de Direito da OAB-Santana presidida pelo Doutor Sidnei Lobo Pedroso.
Comentários
Carmen Dora F Ferreira5:16 Historia e Memoria. OAB sempre presente rememorando episodios da revolução de 32. Amei participar em meio a respeitaveis autoridades e seleto publico.
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Marcia Barros0:00 Dra Carmen Dora,pena não termos tirado fotos saudações minha linda 😘 beijos Deus abençoe!!
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Arthur Jorge Do Amaral10:37 Boa noite Dr Sidnei Lobo, estou ao seu lado e assistindo daqui de Campo Grande MS ...
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Sidnei Lobo Pedroso0:00 Abraços a todos de Mato Grosso Sul - Campo Grande.

Principalmente as famílias do que lutaram na Revolução Constitucionalista de 32 Arthur Jorge Do Amaral
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Arthur Jorge Do Amaral3:00 Boa noite ... Em Campo Grande MS acompanhamos com atenção e civismo ...
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Sidnei Lobo Pedroso0:00 Voce é um amigo querido Arthur Jorge Do Amaral
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Arthur Jorge Do Amaral1:22:01 Boa noite Dr Sidnei ... Em Campo Grande MS .. Ao seu lado ...
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Arthur Jorge Do Amaral1:12:08 Estou muito feliz pela citação pelo Cel. Ventura e lembrando a atuação do MS ...
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Arthur Jorge Do Amaral1:10:36 Esta é uma linda história de São Paulo e do Mato Grosso do Sul ...
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Cassio Freitas23:25 Excelente iniciativa ! Parabéns aos organizadores
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Anacris Cad1:20:58 Dr Sidney transmita meu abraço a todos!
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Anacris Cad1:19:15 Estamos tendo uma ótima resolução da live
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Responder1 hEditado
Anacris Cad1:09:54 Estamos juntos!
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Fernanda Lazzarini1:07:36 Sds de estar com vcs ... maa cheguei agora casa
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Anacris Cad1:27:26 Linda história
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Anacris Cad1:17:48 Cel ventura...
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Sandra Jacubavicius1:23:31 Boa noite Dr Sidnei ! Parabéns Dr Umberto e a todos pela realização do evento !!
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Carlos Guedes1:04:42 Parabéns a todos os envolvidos na realização da pontual palestra. 👏👏👏
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Denis Lima1:08:16 Mesa brilhante com a presença do nobre Excelentíssimo Dr. Norberto.
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Fabio Melo3:52 Parabéns meu amigo, isso td é fruto daquele tempo que não podia estar conosco, o resultado está aí. Abraço especial 🤗🤗🤗
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Décio Romão1:16:28 Dr.Norberto sempre engrandecendo as palestras
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Otavio D'Urso Filho1:09:47 Parabéns Umbertinho
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Edceia Binatto1:11:01 Parabéns Dr.
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Maria Cavalcante1:38:32 Parabéns a todos! 👏👏
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