Em 22 de agosto de 1976, o ex-presidente Juscelino Kubitschek morreu num acidente, no quilômetro 165 da Rodovia Presidente Dutra. O Opala que o levava de São Paulo para o Rio ultrapassou a mureta divisória e bateu de frente num caminhão. Na época, a polícia chegou a investigar a hipótese de um ônibus da viação Cometa ter batido de propósito na traseira do carro de JK, que era dirigido por Geraldo Ribeiro. Porém, o motorista do coletivo, Josias Nunes de Oliveira, acabou absolvido por falta de provas.
A suspeita de que Juscelino fora vítima de um atentado não soava estranha, já que, 13 dias antes do acidente na Dutra, a notícia da morte do ex-presidente, num acidente de carro, fora amplamente divulgada. Mas JK estava em sua fazenda, em Goiás, onde não havia telefone. Aos jornalistas que o procuraram disse: "estão querendo me matar, mas ainda não conseguiram". Quando, no dia 22, a notícia surgiu novamente, houve quem não acreditasse. Desta vez, porém, era verdade. O Opala de JK fora atingido pelo ônibus e, desgovernado, atravessara a mureta e batera de frente com uma carreta.
Na época do acidente, JK tinha 73 anos — ele faria 74 no dia 12 de setembro. Dois anos antes de morrer, o ex-presidente recuperara seus direitos políticos, cassados logo após o golpe militar de 64, e pretendia voltar à vida pública. Mais de 300 mil pessoas participaram de seu funeral, em Brasília, cantando a música que marcara a vida de Juscelino: “Peixe vivo”. Em 1996, o corpo de JK foi exumado, mas o laudo oficial concluiu que ele realmente morrera no acidente da Dutra. O local onde o ex-presidente perdeu a vida é conhecido, desde então, como “Curva do JK”.
Homenagem. O local do acidente em que morreu Juscelino
Homenagem. O local do acidente em que morreu Juscelino Hipólito Pereira/12-08-2004