sábado, 23 de março de 2019

194 ANOS DO NASCIMENTO DO ESCRITOR PORTUGUÊS CAMILO CASTELO BRANCO - 23 DE MARÇO DE 1825.


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194 a. nasceu o escritor português CAMILO CASTELO BRANCO, em 23 de março de 1825. Filho ilegítimo foi registrado como de mãe incógnita porque o pai, MANOEL JOAQUIM BOTELHO, não queria assumir que tivera um filho com uma mulher muito humilde, JACINTA MARIA. Educado por um clérigo em cuja casa morava, padre FRANCISCO JOSÉ DE AZEVEDO, que lhe deu formação literária, CAMILO matricula-se na Faculdade de Medicina do PORTO, abandona o curso, matricula-se novamente e perde o ano por faltas. Já casado com JOAQUINA PEREIRA, tem uma filha, ROSA, em 1843, mas três anos depois se apaixona por PATRÍCIA EMÍLIA DE BARROS, de VILA REAL, foge com ela para o PORTO e é preso por ordem do tio da moça. Apesar das vicissitudes publica seus primeiros poema, “PUNDONORES DESAGRAVADOS” e “JUÍZO FINAL”, colabora em alguns jornais e, em 1847, quando morre sua esposa legítima, ataca o governador civil de VILA REAL através de artigos num jornal e, em resposta, é seriamente espancado. CAMILO inicia então uma vida boêmia: integra o grupo “LEÕES” do café GUICHARD. Em 1848 perde a primeira filha ao tempo em que lhe nasce a segunda, fruto de seus amores com PATRÍCIA EMÍLIA. Publica o folheto “MARIA, NÃO ME MATES QUE SOU TUA MÃE!”. Em 1850, portanto apenas com 25 anos, o escritor publica seu primeiro romance, “ANÁTEMA”, e consegue ganhar o suficiente para viver de suas obras, ao tempo em que namora ANA PLÁCIDO, noiva de MANUEL PINHEIRO NEVES. Não satisfeito, torna-se amante da freira ISABEL CÂNDIDA VAZ MOURÃO e, quem sabe se por isso, matricula-se no seminário do PORTO, mas logo desiste de formar-se em Teologia, o que não o impede de criar um jornal religioso, “O CRISTIANISMO”, ao qual se segue outro jornal, “A CRUZ”. Nomeado diretor literário do jornal “A VERDADE” em 1856, CAMILO muda-se para VIANA DO CASTELO para continuar seus amores com ANA PLÁCIDO, agora casada, que segue para a mesma cidade, onde o casal de amantes acaba tornando pública sua ligação, o que impede que CAMILO consiga trabalho nos jornais da região. Sem dinheiro, perseguido pela Justiça, tem com a nova amante o filho MANUEL PLÁCIDO e enfrenta um processo, pois o marido traído o processa e manda prender a mulher, juntamente com o escritor amante. Cansado finalmente de fugir, em 1860 CAMILO se entrega na Cadeia da Relação do PORTO, onde já estava a amante, e na qual, por coincidência, é visitado pelo rei D. PEDRO V. Julgado e absolvido pelo juiz TEIXEIRA DE QUEIROZ, que era o pai de EÇA DE QUEIROZ, CAMILO continua a produzir intensamente. Publica “O QUE FAZEM AS MULHERES”, “VINGANÇA”, “CARLOTA ÂNGELA”, “DOZE CASAMENTOS FELIZES”, “ROMANCE DE UM HOMEM RICO” e, em 1862, vem à luz “AMOR DE PERDIÇÃO”, sua obra-prima, um fabuloso êxito editorial ao qual se seguem “CORAÇÃO, CABEÇA E ESTÔMAGO” e “MEMÓRIAS DO CÁRCERE”. Em 1863, CAMILO tem mais um filho, JORGE. Neste mesmo ano morre o marido de ANA PLÁCIDO deixando de herança a casa para MANUEL PLÁCIDO que, embora fruto dos amores de CAMILO, formalmente era filho do casamento de ANA. O escritor muda-se para a casa do antigo rival, onde nasce um terceiro filho, NUNO, e escreve novas obras: “VINTE HORAS DE LITEIRA”, “NO BOM JESUS DO MONTE”, “AMOR DE SALVAÇÃO” e “O ESQUELETO”. Já muito famoso, em 1870, o escritor escreve ao primeiro-ministro, pedindo o título de visconde, negado por não estar casado com ANA PLÁCIDO. Continua a produção em massa, inclusive peças, como “O CONDENADO”. Ao ser visitado em sua casa pelo Imperador do Brasil, D. PEDRO II, manda suspender a publicação do romance “A INFANTA CAPELISTA”. Muda-se para COIMBRA onde quer educar os filhos, participa da fundação do Partido Republicano, fere-se com gravidade num acidente de trem entre SÃO ROMÃO e ERNESINDE e, apesar da vista fraca, continua numa vida agitada. Em 1881 ajuda a raptar uma jovem órfã para casá-la com o filho NUNO, o qual, em seguida expulsa de casa e envolve-se numa polêmica na QUESTÃO DA SEBENTA que lhe vale tantas ameaças, que compra uma arma. É com ela que se mataria anos depois. Em 1885 o escritor recebe o título de VISCONDE DE CORREIA BOTELHO e no ano seguinte escreve seu último romance, “VULCÕES DE LAMA”. Finalmente casa com ANA PLÁCIDO, publica o livro de poemas “NOSTALGIA” e a 1º de junho de 1890, sentindo-se cego, comete suicídio com um tiro na cabeça. Matou-se justamente na casa que, pela morte do filho, acabara herdando do homem a quem roubara a mulher.  

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