domingo, 28 de abril de 2019

130 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTÔNIO DE OLIVEIRA SALAZAR, EM 28 DE ABRIL DE 1889.


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a. nasce ANTÔNIO DE OLIVEIRA SALAZAR em VIMIEIRO, PORTUGAL, em 28 de abril de 1889. Foi seminarista, quando um dilema o assaltou: ser padre ou professor? Nessa época, em PORTUGAL o tempo era de crise. A 1º de fevereiro de 1908, o rei e o príncipe herdeiro são assassinados por dois carbonários. DOM MANUEL II sobe ao trono e dois anos depois, os generais se aliam para depô-lo e proclamar a República, em 5 de outubro de 1910. Crise econômica terrível: o país vai quase à falência e a miséria campeia. O moço SALAZAR está em VISEU, agora como repetidor no colégio da VIA SACRA. A 5 de novembro de 1910, recebe o título de bacharel. Na 1ª GRANDE GUERRA, PORTUGAL é aliado da GRÃ-BRETANHA. Mas SALAZAR não vai partir para a luta. Foi isento do serviço militar, por “constituição débil”. Dedica-se totalmente aos estudos. A 28 de abril de 1917, dia de seu aniversário, faz uma estréia como professor assistente, em COIMBRA. Um ano mais tarde, já é titular da cátedra de ciências econômicas. Finalmente, a 10 de maio de 1918, recebe o grau de “egrégio” doutor da Universidade de COIMBRA. Mora no CONVENTO DOS GRILOS, em companhia de seus melhores amigos: o doutor CEREJEIRA, que será mais tarde cardeal, e MARIO DE FIGUEIREDO, que será um dia presidente da Assembléia Nacional. SALAZAR começa a sair da obscuridade. Colabora intensamente no jornal do centro católico “NOVIDADES”. Pronuncia conferências em todo o País. Em 1921, apresenta-se como deputado. Depois de assistir a apenas uma reunião no Parlamento, renuncia ao cargo. Em 1926, o marechal GOMES DA COSTA, reagindo contra a desagregação que ameaça o Estado, derruba o regime parlamentar e toma o poder. Há necessidade de um ministro excepcional para sanear as finanças. SALAZAR é indicado e aceita o convite. Dois anos depois, o general CARMONA é eleito presidente da República. A 27 de abril de 1928 SALAZAR é novamente chamado para o Ministério das Finanças. Em dois anos, SALAZAR consegue o que para todos é um prodígio: estabilidade da moeda e amortização da dívida pública. Estabelece a CARTA DAS COLÔNIAS. Com uma paciência de formiga, vai tomando conta do poder total. De 1928 a 1968, quarenta anos de ditadura pensada e consciente. Soube, durante a guerra civil espanhola, ajudar FRANCO a vencer, sem tomar parte nos combates. Mandou soldados para a campanha hitlerista contra o “sórdido comunismo”, sem ferir a sensibilidade inglesa. E cedeu os AÇORES e CABO VERDE aos ALIADOS, sem temer conflito com o EIXO. SALAZAR nunca se encontrou com HITLER, e não se esforçou para isso. Entre os dois, um abismo de diferenças. Um, o germânico, voltado à feitiçaria e ao encantamento das forças obscuras e violentas; o outro, o latino, não desenvolveu seu espírito senão nos fundamentos da lógica e da razão, mesmo com seu catolicismo um tanto místico. Com os ditadores latinos, MUSSOLINI e FRANCO, SALAZAR sente-se mais à vontade. Principalmente com FRANCO. Sabe que, sem sua ajuda, a aventura franquista não triunfaria. Com FRANCO, celebrou um pacto ibérico, para uma política exterior comum para os dois países. O único desafio ao imperador-papa de PORTUGAL veio de um português: o general UMBERTO DELGADO. Durante a sua juventude, o general DELGADO fora entusiasta de SALAZAR. Esse apoio lhe valeu uma carreira vertiginosa: adido militar em WASHINGTON, diretor da aviação civil, membro influente da presidência. Espírito agitado e polêmico, DELGADO logo passa a censurar com veemência o que ele chama de “ultra-colonialismo” de SALAZAR e seu imobilismo.  

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