quinta-feira, 4 de abril de 2019

HÁ 134 ANOS DESPONTOU PARA A EXISTÊNCIA O NOTÁVEL POETA, MAGISTRADO E HOMEM PÚBLICO, VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO.

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VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO despontou para existência...


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MarianoTaglianetti

Anexos17:40 (há 4 horas)
 para eu
Caríssimo Cel. VENTURA, boa tarde !
Amanhã é natalício do notável POÉTA, MAGISTRADO e ATIVISTA POLÍTICO VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO.
Nosso preito por uma existência terrena realmente admirável, exemplo para que sirva de paradigma á mocidade.
Certamente, da eternidade, olha complacente o BRASIL de hoje, porfiando por futuro mais promissor...
Fraternal apreço, MT.






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Há 143 ANOS DESPONTOU PARA A EXISTÊNCIA O NOTÁVEL POETA, MAGISTRADO E HOMEM PÚBLICO, VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO.

Nascido em Santos, a 5 de abril de 1866, e aí fez os primeiros estudos, matriculando-se, aos dezesseis anos, com licença especial, na faculdade de Direito de São Paulo, onde se bacharelou em 1886. Espírito adiantado, inclinou-se  desde a adolescência para a democracia, e, ainda no 4º ano jurídico, já fazia parte do diretório Republicano de Santos, de onde se partiu para São Paulo, em 1887, a tomar parte, como deputado no Congresso Republicano, reunido na Capital da Província.
Proclamada a República, foi eleito, em 1891, deputado ao Congresso Constituinte do Estado e convidado, no ano seguinte, ao desempenho das funções de secretário do Interior. Afastou-se, pouco depois, dos encargos públicos, dedicando-se à advocacia em Santos e fazendo-se fazendeiro em Franca, até que iniciou a carreira da magistratura em 1908, como juiz de Direito, atingindo o Supremo Tribunal de Justiça em 1914.
Através dessas atividades profissionais e políticas,  foi sempre poeta, e dos melhores da nossa história literária, principalmente por aliar ao pensamento ora suave e delicado, ora filosófico e meditativo, a boa e fina forma, plena sempre de nobre e vibrátil expressão poética.
Como jornalista colaborou em vários periódicos na revista A CIGARRA, de São Paulo  e fundou em Santos, o Diário da Manhã e, em 1905, O Jornal.
Poeta lírico dos mais apreciados, enamorado das rosas, cativo da beleza, cantor do mar e das florestas, VICENTE DE CARVALHO  entremeou,  por vezes, com as suavidades do pensamento panteísta e do encanto amoroso, os laivos de uma ironia levemente amarga, mas francamente humana. Faleceu em 1924.
Deixou as seguintes obras: Ardeátias, versos, Santos, 1885; Relicário, versos, Santos, 1888;  Rosa, Rosa de amor..., poema, Rio, 1902; Poemas e Canções, São Paulo. 1908, e várias outras edições; Verso e Prosa, São Paulo 1909; Páginas Soltas, prosa, São Paulo, 1911; Versos da Mocidade,  Porto, 1912; A Voz do Sino, versos, São Paulo, 1916; Luisinha, São Paulo,  1024, além de vários inéditos.
                                               ESPERANÇA
Só a leve esperança em toda vida
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre  adiada
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa, que sonhamos,
Toda arreada de dourados  pomos,

Existe, sim: mas nós não a  alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos
Apud:
ANTOLOGIA NACIONAL / Fausto Barreto e Carlos de Laet / 43ª Edição – 1969 – fls 378-379 / Livraria Francisco Alves
Curitiba 05 abril 2.019.






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