quinta-feira, 22 de agosto de 2019

DIA DO SOLDADO - TOQUE DE SILÊNCIO FRANCES DE AZEVEDO


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DIA DO SOLDADO
       (25/Agosto)


Luiz Alves de Lima e Silva
Patrono do Exército Brasileiro!
A pátria: defendeu-a por inteiro!
Marechal de Exército:
Pelos soldados, benquisto!
Cognominado: O Pacificador:
Pois, dos conflitos, era mediador!
Sufocou muitas rebeliões
Contra o Império
Fazendo jus ao seu ministério!


Quando em Lomas Valentinas,
Em 1868, tomado de orgulho,
Bradou: “O deus dos Exércitos
Está conosco. Eia! Marchemos
Ao combate, porque o General
E amigo que vos guia, ainda, até hoje,
Não foi vencido!”


Barão, Conde, Duque, 
Presidente-em-Chefe do Exército.
Ministro de Guerra,
Senador do Império
Onde, sempre, com critério,
Pugnou pelas causas justas!


Muitas vitórias pela pátria:
Itororó, Avaí, Lomas, Valentinas,
Guerra do Paraguai...


Seus restos mortais e o da esposa
Jazem no Mausoléu, defronte
Ao Palácio Duque de Caxias
No centro do Rio de Janeiro.
Saudemos, pois, esse
Autêntico Brasileiro!


Frances de Azevedo
Secretária do COCCID/ACSP
Agosto/2019






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“TOQUE DE SILÊNCIO” (TAPS)
(Baseado na história real do Capitão do Exército da União, Robert Elly, em 1862, durante a Guerra Civil Americana, quando se encontrava numa região do Estado da Virgínia: próximo, do outro lado, estava o Exército Confederado). (Abaixo meu poema escrito em 28.08.2012):



Da corneta, o som plangente
Nascido da dor inerente
Ecoa dolorido no coração do pai,
Cuja esperança se esvai 
Quando baixa à tumba seu filho amado,
Que, sem saber, foi por ele resgatado,
Lá no campo inimigo, além-linha...

Naquela noite, ao ouvir gemidos,
O pai, Capitão da União,
Lançou-se no meio dos disparos:
Rastejando, logo o encontrou.
Não importava se Confederado
Ou do seu Exército.
Sem se deter, arrastou-o para
Dentro de suas próprias linhas...

À luz da lanterna, viu o rosto do soldado:
Seu filho! Que, no entanto, morto estava... 
O jovem fora estudar música
Em outro Estado. Alistara-se no
Exército Confederado. Não contara ao pai.

Quando amanheceu, na bruma fria,
Com a alma envolta em profunda nostalgia,
Lá se foi o combalido Capitão,
Aos seus superiores, pedir permissão
Para enterrar o filho com honras militares:
(Mesmo que soldado inimigo!).
Também solicitou a participação
Do corpo musical para o funeral...


O pedido foi atendido parcialmente,
E, por ser o pai daquele combatente,
Um só músico lhe foi concedido.
Deu graças por ter conseguido!
Escolheu então um corneteiro
Que, neste ofício, foi o primeiro.
Pediu-lhe que tocasse as notas musicais
Que achou no bolso do uniforme do falecido.

Assim, naquela triste manhã,
Nascia o Toque de Silêncio
-Também conhecido por TAPS -
Cuja letra assim reza:

“O dia terminou, o sol se foi
Dos lagos, das colinas e do céu.
Tudo está bem, descansa protegido.
Deus está próximo.
A luz tênue obscurece a visão
E uma estrela embeleza o céu,
Brilhando luminosa.
De longe, se aproximando,
Cai a noite.
Graças e louvores para os nossos dias.
Debaixo do sol, debaixo das estrelas,
Debaixo do céu,
Enquanto caminhamos, isso nós sabemos.
Deus está próximo”.


Frances de Azevedo
COCCID/ACSP
AGOSTO/2019







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